{"id":253917,"date":"2026-02-02T15:34:08","date_gmt":"2026-02-02T15:34:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/253917\/"},"modified":"2026-02-02T15:34:08","modified_gmt":"2026-02-02T15:34:08","slug":"cidade-esquecida-e-sem-nome-tem-o-maior-arquivo-escrito-da-iberia-pre-romana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/253917\/","title":{"rendered":"Cidade esquecida e sem nome tem o maior arquivo escrito da Ib\u00e9ria pr\u00e9-romana"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Poblado_ib%C3%A9rico_de_Cabezo_de_Alcal%C3%A1_%2837285567761%29.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">\u00c1ngel M. Felic\u00edsimo \/ Wikipedia<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-725360\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/d3d9446802a44259755d38e6d163e820-5-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Assentamento ib\u00e9rico de Cabezo de Alcal\u00e1, em Teruel, no sul de Arag\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Quase mil inscri\u00e7\u00f5es em objetos de cer\u00e2mica captam a voz dos habitantes de uma cidade ib\u00e9rica nas suas tarefas quotidianas. O seu fim foi violento e s\u00fabito, mas deixou para tr\u00e1s um tesouro intang\u00edvel: o rasto da escrita, n\u00e3o de reis ou her\u00f3is, mas de pessoas comuns que escreviam nos seus pertences.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Um s\u00edtio arqueol\u00f3gico em Teruel, na regi\u00e3o de Arag\u00e3o, alberga o <strong>maior arquivo escrito<\/strong> da Espanha pr\u00e9-romana.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de rolos de papiro ou de grandes estelas de pedra. S\u00e3o quase <strong>mil inscri\u00e7\u00f5es,<\/strong> gravadas em recipientes, pratos e pesos, que captam a voz dos habitantes de uma cidade ib\u00e9rica nas suas tarefas quotidianas, pouco antes de um <strong>conflito militar a ter apagado<\/strong> do mapa.<\/p>\n<p>Um estudo minucioso deste conjunto excecional, apresentado num <a href=\"https:\/\/www.ifc-ojs.es\/index.php\/palaeohispanica\/en\/article\/view\/710\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">artigo<\/a> publicado em dezembro na revista Palaeohispanica, revela at\u00e9 que ponto a escrita fazia parte da sociedade ib\u00e9rica \u2014 <strong>n\u00e3o como privil\u00e9gio das elites<\/strong>, mas como ferramenta pr\u00e1tica na cozinha, na despensa e no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 o <a href=\"https:\/\/patrimonioculturaldearagon.es\/patrimonio\/cabezo-de-alcala\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Cabezo de Alcal\u00e1<\/a>, uma colina que domina a plan\u00edcie a apenas 1,5 quil\u00f3metros da localidade de Azaila, em Teruel. Entre os s\u00e9culos II e I a.C., este local, cujo <strong>nome original se desconhece<\/strong>, foi um assentamento dos Sedetanos, povo ib\u00e9rico que mantinha contacto \u2014 e por vezes atritos \u2014 com os Celtiberos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong> O seu fim foi violento e s\u00fabito<\/strong>: estudos recentes situam a sua destrui\u00e7\u00e3o entre 76 e 72 a.C., no contexto das<strong> guerras de Sert\u00f3rio<\/strong>, um epis\u00f3dio da conquista romana que devastou o vale do Ebro, conta o <a href=\"https:\/\/www.labrujulaverde.com\/en\/2026\/01\/the-forgotten-iberian-city-whose-name-is-unknown-where-the-largest-archive-of-inscriptions-from-pre-roman-hispania-has-been-found\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">LBV<\/a>.<\/p>\n<p>As escava\u00e7\u00f5es trouxeram \u00e0 luz os vest\u00edgios desta cidade misteriosa, mas o seu <strong>verdadeiro<\/strong> <strong>tesouro \u00e9 intang\u00edvel: o rasto da escrita<\/strong>.<\/p>\n<p>Com 998 inscri\u00e7\u00f5es registadas, Azaila possui a <strong>maior cole\u00e7\u00e3o de epigrafia<\/strong> paleohisp\u00e2nica, segundo a autora do estudo, Ar\u00e1nzazu L\u00f3pez Fern\u00e1ndez, da Universidade do Pa\u00eds Basco. Para contextualizar, apenas um s\u00edtio no sul de Fran\u00e7a, <strong>Ens\u00e9rune<\/strong>, rivaliza com ela em n\u00famero de grafitos cer\u00e2micos.<\/p>\n<p class=\"wp-caption-text top\">A. L\u00f3pez Fern\u00e1ndez<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-725353\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d-7-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Mapa de Cabezo de Alcal\u00e1 com a localiza\u00e7\u00e3o dos achados epigr\u00e1ficos<\/p>\n<p>Bem longe da solenidade que encontramos nas estelas funer\u00e1rias ou nos tratados em bronze, <strong>a escrita em Azaila era dom\u00e9stica e utilit\u00e1ria<\/strong>. O estudo classifica as inscri\u00e7\u00f5es em <strong>dois grupos principais<\/strong>: uso dom\u00e9stico e comercial.<\/p>\n<p>Na <strong>lou\u00e7a \u201cde luxo\u201d<\/strong>,<strong> pratos e tigelas em cer\u00e2mica de verniz negro<\/strong> importada de It\u00e1lia, os habitantes de Azaila <strong>gravavam inscri\u00e7\u00f5es breves<\/strong>, frequentemente uma ou duas letras, em locais discretos, como a base ou o p\u00e9.<\/p>\n<p>H\u00e1 um aparente desejo de <strong>\u2018ocultar\u2019 as inscri\u00e7\u00f5es<\/strong>, observa o estudo. Porqu\u00ea? A <strong>hip\u00f3tese \u00e9 dupla<\/strong>: identificar a pe\u00e7a ao guard\u00e1-la (imagine-se marcar a parte de baixo de um prato para saber de quem \u00e9 numa prateleira comum) e, talvez, por vontade de <strong>n\u00e3o \u201cestragar\u201d visualmente um objeto valioso<\/strong>.<\/p>\n<p>Em contraste, <strong>na cer\u00e2mica de fabrico local<\/strong>, de estilo ib\u00e9rico, os textos s\u00e3o mais longos, <strong>as letras maiores e colocam-se em locais bem vis\u00edveis,<\/strong> como o centro da parede de um recipiente. Aqui, a mensagem parece ter necessitado de ser lida durante o <strong>uso quotidiano, sem preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 no dom\u00ednio da economia, as \u00e2nforas, usadas para transportar l\u00edquidos como vinho ou azeite, s\u00e3o os suportes mais eloquentes. Nelas <strong>anotava-se tudo<\/strong>: nomes pessoais, n\u00fameros, indica\u00e7\u00f5es de peso ou conte\u00fado.<\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas tamb\u00e9m variam: ao lado de grafitos incisos aparecem carimbos e inscri\u00e7\u00f5es pintadas, estas \u00faltimas tipicamente romanas e usadas para acrescentar <strong>informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre o produto<\/strong>, como o seu destino ou controlo fiscal.<\/p>\n<p>Decifrar estas mensagens n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. <strong>Muitas s\u00e3o cr\u00edpticas<\/strong>, simples iniciais ou marcas. Quase um ter\u00e7o de todas as inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o <strong>monoliterais<\/strong>, consistindo numa \u00fanica letra. Mas entre elas surgem <strong>nomes pessoais<\/strong>, que oferecem pistas sobre quem ali vivia.<\/p>\n<p>Numa das pe\u00e7as mais interessantes, um prato de verniz negro, pode ler-se claramente a inscri\u00e7\u00e3o <strong>etesiken\u00f1i<\/strong>, que os especialistas decifram como etesike-en-ni, onde etesike seria o nome e -en-ni seriam part\u00edculas possessivas \u2014 algo como \u201c<strong>pertencente a Etesike<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Zaragoza_-_Museo_-_Grafito_05.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Museo de Zaragoza \/ Wikipedia<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-725354\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/f7a83d00379918ea4dc2571fdd43b45e-763x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"413\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Grafitos em pe\u00e7a de cer\u00e2mica encontrada em Cabezo de Alcal\u00e1<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, aparecem palavras mais longas que n\u00e3o s\u00e3o nomes pr\u00f3prios. O estudo sugere que estas poderiam ser <strong>substantivos comuns<\/strong> do vocabul\u00e1rio quotidiano, <strong>indica\u00e7\u00f5es \u00fateis sobre o conte\u00fado ou uso do recipiente<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma das palavras mais sugestivas aparece em duas \u00e2nforas: <strong>belenos<\/strong>. Os especialistas creem que pode ter sido tomada da l\u00edngua celtib\u00e9rica vizinha, e designar \u201c<strong>meimendro<\/strong>\u201c, uma planta venenosa com usos medicinais, que poder\u00e1 ter sido transportada nesses recipientes misturada com vinho ou hidromel.<\/p>\n<p><strong>Nem tudo s\u00e3o letras<\/strong>. 10% do conjunto consiste em marcas n\u00e3o alfab\u00e9ticas: formas em X, l<strong>inhas verticais, cruzes, at\u00e9 uma estrela de cinco pontas<\/strong> num conjunto de lou\u00e7a de verniz negro. Estas marcas formavam um repert\u00f3rio simb\u00f3lico amplamente compreendido no Mediterr\u00e2neo antigo.<\/p>\n<p>A sua presen\u00e7a, especialmente em pesos, revela algo crucial: o uso de sinais para <strong>distinguir objetos<\/strong> era uma pr\u00e1tica generalizada, mesmo entre aqueles que podiam n\u00e3o dominar completamente a escrita alfab\u00e9tica. Era outra camada de uma <strong>linguagem pr\u00e1tica e partilhada<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma das descobertas mais significativas \u00e9 a<strong> evid\u00eancia de contacto intenso<\/strong> e pragm\u00e1tico entre mundos. Embora a esmagadora maioria dos textos esteja em l\u00edngua ib\u00e9rica (96,2%), o suporte de escrita mais comum \u00e9 de <strong>tipologia romana<\/strong>: a cer\u00e2mica de verniz negro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 uns pequenos mas significativos <strong>3,8% de inscri\u00e7\u00f5es em latim<\/strong> e, em materiais comerciais como as \u00e2nforas, os grafitos ib\u00e9ricos misturam-se com carimbos e anota\u00e7\u00f5es pintadas em latim.<\/p>\n<p>Este quadro evidencia <strong>coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica<\/strong>. A produ\u00e7\u00e3o das \u00e2nforas e do seu conte\u00fado, provavelmente vinho ou azeite, era de origem romana. Eram depois adquiridas e marcadas por comerciantes ou utilizadores ind\u00edgenas. Como conclui o estudo, a epigrafia anf\u00f3rica ilustra um com\u00e9rcio de colabora\u00e7\u00e3o ibero-romana.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do arquivo de Azaila <strong>obriga a uma mudan\u00e7a de perspetiva<\/strong> sobre a escrita na sociedade ib\u00e9rica. N\u00e3o era um fen\u00f3meno marginal nem reservado a contextos monumentais.<\/p>\n<p>A funcionalidade dos textos de Azaila n\u00e3o pode explicar-se unicamente na <strong>perspetiva da propriedade,<\/strong> como se tem feito at\u00e9 agora, afirma a investigadora.<\/p>\n<p><strong>Estas mensagens procuravam fazer tudo<\/strong>, desde identificar o dono de um prato, atribuir o seu uso numa casa partilhada, indicar o peso de uma \u00e2nfora para venda ou anotar o seu conte\u00fado, e <strong>demonstram um h\u00e1bito de escrita<\/strong> nas sociedades antigas, pelo menos um conhecimento m\u00ednimo de como escrever, o que implica uma familiaridade social com ela.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, Azaila oferece-nos uma fotografia excecional, congelada no tempo pouco antes da sua destrui\u00e7\u00e3o.<strong> A imagem n\u00e3o \u00e9 de reis ou her\u00f3is<\/strong>, mas de pessoas comuns que escreviam nos seus pertences.<\/p>\n<p>Poucos s\u00edtios proporcionaram um panorama t\u00e3o amplo da sua epigrafia, e isto faz do Cabezo de Alcal\u00e1 de Azaila um testemunho excecional e indispens\u00e1vel para o estudo da literacia na sociedade ib\u00e9rica, conclui o artigo.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1770046392_20_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c1ngel M. 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