{"id":250704,"date":"2026-01-30T20:19:07","date_gmt":"2026-01-30T20:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/250704\/"},"modified":"2026-01-30T20:19:07","modified_gmt":"2026-01-30T20:19:07","slug":"muito-perigoso-trump-alerta-londres-e-otava-contra-lacos-com-pequim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/250704\/","title":{"rendered":"&#8220;Muito perigoso&#8221;. Trump alerta Londres e Otava contra la\u00e7os com Pequim"},"content":{"rendered":"<p>                &#8220;\u00c9 muito perigoso para eles fazerem isto&#8221;, disse o presidente norte-americano, depois de o primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer, de visita a Pequim na quinta-feira, ter afirmado ser &#8220;vital&#8221; para o seu pa\u00eds melhorar as rela\u00e7\u00f5es com a China.<br \/>&#13;<br \/>\nXi Jinping e Starmer saudaram a melhoria das rela\u00e7\u00f5es entre os seus &#13;<br \/>\npa\u00edses, que consideraram necess\u00e1ria apesar da persist\u00eancia de &#13;<br \/>\ndiverg\u00eancias graves.<\/p>\n<p><b>No in\u00edcio desta semana, Trump amea\u00e7ou impor tarifas ao Canad\u00e1 caso o pa\u00eds concretizasse os acordos econ\u00f3micos assinados com a China durante a recente visita do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, a Pequim.<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Acho que \u00e9 ainda mais perigoso para o Canad\u00e1 fazer neg\u00f3cios com a China&#8221;, real\u00e7ou Donald Trump. &#8220;O Canad\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 bem (&#8230;) e n\u00e3o se pode olhar para a China como uma solu\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou o presidente norte-americano numa confer\u00eancia de imprensa ap\u00f3s a sua chegada a Washington para a estreia de um document\u00e1rio sobre a sua mulher, Melania Trump.<\/p>\n<p>&#8220;Conhe\u00e7o muito bem a China. Sei que o presidente Xi \u00e9 meu amigo. Mas isso \u00e9 um grande obst\u00e1culo quando se trata do Canad\u00e1&#8221;, frisou Donald Trump, ironizando que &#8220;a primeira coisa que far\u00e3o [as autoridades chinesas] ser\u00e1 dizer que j\u00e1 n\u00e3o se pode jogar h\u00f3quei no gelo&#8221;.<\/p>\n<p><b>As declara\u00e7\u00f5es surgem depois de Xi Jinping ter recebido Keir Starmer em Pequim, e semanas ap\u00f3s um encontro semelhante com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney. Em resposta \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o entre China e Canad\u00e1, Trump amea\u00e7ou impor tarifas alfandeg\u00e1rias de 100 por cento sobre produtos canadianos caso fosse assinado um acordo comercial bilateral com Pequim.<\/b><\/p>\n<p>Antes dos coment\u00e1rios de Trump, o secret\u00e1rio do Com\u00e9rcio norte-americano, Howard Lutnick, disse que era improv\u00e1vel que os esfor\u00e7os de Starmer com a China dessem resultados.<\/p>\n<p>\u201cOs chineses s\u00e3o os maiores exportadores e s\u00e3o muito, muito dif\u00edceis quando se tenta exportar para eles\u201d, disse aos jornalistas. \u201cPortanto, boa sorte para os brit\u00e2nicos se tentarem exportar para a China. \u00c9 muito improv\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Howard Lutnick desvalorizou a possibilidade de Trump amea\u00e7ar o Reino Unido com tarifas, como fez com o Canad\u00e1, acrescentando: \u201cA n\u00e3o ser que o primeiro-ministro brit\u00e2nico confronte os Estados Unidos e diga coisas muito duras, duvido que isso aconte\u00e7a.\u201d<br \/>&#13;<br \/>\nStarmer defende aproxima\u00e7\u00e3o a Pequim<br \/>&#13;<br \/>\nO primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer, defendeu a sua visita \u00e0 China como forma de reconstruir a confian\u00e7a m\u00fatua e refor\u00e7ar as rela\u00e7\u00f5es comerciais com Pequim. <br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nNum discurso \u00e0 comunidade empresarial chinesa e brit\u00e2nica no Banco da China, Starmer voltou a elogiar as suas conversas &#8220;muito calorosas e muito boas&#8221; com o presidente Xi Jinping no dia anterior.<\/b><\/p>\n<p>Reiterou que estas discuss\u00f5es lhes permitiram &#8220;fazer progressos reais&#8221; e que &#8220;\u00e9 assim que constru\u00edmos a confian\u00e7a e o respeito m\u00fatuos que s\u00e3o t\u00e3o importantes&#8221;.Esta \u00e9 a primeira visita de um chefe de governo &#13;<br \/>\nbrit\u00e2nico \u00e0 China desde 2018 e segue-se a uma s\u00e9rie de outras viagens de&#13;<br \/>\nl\u00edderes ocidentais, ansiosos por refor\u00e7ar os la\u00e7os com Pequim, \u00e0 medida&#13;<br \/>\nque o seu tradicional aliado americano se torna mais imprevis\u00edvel. <\/p>\n<p><b>Na pr\u00e1tica, Keir Starmer, que viaja esta sexta-feira para Xangai antes de seguir para o Jap\u00e3o, n\u00e3o deixa a China com uma s\u00e9rie de contratos ou an\u00fancios inovadores.<br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><br \/>&#13;<br \/>\nObteve algumas concess\u00f5es de Pequim, como uma redu\u00e7\u00e3o das tarifas de exporta\u00e7\u00e3o de whisky e um acordo de coopera\u00e7\u00e3o para combater a imigra\u00e7\u00e3o, cujo alcance ainda n\u00e3o est\u00e1 definido.<\/p>\n<p>Pequim concedeu tamb\u00e9m ao Reino Unido isen\u00e7\u00e3o de visto para os brit\u00e2nicos que permane\u00e7am na China por menos de 30 dias, o que Londres elogia como forma de facilitar o acesso \u00e0s oportunidades econ\u00f3micas do mercado chin\u00eas aos empres\u00e1rios brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 simb\u00f3lico do que estamos a fazer com esta rela\u00e7\u00e3o\u201d, disse Keir Starmer no Banco da China.<\/p>\n<p>No total, foram assinados cerca de dez acordos de coopera\u00e7\u00e3o \u2014 cujos detalhes ainda n\u00e3o s\u00e3o claros \u2014 e os dois governos concordaram em realizar um \u201cestudo de viabilidade para explorar a possibilidade de iniciar negocia\u00e7\u00f5es sobre um acordo bilateral de servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>A gigante farmac\u00eautica brit\u00e2nica AstraZeneca anunciou a sua inten\u00e7\u00e3o de investir 15 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares na China at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Mas este n\u00e3o era o ponto principal para o l\u00edder brit\u00e2nico, que precisa de encontrar formas de apoiar a economia do Reino Unido, penalizada pelas consequ\u00eancias do Brexit e pelo aumento das tens\u00f5es comerciais internacionais.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAp\u00f3s anos de rela\u00e7\u00f5es tensas sob os seus antecessores conservadores, num contexto de endurecimento da pol\u00edtica chinesa em Hong Kong e de acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas de espionagem, Keir Starmer tem-se esfor\u00e7ado, desde que assumiu o cargo em 2024, por revitalizar as rela\u00e7\u00f5es com Pequim, o terceiro maior parceiro comercial de Londres.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ ag\u00eancias\u00a0&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;\u00c9 muito perigoso para eles fazerem isto&#8221;, disse o presidente norte-americano, depois de o primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir 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