{"id":25936,"date":"2025-08-12T07:44:05","date_gmt":"2025-08-12T07:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25936\/"},"modified":"2025-08-12T07:44:05","modified_gmt":"2025-08-12T07:44:05","slug":"nelson-mariana-henrique-e-nuno-tem-mais-de-35-anos-e-salarios-acima-da-media-nao-conseguem-comprar-casa-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/25936\/","title":{"rendered":"Nelson, Mariana, Henrique e Nuno t\u00eam mais de 35 anos e sal\u00e1rios acima da m\u00e9dia: n\u00e3o conseguem comprar casa em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>\t                Quando o Governo anunciou as novas medidas para a habita\u00e7\u00e3o, como a isen\u00e7\u00e3o de IMT e a garantia ao cr\u00e9dito, definiu um limite para quem podia aceder: 35 anos. De fora ficou uma gera\u00e7\u00e3o que tem sido das mais penalizadas pelas sucessivas crises. Come\u00e7aram a vida profissional nos tempos da troika. Agora, por mais que tentem, n\u00e3o conseguem ter o suficiente \u2013 nem sequer a estabilidade \u2013 para ter a pr\u00f3pria casa. E arrendar tem sido uma aut\u00eantica montanha-russa de emo\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Nelson Vassalo, 39 anos, designer e programador, Lisboa <\/p>\n<p>Nelson prepara-se para voltar a emigrar. Nova Iorque \u00e9 o destino. Pode parecer contradit\u00f3rio que v\u00e1 para uma das cidades mais caras do mundo quando se queixa dos valores em Lisboa. Tem tudo a ver com a propor\u00e7\u00e3o: com o peso que a renda leva do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cVivi muitos anos no estrangeiro. Arrendar era uma solu\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, uma alternativa financeiramente razo\u00e1vel. Nunca paguei mais do que 25% do meu sal\u00e1rio em renda. Em Portugal arrisco-me a pagar 50 ou 60%\u201d.<\/p>\n<p>Nelson vive numa casa arrendada com a mulher, \u201ccom contrato a termo\u201d. Paga 950 euros. Nos \u00faltimos anos foi obrigado a mudar-se tr\u00eas vezes. \u201cAt\u00e9 consigo pagar a renda, mas \u00e9 a imprevisibilidade. Quero ter uma fam\u00edlia e n\u00e3o posso estar ref\u00e9m deste mercado. A renda aumenta todos os anos\u201d.<\/p>\n<p>Comprar casa, para Nelson, nunca foi um objetivo. Viveu com os pais numa casa arrendada, n\u00e3o tinham qualquer propriedade. Mesmo assim, quando o Governo de Lu\u00eds Montenegro anunciou as medidas para habita\u00e7\u00e3o, limitadas aos jovens at\u00e9 aos 35 anos, a sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixou de ser desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cTenho sentimentos conflituantes. N\u00e3o tenho sequer a certeza de que a isen\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos 35 anos seja uma boa medida, quando \u00e9 feita isoladamente\u201d. Nelson acredita que medidas como estas n\u00e3o travam a \u201cprocura especulativa\u201d nem um \u201ccrescente movimento de expatriados com muito dinheiro que inflacionam o pre\u00e7o das casas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cGanho acima da m\u00e9dia, mas, para a minha gera\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o formos herdeiros, \u00e9 imposs\u00edvel\u201d. A verdade \u00e9 que Nelson n\u00e3o recebe ajuda dos pais. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 ele \u2013 e o irm\u00e3o, que vamos conhecer a seguir \u2013 quem tem de ajudar a m\u00e3e a pagar a renda. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o que encontraram custava mais do que a pens\u00e3o. \u201cEla era arrendat\u00e1ria, o contrato cessou aos 65 anos e n\u00e3o renovaram o contrato. A renda duplicou de um dia para o outro\u201d.<\/p>\n<p>Nelson \u00e9 o respons\u00e1vel por uma aplica\u00e7\u00e3o que permite mapear o patrim\u00f3nio devoluto em Lisboa \u2013 e que gerou a f\u00faria dos propriet\u00e1rios, que amea\u00e7aram com um processo em tribunal. \u201cSomos amea\u00e7ados todos os dias nas redes sociais\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, j\u00e1 conseguiram identificar cerca de \u201c3.650 casas vazias, que davam para alojar quase 15 mil pessoas\u201d. E \u00e9 por n\u00fameros como estes que Nelson defende que \u201crazo\u00e1vel\u201d seria taxar mais os devolutos. \u201cO limite na habita\u00e7\u00e3o em Portugal \u00e9 o c\u00e9u. Est\u00e1 sempre a aumentar. Isto resolvia-se com vontade pol\u00edtica, que n\u00e3o h\u00e1. O imobili\u00e1rio tornou-se um neg\u00f3cio demasiado grande\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/642d94d00cf2665294dd9db1.webp\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Nelson diz j\u00e1 n\u00e3o encontrar condi\u00e7\u00f5es para continuar a viver em Lisboa (Martin Zwick\/Getty Images) <\/p>\n<p>Mariana Resende, 43 anos, investigadora, Porto <\/p>\n<p>A vida de Mariana e da fam\u00edlia \u2013 o marido e duas filhas g\u00e9meas &#8211; mudou. \u201cEst\u00e1vamos, desde 2012, a arrendar um T2 a 450 euros. Sab\u00edamos que est\u00e1vamos numa situa\u00e7\u00e3o em que ningu\u00e9m estava. Foi ent\u00e3o que a senhoria quis a casa de volta\u201d.<\/p>\n<p>O desafio de encontrar uma casa nova, sabendo ser inevit\u00e1vel ter de pagar mais, come\u00e7ava. Para Mariana, acentuado pela situa\u00e7\u00e3o de desemprego, numa vida dedicada \u00e0 ci\u00eancia onde a precariedade \u00e9 certeza.<\/p>\n<p>\u201cTivemos sorte\u201d. A fam\u00edlia vive hoje numa casa alugada, integrada num programa de renda acess\u00edvel da C\u00e2mara Municipal do Porto. \u201cDe acess\u00edvel tem pouco, que pago 900 euros de renda por um T3\u201d. Mas se tivesse de jogar com as regras do mercado tinham sido imposs\u00edvel. As op\u00e7\u00f5es que viu, para a mesma tipologia, come\u00e7avam nos 1.500 euros.<\/p>\n<p>\u201cDurante os meses em que estive \u00e0 procura de casa, estava em p\u00e2nico. Os pre\u00e7os s\u00e3o inacredit\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto investigadora, entre bolsas e contratos a termo, comprar casa sempre pareceu um plano imposs\u00edvel. \u201cNem para comprar carro dava, quanto mais casa. H\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a minha, que nunca conseguiu comprar casa. Porque os pre\u00e7os aumentaram bastante e por falta de estabilidade profissional\u201d. Do lado do marido, o andar a saltar entre empregos tamb\u00e9m nunca deixou colocar essa op\u00e7\u00e3o no horizonte.<\/p>\n<p>Mariana conta que tem colegas, acima dos 30 anos, que \u201ctiveram de sair de casa porque as rendas aumentaram imenso\u201d. A \u00fanica op\u00e7\u00e3o que tiveram foi \u201cir para quartos a 700, 800 euros, quando ganham 1.200\u201d.<\/p>\n<p>Quando se pergunta por medidas que podiam fazer a diferen\u00e7a para resolver esta crise na habita\u00e7\u00e3o, Mariana demora algum tempo at\u00e9 encontrar respostas. \u201cN\u00e3o sei at\u00e9 que ponto \u00e9 que o Governo consegue controlar o pre\u00e7o da habita\u00e7\u00e3o para compra, mas para o arrendamento consegue, com mais programas de renda acess\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"901\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/687f7b2cd34ef72ee4489852.webp\" width=\"720\"\/> <\/p>\n<p>   Mariana viu a renda duplicar, mesmo acedendo ao arrendamento acess\u00edvel (DR) <\/p>\n<p>Henrique Vassalo, 37 anos, engenheiro inform\u00e1tico, Lisboa<\/p>\n<p>Henrique \u00e9 o irm\u00e3o mais novo de Nelson. Vive h\u00e1 tr\u00eas anos numa casa com renda condicionada, abrangido por um programa da C\u00e2mara Municipal de Lisboa. Paga 400 euros em Entrecampos. \u201cFoi mesmo uma sorte\u201d. Restam dois anos de contrato, que \u00e9 renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cSe tivesse de pagar mais, tinha uma vida muito dif\u00edcil. Mais 200 ou 300 euros fazem toda a diferen\u00e7a na vida de uma pessoa\u201d.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do irm\u00e3o, Henrique gostava mesmo de comprar uma casa. Contudo, as dificuldades em juntar dinheiro ao final do m\u00eas tornam esse sonho algo distante. Quando percebeu que estava exclu\u00eddo da isen\u00e7\u00e3o de IMT e da garantia p\u00fablica no cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, a sensa\u00e7\u00e3o foi amarga.<\/p>\n<p>\u201cA nossa gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve de enfrentar duas crises. E ainda somos confrontados com isto. Torna tudo mais dif\u00edcil. Mesmo com os pre\u00e7os exorbitantes das casas, ter acesso a este programa podia ter feito diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, Henrique ainda pondera ser propriet\u00e1rio. N\u00e3o quer que lhe aconte\u00e7a o mesmo que \u00e0 m\u00e3e, que, ao chegar \u00e0 reforma, se viu obrigada a mudar de casa e a receber a ajuda dos filhos para pagar uma renda de 600 euros na Moita.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma coisa que ainda pondero. O meu maior receio est\u00e1 na dura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos depois dos 40. Como encurta o tempo m\u00e1ximo do cr\u00e9dito, a taxa de esfor\u00e7o \u00e9 muito maior. Se calhar, quando chegar \u00e0 altura de ter o dinheiro necess\u00e1rio para investir, provavelmente, vou ter de reconsiderar. Acho que antes dos 45 n\u00e3o vou conseguir pagar uma casa. Os pre\u00e7os est\u00e3o sempre a subir\u201d.<\/p>\n<p>Para Henrique, \u201cmais grave\u201d do que n\u00e3o conseguir comprar casa \u00e9 \u201ca falta de alternativas para arrendar\u201d. D\u00e1 exemplos do \u201cabsurdo\u201d que \u00e9 existir apartamentos T1 acima dos 1.200 euros em Lisboa. \u201cImpedem logo que algu\u00e9m possa viver sozinho. Obrigam-nos a partilhar casa, a viver em fam\u00edlia, mesmo quando isso n\u00e3o \u00e9 um objetivo. Conhe\u00e7o pessoas que est\u00e3o separadas, mas que vivem na mesma casa porque n\u00e3o t\u00eam outra alternativa\u201d.<\/p>\n<p>Henrique deixa duas sugest\u00f5es para quem manda: alargar a isen\u00e7\u00e3o de IMT at\u00e9 aos 40 anos \u2013 \u201cisto tem de ir a par e passo com a idade da reforma e a esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida\u201d \u2013 e colocar no mercado \u201cas casas que est\u00e3o abandonadas\u201d. \u201cT\u00eam de parar de dizer aos cidad\u00e3os que n\u00e3o h\u00e1 oferta\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/687f7d5cd34ef72ee448986f.webp\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Henrique gostava de comprar casa, mas subida dos pre\u00e7os tira-lhe a esperan\u00e7a (DR) <\/p>\n<p>Nuno Lopes, 35 anos, operador de laborat\u00f3rio de fotografia, Lisboa <\/p>\n<p>Nuno ouve o tiquetaque todos os dias a ressoar-lhe na cabe\u00e7a. Tem 35 anos, feitos em mar\u00e7o. Ainda lhe restam uns meses para estar abrangido pelas medidas para a habita\u00e7\u00e3o que o Governo lan\u00e7ou para os jovens. Ter uma casa pr\u00f3pria, repete, seria uma \u201cpaz de esp\u00edrito\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMas, do que vejo de valores de casas, seria imposs\u00edvel. N\u00e3o tenho margem para o fazer. Mesmo com as medidas, \u00e9 tudo muito caro. \u00c9 mesmo uma corrida contra o tempo. Tenho visto pessoas que est\u00e3o no limite, sem posses para o fazer, a endividarem-se para conseguir fazer a compra antes dos 35 anos\u201d.<\/p>\n<p>Nuno n\u00e3o avan\u00e7a nessa dire\u00e7\u00e3o por ter consci\u00eancia de que \u00e9 \u201cum pouco sortudo\u201d: tem um contrato com uma renda \u201cabaixo do pre\u00e7o de mercado\u201d, \u00e9 inquilino da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa.<\/p>\n<p>\u201cO pre\u00e7o \u00e9 abaixo do valor de mercado, mas representa praticamente metade do meu sal\u00e1rio. Pelos valores de mercado \u00e9 que seria imposs\u00edvel para mim arrendar, mesmo gastando o meu sal\u00e1rio todo. Tenho amigos que vivem em quartos, a pagar praticamente o mesmo que pago pela casa. Tenho um contrato com possibilidade de renova\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma paz de esp\u00edrito, mas estou sempre \u00e0 merc\u00ea dessa renova\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para este jovem, natural de Faro, que como tantos outros foi para Lisboa para estudar e por l\u00e1 ficou, o justo seria o Governo aplicar estas isen\u00e7\u00f5es \u201cde uma forma transversal\u201d. A crise na habita\u00e7\u00e3o, diz, n\u00e3o para aos 35 anos. \u00c9 para todas as idades.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o ser\u00e3o muitas as pessoas que ter\u00e3o posses para dar entradas de uma casa. O problema \u00e9 que j\u00e1 se viu que estas medidas podem ter um efeito perverso, de aumentar o valor das casas. \u00c9 claro que eu gostaria de aceder, mas neste momento \u00e9 imposs\u00edvel\u201d. Mesmo quando se cumpre os crit\u00e9rios, mostra-se que h\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sabe viver sem estar em crise.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/687f7b2bd34e3f0baea0c944.webp\" width=\"720\"\/> <\/p>\n<p>   Apesar de cumprir o crit\u00e9rio da idade, Nuno diz n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es para comprar uma casa (DR) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando o Governo anunciou as novas medidas para a habita\u00e7\u00e3o, como a isen\u00e7\u00e3o de IMT e a garantia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25937,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[9034,609,836,611,27,28,607,608,333,6295,832,604,5515,135,610,476,15,16,301,830,456,14,3176,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,4831,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-25936","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-35-anos","9":"tag-alerta","10":"tag-analise","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-breakingnews","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-comprar-casa","18":"tag-costa","19":"tag-crime","20":"tag-crise","21":"tag-desporto","22":"tag-direto","23":"tag-economia","24":"tag-featured-news","25":"tag-featurednews","26":"tag-governo","27":"tag-guerra","28":"tag-habitacao","29":"tag-headlines","30":"tag-jovens","31":"tag-justica","32":"tag-latest-news","33":"tag-latestnews","34":"tag-live","35":"tag-main-news","36":"tag-mainnews","37":"tag-mais-vistas","38":"tag-marcelo","39":"tag-mundo","40":"tag-negocios","41":"tag-news","42":"tag-noticias","43":"tag-noticias-principais","44":"tag-noticiasprincipais","45":"tag-opiniao","46":"tag-pais","47":"tag-politica","48":"tag-portugal","49":"tag-principais-noticias","50":"tag-principaisnoticias","51":"tag-pt","52":"tag-rendas","53":"tag-top-stories","54":"tag-topstories","55":"tag-ultimas","56":"tag-ultimas-noticias","57":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25936"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25936\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}