{"id":259263,"date":"2026-02-06T17:56:10","date_gmt":"2026-02-06T17:56:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/259263\/"},"modified":"2026-02-06T17:56:10","modified_gmt":"2026-02-06T17:56:10","slug":"toda-a-vida-na-terra-partilha-antepassado-comum-que-viveu-ha-4000-milhoes-de-anos-genetica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/259263\/","title":{"rendered":"Toda a vida na Terra partilha antepassado comum que viveu h\u00e1 4000 milh\u00f5es de anos | Gen\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p>Toda a vida na Terra partilha um antepassado comum que viveu h\u00e1 aproximadamente quatro mil milh\u00f5es de anos, de acordo com um estudo liderado pelo Oberlin College, nos Estados Unidos. Este chamado \u201c\u00faltimo antepassado comum universal\u201d representa o organismo mais antigo que os investigadores conseguem estudar.<\/p>\n<p>As descobertas foram apresentadas num novo artigo publicado na <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell-genomics\/fulltext\/S2666-979X(26)00002-9\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">revista Cell Genomics<\/a> pelos cientistas Aaron Goldman (Oberlin College), Greg Fournier (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) e Bet\u00fcl Ka\u00e7ar (Universidade de Wisconsin-Madison), todos dos Estados Unidos, noticiou esta quinta-feira a ag\u00eancia Europa Press. Investiga\u00e7\u00f5es anteriores sobre o \u00faltimo antepassado comum universal revelaram que todas as caracter\u00edsticas que se observam nos organismos actuais, como a membrana celular e o genoma do ADN, j\u00e1 estavam presentes na \u00e9poca deste antepassado.<\/p>\n<p>Para compreender como surgiram estas caracter\u00edsticas fundamentais da vida, \u00e9 necess\u00e1rio estudar a hist\u00f3ria evolutiva anterior ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/02\/ciencia\/noticia\/eis-velho-vestigio-humano-antigo-egipto-homem-idoso-oleiro-2138724\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00faltimo antepassado<\/a> comum universal e este novo trabalho descreve um m\u00e9todo para conseguir precisamente isso. \u201cEmbora o \u00faltimo antepassado comum universal seja o organismo mais antigo que podemos estudar utilizando m\u00e9todos evolutivos, alguns dos genes do seu genoma eram muito mais antigos\u201d, explicou Aaron Goldman.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Os autores descreveram um tipo de fam\u00edlia de genes conhecida como \u201c\u200bpar\u00e1logo universal\u201d, que fornece provas de eventos evolutivos anteriores ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2016\/04\/03\/ciencia\/noticia\/desesperadamente-a-procura-de-1727561\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00faltimo antepassado comum universal<\/a>.<\/p>\n<p>O que \u00e9 um par\u00e1logo?<\/p>\n<p>Um par\u00e1logo \u00e9 uma fam\u00edlia de genes que possui m\u00faltiplos membros no mesmo <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/11\/02\/ciencia\/noticia\/projecto-genoma-portugal-quer-sequenciar-adn-15-mil-pessoas-2026054\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">genoma<\/a>. Por exemplo, no genoma dos humanos, existem oito vers\u00f5es do gene da hemoglobina, que codifica prote\u00ednas que se ligam ao oxig\u00e9nio e o transportam atrav\u00e9s do sangue. Todos estes genes par\u00e1logos descendem de um antigo gene da globina que existia como uma \u00fanica c\u00f3pia h\u00e1 cerca de 800 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Os par\u00e1logos surgiram atrav\u00e9s de repetidas duplica\u00e7\u00f5es deste gene devido a erros de c\u00f3pia do ADN, com cada c\u00f3pia a desenvolver as suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas distintas ao longo de milh\u00f5es de anos. Os par\u00e1logos universais s\u00e3o um tipo raro e especial de par\u00e1logo que aparece em pelo menos duas c\u00f3pias nos genomas de todos ou quase todos os organismos vivos actualmente. Esta presen\u00e7a generalizada indica que a duplica\u00e7\u00e3o de um <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/03\/31\/ciencia\/noticia\/eis-primeira-sequencia-genoma-humano-completa-falhas-2000903\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">gene original<\/a> deve ter ocorrido antes do \u00faltimo antepassado comum universal, com m\u00faltiplas c\u00f3pias herdadas pelos seus descendentes at\u00e9 aos dias de hoje.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, os autores defendem que os par\u00e1logos universais representam um alvo indispens\u00e1vel, mas subutilizado, para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria mais remota da vida na Terra, especialmente \u00e0 medida que as ferramentas para esta investiga\u00e7\u00e3o melhoram com o surgimento de novas t\u00e9cnicas baseadas em intelig\u00eancia artificial e hardware optimizado para intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>\u201cA hist\u00f3ria destes par\u00e1logos universais \u00e9 a \u00fanica informa\u00e7\u00e3o que teremos sobre estas linhagens celulares primitivas, pelo que devemos extrair deles o m\u00e1ximo de conhecimento poss\u00edvel com cuidado\u201d, indicou, por sua vez, Greg Fournier. No seu artigo, os investigadores analisaram todos os par\u00e1logos universais conhecidos.<\/p>\n<p>Todos estes par\u00e1logos universais est\u00e3o associados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas ou ao transporte de diferentes mol\u00e9culas atrav\u00e9s das membranas celulares. Portanto, estas duas caracter\u00edsticas celulares est\u00e3o entre as primeiras <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/12\/07\/ciencia\/noticia\/adn-antigo-recua-dois-milhoes-anos-mastodonte-2030554\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">caracter\u00edsticas da vida<\/a> a terem evolu\u00eddo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Toda a vida na Terra partilha um antepassado comum que viveu h\u00e1 aproximadamente quatro mil milh\u00f5es de anos,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":259110,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,11310,1788,2217,48090,542,32,33,105,103,104,106,110,3192],"class_list":["post-259263","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-evolucao-humana","tag-genes","tag-genetica","tag-humanos-modernos","tag-para-redes","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-vida"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116024979245619292","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=259263"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259263\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/259110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=259263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=259263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=259263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}