{"id":258447,"date":"2026-02-06T01:22:11","date_gmt":"2026-02-06T01:22:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/258447\/"},"modified":"2026-02-06T01:22:11","modified_gmt":"2026-02-06T01:22:11","slug":"sondagem-diaria-na-reta-final-da-campanha-ventura-afunda-e-seguro-e-cada-vez-mais-favorito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/258447\/","title":{"rendered":"Sondagem di\u00e1ria: Na reta final da campanha, Ventura afunda e Seguro \u00e9 cada vez mais favorito"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">Apenas um candidato chega ao fim da campanha eleitoral com esperan\u00e7a de vencer, a julgar pelo que dizem as sucessivas sondagens di\u00e1rias da Pitag\u00f3rica para o JN, TSF, TVI e CNN. Nesta d\u00e9cima e pen\u00faltima entrega, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro (53,5%) mant\u00e9m larga vantagem sobre Andr\u00e9 Ventura (28%), apesar de o l\u00edder do Chega ter conseguido convencer eleitores de Cotrim Figueiredo, Marques Mendes e Gouveia e Melo.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread2\">O candidato apoiado pelo PS surge como favorito numa altura em que se queimam os \u00faltimos cartuchos de uma campanha at\u00edpica que n\u00e3o inverteu, nas sondagens, a prefer\u00eancia dos portugueses. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro tem uma vantagem de 25,5% sobre o advers\u00e1rio, o que corresponde a quase o dobro das inten\u00e7\u00f5es de voto. No \u00faltimo dia a dist\u00e2ncia alargou-se, n\u00e3o porque Seguro tenha conseguido muito mais inten\u00e7\u00f5es de voto, mas sim porque Ventura desceu 1,5 pontos percentuais.<\/p>\n<p>Nas quase duas semanas de campanha, o candidato socialista esteve sempre em sentido descendente &#8211; perdeu 7,4 pontos percentuais desde 26 de janeiro -, mas Andr\u00e9 Ventura nunca conseguiu descolar e ultrapassar a barreira dos 30%.<\/p>\n<p>Socialista ganha em toda a linha<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Os resultados da Pitag\u00f3rica d\u00e3o Seguro a vencer em todas as idades, regi\u00f5es, classes sociais e entre homens e mulheres. Ainda assim, a vantagem \u00e9 maior nuns casos do que noutros. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro \u00e9 mais forte a convencer o eleitorado feminino do que o masculino, sendo que Andr\u00e9 Ventura consegue 33% das inten\u00e7\u00f5es de voto dos homens, contra 47,1% do socialista.<\/p>\n<p>Na estratifica\u00e7\u00e3o por idades, a maior percentagem de Seguro \u00e9 entre os mais velhos e a de Ventura situa-se nos inquiridos que t\u00eam entre 35 e 54 anos. Por regi\u00f5es, \u00e9 no Norte que o socialista \u00e9 mais forte (56,4%, contra 27,9% de Ventura), e o l\u00edder do Chega obt\u00e9m mais prefer\u00eancias no Sul e ilhas (29,8%), apesar de tamb\u00e9m perder nesta regi\u00e3o para os 52,9% do advers\u00e1rio. Por classes sociais, o socialista domina entre os mais ricos (60,1%, contra 22,5% de Ventura) e o l\u00edder do Chega melhora no eleitorado mais pobre (33%, contra 49% de Seguro).<\/p>\n<p>Campanha: Ventura conquistou \u00e0 Direita<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Com Andr\u00e9 Ventura em queda e Seguro estagnado, neste pen\u00faltimo dia de sondagens, quem aumentou foram os indecisos (8,9%) e os nulos ou em branco (9,6%). A percentagem dos que n\u00e3o sabem em quem v\u00e3o votar aumentou, no \u00faltimo dia, 1,1 pontos percentuais. Os indecisos s\u00e3o sobretudo mulheres, acima dos 35 anos, que vivem no Centro, Sul ou Ilhas e pertencem \u00e0 classe m\u00e9dia. Se os votos em branco, nulos e dos indecisos desta sondagem fossem distribu\u00eddos na mesma propor\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es de voto, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro teria um resultado de 65,6% e Andr\u00e9 Ventura ficaria pelos 34,4%.<\/p>\n<p>Talvez porque as sondagens o refletem desde o in\u00edcio da campanha, 91% acham que ser\u00e1 Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro a vencer no dia 8, enquanto apenas 5% apostam em Andr\u00e9 Ventura.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">No in\u00edcio da campanha, havia a d\u00favida sobre em quem iam votar os eleitores de Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes. Na altura, as sondagens indicavam forte pendor destes eleitores para Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, mas a campanha transferiu uma parte destes votos para Andr\u00e9 Ventura e para os indecisos.<\/p>\n<p>No caso dos eleitores de Cotrim, 60% diziam que votariam em Seguro na segunda volta, mas essa percentagem baixou para 40%, na sondagem desta quinta-feira. Neste caso, a perda foi diretamente para Andr\u00e9 Ventura, que duplicou as prefer\u00eancias entre os que votaram Cotrim na primeira volta. O mesmo aconteceu com os eleitores de Henrique Gouveia e Melo que continuam maioritariamente com o candidato socialista, mas 18,5% est\u00e3o indecisos e as indecis\u00f5es duplicaram durante a campanha. Com os votantes de Marques Mendes tamb\u00e9m se assistiu a uma diminui\u00e7\u00e3o das prefer\u00eancias por Seguro, sendo que neste caso foi transferida uma parte das prefer\u00eancias, ao longo da campanha, para Andr\u00e9 Ventura.<\/p>\n<p>Seguro melhor preparado<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">Al\u00e9m de liderar as inten\u00e7\u00f5es de voto em todos os estratos sociais, et\u00e1rios e geogr\u00e1ficos, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro tamb\u00e9m \u00e9 visto como o mais bem preparado para atuar em situa\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica. Seria o melhor preparado para lidar com uma falha grave de servi\u00e7os p\u00fablicos (67%), para gerir uma crise caso houvesse falhas na coordena\u00e7\u00e3o (64%), para resolver a tens\u00e3o social motivada pela infla\u00e7\u00e3o (68%), para pressionar o Governo no caso de uma crise (53%). Nestas quest\u00f5es, Andr\u00e9 Ventura n\u00e3o vai al\u00e9m dos 26%, com exce\u00e7\u00e3o da pergunta sobre quem pressionaria mais o Governo no caso de uma crise, em que obt\u00e9m 36%.<\/p>\n<p>Segundo os inquiridos, o candidato socialista tamb\u00e9m estaria melhor preparado para defender o pa\u00eds perante uma crise econ\u00f3mica internacional (67%) e para recuperar a confian\u00e7a dos portugueses (68%). Foi tamb\u00e9m Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro que teve a atitude mais adequada face \u00e0 situa\u00e7\u00e3o provocada pela tempestade (46%), embora 14% defendam que foi Andr\u00e9 Ventura. Os restantes n\u00e3o sabem, n\u00e3o respondem, acham que foram ambos ou nenhum.<\/p>\n<p>Governo mal na rea\u00e7\u00e3o \u00e0s tempestades<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro6\">Quanto ao Governo, n\u00e3o sai bem da fotografia criada pelas tempestades dos \u00faltimos dias. Tal como na quarta-feira, uma boa parte (44%) dos portugueses acha que a resposta do Governo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o foi &#8220;negativa&#8221; ou &#8220;muito negativa&#8221;, ao passo que s\u00f3 24% a consideram &#8220;positiva&#8221; ou &#8220;muito positiva&#8221;. A \u00fanica boa not\u00edcia para Lu\u00eds Montenegro \u00e9 que esta avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva desta calamidade. Quando questionados sobre se o atual Executivo est\u00e1 a lidar pior ou melhor com esta situa\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com crises anteriores, 54% dos inquiridos afirmam que \u00e9 &#8220;de forma semelhante&#8221;, com 19% a considerarem que \u00e9 &#8220;pior&#8221; e 18% &#8220;melhor&#8221;.<\/p>\n<p>Quanto ao estado do pa\u00eds no dia 9 de janeiro, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, os portugueses est\u00e3o incertos. Questionados sobre se o pa\u00eds estar\u00e1 dividido ou unido, 24% preveem que haver\u00e1 divis\u00e3o, 23% que estar\u00e1 unido e 45% dizem que tudo depende do candidato que vencer.<\/p>\n<p>Tracking poll: Sondagem di\u00e1ria at\u00e9 6 de fevereiro<\/p>\n<p>O JN publicar\u00e1 uma &#8220;tracking poll&#8221;, diariamente, at\u00e9 6 de fevereiro, \u00faltimo dia em que \u00e9 permitida a publica\u00e7\u00e3o de sondagens. Poder\u00e1 seguir a evolu\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es de voto na edi\u00e7\u00e3o online, ao princ\u00edpio da noite, ou na edi\u00e7\u00e3o impressa. Um estudo de opini\u00e3o que funciona de uma forma diferente do habitual. Arranca como qualquer outra sondagem, com uma amostra de cerca de 600 inqu\u00e9ritos, que representam o nosso universo eleitoral. A cada dia, acrescentam-se cerca de 200 entrevistas, retirando-se as 200 mais antigas. Ao fim de tr\u00eas dias, a amostra estar\u00e1 completamente renovada, relativamente ao dia de arranque. E assim sucessivamente at\u00e9 \u00e0s v\u00e9speras da ida \u00e0s urnas que, para usar uma frase feita, mas nem por isso menos verdadeira, \u00e9 a &#8220;sondagem&#8221; que conta.<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<\/p>\n<p>Durante 3 dias (2, 3 e 4 de fevereiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitag\u00f3rica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um m\u00ednimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra di\u00e1ria representativa do universo eleitoral portugu\u00eas (n\u00e3o probabil\u00edstico). Foram tidos como crit\u00e9rios amostrais o G\u00e9nero, 3 cortes et\u00e1rios e 20 cortes geogr\u00e1ficos (Distritos + Madeira e A\u00e7ores). O resultado do apuramento dos 3 \u00faltimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confian\u00e7a de 95,5% corresponde a uma margem de erro m\u00e1xima de \u00b14,06%. A sele\u00e7\u00e3o dos entrevistados foi realizada atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria de n\u00fameros de &#8220;telem\u00f3vel&#8221; mantendo a propor\u00e7\u00e3o dos 3 principais operadores m\u00f3veis. Sempre que necess\u00e1rio foram selecionados aleatoriamente n\u00fameros fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas s\u00e3o recolhidas atrav\u00e9s de entrevista telef\u00f3nica (CATI &#8211; Computer Assisted Telephone Interviewing). O estudo tem como objetivo avaliar a opini\u00e3o dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as elei\u00e7\u00f5es Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a inten\u00e7\u00e3o de voto dos v\u00e1rios candidatos. Foram realizadas 1225 tentativas de contacto, para alcan\u00e7armos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 49,63%. A distribui\u00e7\u00e3o de indecisos \u00e9 feita de forma proporcional. A dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do estudo \u00e9 da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha t\u00e9cnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC &#8211; Entidade Reguladora da Comunica\u00e7\u00e3o Social que os disponibilizar\u00e1 para consulta online.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apenas um candidato chega ao fim da campanha eleitoral com esperan\u00e7a de vencer, a julgar pelo que dizem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":258448,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,1705,15,16,14,25,26,21,22,619,12,13,19,20,32,5215,1076,23,24,33,43024,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-258447","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-eleicoes-presidenciais","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-nacional","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-portugal","24":"tag-presidenciais","25":"tag-presidenciais-2026","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-sondagem-diaria","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116021070585668381","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=258447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/258448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=258447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=258447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=258447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}