{"id":253204,"date":"2026-02-01T23:55:12","date_gmt":"2026-02-01T23:55:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/253204\/"},"modified":"2026-02-01T23:55:12","modified_gmt":"2026-02-01T23:55:12","slug":"palcos-da-semana-entre-figurantes-e-corpos-do-futuro-p2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/253204\/","title":{"rendered":"Palcos da semana: entre figurantes e corpos do futuro | P2"},"content":{"rendered":"<p>O corpo, essa \u201ctecnologia de futuro\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Salvado da portuguesa Olga Roriz, um auto-retrato dan\u00e7ado sobre o que pode (ou resta de) um corpo trespassado pelo tempo, pela mem\u00f3ria e pela reinven\u00e7\u00e3o, levado a palco pela primeira vez em 2025. Chotto Desh pela Akram Khan Company, em estreia nacional, baseado no solo que valeu o Pr\u00e9mio Olivier ao core\u00f3grafo ingl\u00eas de origem bengali e apresentado como \u201cum conto envolvente sobre os sonhos e mem\u00f3rias de um jovem que procura encontrar o seu lugar no mundo, num percurso intercultural entre a Gr\u00e3-Bretanha e o Bangladesh\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim come\u00e7a e acaba, pela mesma ordem, a 15.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Guidance &#8211; Festival Internacional de Arte Contempor\u00e2nea, dedicada \u00e0 \u201csincroniza\u00e7\u00e3o da diversidade\u201d. Entre experimentalismos e reinven\u00e7\u00f5es, do corpo ao movimento e ao pensamento cr\u00edtico, o programa apela ao acertar do passo mesmo quando a dan\u00e7a se faz no terreno do diferente e do improv\u00e1vel, apontando a \u201cnovas formas de pensar e sentir, como possibilidade de crescimento de todas as nossas diferen\u00e7as\u201d, faz saber Rui Torrinha, o director art\u00edstico, na nota de inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entre talentos emergentes e consagrados, da esfera \u00edntima \u00e0 dimens\u00e3o colectiva, convocam-se cria\u00e7\u00f5es que atravessam diferentes gera\u00e7\u00f5es, geografias e linguagens, evidenciando o corpo como \u201ctecnologia de futuro\u201d, no lugar de \u201cprincipal mediador entre o humano, a comunidade e o mundo natural\u201d. Magnificat e BodyRemixRemix da Compagnie Marie Chouinard, Mercedes M\u00e1is Eu de Janet Nov\u00e1s e Mercedes Pe\u00f3n, O Sono da Montanha + O Gesto do Falc\u00e3o de T\u00e2nia Carvalho, Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Fr\u00e1gil de Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Crist\u00f3v\u00e3o e Sirens de Ermira Goro s\u00e3o outros dos exemplos deste manifesto, que tamb\u00e9m se alimenta de conversas, masterclasses, debates, cinema e outras actividades.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Sons de Vez em bom portugu\u00eas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Come\u00e7a com Tiago Bettencourt e Rui Fernandes Quarteto. Segue, em duplas, com Retimbrar e Homem em Catarse, Milhanas e Daniela Galhoz, A Garota N\u00e3o e Amy Rigby. Pausa para dar palco a Carl\u00e3o. Entra nas batidas de Paus e Monchmonch, Best Youth e Ardours. E fecha a cortina ao som de Delfins.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No total, s\u00e3o 14 os nomes em cartaz e mais uma voltinha pelo que de melhor se faz na m\u00fasica nacional. Debitado \u00e0 vez, em oito s\u00e1bados, cortesia do festival arcoense Sons de Vez nesta que ser\u00e1 a 24.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do ritual que, assegura a autarquia, \u00e9 \u201cum verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora do pa\u00eds contempor\u00e2neo\u201d.<\/p>\n<p>Retratos e reflexos da Am\u00e9rica<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Numa aldeia remota de um pa\u00eds distante devastado pela guerra, um avi\u00e3o militar despenha-se e o piloto ferido \u00e9 acolhido por quem l\u00e1 vive. Mas a generosidade dos habitantes locais pode ficar por aqui, comprometendo o destino de todos. Vai depender \u201cda forma como o mundo v\u00ea os Estados Unidos e como os Estados Unidos v\u00eaem o mundo\u201d, revela a sinopse.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com texto do escoc\u00eas David Greig, O Piloto Americano foi \u00e0s t\u00e1buas pela primeira vez em Abril de 2005. \u00c9 agora levado a palco pelos Artistas Unidos, segundo a encena\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Sim\u00e3o. Passaram-se duas d\u00e9cadas, mas o tema continua a fazer parte da actualidade: o choque cultural entre duas sociedades, a incapacidade de comunica\u00e7\u00e3o, as \u201crela\u00e7\u00f5es de poder herdadas do colonialismo, da escravatura e da subservi\u00eancia\u201d e uma ordem que continua a opor uma superpot\u00eancia ao resto do mundo. Am\u00e9rico Silva, Andreia Bento, H\u00e9lder Br\u00e1z, Joana Calado, Marco Mendon\u00e7a, Nuno Gon\u00e7alo Rodrigues, R\u00faben Gomes e Simon Frankel comp\u00f5em o elenco.<\/p>\n<p>Porta-Jazz a dar notas na escala da empatia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De pautas afinadas com A Terra Vista do Ar, o tema desta 16.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o Festival Porta-Jazz alinha mais de uma centena de m\u00fasicos de 18 nacionalidades para compor o que chama de \u201cuma cartografia musical da empatia, da coopera\u00e7\u00e3o e da vertigem\u201d. O valor n\u00e3o est\u00e1, portanto, na \u201cl\u00f3gica triste do melhor produto, do mais premiado, do mais genial, do mais famoso\u201d, dita a organiza\u00e7\u00e3o, mas sim nas centelhas sublimes que brotam da dimens\u00e3o colaborativa \u2013 virtude esta que, ali\u00e1s, est\u00e1 na g\u00e9nese do evento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sem cabe\u00e7as-de-cartaz e com v\u00e1rias geografias e pr\u00e1ticas no horizonte, entram em cena nomes como Littorina Saxophone Quartet, Jos\u00e9 Vale Summer School, Man\u00e9 Fernandes, Ursa Maior, Almut K\u00fchne, Jo\u00e3o Pedro Brand\u00e3o, Marcos Cavaleiro, Satt &amp; Olga Reznichenko, Pedro Neves, Ricardo Coelho, Jo\u00e3o Martins, AP, Hristo Goleminov Diagonal Shift ou Felix Hauptmann. Jam sessions e o espect\u00e1culo para fam\u00edlias Contacto\/Improvisa\u00e7\u00e3o completam o programa.<\/p>\n<p>Entre a ess\u00eancia e o figurino<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Chega a Portugal com lastro de sucesso no Brasil onde, segundo a produtora For\u00e7a de Produ\u00e7\u00e3o, arrecadou aplausos de mais de 100 mil espectadores. O Figurante \u00e9 Augusto que, por sua vez, \u00e9 Mateus Solano, o actor brasileiro que neste mon\u00f3logo veste o fato de um int\u00e9rprete secund\u00e1rio do meio audiovisual.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entre a com\u00e9dia, a loucura e a melancolia, a trama espoleta uma reflex\u00e3o sobre a identidade e o sentido de exist\u00eancia de quem vive na invisibilidade e\/ou \u00e9 colocado em segundo plano. \u201cNa \u00e2nsia de fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de n\u00f3s mesmos a ponto de n\u00e3o sabermos se somos protagonistas ou figurantes da nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d, detalha Solano, que co-assina o texto com Isabel Teixeira e Miguel Thir\u00e9, a quem est\u00e1 entregue a encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Depois da estreia em Lisboa, O Figurante vai para a estrada. Porto, Oliveira de Azem\u00e9is, Marco de Canaveses, Leiria, Faro, Figueira da Foz e Aveiro s\u00e3o as pr\u00f3ximas coordenadas da digress\u00e3o lusa.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O corpo, essa \u201ctecnologia de futuro\u201d O Salvado da portuguesa Olga Roriz, um auto-retrato dan\u00e7ado sobre o que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":253205,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[85],"tags":[1632,1413,114,115,47364,294,150,8219,32,33,291,2387],"class_list":["post-253204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento","tag-agenda","tag-cultura-ipsilon","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-guidance","tag-lazer","tag-musica","tag-p2","tag-portugal","tag-pt","tag-relaxar","tag-teatro"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115998079405312653","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/253205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}