{"id":25260,"date":"2025-08-11T18:48:17","date_gmt":"2025-08-11T18:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25260\/"},"modified":"2025-08-11T18:48:17","modified_gmt":"2025-08-11T18:48:17","slug":"gilles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25260\/","title":{"rendered":"Gilles &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/gilles\/?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pdf.png\" alt=\"image_pdf\" title=\"Ver PDF\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/gilles\/?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\"\/><\/a><\/p>\n<p>Por <strong>DIOGO FAGUNDES*<\/strong><\/p>\n<p>Coment\u00e1rio sobre o livro de Pierre Drieu la Rochelle<\/p>\n<p>Pierre Drieu la Rochelle foi um escritor franc\u00eas que ser\u00e1 sempre lembrado \u2013 e justamente \u2013 pelo opr\u00f3brio de ter servido \u00e0 causa do colaboracionismo com os nazistas. Amigo do embaixador alem\u00e3o, assumiu posi\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o na principal institui\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria francesa durante a ocupa\u00e7\u00e3o, La Nouvelle Revue fran\u00e7aise. Suicida-se logo ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o de Paris pelos aliados. N\u00e3o se tratava de mero oportunismo: desde 1934, pelo menos, com a publica\u00e7\u00e3o de \u201cSocialismo fascista\u201d, j\u00e1 alimentava esperan\u00e7as no hitlerismo. Sua vis\u00e3o de fascismo era totalmente pr\u00f3pria, envolvendo uma alta dose de sincretismo: um \u00f3dio ao mundo burgu\u00eas baseado n\u00e3o em ideias marxistas (que abominava) mas em uma perspectiva aristocr\u00e1tica, de retorno \u00e0 gl\u00f3ria de um passado perdido. Chegou at\u00e9 mesmo a sonhar com uma alian\u00e7a euroasi\u00e1tica anti-atl\u00e2ntica, o que o torna um precursor de pensamentos \u201cnazi-bolcheviques\u201d que viriam a florescer em pequenos c\u00edrculos da extrema-direita europeia no p\u00f3s-guerra. Como Marx j\u00e1 notara em seu Manifesto Comunista, \u00e9 poss\u00edvel existirem \u201csocialismos\u201d de inspira\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como este intelectual refinado, frequentador dos c\u00edrculos art\u00edsticos de vanguarda, pr\u00f3ximo de in\u00fameros intelectuais e escritores que se bandearam para as paragens do pensamento marxista (Andr\u00e9 Malraux, Louis Aragon, Andr\u00e9 Breton), p\u00f4de chegar aos extremos do apoio entusiasmado ao nazismo? Por que veredas caminhou este d\u00e2ndi e esteta, dado ao comportamento estroina e bo\u00eamio, para que se transmutasse em legitimador do pior tipo de militarismo obcecado com disciplina?<br \/>A fim de responder a estas quest\u00f5es, \u00e9 \u00fatil ler \u201cGilles\u201d, publicado em 1939, mas com texto integral somente em 1942, seu romance mais famoso. Trata-se de uma narrativa de car\u00e1ter fortemente autobiogr\u00e1fico. O personagem principal, que d\u00e1 nome ao romance, passa por boa parte das viv\u00eancias que marcaram a vida de Rochelle, mantendo tamb\u00e9m tra\u00e7os do seu car\u00e1ter: a experi\u00eancia formadora do combate na Primeira Guerra Mundial; a vida, em meio \u00e0 decad\u00eancia urbana, de um filho do campo; as perip\u00e9cias, algo patol\u00f3gicas, com as (muitas) mulheres; o conv\u00edvio com grupos art\u00edsticos de vanguarda e com comunistas, resultando em desencanto; o \u00f3dio pol\u00edtico \u00e0 Terceira Rep\u00fablica e ao mundo moderno, em geral, que o levam ao fascismo.<\/p>\n<p>O extenso romance revela o enorme talento liter\u00e1rio do escritor, que, se n\u00e3o teve o efeito revolucion\u00e1rio na prosa gerado por Louis-Ferdinand C\u00e9line (outro colaboracionista), conseguiu ser reconhecido para al\u00e9m de seu tempo. Prova disso \u00e9 que a famosa cole\u00e7\u00e3o \u201cBiblioth\u00e8que de la Pl\u00e9iade\u201d da editora Gallimard, que canoniza os grandes autores da literatura, publicou recentemente Drieu de la Rochelle, n\u00e3o sem grande protesto dos que gostariam, por raz\u00f5es pol\u00edticas bastante compreens\u00edveis, evitar qualquer perpetua\u00e7\u00e3o de sua mem\u00f3ria. Afinal de contas, seu grande romance est\u00e1 longe de ser afastado da pol\u00edtica fascista. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 inteiramente perpassado por ela.<\/p>\n<p>Talvez o maior interesse de \u201cGilles\u201d resida na constru\u00e7\u00e3o que empreende da anatomia psicol\u00f3gica de um homem cujo desespero extremo resulta na ades\u00e3o ao fascismo. Uma verdadeira fenomenologia do \u201cdevir-fascista\u201d. De certa forma, est\u00e1 para o fascismo como os grandes romances de Malraux (\u201cA condi\u00e7\u00e3o humana\u201d, \u201cA esperan\u00e7a\u201d) est\u00e3o para a pol\u00edtica comunista daqueles tempos. Nele, vemos como a sensibilidade radical, t\u00edpica dos estetas e inconformistas, ao aliar-se com o \u00f3dio \u00e0 decad\u00eancia do mundo moderno, gera uma combina\u00e7\u00e3o explosiva. Trata-se de um peculiar reacionarismo, pois colorido de tinturas modernistas. Uma filosofia vitalista de inspira\u00e7\u00e3o nietzscheana (mas na qual figuram tamb\u00e9m alus\u00f5es a Plat\u00e3o e Pascal) forma o pano de fundo para temas cl\u00e1ssicos do pensamento reacion\u00e1rio da \u00e9poca, como a contraposi\u00e7\u00e3o entre a for\u00e7a tel\u00farica e tradicional do campo frente \u00e0 decad\u00eancia massificadora das cidades (lembremos o sucesso que Oswald Spengler, para quem havia uma diferen\u00e7a essencial entre Kultur aut\u00eantica e Zivilisation artificial, alcan\u00e7ou no per\u00edodo entreguerras) ou, ainda, o desprezo \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o gerada pelo racionalismo da filosofia das Luzes. O falat\u00f3rio conservador, morno e hesitante da pol\u00edtica parlamentar, representada sobretudo pelo Partido Radical, o grande sustentador da Terceira Rep\u00fablica, \u00e9 um emblema da impot\u00eancia dos tempos em produzir a pol\u00edtica grandiosa, viva e heroica que ele via sendo realizada pelas for\u00e7as nazifascistas.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do desprezo \u00e0 democracia parlamentar e suas manobras da pequena pol\u00edtica rotineira, motivado por ideais rom\u00e2nticos de grandeza proporcionado pelo mito de um novo Imp\u00e9rio europeu (Rochelle pode ser tudo, menos um nacionalista provinciano convencional: adere, sobretudo, a uma vis\u00e3o identit\u00e1ria de Europa), a mola propulsadora da passagem ao fascismo est\u00e1 num fato destacado por Jean-Paul Sartre em sua an\u00e1lise do romance<a href=\"#_edn1\" id=\"_ednref1\">[i]<\/a>: o auto-\u00f3dio. Com efeito, Gilles sonha com uma disciplina suprema \u00e0 qual n\u00e3o consegue se submeter em sua vida cotidiana; sua pol\u00edtica \u00e9, em grande parte, fantasiosa e deslocada; seu isolamento mental (mesmo quando est\u00e1 em grupo, nunca, de fato, est\u00e1 presente) \u00e9 acompanhado de uma consci\u00eancia aguda de suas fraquezas morais, de sua torpeza e at\u00e9 de sua vileza. Um sonho de hero\u00edsmo sem heroi, uma moral de a\u00e7o sem a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que a legitimem ou, em termos psicanal\u00edticos, um inflacionamento do Ideal do Eu e do superego em contraposi\u00e7\u00e3o radical ao gozo real: eis os elementos da qu\u00edmica fascista, uma m\u00e1quina de frustra\u00e7\u00e3o eterna projetada em miragens de grandeza inalcan\u00e7\u00e1veis. Se S\u00e3o Paulo j\u00e1 destacava que o amor-pr\u00f3prio \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a pr\u00e1tica do amor ao pr\u00f3ximo dos crist\u00e3os, Rochelle prova a validade sim\u00e9trica da f\u00f3rmula: a misantropia extrema \u00e9 precedida de um convulsivo \u00f3dio a si mesmo.<\/p>\n<p>O que chama\u00a0 a aten\u00e7\u00e3o nesta peculiar revolta contra a civiliza\u00e7\u00e3o em nome dos valores de uma verdadeira Civiliza\u00e7\u00e3o passada \u00e9 o modo como a figura do Judeu (grafado, assim, em mai\u00fascula, em v\u00e1rios momentos do romance) constitui uma esp\u00e9cie de s\u00edmbolo perfeito da decad\u00eancia moderna para Rochelle. Ela aparece ao longo do livro em uma s\u00e9rie de avatares:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li style=\"font-size:19px\">Myryam Falkenberg, sua primeira esposa, filha de um judeu milion\u00e1rio. Casa-se apenas por conveni\u00eancia j\u00e1 que n\u00e3o sente qualquer tipo de atra\u00e7\u00e3o por ela. Estudante de qu\u00edmica, ela representa n\u00e3o s\u00f3 um tipo de mulher n\u00e3o feminina mas, tamb\u00e9m, a fria e mec\u00e2nica cultura das ci\u00eancias, que tanto estrago fez ao mundo, na concep\u00e7\u00e3o de Rochelle. Sabemos o quanto os judeus estiveram ligados ao desenvolvimento de todos os ramos da ci\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"font-size:19px\">No in\u00edcio do romance, a breve apari\u00e7\u00e3o de um amigo anti-guerra, causando profundo recha\u00e7o em Gilles, que, apesar de ter vivenciado os horrores da primeira guerra (e Rochelle chega mesmo a afirmar o car\u00e1ter b\u00e1rbaro e pouco rom\u00e2ntico da guerra contempor\u00e2nea em seus ensaios pol\u00edticos, como no j\u00e1 mencionado \u201cSocialismo fascista\u201d), \u00e9 um filho orgulhoso dela, sentindo uma esp\u00e9cie de atra\u00e7\u00e3o vital pelos valores que representa. Este \u201camigo\u201d simboliza o desapego \u00e0s injun\u00e7\u00f5es da p\u00e1tria, devido ao desligamento de qualquer solo firme.<\/li>\n<li style=\"font-size:19px\">A enfermeira que se aproxima de seu c\u00edrculo de amizades vanguardistas (denunciado como f\u00fatil e pretensioso) na segunda parte do romance. Psicanalista e marxista, ela simboliza duas dimens\u00f5es da modernidade \u2013 e ideais de emancipa\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e0s quais n\u00e3o apenas dois nomes fundadores originados do juda\u00edsmo est\u00e3o ligados (Marx e Freud), mas uma imensa lista de outros tantos que se atra\u00edram para estes campos. Havia tantos judeus entre os bolcheviques que p\u00f4de-se criar a express\u00e3o \u201cjudaico-bolchevique\u201d, usada abundantemente por Hitler.<\/li>\n<\/ul>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m outras personagens judias, como Preuss, um agitado e confuso colaborador de Gilles em suas iniciativas jornal\u00edsticas, que simboliza uma esp\u00e9cie de oportunismo em busca de fama, mas, ao fundo, conservador, pois incapaz de romper com as amarras da Terceira Rep\u00fablica. No entanto, essas tr\u00eas figuras supracitadas formam uma verdadeira estrutura ideal do juda\u00edsmo para Rochelle: i) o universalismo desinteressado e racional da ci\u00eancia moderna; ii) a oposi\u00e7\u00e3o ao chauvinismo militarista das guerras imperialistas; iii) a ades\u00e3o a duas pr\u00e1ticas (pol\u00edtica revolucion\u00e1ria marxista e psican\u00e1lise) que abalaram profundamente o mundo moderno, em nome, n\u00e3o de um regresso \u00e0s grandezas perdidas da Tradi\u00e7\u00e3o, mas de uma modernidade superior.<\/p>\n<p>Vemos que esta estrutura comporta uma l\u00f3gica, isto \u00e9, cada figura implica a outra. A ci\u00eancia \u00e9 uma atividade universalista, j\u00e1 que n\u00e3o envolve nenhuma considera\u00e7\u00e3o pelas particularidades locais e \u00e9tnicas de quem fala: h\u00e1 uma verdadeira Internacional da comunidade cient\u00edfica. Este universalismo racionalista est\u00e1 presente no recha\u00e7o a uma guerra motivada por raz\u00f5es puramente nacionais e tamb\u00e9m est\u00e1 ligado ao internacionalismo do marxismo. Este, por sua vez, assim como a psican\u00e1lise, proclama-se abertamente em conformidade com os ideais da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A imagem comum do Judeu como um comp\u00f3sito de racionalismo universalista e subvserviso foi determinante para a corrente de opini\u00e3o reacion\u00e1ria desde, pelo menos, o famoso caso Dreyfus, que dividiu a Fran\u00e7a ao longo do fim do s\u00e9culo XIX\u00a0 e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Charles Maurras, para citar apenas um dos maiores nomes desta linhagem (e por quem Rochelle foi profundamente influenciado), adorava responsabilizar os judeus, em conluio com os protestantes e ma\u00e7ons, pela decad\u00eancia da na\u00e7\u00e3o francesa. O antissemitismo, ademais, estava presente, como costuma acontecer nas mentalidades conspiracionistas, em meio aos protestos de 6 de fevereiro de 1934, envolvendo uma mobiliza\u00e7\u00e3o dos grupos fascistas franceses contra esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o protagonizados por Stavisky, uma data que foi uma esp\u00e9cie de convers\u00e3o subjetiva profunda, um verdadeiro caminho de Damasco, para Rochelle \u2013 e, por outro lado, alertou aos comunistas sobre os perigos do fascismo, resultando na pol\u00edtica de Frente Popular, vitoriosa eleitoralmente em 1936.<\/p>\n<p>Mudemos bruscamente de terreno: o quanto o Estado de Israel \u00e9 fiel a este emblema estrutural, que mobilizou tanto o \u00f3dio da extrema-direita, quanto as simpatias da esquerda? Na verdade, \u00e9 poss\u00edvel constatar que h\u00e1 uma invers\u00e3o completa.<\/p>\n<p>No campo da ci\u00eancia, pode-se dizer que h\u00e1 continuidade: afinal de contas, Israel n\u00e3o \u00e9 conhecido por startups de alta tecnologia?<\/p>\n<p>Ocorre que, agora, tal ci\u00eancia \u00e9 servil aos interesses financeiros e militaristas de um Estado colonizador e expansionista. O que nos leva ao segundo elemento do esquema: se o judeu era visto com suspeita por sua heteropia, isto \u00e9, seu ponto de vista descentrado que lhe situava de forma indiferente aos sentimentos militaristas mobilizados pelas paix\u00f5es nacionais, permitindo-lhe melhor enxergar o absurdo da guerra moderna de rapinagem, hoje Israel representa algo diametralmente oposto: o belicismo chauvinista.<\/p>\n<p>Por fim, nada mais distante de Israel atual do que as tradi\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias e emancipat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos, assim, que estamos diante de uma vasta transforma\u00e7\u00e3o no modo como o Judeu, enquanto figura emblem\u00e1tica, \u00e9 lido no Ocidente. De paradigma dos efeitos dissolventes da comunidade nacional \u201corg\u00e2nica\u201d devido ao internacionalismo, racionalismo e ades\u00e3o \u00e0s ideias revolucion\u00e1rias para um fetiche sagrado mobilizado pelos exatos mesmos atores que antes o detestavam: pot\u00eancias militaristas e colonizadoras. Contra tal invers\u00e3o, lutam muitos judeus corajosos que n\u00e3o aceitam ver sua hist\u00f3rica tradi\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria canalizada para causas opressivas, a exemplo de Ilan Papp\u00e9, historiador israelense que compartilhou sua intelig\u00eancia conosco, brasileiros, durante sua visita ao pa\u00eds nesta \u00faltima semana, iniciada em 4 de agosto de 2025.<\/p>\n<p style=\"font-size:19px\"><strong>*Diogo Fagundes<\/strong> \u00e9 mestrando em Direito e graduando em Filosofia na USP.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"287\" height=\"466\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/61knzhxgSGL._SY466_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54100\" style=\"width:219px;height:auto\"  \/><\/p>\n<p>Pierre Drieu la Rochelle. Gilles. Paris, Gallimard, 1973, 704 p\u00e1gs. [<strong><a href=\"https:\/\/amzn.to\/4ouu1HF\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/amzn.to\/4ouu1HF<\/a><\/strong>]<\/p>\n<p><strong>Nota<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" id=\"_edn1\">[i]<\/a> Os breves mas precisos coment\u00e1rios de Sartre sobre Rochelle podem ser encontrados em dois artigos. O famoso \u201cQue\u2019est-ce qu\u2019um Collaborateur?\u201d, de 1945, e \u201cDrieu la Rochelle: ou la haine de soi?\u201d, publicado originalmente de forma clandestina em 1943 e republicado na primeira edi\u00e7\u00e3o da nova edi\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea Situations, de 2010.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-background\" style=\"background-color:#f2a56f\"><strong>A Terra \u00e9 Redonda\u00a0existe gra\u00e7as<\/strong>\u00a0<strong>aos nossos leitores e apoiadores.<br \/>Ajude-nos a manter esta ideia.<br \/><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/CONTRIBUA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">CONTRIBUA<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por DIOGO FAGUNDES* Coment\u00e1rio sobre o livro de Pierre Drieu la Rochelle Pierre Drieu la Rochelle foi um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25261,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,8661,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-25260","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-diogo-fagundes","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-livros","13":"tag-portugal","14":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25260\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}