{"id":256273,"date":"2026-02-04T08:37:08","date_gmt":"2026-02-04T08:37:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256273\/"},"modified":"2026-02-04T08:37:08","modified_gmt":"2026-02-04T08:37:08","slug":"vem-ai-mais-um-rio-atmosferico-num-territorio-fragilizado-pode-causar-mais-danos-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256273\/","title":{"rendered":"\u201cVem a\u00ed mais um rio atmosf\u00e9rico. Num territ\u00f3rio fragilizado, pode causar mais danos\u201d | Entrevista"},"content":{"rendered":"<p>Numa breve conversa, Ricardo Trigo, professor de climatologia da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa e especialista em fen\u00f3menos extremos clim\u00e1ticos, descreve ao Azul o que est\u00e1 por detr\u00e1s da sucess\u00e3o de tempestades que atingiu Portugal, o papel das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas na intensidade dos fen\u00f3menos e o que esperar nos pr\u00f3ximos dias. \u201cVem a\u00ed mais um rio atmosf\u00e9rico\u201d, avisa, sobre a tempestade Leonardo. <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/01\/26\/azul\/noticia\/adeus-ingrid-ola-joseph-mau-tempo-traz-rio-atmosferico-continente-ilhas-2162462\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Mais um rio atmosf\u00e9rico<\/a> que, desta vez, desaba num territ\u00f3rio j\u00e1 fragilizado e, por isso, pode causar mais danos do que seria de esperar.<\/p>\n<p>Admitindo que nos \u00faltimos dias houve uma conjuga\u00e7\u00e3o de factores com uma brutal for\u00e7a destruidora, o investigador sublinha que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que estes fen\u00f3menos sejam mais frequentes, mas sim mais intensos \u2014 e que a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 moldada pelos epis\u00f3dios mais extremos. Sobre a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/02\/03\/sociedade\/noticia\/kristin-especialistas-criticam-demora-accionar-plano-nacional-emergencia-2163349\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">resposta das autoridades<\/a>, \u00e9 claro: falhou a comunica\u00e7\u00e3o, falhou a prepara\u00e7\u00e3o e falharam infra-estruturas que \u201cn\u00e3o podem falhar\u201d. \u201cOs bombeiros ficarem sem telhado \u00e9 rid\u00edculo. O SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emerg\u00eancia e Seguran\u00e7a de Portugal] falhar \u00e9 rid\u00edculo\u201d, diz Ricardo Trigo.<\/p>\n<p><strong>Estas tempestades sucessivas num curto espa\u00e7o de tempo s\u00e3o normais?<\/strong><br \/>N\u00e3o existe um \u201cnormal\u201d nestas coisas. J\u00e1 houve sequ\u00eancias semelhantes, embora n\u00e3o sejam muito frequentes. H\u00e1 cerca de 15 anos, por exemplo, tr\u00eas tempestades no Norte da Europa causaram centenas de milh\u00f5es de euros em danos. N\u00e3o \u00e9 comum, mas acontece.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 na origem desta sucess\u00e3o?<\/strong><br \/>\u00c9 o desenrolar normal da atmosfera. N\u00e3o h\u00e1 nada de extraordin\u00e1rio no facto de ocorrerem v\u00e1rias tempestades seguidas.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas?<\/strong><br \/>A sequ\u00eancia em si tem pouca rela\u00e7\u00e3o. O que pode estar ligado \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/alteracoes-climaticas\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/a> \u00e9 a intensidade: temperaturas mais altas no mar e na atmosfera aumentam a evapora\u00e7\u00e3o e a capacidade de o ar reter humidade. Cada grau de aquecimento pode traduzir\u2011se em 6 a 7% mais precipita\u00e7\u00e3o e isso importa. Se em vez de chover 50 mil\u00edmetros chover 60 ou 70, o impacto \u00e9 muito maior. A coisa complica-se.<\/p>\n<p><strong>Portanto, o efeito das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas na chuva \u00e9 sobretudo na intensidade?<\/strong><br \/>Sim. N\u00e3o h\u00e1 mais tempestades \u2014 h\u00e1 tempestades mais intensas. O mesmo se aplica \u00e0 ciclog\u00e9nese explosiva. N\u00e3o vemos mais eventos, mas vemos eventos mais intensos. A press\u00e3o no centro das depress\u00f5es desce mais rapidamente e mais profundamente, e isso aumenta a for\u00e7a dos ventos.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Destrui\u00e7\u00e3o no quartel dos Bombeiros Volunt\u00e1rios de Leiria, depois da passagem da depress\u00e3o Kristin&#13;<br \/>\nPAULO NOVAIS\/Lusa                    &#13;<\/p>\n<p><strong>Num curto espa\u00e7o de tempo sofremos o efeito de um rio atmosf\u00e9rico, de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/01\/29\/azul\/noticia\/ciclonebomba-ferrao-vento-208-kmh-marcaram-desastre-chamado-kristin-2162892\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">um \u201cciclone\u2011bomba\u201d e de um sting jet<\/a>. Isto n\u00e3o \u00e9 invulgar?<\/strong><br \/>Os rios atmosf\u00e9ricos s\u00e3o os mais comuns. Em Dezembro, h\u00e1 tr\u00eas anos, Lisboa teve cinco rios atmosf\u00e9ricos num s\u00f3 m\u00eas, lembra-se? A ciclog\u00e9nese explosiva \u00e9 mais rara e o sting jet [uma pequena \u00e1rea de ventos muito intensos, frequentemente com velocidades de 160 km\/h ou mais] ainda mais raro.<\/p>\n<p><strong>E, insisto, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas?<\/strong><br \/>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas podem influenciar em dois deles, um que \u00e9 o transporte de maior humidade de rios atmosf\u00e9ricos, e os modelos apontam que dever\u00e1 haver mais rios atmosf\u00e9ricos com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em toda a fachada europeia, mesmo em s\u00edtios onde pode vir a chover menos. Outro \u00e9 a ciclog\u00e9nese explosiva.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m chamado de \u201cciclone-bomba\u201d. \u00c9 incorrecto usar este termo?<\/strong><br \/>N\u00e3o \u00e9 incorrecto. Vem do ingl\u00eas. O problema \u00e9 que muitas pessoas acham que \u00e9 exagero ou alarmista, quando na verdade \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Assim como quando falamos em rios atmosf\u00e9ricos n\u00e3o \u00e9 por ser mais bonito ou po\u00e9tico. Ali\u00e1s, o que vem a\u00ed agora \u00e9 mais um rio atmosf\u00e9rico.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Efeitos da tempestade Kristin&#13;<br \/>\nS\u00e9rgio Azenha                    &#13;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que isso quer dizer?<\/strong><br \/>Um rio atmosf\u00e9rico \u00e9 uma faixa muito longa \u2014 pelo menos 2000 km \u2014 com grande concentra\u00e7\u00e3o de humidade transportada dos tr\u00f3picos para as latitudes m\u00e9dias. Normalmente come\u00e7a perto das Cara\u00edbas. Quando essa humidade se combina com ventos fortes associados a uma depress\u00e3o, forma\u2011se um rio atmosf\u00e9rico. S\u00e3o fen\u00f3menos muito relevantes para Portugal, Galiza, Normandia, Reino Unido e Noruega.<\/p>\n<p>O facto de a temperatura do oceano estar acima do normal ajuda a que, no processo do rio atmosf\u00e9rico chegar at\u00e9 a Europa, haja mais evapora\u00e7\u00e3o do que precipita\u00e7\u00e3o, porque ele tamb\u00e9m vai precipitando a meio. Mas como a temperatura est\u00e1 relativamente elevada, continua a evaporar e, portanto, chega c\u00e1 e depois, durante uma s\u00e9rie de horas, vai impactar nas zonas costeiras.<\/p>\n<p><strong>Este rio atmosf\u00e9rico da tempestade Leonardo vai afectar sobretudo que zonas?<\/strong><br \/>Pelo que vi, dever\u00e1 atingir todo o pa\u00eds, mas com maior intensidade no Sul.<\/p>\n<p><strong>O que esperar nos pr\u00f3ximos dias?<\/strong><br \/>Muita precipita\u00e7\u00e3o, alternando entre Norte e Sul, e vento mais forte no Sul com a chegada do rio atmosf\u00e9rico. N\u00e3o dever\u00e1 ter a magnitude da semana passada, mas o territ\u00f3rio est\u00e1 fragilizado e fen\u00f3menos moderados podem causar danos maiores. Um vento de 100 km\/h, que normalmente n\u00e3o causaria grandes danos, pode agora provocar estragos significativos. O solo, as \u00e1rvores e as estruturas j\u00e1 est\u00e3o debilitados. Vamos ter mais pequenas inunda\u00e7\u00f5es, quedas de \u00e1rvores, deslizamentos e muros a ceder.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Cheias em Soure&#13;<br \/>\nS\u00e9rgio Azenha                    &#13;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/01\/29\/azul\/noticia\/kristin-forca-natureza-associada-incompetencia-irresponsabilidade-2162972\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u00c9 poss\u00edvel preparar\u2011nos<\/a>?<\/strong><br \/>Algumas coisas sim: retirar pessoas e bens de zonas baixas, identificar estruturas inst\u00e1veis. Mas h\u00e1 danos que s\u00e3o inevit\u00e1veis quando h\u00e1 semanas de chuva intensa.<\/p>\n<p><strong>O que esperar nos pr\u00f3ximos dias?<\/strong><br \/>Muita precipita\u00e7\u00e3o, alternando entre Norte e Sul, e vento mais forte no Sul com a chegada do rio atmosf\u00e9rico. N\u00e3o dever\u00e1 ter a magnitude da semana passada, mas o territ\u00f3rio est\u00e1 fragilizado e fen\u00f3menos moderados podem causar danos maiores. Um vento de 100 km\/h, que normalmente n\u00e3o causaria grandes danos, pode agora provocar estragos significativos. O solo, as \u00e1rvores e as estruturas j\u00e1 est\u00e3o debilitados. Vamos ter mais pequenas inunda\u00e7\u00f5es, quedas de \u00e1rvores, deslizamentos e muros a ceder.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel preparar\u2011nos?<\/strong><br \/>Algumas coisas sim: retirar pessoas e bens de zonas baixas, identificar estruturas inst\u00e1veis. Mas h\u00e1 danos que s\u00e3o inevit\u00e1veis quando h\u00e1 semanas de chuva intensa.<\/p>\n<p><strong>O oceano mais quente intensifica o fen\u00f3meno?<\/strong><br \/>Sim. \u00c0 medida que o rio atmosf\u00e9rico avan\u00e7a, vai precipitando, mas tamb\u00e9m evapora mais porque o oceano est\u00e1 mais quente. Chega \u00e0 Europa ainda com muita carga de humidade.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 explica\u00e7\u00e3o para estes fen\u00f3menos mais ou menos raros estarem mais intensos?<\/strong><br \/>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas podem aumentar a ocorr\u00eancia de rios atmosf\u00e9ricos e intensificar depress\u00f5es. Os modelos apontam para mais rios atmosf\u00e9ricos na fachada atl\u00e2ntica europeia, mesmo em regi\u00f5es onde a precipita\u00e7\u00e3o total pode diminuir. Quanto ao sting jet, h\u00e1 t\u00e3o poucos casos \u2014 tr\u00eas em 30 anos em Portugal \u2014 que n\u00e3o h\u00e1 estat\u00edstica suficiente.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Efeitos da tempestade Kristin na Marinha Grande&#13;<br \/>\nPaulo Pimenta                    &#13;<\/p>\n<p><strong>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a aumentar a frequ\u00eancia e intensidade destes fen\u00f3menos, certo?<\/strong><br \/>\u00c9 verdade e n\u00e3o \u00e9. O n\u00famero total de eventos pode n\u00e3o aumentar. O que aumenta \u00e9 o n\u00famero de fen\u00f3menos muito fortes. \u00c9 como ter cinco ondula\u00e7\u00f5es num terreno: continuam a ser cinco, mas se tr\u00eas passam de um metro para tr\u00eas metros, o impacto muda completamente.<\/p>\n<p><strong>Mas este m\u00eas tivemos muitas tempestades seguidas.<\/strong><br \/>Sim, mas h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos, no meio de secas prolongadas, a percep\u00e7\u00e3o seria outra.<\/p>\n<p><strong>No clima n\u00e3o se pode olhar para um m\u00eas, mas para d\u00e9cadas\u2026<\/strong><br \/>Sim, \u00e9 preciso olhar para d\u00e9cadas, n\u00e3o para semanas.<\/p>\n<p><strong>O que sabemos com certeza?<\/strong><br \/>Que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas aumentam a intensidade dos extremos \u2014 tanto de precipita\u00e7\u00e3o como de temperatura. N\u00e3o temos mais furac\u00f5es, mas temos mais furac\u00f5es de categoria 3, 4 e 5. E isso molda a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Sabemos que a temperatura est\u00e1 a aumentar. As ondas de calor s\u00e3o mais frequentes e mais intensas.<\/strong><br \/>Sim, a\u00ed sim. <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/ondas-calor\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">H\u00e1 mais calor<\/a> e esse est\u00e1 mesmo a aumentar [na intensidade e frequ\u00eancia], tanto a n\u00edvel m\u00e9dio como dos extremos. A precipita\u00e7\u00e3o est\u00e1 a aumentar de intensidade. A percep\u00e7\u00e3o de aumento da frequ\u00eancia \u00e9 enganadora: o que aumenta \u00e9 a intensidade dos extremos. A \u00e1gua \u00e9 limitada. O que muda \u00e9 a forma como circula \u2014 evapora mais e precipita mais. Os extremos em hidrologia e os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/07\/07\/azul\/noticia\/crise-climatica-esperamnos-megaondas-calor-2012697\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">extremos em temperatura<\/a> s\u00e3o de natureza diferente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Numa breve conversa, Ricardo Trigo, professor de climatologia da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa e especialista&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":256274,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[2335,964,785,27,28,2271,15,16,14,25,26,21,22,8532,606,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-256273","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-alteracoes-climaticas","9":"tag-ambiente","10":"tag-azul","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-clima","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-headlines","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mau-tempo","22":"tag-meteorologia","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116011456409092445","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256273\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/256274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}