{"id":25094,"date":"2025-08-11T16:39:25","date_gmt":"2025-08-11T16:39:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25094\/"},"modified":"2025-08-11T16:39:25","modified_gmt":"2025-08-11T16:39:25","slug":"andre-gorz-autogestao-em-todos-os-lugares-o-tempo-todo-instituto-humanitas-unisinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25094\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9 Gorz. Autogest\u00e3o, em todos os lugares, o tempo todo &#8211; Instituto Humanitas Unisinos"},"content":{"rendered":"<p>Resenha do livro de <strong>C\u00e9line Marty<\/strong>, <strong>L\u2019\u00e9cologie libertaire d\u2019Andr\u00e9 Gorz. D\u00e9mocratiser le travail, lib\u00e9rer le temps<\/strong> (A ecologia libert\u00e1ria de Andr\u00e9 Gorz. Democratizar o trabalho, liberar o tempo), editado pela <strong>PUF<\/strong>. Neste livro, <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> oferece uma leitura aprofundada e bem contextualizada da obra filos\u00f3fica de <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/78-noticias\/562745-a-ecologia-deles-e-a-nossa-a-profecia-de-gorz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Andr\u00e9 Gorz<\/a>. Ao acompanhar de perto a constru\u00e7\u00e3o do seu projeto para uma sociedade de sujeitos verdadeiramente aut\u00f4nomos, no trabalho e na vida, ela destaca a coer\u00eancia e a radicalidade desse ecossocialismo original.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de <strong>Bertrand Vaillant<\/strong>, publicada por <a href=\"https:\/\/laviedesidees.fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">La Vie des Id\u00e9es<\/a>, 25-07-2025. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/sobre-o-ihu\/rede-sjcias\/cepat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Cepat<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ideias\/031cadernosihuideias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Andr\u00e9 Gorz<\/a> (1923-2007), cujo nome verdadeiro era <strong>G\u00e9rard Horst<\/strong>, \u00e9 autor de uma obra original que conjuga existencialismo e marxismo antiprodutivista, que faz dele um dos pioneiros do hoje chamado ecossocialismo. Frequentemente descrito como um \u201cvision\u00e1rio\u201d, ele \u00e9 inclu\u00eddo em todas as antologias dos fundadores da ecologia pol\u00edtica, mas frequentemente \u00e9 reduzido a algumas ideias-chave: uma sociedade de <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/651689-garantir-o-direito-ao-tempo-e-uma-questao-de-justica-entrevista-com-stefan-klein\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">tempo livre<\/a> e sal\u00e1rio vital\u00edcio, autolimita\u00e7\u00e3o das necessidades, promo\u00e7\u00e3o de tecnologia n\u00e3o alienante, planejamento ecol\u00f3gico&#8230; Ideias muito em sintonia com a \u00e9poca, mas cujos detalhes, fontes e desenvolvimentos raramente s\u00e3o explorados.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m enfrenta cr\u00edticas recorrentes, \u00e0s vezes t\u00e3o lapidares quanto injustas. Cr\u00edticas da direita, \u00e9 claro, por seu anticapitalismo decrescimentista e sua luta para liberar a vida do emprego, mas tamb\u00e9m cr\u00edticas que v\u00eam da esquerda. Autor de <strong>Adeus ao proletariado<\/strong>, diz-se que ele traiu a luta de classes e o esp\u00edrito revolucion\u00e1rio de seus primeiros compromissos para se afundar em um reformismo morno, juntamente com a outrora altamente autogestionada <strong>CFDT<\/strong>, da qual era o intelectual org\u00e2nico. Admirador da eletr\u00f4nica, diz-se que teria sucumbido a uma tecnofilia dificilmente compat\u00edvel com a sua tecnocr\u00edtica. Autor de uma ecologia com um antropocentrismo assumido, e ainda ignorando o aquecimento global, ele estaria ultrapassado diante das novas faces das lutas ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Essas cr\u00edticas, leg\u00edtimas em si, baseiam-se com frequ\u00eancia em caricaturas. Neste contexto, sa\u00fada-se o fato de que v\u00e1rias obras tenham procurado, nos \u00faltimos anos, restaurar a riqueza e a coer\u00eancia de uma obra composta por m\u00faltiplos livros e artigos, escritos sob v\u00e1rios nomes, por um autor com m\u00faltiplas atividades, jornalista de <strong>Les Temps Modernes <\/strong>e <strong>Le Nouvel Observateur<\/strong>, ativista e \u201cfil\u00f3sofo n\u00e1ufrago\u201d, como ele mesmo se definiu, \u00e0s margens da economia ou da ecologia. <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> ocupa um lugar importante nisso, com esta obra extra\u00edda da sua tese.<\/p>\n<p>Em <strong>L\u2019\u00e9cologie libertaire d\u2019Andr\u00e9 Gorz. D\u00e9mocratiser le travail, lib\u00e9rer le temps<\/strong>, oferece uma leitura aprofundada de seu pensamento, atenta ao contexto intelectual e pol\u00edtico em que se formou e \u00e0 maneira como evoluiu (sem se negar) da d\u00e9cada de 1950 ao in\u00edcio dos anos 2000. Segue, assim, os passos de obras como a bela biografia <strong>Andr\u00e9 Gorz, une <\/strong><strong>vi<\/strong><strong>e<\/strong>, de <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/publicacoes\/559703-o-que-nos-falta-para-sermos-felizes-artigo-de-andre-gorz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Willy Gianinazzi<\/a> (2016), que, embora trace com precis\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o da obra, concentrou-se mais na pessoa, e o livro de <strong>Robert Chenavier<\/strong>, <strong>Andr\u00e9 Gorz: fonder l\u2019\u00e9cologie politique<\/strong>, que restaurou a filosofia de <strong>Gorz<\/strong> em uma obra curta e clara, destinada a torn\u00e1-la conhecida.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o de <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m dupla, pois ela publicou simultaneamente o livrinho, muito \u00fatil, <strong>D\u00e9couvrir Gorz<\/strong>, composto por extratos comentados, e <strong>L\u2019\u00e9cologie libertaire<\/strong>, um livro denso e erudito, baseado n\u00e3o apenas nas obras acima mencionadas e em muitas outras, mas sobretudo em uma exegese meticulosa das obras publicadas e dos arquivos in\u00e9ditos de <strong>Gorz<\/strong>. Ela pretende destacar a coer\u00eancia e a radicalidade da obra de <strong>Gorz<\/strong> e sua relev\u00e2ncia para o nosso tempo.<\/p>\n<p>As aventuras da autogest\u00e3o<\/p>\n<p>O plano do livro oferece uma boa vis\u00e3o geral: <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> come\u00e7a mostrando como <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/185-noticias-2016\/559703-o-que-nos-falta-para-sermos-felizes-artigo-de-andre-gorz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Gorz<\/a>\u00a0enfrenta o problema da aliena\u00e7\u00e3o a partir da dupla perspectiva que a caracteriza: a fenomenologia existencialista, inspirada em <strong>Sartre<\/strong>, e o marxismo, ao qual tenta articul\u00e1-lo desenvolvendo certos conceitos de <strong>Sartre<\/strong> (grupos em fus\u00e3o, pr\u00e1tico-inerte). A resposta de <strong>Gorz<\/strong> \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o, como efeito das estruturas sociais e como experi\u00eancia do sujeito, ter\u00e1 um \u00fanico princ\u00edpio norteador: a autogest\u00e3o.<\/p>\n<p>O tema da autogest\u00e3o \u00e9 gradualmente desenvolvido por <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/602008-andre-gorz-e-suas-tres-vidas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Gorz<\/a>, como resultado do encontro com novos problemas e novas situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas: a autogest\u00e3o \u00e9, antes de tudo, \u201c<strong>autogest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d no local de trabalho (cap. 2), mas tamb\u00e9m se revela como \u201c<strong>ecologia pol\u00edtica autogestion\u00e1ria<\/strong>\u201d, como um projeto para uma sociedade onde as necessidades s\u00e3o definidas conjuntamente em uma forma de autolimita\u00e7\u00e3o ecologicamente sustent\u00e1vel (cap. 3).<\/p>\n<p>Trata-se, enfim, de uma \u201c<strong>autogest\u00e3o do tempo<\/strong>\u201d, que ultrapassa o campo do trabalho para abarcar todos os tempos vividos e, especialmente, o lazer, o tempo das atividades plenamente escolhidas em seus fins e em seus meios (cap. 4). Toda a obra \u00e9, portanto, guiada por um ideal de reapropria\u00e7\u00e3o de si, do trabalho, do <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/605616-a-vida-cotidiana-no-antropoceno-artigo-de-maria-novo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">tempo<\/a>, dos desejos, das capacidades de coopera\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o, enfim, de uma vida na qual o sujeito humano possa reconhecer-se plenamente em suas atividades.<\/p>\n<p>O percurso proposto por <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> \u00e9, portanto, ao mesmo tempo cronol\u00f3gico e tem\u00e1tico. Ela acompanha de perto a sucess\u00e3o das principais obras de <strong>Gorz<\/strong>, situando-as a cada vez em seu contexto intelectual e pol\u00edtico, e articulando-as com os compromissos profissionais e pol\u00edticos de <strong>Gorz<\/strong>, que o levaram a encontrar e dialogar com numerosos membros da esquerda anticapitalista internacional. Ele surge, assim, como um homem de s\u00edntese e debate, integrando voluntariamente diversas disciplinas em sua filosofia geral, ant\u00edtese do vision\u00e1rio isolado.<\/p>\n<p>O livro \u00e9, portanto, muito rico para quem se interessa pelas fontes e pela constru\u00e7\u00e3o progressiva da teoria social de <strong>Gorz<\/strong>. <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> acompanha de perto sua evolu\u00e7\u00e3o, a ponto de, \u00e0s vezes, nos perdermos um pouco, principalmente porque isso leva a certas repeti\u00e7\u00f5es. No entanto, seu significativo trabalho de contextualiza\u00e7\u00e3o merece elogios: ela regularmente dedica tempo para revisar de forma clara e precisa uma fonte importante espec\u00edfica (a aliena\u00e7\u00e3o em <strong>Sartre<\/strong>, o <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/635326-toni-negri-o-pensador-da-autonomia-e-da-multidao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">opera\u00edsmo<\/a> de <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/635414-a-sociologia-do-trabalho-de-negri-ousada-e-polemica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Panzieri<\/a>, a tecnocr\u00edtica de <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/640670-o-que-o-papa-francisco-e-ivan-illich-priorizam-em-comum-o-anticlericialismo-o-sul-global-e-o-grito-dos-pobres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Illich<\/a>) ou para situar um ponto te\u00f3rico em sua perspectiva hist\u00f3rica e pol\u00edtica (a transforma\u00e7\u00e3o capitalista da rela\u00e7\u00e3o com o tempo, a ascens\u00e3o das demandas ecol\u00f3gicas).<\/p>\n<p>Est\u00e1 al\u00e9m do escopo deste texto resumir os detalhes das an\u00e1lises aprofundadas de <strong>Marty<\/strong>. Assim, vamos nos concentrar em dois aspectos desta obra que a autora faz quest\u00e3o de destacar, desafiando as cr\u00edticas: sua dimens\u00e3o radical e revolucion\u00e1ria, por um lado, e sua relev\u00e2ncia como <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/620433-justica-ambiental-e-ecologia-politica-por-que-usamos-a-natureza-de-forma-tao-desigual-artigo-de-helania-pereira-da-silva\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">ecologia pol\u00edtica<\/a>, por outro.<\/p>\n<p>Gorz, o vermelho<\/p>\n<p>Embora se tenha transformado ao longo das situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, <strong>C\u00e9line Marty<\/strong> demonstra que o projeto autogestion\u00e1rio de <strong>Gorz<\/strong> n\u00e3o perdeu nada de seu radicalismo e manteve sua dimens\u00e3o revolucion\u00e1ria e ut\u00f3pica. Como j\u00e1 foi dito, os fundamentos de seu pensamento residem na articula\u00e7\u00e3o do existencialismo sartreano com o marxismo \u2013 articula\u00e7\u00e3o j\u00e1 iniciada pelo pr\u00f3prio Sartre.<\/p>\n<p>Depois, ele est\u00e1 particularmente atento \u00e0 tend\u00eancia das a\u00e7\u00f5es e grupos humanos a se tornarem r\u00edgidos, fossilizados e contraproducentes nas institui\u00e7\u00f5es que produzem a in\u00e9rcia que <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/654933-entre-sartre-e-frankl-a-angustia-de-ser-livre-e-a-busca-por-sentido-artigo-de-luanna-franca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Sartre<\/a> chamou de \u201c<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/publicacoes\/172-noticias\/noticias-2012\/513874-o-mensalao-e-o-pratico-inerte-sartriano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">pr\u00e1tico-inerte<\/a>\u201d. Essa aten\u00e7\u00e3o levar\u00e1 <strong>Gorz<\/strong> a se aproximar das correntes autogestion\u00e1rias do movimento socialista, ao mesmo tempo em que trabalha constantemente para considerar formas relevantes e democr\u00e1ticas de organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, desde a auto-organiza\u00e7\u00e3o de base at\u00e9 os pap\u00e9is que o sindicato e o partido devem continuar a desempenhar.<\/p>\n<p>A autora dedica p\u00e1ginas significativas \u00e0 influ\u00eancia sobre <strong>Gorz<\/strong> do opera\u00edsmo italiano, um movimento autogestion\u00e1rio nascido na d\u00e9cada de 1960, contr\u00e1rio ao produtivismo do <strong>Partido Comunista Italiano<\/strong> e portador de uma cr\u00edtica radical \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o capitalista do trabalho e da tecnologia. Ele forja a convic\u00e7\u00e3o de que a atual organiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas, incluindo seu aparato t\u00e9cnico, \u00e9 feita por e para a repress\u00e3o capitalista das reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reaproveit\u00e1-la em seu estado atual para a autogest\u00e3o.<\/p>\n<p>Cont\u00e9m tamb\u00e9m uma cr\u00edtica ao produtivismo, mesmo sob controle oper\u00e1rio, e com ele o dos sindicatos e partidos tradicionais que o incentivam em nome da melhoria dos sal\u00e1rios. Cont\u00e9m tamb\u00e9m elementos de uma cr\u00edtica que mais tarde se tornou central para <strong>Gorz<\/strong>, a da divis\u00e3o do trabalho, especialmente manual e intelectual. Como <strong>C. Marty<\/strong> demonstra, encontros posteriores, com <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/626929-por-que-ler-marcuse-no-seculo-xxi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Herbert Marcuse<\/a> ou especialmente <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/599562-ivan-illich-as-profecias-de-um-paria-artigo-de-donatella-di-cesare\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Ivan Illich<\/a>, foram menos influ\u00eancias fundadoras do que oportunidades para enriquecer um pensamento j\u00e1 formado.<\/p>\n<p>\u00c9 muitas vezes para criticar seus limites e reinscrev\u00ea-los em sua pr\u00f3pria perspectiva anticapitalista que <strong>Gorz<\/strong> l\u00ea esses autores, especialmente a <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/622632-o-que-a-esquerda-deve-a-andre-gorz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">tecnocr\u00edtica<\/a> de <strong>Illich<\/strong>, que alimentar\u00e1 sua an\u00e1lise da aliena\u00e7\u00e3o, estendida a outros setores da vida (a escola, o transporte, a medicina).<\/p>\n<p>Essa cr\u00edtica \u00e0 divis\u00e3o do trabalho e \u00e0s demandas de uma aristocracia oper\u00e1ria bem integrada ao capitalismo levou <strong>Andr\u00e9 Gorz<\/strong> a buscar ind\u00edcios da emerg\u00eancia de um novo sujeito autogestion\u00e1rio, que vai muito al\u00e9m da classe (parcialmente mitificada) do proletariado industrial. O autor de <strong>Adeus ao proletariad<\/strong><strong>o<\/strong> (1980), portanto, nunca rompeu com a perspectiva revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, ele compreendeu (junto com outros contempor\u00e2neos, como <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/596574-o-desenvolvimento-sustentavel-fracassou-mas-ha-alternativas-entrevista-com-federico-demaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Murray Bookchin<\/a>) que o novo sujeito coletivo autogestion\u00e1rio deveria ser constru\u00eddo por meio da unifica\u00e7\u00e3o das lutas oper\u00e1rias mais radicais com as lutas camponesas e ambientalistas, mas tamb\u00e9m com os movimentos estudantis, feministas e antirracistas e, posteriormente, com os desempregados e os precariamente empregados, todos lutando para retomar o controle sobre suas condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia. De fato, todos aspiram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es para uma vida livre da <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/636473-hartmut-rosa-tudo-passa-tao-rapido-que-perdemos-o-contato-com-a-vida2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">aliena\u00e7\u00e3o<\/a>, na qual os seres humanos possam dar livre curso \u00e0s suas faculdades criativas sem degradar seu ambiente de vida.<\/p>\n<p>Certamente, como a autora demonstra, a liberta\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria a liberta\u00e7\u00e3o total da <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ihu\/005cadernosihu.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">heteronomia<\/a>: a globaliza\u00e7\u00e3o e a complexidade da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser simplesmente anuladas, e a m\u00e1xima autonomia deve ser buscada limitando o trabalho econ\u00f4mico, dedicado \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades impostas pela necessidade, para ampliar a esfera da liberdade, a das atividades livremente escolhidas em seus fins e meios.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo se \u201c<strong>Gorz<\/strong> quer mostrar os limites do ideal autogestion\u00e1rio excessivamente exigente, que exigiria uma adequa\u00e7\u00e3o completa do sujeito \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o e \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o social\u201d (p. 256), ele n\u00e3o renuncia a fazer da autogest\u00e3o o \u201chorizonte ut\u00f3pico\u201d do socialismo. Por fim, se ele defende \u201creformas revolucion\u00e1rias\u201d, n\u00e3o \u00e9 para apoiar um reformismo gradual, mas, pelo contr\u00e1rio, para sublinhar em que medida a vit\u00f3ria eleitoral n\u00e3o basta e em que medida reformas insuficientes s\u00e3o facilmente absorvidas pelo capitalismo.<\/p>\n<p>Gorz, o verde<\/p>\n<p>Embora a ecologia d\u00ea t\u00edtulo ao livro, na realidade trata-se apenas de um momento, por mais central que seja no pensamento de <strong>Gorz<\/strong>. A autora, no entanto, dedica um cap\u00edtulo significativo a este tema, que revela como o marxismo existencialista de <strong>Gorz<\/strong> lhe permite integrar a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a ecologia, especialmente a partir da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 sua abordagem antiprodutivista, a cr\u00edtica conjunta da produ\u00e7\u00e3o industrial e da aliena\u00e7\u00e3o das necessidades pela sociedade de consumo, e a cr\u00edtica aos gigantescos aparatos t\u00e9cnicos como instrumentos de centraliza\u00e7\u00e3o do poder (do Estado ou do mercado) que lhe permitem atualizar o marxismo por meio da ecologia. \u201cPara <strong>Gorz<\/strong>, <strong>Marx<\/strong> teorizou os limites internos do desenvolvimento capitalista, mas n\u00e3o os externos, que resultam do dom\u00ednio da economia sobre o ecossistema\u201d (p. 171).<\/p>\n<p>Mas se ela produz uma an\u00e1lise poderosa da natureza intrinsecamente <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/624979-o-capitalismo-ecocida\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">ecocida do capitalismo<\/a>, a ecologia de <strong>Gorz<\/strong> ainda pode ser uma b\u00fassola em nossa \u201c\u00e9poca do aquecimento global\u201d, mesmo que ele a tenha constru\u00eddo antes que o aquecimento global fosse realmente conhecido, quanto mais reconhecido como o principal perigo? <strong>Gorz<\/strong> est\u00e1 certo ao pensar, juntamente com as cr\u00edticas \u00e0 publicidade e \u00e0s \u201cfalsas necessidades\u201d, que a emancipa\u00e7\u00e3o do capitalismo levar\u00e1 naturalmente os sujeitos aut\u00f4nomos a se autolimitarem dentro dos limites dos ecossistemas, tornando poss\u00edvel uma garantia incondicional de satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas de todos? Finalmente, o alegado \u201cantropocentrismo metodol\u00f3gico\u201d de <strong>Gorz<\/strong> (p. 165), relevante para a politiza\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/611232-devemos-combater-uma-tentacao-autoritaria-na-ecologia-entrevista-com-catherine-larrere\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">ecologia<\/a>, deixa suficiente espa\u00e7o para a natureza e os seres sencientes que a habitam?<\/p>\n<p>O livro n\u00e3o demonstra isso, mas, mesmo assim, fornece uma base s\u00f3lida para avaliar o pensamento de <strong>Gorz<\/strong> sem caricaturiz\u00e1-lo. A autora mostra, por exemplo, contra a censura feita a <strong>Gorz<\/strong> por <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/611913-ecologia-politica-referencias-para-uma-cartografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Aur\u00e9lien Berlan<\/a> de negligenciar a autonomia material (em um livro de outra forma fascinante), como ele pensa sobre a subsist\u00eancia e o desejo de fazer as coisas por si mesmo, ao mesmo tempo em que articula esse desejo com a produ\u00e7\u00e3o do que \u00e9 necess\u00e1rio em escala coletiva, implicando uma parte n\u00e3o elimin\u00e1vel da heteronomia e da divis\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Ao longo do livro, compreendemos que a for\u00e7a do seu pensamento talvez esteja justamente na nuance, n\u00e3o no sentido da modera\u00e7\u00e3o culp\u00e1vel, mas, ao contr\u00e1rio, na preocupa\u00e7\u00e3o em manter unidas todas as restri\u00e7\u00f5es, a autonomia e a organiza\u00e7\u00e3o coletiva, a an\u00e1lise das estruturas e a rejei\u00e7\u00e3o do fatalismo, o realismo estrat\u00e9gico e o horizonte ut\u00f3pico, a emancipa\u00e7\u00e3o e o decrescimento.<\/p>\n<p>Essa rejei\u00e7\u00e3o dos radicalismos simplistas em favor de um trabalho aprofundado que articule projetos concretos de reforma e uma vis\u00e3o de conjunto ut\u00f3pica \u00e9 a for\u00e7a de um pensamento que merece ser retomado, mesmo que seja para criticar suas defici\u00eancias. Se a autogest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um slogan muito em voga, a culpa talvez n\u00e3o seja tanto da falta de relev\u00e2ncia de <strong>Andr\u00e9 Gorz<\/strong>, mas da repress\u00e3o neoliberal das lutas e imagina\u00e7\u00f5es que precisam ser reativadas urgentemente, em todas as esferas da vida.<\/p>\n<p>Leia mais<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/622632-o-que-a-esquerda-deve-a-andre-gorz\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O que a esquerda deve a Andr\u00e9 Gorz<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ihu\/005cadernosihu.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Pelo \u00caxodo da Sociedade Salarial. A Evolu\u00e7\u00e3o do Conceito de Trabalho em Andr\u00e9 Gorz<\/a>. Artigo de Andr\u00e9 Langer. Cadernos IHU, N\u00ba 5<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ideias\/031cadernosihuideias.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">A crise e o \u00eaxodo da sociedade salarial<\/a>. Artigo de Andr\u00e9 Gorz. Cadernos IHU ideias, N\u00ba 31<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ideias\/324cadernosihuideias.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O trabalho humano no magist\u00e9rio do Papa Francisco<\/a>. Artigo de Andr\u00e9 Langer. Cadernos IHU ideias, N\u00ba 324<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/185-noticias-2016\/562745-a-ecologia-deles-e-a-nossa-a-profecia-de-gorz\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A ecologia deles e a nossa. A profecia de Gorz<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/614430-a-recusa-ao-emprego-esta-em-curso-uma-recomposicao-de-classe\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A recusa ao emprego. Est\u00e1 em curso uma recomposi\u00e7\u00e3o de classe?<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/613952-reducao-da-jornada-de-trabalho-e-renda-basica-universal-e-incondicional-podem-romper-com-a-escuridao-da-economia-do-lucro-e-o-sistema-de-morte-entrevista-especial-com-cesar-sanson-e-jose-roque-junges\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e renda b\u00e1sica universal e incondicional podem romper com a escurid\u00e3o da economia do lucro e o \u201csistema de morte\u201d. Entrevista especial com Cesar Sanson e Jos\u00e9 Roque Junges<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/582057-a-estranha-sociedade-dos-empregos-de-merda-entrevista-com-david-graeber\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A estranha sociedade dos empregos de merda. Entrevista com David Graeber<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579598-livro-afirma-que-muitos-trabalhos-nao-tem-utilidade-ou-proposito\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Livro afirma que muitos trabalhos n\u00e3o t\u00eam utilidade ou prop\u00f3sito<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/588584-a-renda-basica-universal-como-resposta-a-radicalizacao-do-capitalismo-entrevista-especial-com-josue-pereira-da-silva\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A renda b\u00e1sica universal como resposta \u00e0 radicaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo. Entrevista especial com Josu\u00e9 Pereira da Silva<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/publicacoes\/569686-e-se-no-futuro-o-trabalho-tal-como-o-entendemos-nao-fizer-parte-de-nossa-vida\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">E se no futuro o trabalho, tal como o entendemos, n\u00e3o fizer parte de nossa vida?<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/570888-debate-teorico-sobre-o-lugar-do-trabalho-na-sociedade-contemporanea-em-edicao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Debate te\u00f3rico sobre o lugar do trabalho na sociedade contempor\u00e2nea<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/598468-a-sociedade-do-trabalho-pos-coronavirus-favorecera-o-capital\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A sociedade do trabalho p\u00f3s-coronav\u00edrus favorecer\u00e1 o capital<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/594481-uma-sociedade-de-desalentados\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Uma sociedade de desalentados<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/611232-devemos-combater-uma-tentacao-autoritaria-na-ecologia-entrevista-com-catherine-larrere\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cDevemos combater uma tenta\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria na ecologia\u201d. Entrevista com Catherine Larr\u00e8re<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/611123-toda-ecologia-e-politica\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Toda ecologia \u00e9 pol\u00edtica<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/610698-ecologia-dois-seculos-para-abandonar-o-negacionismo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ecologia: dois s\u00e9culos para abandonar o negacionismo<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/610329-como-viver-a-ecologia-integral-por-adrien-louandre\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Como viver a ecologia integral, por Adrien Louandre<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/609251-bruno-latour-o-novo-profeta-da-ecologia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bruno Latour, o novo profeta da ecologia<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/607213-a-ecologia-e-a-questao-politica-social-e-humana-central-no-seculo-xxi-entrevista-com-michael-loewy\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cA ecologia \u00e9 a quest\u00e3o pol\u00edtica, social e humana central no s\u00e9culo XXI\u201d. Entrevista com Michael L\u00f6wy<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/602373-covid-19-e-ecologia-da-globalizacao-a-localizacao-artigo-de-cho-hyun-chul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Covid-19 e ecologia: da globaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o. Artigo de Cho Hyun-chul<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/602138-a-esquerda-era-fascinada-pelo-produtivismo-entrevista-com-serge-audier\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cA esquerda era fascinada pelo produtivismo\u201d. Entrevista com Serge Audier<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/605590-a-cidade-ecologica-ou-a-barbarie\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A cidade ecol\u00f3gica ou a barb\u00e1rie<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/598986-abaixo-assinado-da-esquerda-francesa-pede-fim-do-produtivismo-para-construir-mundo-pos-pandemia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Manifesto da esquerda francesa pede fim do \u201cprodutivismo\u201d para construir mundo p\u00f3s-pandemia<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/610327-a-tarefa-para-a-esquerda-e-transformar-a-emergencia-climatica-em-uma-crise-para-os-seus-responsaveis-entrevista-com-andreas-malm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cA tarefa para a esquerda \u00e9 transformar a emerg\u00eancia clim\u00e1tica em uma crise para os seus respons\u00e1veis\u201d. Entrevista com Andreas Malm<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/185-noticias\/noticias-2016\/558093-uma-esquerda-latino-americana-sem-a-ecologia-caira-novamente-na-crise-dos-progressismos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Uma esquerda latino-americana, sem a ecologia, cair\u00e1 novamente na crise dos progressismos<\/a><\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li\/>&#13;\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Resenha do livro de C\u00e9line Marty, L\u2019\u00e9cologie libertaire d\u2019Andr\u00e9 Gorz. 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