{"id":255490,"date":"2026-02-03T16:17:10","date_gmt":"2026-02-03T16:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/255490\/"},"modified":"2026-02-03T16:17:10","modified_gmt":"2026-02-03T16:17:10","slug":"dependencia-mudou-da-russia-para-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/255490\/","title":{"rendered":"depend\u00eancia mudou da R\u00fassia para os EUA?"},"content":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) decidiu reduzir gradualmente as importa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s russo at\u00e9 \u00e0 sua proibi\u00e7\u00e3o em 2027, mas essa estrat\u00e9gia est\u00e1 a levar o bloco a trocar a depend\u00eancia da R\u00fassia por uma crescente depend\u00eancia dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) no fornecimento de g\u00e1s natural liquefeito, ou GNL.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/gnl_europa_navio-2.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/gnl_europa_navio-2-720x405.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1101547\"  \/><\/a>\n<\/p>\n<p>A rede europeia de armazenamento de g\u00e1s natural \u00e9 vasta, <strong>mas dever\u00e1 acabar o inverno no n\u00edvel mais baixo dos \u00faltimos anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a plataforma europeia de dados energ\u00e9ticos AGSI, o <strong>armazenamento europeu de g\u00e1s caiu para 44% da capacidade total a 26 de janeiro<\/strong>, atingindo o seu n\u00edvel mais baixo para esta altura do ano desde 2022, quando atingiu 40% enquanto o mercado se apressava a substituir os fornecimentos russos.<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse isso suficiente, est\u00e1 bem abaixo da m\u00e9dia de 10 anos de 58%.<\/p>\n<p>De acordo com uma an\u00e1lise da Reuters baseada em dados hist\u00f3ricos, se as tend\u00eancias atuais persistirem, o <strong>armazenamento poder\u00e1 descer para 30% ou menos at\u00e9 ao final de mar\u00e7o<\/strong>.<\/p>\n<p>Se a Europa terminar o inverno com apenas 30% de armazenamento, ser\u00e1 necess\u00e1rio injetar cerca de 60 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s para voltar ao n\u00edvel com que entrou no inverno passado, com 83%, citando o colunista de energia da ag\u00eancia noticiosa <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.reuters.com\/markets\/commodities\/europes-gas-storage-is-draining-prices-reflect-no-urgency-bousso-2026-01-29\/\" rel=\"nofollow noopener\">Ron Bousso<\/a>.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/armazenamento_gas_europa.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/armazenamento_gas_europa-720x472.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"472\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1101543\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Importa ressalvar que o problema ganha uma dimens\u00e3o mais grave quando consideramos que <strong>nem todas as importa\u00e7\u00f5es se destinam ao armazenamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Na realidade, a maioria \u00e9 usada para satisfazer a procura di\u00e1ria, o que significa que as necessidades totais de compra da Europa poder\u00e3o ser enormes, nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Europa ser\u00e1 salva pelo GNL?<\/p>\n<p>O GNL tem desempenhado um papel crucial no mercado europeu de g\u00e1s nos \u00faltimos anos, com as <strong>importa\u00e7\u00f5es do combust\u00edvel refrigerado para o continente a aumentarem 30%<\/strong> no ano passado. Ali\u00e1s, atingiram um m\u00e1ximo hist\u00f3rico de mais de 175 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos.<\/p>\n<p>Segundo Bousso, esta import\u00e2ncia dever\u00e1 crescer ainda mais no futuro, tendo em conta que a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/motores\/ue-proibe-formalmente-as-importacoes-de-gas-da-russia\/\" rel=\"nofollow noopener\">UE decidiu proibir<\/a> totalmente as importa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s por gasoduto e de GNL da R\u00fassia at\u00e9, no m\u00e1ximo, ao final de 2027.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/fornecimento_gas.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1101544\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/fornecimento_gas-720x405.jpg\" alt=\"O fornecimento de GNL pelos EUA desempenhou um papel crucial no processo de reabastecer os locais de armazenamento da Europa, em 2025, segundo o &lt;em&gt;Gas Market Report, Q1-2026&lt;\/em&gt;, da &lt;a href=&quot;https:\/\/www.iea.org\/reports\/gas-market-report-q1-2026&quot;&gt;IEA&lt;\/a&gt;.\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"wp-image-1101544 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-1101544\" class=\"wp-caption-text\">O fornecimento de GNL pelos EUA desempenhou um papel crucial no processo de reabastecer os locais de armazenamento da Europa, em 2025, segundo o Gas Market Report, Q1-2026, da <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.iea.org\/reports\/gas-market-report-q1-2026\" rel=\"nofollow noopener\">IEA<\/a>.<\/p>\n<p>A lacuna deixada pelo fim do fornecimento russo <strong>dever\u00e1 ser preenchida principalmente por compras de GNL<\/strong>, que a Ag\u00eancia Internacional da Energia (em ingl\u00eas, IEA) <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.iea.org\/reports\/gas-market-report-q1-2026\" rel=\"nofollow noopener\">prev\u00ea<\/a> atingirem um novo recorde de 185 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos este ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, espera-se que a produ\u00e7\u00e3o global de GNL continue a expandir-se este ano, com proje\u00e7\u00f5es de um aumento de 7% em 2026, o ritmo mais r\u00e1pido desde 2019, sobretudo atrav\u00e9s de novos terminais de exporta\u00e7\u00e3o nos EUA, Canad\u00e1 e M\u00e9xico, de acordo com o mesmo organismo internacional.<\/p>\n<p>Depend\u00eancia da Europa passou da R\u00fassia para os EUA?<\/p>\n<p>O compromisso da UE de comprar 750 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em energia dos EUA ter\u00e1 sido um dos elementos mais impressionantes do acordo comercial de Turnberry, assinado no ver\u00e3o passado no campo de golfe de Donald Trump, na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/trump_ursula-2.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1101545\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/trump_ursula-2-720x405.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"wp-image-1101545 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-1101545\" class=\"wp-caption-text\">A presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente dos EUA Donald Trump, em Turnberry, na Esc\u00f3cia, no dia 27 de julho de 2025. Cr\u00e9dito: Getty Images Europa, via <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bloomberg.com\/news\/newsletters\/2026-01-28\/eu-grows-wary-of-a-growing-reliance-on-us-energy\" rel=\"nofollow noopener\">Bloomberg<\/a><\/p>\n<p>Contudo, ainda que essa aproxima\u00e7\u00e3o ambiciosa tenha sido vista como necess\u00e1ria, h\u00e1 um sen\u00e3o que est\u00e1, agora, a ser relembrado: os <strong>EUA ser\u00e3o o principal fornecedor de GNL da UE daqui em diante<\/strong>, especialmente considerando a proibi\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es russas a partir de 2027.<\/p>\n<p>Segundo a Bloomberg, a \u00faltima semana espalhou um receio de que a Europa &#8220;esteja a cair numa armadilha&#8221;.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia europeia da energia russa teve origem num acordo de &#8220;g\u00e1s por gasodutos&#8221; celebrado entre a Alemanha Ocidental e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica nos anos 70, crescendo at\u00e9 ao ponto em que a R\u00fassia fornecia quase metade da procura de g\u00e1s da UE antes da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia em 2022.<\/p>\n<p>O conflito fez disparar os pre\u00e7os para m\u00e1ximos hist\u00f3ricos, enquanto a UE tentava libertar-se dessa depend\u00eancia.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/gnl_portugal_sines-2.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1101546\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/gnl_portugal_sines-2-720x405.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"wp-image-1101546 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-1101546\" class=\"wp-caption-text\">Um navio de GNL a chegar ao porto de Sines, em Portugal. Cr\u00e9dito: Zed Jameson\/<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bloomberg.com\/news\/newsletters\/2026-01-28\/eu-grows-wary-of-a-growing-reliance-on-us-energy\" rel=\"nofollow noopener\">Bloomberg<\/a><\/p>\n<p>Atualmente, os <strong>EUA fornecem quase 60% do GNL da UE<\/strong>. Embora mais caro do que o g\u00e1s russo transportado por gasoduto, estes fornecimentos dever\u00e3o constituir a base do futuro cabaz energ\u00e9tico europeu, pelo menos at\u00e9 o bloco atingir a neutralidade carb\u00f3nica a meio do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Em 2030, <strong>at\u00e9 80% das importa\u00e7\u00f5es de GNL poder\u00e3o vir dos EUA<\/strong>.<\/p>\n<p>Para o comiss\u00e1rio europeu da Energia, Dan Jorgensen, as amea\u00e7as em torno da Gronel\u00e2ndia s\u00e3o um &#8220;alerta&#8221; para a UE, que est\u00e1 &#8220;ativamente \u00e0 procura&#8221; de diversificar ainda mais os seus fornecimentos de GNL.<\/p>\n<p>Estas declara\u00e7\u00f5es foram seguidas de outras, nos \u00faltimos dias, incluindo as de Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, que alertou que a<strong> Europa n\u00e3o deveria colocar todos os seus &#8220;ovos no mesmo cesto&#8221;<\/strong>.<\/p>\n<p>Ainda que a UE seja um comprador fundamental de energia para os EUA, e importe g\u00e1s por gasoduto da Noruega, do Norte de \u00c1frica e do Azerbaij\u00e3o, al\u00e9m de ter, tamb\u00e9m, alguma produ\u00e7\u00e3o interna, <strong>o bloco n\u00e3o tem muitas alternativas<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma vez que a UE \u00e9 &#8220;pobre em energia&#8221;, qualquer depend\u00eancia d\u00e1 aos EUA um trunfo contra o bloco, especialmente num ambiente geopol\u00edtico cada vez mais tenso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Uni\u00e3o Europeia (UE) decidiu reduzir gradualmente as importa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s russo at\u00e9 \u00e0 sua proibi\u00e7\u00e3o em 2027,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":255491,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,413,445,15,16,12055,42755,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,839,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-255490","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-eua","tag-europa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-gas","tag-gnl","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-russia","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116007603146921589","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=255490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/255491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=255490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=255490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=255490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}