{"id":256355,"date":"2026-02-04T10:43:11","date_gmt":"2026-02-04T10:43:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256355\/"},"modified":"2026-02-04T10:43:11","modified_gmt":"2026-02-04T10:43:11","slug":"estados-unidos-reactivam-acordo-comercial-preferencial-com-30-paises-africanos-comercio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256355\/","title":{"rendered":"Estados Unidos reactivam acordo comercial preferencial com 30 pa\u00edses africanos | Com\u00e9rcio"},"content":{"rendered":"<p>Os Estados Unidos reactivaram o acordo de acesso preferencial de produtos de cerca de 30 pa\u00edses da \u00c1frica subsariana ao mercado norte-americano por mais um ano.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/08\/03\/mundo\/opiniao\/que-fazer-com-a-agoa-que-oportunidades-para-africa-1839851\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Lei de Crescimento e Oportunidades para \u00c1frica<\/a> (AGOA, na sigla em ingl\u00eas) foi prorrogada at\u00e9 31 de Dezembro de 2026, afirmou o representante comercial da Presid\u00eancia dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O acordo, que inclui Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, tem \u201cefeitos retroactivos a 30 de Setembro de 2025\u201d, data em que tinha expirado, acrescentou Jamieson Greer, em comunicado, na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o do acordo foi inclu\u00edda numa lei promulgada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.<\/p>\n<p>O documento, aprovado pela C\u00e2mara dos Representantes ap\u00f3s mais de tr\u00eas dias de paralisa\u00e7\u00e3o, prolonga at\u00e9 30 de Setembro o financiamento de ag\u00eancias governamentais, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do Departamento de Seguran\u00e7a Interna.<\/p>\n<p>A 12 de Janeiro, a C\u00e2mara dos Representantes (c\u00e2mara baixa) do parlamento dos EUA tinha aprovado a continuidade da AGOA, por mais tr\u00eas anos, mas o Senado (c\u00e2mara alta) reduziu a extens\u00e3o para um ano.<\/p>\n<p>A AGOA, lan\u00e7ada em 2000, durante a presid\u00eancia do democrata Bill Clinton, \u00e9 a pedra angular das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas entre os Estados Unidos e os pa\u00edses da \u00c1frica subsariana.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2010\/04\/04\/mundo\/noticia\/toque-a-reunir-para-tentar-alcancar-os-objectivos-do-milenio-1430726\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">acordo<\/a> permite aos pa\u00edses africanos exportar mais de sete mil produtos para os Estados Unidos sem impostos, desde que cumpram uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es, incluindo pluralismo pol\u00edtico, respeito pelos direitos humanos e medidas anticorrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o Trump usou o fim do acordo como forma de pressionar os pa\u00edses africanos.<\/p>\n<p>O ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros do Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, admitiu em Outubro que Washington condicionou a prorroga\u00e7\u00e3o da AGOA \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o, por parte do Gana, de indiv\u00edduos deportados dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A Casa Branca tem tamb\u00e9m afirmado repetidamente que, para obter a prorroga\u00e7\u00e3o da AGOA, os pa\u00edses africanos precisavam de se tornar mais receptivos aos produtos norte-americanos.<\/p>\n<p>\u201cA AGOA do s\u00e9culo XXI deve exigir mais dos nossos parceiros comerciais e proporcionar um melhor acesso ao mercado para as empresas, agricultores e criadores de gado americanos\u201d, afirmou Jamieson Greer na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>O dirigente especificou que deseja trabalhar com os legisladores norte-americanos para \u201cmodernizar o programa e alinh\u00e1-lo com a pol\u00edtica \u2018Am\u00e9rica Primeiro\u2019 do Presidente Trump\u201d.<\/p>\n<p>Em 12 de Janeiro, o presidente da Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana, Mahmoud Ali Youssouf, saudou \u201ca aprova\u00e7\u00e3o esmagadora, pela C\u00e2mara dos Representantes dos Estados Unidos, de uma extens\u00e3o por tr\u00eas anos da AGOA\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas que a AGOA tem sido um pilar das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas entre os Estados Unidos e \u00c1frica, apoiando a industrializa\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o de emprego, as cadeias de valor regionais e o crescimento inclusivo em todo o continente\u201d, afirmou Youssouf.<\/p>\n<p>O programa beneficiou amplamente sectores como a agricultura a t\u00eaxteis, at\u00e9 metais e combust\u00edveis, de pa\u00edses como Madag\u00e1scar, Lesoto e \u00c1frica do Sul, embora o impacto tenha sido desigual no continente.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como Angola, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo ou Nig\u00e9ria \u2014 cujas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o principalmente de combust\u00edveis e minerais \u2014 enfrentam aumentos tarif\u00e1rios m\u00ednimos, visto que as suas principais exporta\u00e7\u00f5es beneficiam de tarifas baixas ou isen\u00e7\u00f5es de impostos adicionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os Estados Unidos reactivaram o acordo de acesso preferencial de produtos de cerca de 30 pa\u00edses da 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