{"id":258618,"date":"2026-02-06T05:53:12","date_gmt":"2026-02-06T05:53:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/258618\/"},"modified":"2026-02-06T05:53:12","modified_gmt":"2026-02-06T05:53:12","slug":"comprar-casa-sem-esforco-financeiro-so-se-tiver-ate-50m2-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/258618\/","title":{"rendered":"Comprar casa sem esfor\u00e7o financeiro s\u00f3 se tiver at\u00e9 50m2 \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Comprar casa em alguns dos maiores centros urbanos, como Lisboa, Porto e Faro, tornou-se \u201c<strong>totalmente inacess\u00edvel<\/strong>\u201c, aponta um estudo da consultora Century21 Portugal, que compara os rendimentos dos portugueses com os pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o e conclui que, a menos que se exceda os limites ao endividamento definidos pelo Banco de Portugal (<strong>m\u00e1ximo de 33% do rendimento gasto com a casa<\/strong>), nos centros urbanos s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel comprar casas com menos de 50 metros quadrados.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do estudo, apresentado nesta quinta-feira num evento que conta com a participa\u00e7\u00e3o do ministro das Infraestruturas e Habita\u00e7\u00e3o, Miguel Pinto Luz, \u00e9 de que nos \u00faltimos tr\u00eas anos \u201c<strong>o acesso \u00e0 compra tornou-se imposs\u00edvel nas capitais litorais<\/strong> <strong>para uma fam\u00edlia m\u00e9dia<\/strong>\u201d e j\u00e1 s\u00f3 \u00e9 vi\u00e1vel nas cidades do interior.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de capitais de distrito onde a compra era acess\u00edvel (menos de 50% de taxa de esfor\u00e7o) passou de 16, em 2022, para 15 em 2025\u201d, nota o estudo, acrescentando que, \u201cno entanto, destas 15, mais de metade exige atualmente um esfor\u00e7o elevado (34%-50%), quando esse era o caso de apenas uma das 16 cidades acess\u00edveis em 2022\u201d.<\/p>\n<p>Embora esse n\u00famero se mantenha elevado (15), \u201ca geografia da acessibilidade alterou-se radicalmente\u201d, afirma, em comunicado de imprensa, Ricardo Sousa, diretor-geral da Century21. \u201cLisboa, Porto e Faro sa\u00edram completamente do mapa da compra acess\u00edvel para as fam\u00edlias das respetivas cidades\u201d, aponta o especialista, concluindo que \u201cisto significa que, em tr\u00eas anos, a habita\u00e7\u00e3o tornou-se um desafio intranspon\u00edvel nas principais capitais de distrito para quem compra a sua primeira casa na sua cidade\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qetyIA0Dvi\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/habitacao-apoios-aos-jovens-criaram-avalancha-de-compras-de-casa-e-ajudaram-quem-nao-precisava-afirma-diretor-geral-da-century-21\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Habita\u00e7\u00e3o. Apoios aos jovens criaram \u201cavalancha\u201d de compras de casa e \u201cajudaram quem n\u00e3o precisava\u201d, afirma diretor-geral da Century 21<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo compara os rendimentos l\u00edquidos m\u00e9dios anuais das fam\u00edlias (com base nas declara\u00e7\u00f5es fiscais publicadas pelo INE) com os custos de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o (pre\u00e7os de venda e rendas contratadas), apurados pela Confidencial Imobili\u00e1rio. A an\u00e1lise incide sobre 40 munic\u00edpios, incluindo capitais de distrito de Portugal Continental, concelhos das \u00c1reas Metropolitanas de Lisboa e Porto e munic\u00edpios do Algarve, tomando como refer\u00eancia habita\u00e7\u00f5es de 90 m\u00b2.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es apontam para \u201c<strong>um mercado em forte desequil\u00edbrio<\/strong>\u201c. \u201cEntre 2022 e 2025, os rendimentos cresceram a um ritmo m\u00e9dio de 16%, traduzidos numa m\u00e9dia de pelo menos mais 200 euros por m\u00eas. Mas, em contrapartida, <strong>os pre\u00e7os e as rendas cresceram de forma muito mais acentuada<\/strong>\u201c, afirma a Century21, notando que \u201cem 2025, apenas 13 cidades (metade das quais no interior) oferecem habita\u00e7\u00e3o de 90\u202fm\u00b2 por menos de 200.000 euros\u201d, quando \u201cem 2022 esse era um patamar observado em 35 dos concelhos analisados\u201d.<\/p>\n<p>Comparando os rendimentos m\u00e9dios dos portugueses e os valores praticados na habita\u00e7\u00e3o, a Century21 conclui que \u201cnas regi\u00f5es mais pressionadas (\u00c1rea Metropolitana de Lisboa, \u00c1rea Metropolitana do Porto e Algarve) uma habita\u00e7\u00e3o considerada financeiramente acess\u00edvel e sem esfor\u00e7o (menos de 33% do rendimento gasto com a casa) tem <strong>hoje, em termos m\u00e9dios regionais, entre 35 e 50 metros quadrados<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Em termos simples, o c\u00e1lculo \u00e9 feito ponderando o pre\u00e7o das casas (aquisi\u00e7\u00e3o ou arrendamento) e os valores que teriam de ser pagos por m\u00eas, seja com presta\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito ou rendas. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que, \u00e0 luz dos rendimentos m\u00e9dios em Portugal e os pre\u00e7os por metro quadrado, a casa que \u00e9 poss\u00edvel comprar ou arrendar tem dimens\u00f5es insuficientes para uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Por exemplo, \u201cna \u00c1rea Metropolitana de Lisboa, os rendimentos mensais variam aproximadamente entre 1.600 euros na Amadora e 2.300 euros em Oeiras, mas os pre\u00e7os apresentam diferen\u00e7as muito mais acentuadas\u201d. \u201cLisboa e Cascais exigem hoje entre 420.000 e 450.000 euros por uma habita\u00e7\u00e3o de 90 m\u00b2, enquanto Oeiras ronda os 380.000 euros e a Amadora se situa nos 210.000 a 240.000 euros\u201d, diz a Century21. Nos restantes concelhos os valores situam-se, em geral, entre 210.000 e 290.000 euros.<\/p>\n<p>\u201cNo arrendamento, as rendas tornaram-se mais homog\u00e9neas, situando-se entre 1.100 e 1.700 euros, com apenas o Montijo ligeiramente abaixo dos 1.000 euros\u201d, nota o estudo, salientando que \u201cdesde 2022 os pre\u00e7os e as rendas aumentaram 40% ou mais na maioria dos concelhos, enquanto os rendimentos cresceram cerca de 15%\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Comprar uma casa de 90\u202fmetros quadrados implica hoje mais 68.000 a 114.000 euros do que h\u00e1 tr\u00eas anos, o que se traduz em presta\u00e7\u00f5es cerca de 300 euros superiores. No arrendamento, os aumentos rondam os 400 euros mensais, contra subidas salariais pr\u00f3ximas de 200 euros\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo nota que, \u201cdentro de um or\u00e7amento considerado \u201csem esfor\u00e7o\u201d (at\u00e9 33% do rendimento l\u00edquido dispon\u00edvel), a \u00e1rea acess\u00edvel encolheu drasticamente: em Lisboa, Cascais e Oeiras, comprar permite hoje apenas 35 a 45 metros quadrados\u201d, ao passo que \u201cnos concelhos da Margem Sul, a \u00e1rea caiu de 85\u201395 metros quadrados em 2022 para 55\u201365 metros quadrados atualmente\u201d. Isto cria, diz a consultora, um \u201c<strong>padr\u00e3o de exclus\u00e3o territorial: a cidade expulsa os seus residentes<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 tinha indicado <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/habitacao-apoios-aos-jovens-criaram-avalancha-de-compras-de-casa-e-ajudaram-quem-nao-precisava-afirma-diretor-geral-da-century-21\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ricardo Sousa numa entrevista recente ao Observador<\/a>, \u201cperante um problema estrutural, s\u00f3 solu\u00e7\u00f5es estruturais s\u00e3o eficazes\u201d. \u201cN\u00e3o se trata apenas de construir mais casas\u201d, sublinha o diretor-geral da Century21 Portugal, \u201c\u00e9 onde se constr\u00f3i, como se constr\u00f3i e para quem se constr\u00f3i\u201d.<\/p>\n<p>Entre as \u201cmedidas urgentes a implementar de imediato\u201d est\u00e3o a) aumentar o parque de habita\u00e7\u00e3o social de forma sustentada; b) revisitar os Planos Diretores Municipais numa escala metropolitana integrada; c) rever os c\u00f3digos de constru\u00e7\u00e3o para agilizar e modernizar o processo e; d) investir em Investiga\u00e7\u00e3o &amp; Desenvolvimento (I&amp;D) para impulsionar a industrializa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNa habita\u00e7\u00e3o, mais do que opini\u00f5es, o pa\u00eds precisa de diagn\u00f3sticos s\u00f3lidos e de execu\u00e7\u00e3o consistente numa l\u00f3gica de longo prazo para construir cidades sustent\u00e1veis, resilientes, acess\u00edveis e inclusivas\u201d, defende o diretor-geral da Century21 em Portugal.<\/p>\n<p><strong>[Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet.\u00a0Elas,\u00a0e mulheres de v\u00e1rios outros pa\u00edses, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ou\u00e7a\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-2-ha-raparigas-a-desaparecer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o segundo epis\u00f3dio de \u201cOs segredos da seita do yoga\u201d<\/a>, o novo Podcast Plus\u00a0do Observador.\u00a0Uma s\u00e9rie em seis epis\u00f3dios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-2-ha-raparigas-a-desaparecer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui, no\u00a0site do Observador<\/a>, e tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasts.apple.com\/pt\/podcast\/epis%C3%B3dio-2-h%C3%A1-raparigas-a-desaparecer\/id1870299321?i=1000747766803\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Apple Podcasts<\/a>, no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/1hOhFFwvRS6opFKMhIK5L8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Spotify<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wtArXF8RXlE&amp;list=PLyhlfxnJTtZW6rkp-uOjVM9sPqnDMN4KF&amp;index=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Youtube Music<\/a>. E pode ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-1-e-proibido-fazer-sexo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0o primeiro epis\u00f3dio.]<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-2-ha-raparigas-a-desaparecer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>        <img src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/thumbnail-a-seita-do-yoga.jpg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" width=\"770\" height=\"433\"\/>    <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Comprar casa em alguns dos maiores centros urbanos, como Lisboa, Porto e Faro, tornou-se \u201ctotalmente inacess\u00edvel\u201c, aponta um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":258619,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,476,15,16,8020,14,25,26,21,22,4307,12,13,19,20,57,32,23,24,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-258618","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-economia","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-habitau00e7u00e3o-e-urbanismo","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mercado-imobiliu00e1rio","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-pau00eds","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-sociedade","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116022136226319082","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=258618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/258618\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/258619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=258618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=258618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=258618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}