{"id":256680,"date":"2026-02-04T15:40:17","date_gmt":"2026-02-04T15:40:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256680\/"},"modified":"2026-02-04T15:40:17","modified_gmt":"2026-02-04T15:40:17","slug":"bebes-de-dois-meses-veem-mundo-de-forma-mais-complexa-do-que-cientistas-imaginavam-neurociencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/256680\/","title":{"rendered":"Beb\u00e9s de dois meses v\u00eaem mundo de forma mais complexa do que cientistas imaginavam | Neuroci\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p>Os beb\u00e9s s\u00e3o capazes de distinguir entre os diferentes objectos que os rodeiam aos dois meses de idade, o que \u00e9 mais cedo do que os cientistas pensavam, sugere um novo estudo.<\/p>\n<p>As descobertas, publicadas na segunda-feira na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41593-025-02187-8\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">revista Nature Neuroscience<\/a>, podem ajudar m\u00e9dicos e investigadores a compreender melhor o desenvolvimento cognitivo na primeira inf\u00e2ncia. \u201cIsto mostra-nos realmente que <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/12\/02\/ciencia\/noticia\/bebes-comecam-aprender-lingua-materna-virem-mundo-2071722\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">os beb\u00e9s <\/a>interagem com o mundo de uma forma muito mais complexa do que poder\u00edamos imaginar\u201d, frisou a autora principal, Cliona O\u2019Doherty.<\/p>\n<p>\u201cAo observar um beb\u00e9 de dois meses, talvez n\u00e3o pens\u00e1ssemos que ele compreende o mundo a este n\u00edvel\u201d, acrescentou a investigadora.<\/p>\n<p>O estudo analisou dados de 130 beb\u00e9s de dois meses que foram submetidos a exames de imagem cerebral enquanto estavam acordados. Os beb\u00e9s visualizaram imagens de 12 categorias comuns no primeiro ano de vida, como \u00e1rvores e animais.<\/p>\n<p>Quando <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/12\/02\/ciencia\/noticia\/bebes-comecam-aprender-lingua-materna-virem-mundo-2071722\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">os beb\u00e9s<\/a> olhavam para uma imagem como a de um gato, os seus c\u00e9rebros podiam \u201cdisparar\u201d de uma determinada forma que os investigadores conseguiam registar, explicou Cliona \u200bO\u2019\u200bDoherty. Se olhassem para um objecto inanimado, os seus c\u00e9rebros reagiriam de forma diferente.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica, conhecida como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (fMRI, na sigla em ingl\u00eas), permitiu aos cientistas examinar a fun\u00e7\u00e3o visual com maior precis\u00e3o do que no passado.<\/p>\n<p>Muitos estudos anteriores baseavam-se no tempo que um beb\u00e9 olhava para um objecto, o que pode ser dif\u00edcil de avaliar em idades mais jovens. Alguns destes estudos anteriores sugeriram que os beb\u00e9s de apenas tr\u00eas a quatro meses conseguiam distinguir entre categorias, como animais e mobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO que estamos a mostrar \u00e9 que eles realmente j\u00e1 t\u00eam esta capacidade de agrupar categorias aos dois meses. Portanto, \u00e9 algo muito mais complexo do que imagin\u00e1vamos antes\u201d, real\u00e7ou Cliona \u200bO\u2019\u200bDoherty.<\/p>\n<p>No<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41593-025-02187-8\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> novo estudo<\/a>, muitos dos beb\u00e9s regressaram aos nove meses, e os investigadores recolheram dados com sucesso de 66 deles. Nos beb\u00e9s de nove meses, o c\u00e9rebro foi capaz de distinguir os seres vivos dos objectos inanimados com muito mais clareza do que nos beb\u00e9s de dois meses, destacou ainda Cliona \u200bO\u2019\u200bDoherty.<\/p>\n<p>Um dia, disse ainda a equipa, os cientistas poder\u00e3o ser capazes de ligar este tipo de imagem cerebral aos resultados cognitivos mais tarde na vida.<\/p>\n<p>A neurocientista Liuba Papeo, do Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de Fran\u00e7a e que n\u00e3o participou nesta investiga\u00e7\u00e3o, considera que o n\u00famero de beb\u00e9s no estudo \u00e9 um dos factores que tornam o trabalho \u201cimpressionante e \u00fanico\u201d.<\/p>\n<p>A obten\u00e7\u00e3o de imagens cerebrais de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/02\/07\/ciencia\/noticia\/telefonema-molecular-ajuda-bebe-pedir-placenta-crescer-1994292\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">beb\u00e9s <\/a>muito jovens apresenta desafios. \u201cUm deles \u2013 talvez o mais \u00f3bvio \u2013 \u00e9 que o beb\u00e9 precisa de estar confortavelmente deitado no aparelho de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional enquanto est\u00e1 acordado e sem se mexer\u201d, referiu, numa resposta por email.<\/p>\n<p>Cliona \u200bO\u2019\u200bDoherty, que realizou o estudo no Trinity College de Dublin, na Irlanda, considerou que o fundamental era tornar a experi\u00eancia o mais confort\u00e1vel poss\u00edvel para os beb\u00e9s. Dentro do aparelho, estavam reclinados numa almofada para se sentirem aconchegados. As imagens \u201capareciam enormes acima deles enquanto estavam deitados [&#8230;] como um filme IMAX para beb\u00e9s\u201d, acrescentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os beb\u00e9s s\u00e3o capazes de distinguir entre os diferentes objectos que os rodeiam aos dois meses de idade,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":256681,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[7474,27,28,4288,109,4080,15,16,14,8210,25,26,45993,21,22,62,537,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-256680","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-bebes","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-cerebro","12":"tag-ciencia","13":"tag-desenvolvimento","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-headlines","17":"tag-infancia","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-linguagem","21":"tag-main-news","22":"tag-mainnews","23":"tag-mundo","24":"tag-neurociencias","25":"tag-news","26":"tag-noticias","27":"tag-noticias-principais","28":"tag-noticiasprincipais","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-world","37":"tag-world-news","38":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256680\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/256681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}