{"id":260484,"date":"2026-02-07T15:30:14","date_gmt":"2026-02-07T15:30:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/260484\/"},"modified":"2026-02-07T15:30:14","modified_gmt":"2026-02-07T15:30:14","slug":"quem-quiser-atirar-moedas-para-a-fontana-di-trevi-tem-de-comprar-um-bilhete-de-2e-e-por-isso-agora-chovem-moedas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/260484\/","title":{"rendered":"Quem quiser atirar moedas para a Fontana di Trevi tem de comprar um bilhete de 2\u20ac. E por isso agora chovem moedas"},"content":{"rendered":"<p>\t                Bilhetes s\u00e3o obrigat\u00f3rios, mas ainda h\u00e1 um espacinho de tempo para quem n\u00e3o quiser pagar<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Reza a lenda que atirar uma moeda na Fontana di Trevi, em Roma, garante o regresso \u00e0 Cidade Eterna. Duas moedas prometem amor com um italiano. Tr\u00eas, o casamento com um italiano.<\/p>\n<p>Desde 2 de fevereiro, no entanto, pedir qualquer um desses desejos tem um pre\u00e7o. Os visitantes agora precisam comprar um bilhete de 2 euros, para se aproximarem da fonte e atirarem moedas \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n<p>A autarquia de Roma introduziu o novo sistema de bilhetes para n\u00e3o residentes como parte do mais recente esfor\u00e7o para controlar as multid\u00f5es num dos pontos tur\u00edsticos mais lotados da capital italiana. Os bilhetes s\u00e3o obrigat\u00f3rios das 11:00 \u00e0s 22:00 \u00e0s segundas e sextas-feiras e das 9 \u00e0s 22:00 no resto da semana. Ap\u00f3s as 22:00, as barreiras s\u00e3o abertas e o acesso \u00e9 gratuito para todos.<\/p>\n<p>No primeiro dia do novo sistema, nem todos estavam convencidos. Um grupo de turistas espanh\u00f3is, sem vontade de pagar, ficou do lado de fora e atirou moedas para fonte, por cima das barreiras. V\u00e1rias nem chegaram \u00e0 \u00e1gua. No lado de dentro das barreiras, os visitantes que pagaram tiveram de se baixar enquanto choviam moedas. Um funcion\u00e1rio da autarquia disse que iriam ser introduzidas patrulhas para evitar ferimentos causados por arremessos errados.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/6982371ed34e92a344985ff8.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   As taxas de entrada foram introduzidas a 2 de fevereiro para ajudar a conter as multid\u00f5es. (Roberto Monaldo\/LaPresse\/AP) <\/p>\n<p>A Fontana di Trevi, imortalizada no filme \u201cLa Dolce Vita\u201d, tornou-se um ponto cr\u00edtico para o problema do excesso de turismo em Roma, especialmente durante o pico do ver\u00e3o. A pequena pra\u00e7a costuma ficar lotada de visitantes, muitos segurando gelatos derretidos ou enchendo garrafas de \u00e1gua na fonte.<\/p>\n<p>Em 2024, a cidade testou um sistema de barreiras para limitar o acesso \u00e0 fonte, avaliando se o controlo da multid\u00e3o era vi\u00e1vel. O resultado foi uma queda acentuada no n\u00famero de pessoas dispostas a ficar na fila para ter acesso de perto \u00e0 obra-prima barroca do s\u00e9culo XVIII, que marca o ponto final de um antigo aqueduto.<\/p>\n<p>Combate ao excesso de turismo <\/p>\n<p>Ainda assim, a procura continua alta. Em 2025, mais de 10 milh\u00f5es de pessoas fizeram fila para se aproximarem da fonte, com picos di\u00e1rios de cerca de 70 mil visitantes, durante os per\u00edodos mais movimentados, contabiliza o presidente da c\u00e2mara de Roma, Roberto Gualtieri.<\/p>\n<p>Aa autoridades municipais estimam que o novo bilhete pode gerar entre 6,5 milh\u00f5es e 20 milh\u00f5es de euros por ano.<\/p>\n<p>Os portadores de bilhetes est\u00e3o proibidos de comer ou beber perto da fonte e, de acordo com as autoridades, tamb\u00e9m estar\u00e3o protegidos de carteiristas que frequentemente visam turistas distra\u00eddos na pra\u00e7a cheia de gente.<\/p>\n<p>Alessandro Onorato, vereador de Roma para grandes eventos, turismo, desporto e moda, disse que a taxa foi concebida principalmente para conter o excesso de turismo, com as receitas destinadas a custos de manuten\u00e7\u00e3o e pessoal.<\/p>\n<p>\u201cSe a Fontana di Trevi estivesse em Nova Iorque, cobrariam 100 d\u00f3lares para entrar\u201d, adivinhou Alessandro Onorato, durante a inaugura\u00e7\u00e3o, na manh\u00e3 de segunda-feira.<\/p>\n<p>Alguns visitantes n\u00e3o se mostraram incomodados com o pre\u00e7o. Raul, um turista argentino, disse \u00e0 CNN que pagaria com prazer dois euros para ver a fonte de perto pela primeira vez, isto apesar de ter dispensado a taxa na segunda-feira, porque j\u00e1 a tinha visitado antes.<\/p>\n<p>\u201cDois euros \u00e9 um pre\u00e7o justo para ver algo assim de perto\u201d, considerou. \u201cMais do que isso, talvez n\u00e3o\u201d. Momentos depois, Raul atirou uma moeda do lado de fora das barreiras.<\/p>\n<p>O bilhete para a Fontana di Trevi segue uma s\u00e9rie de medidas italianas destinadas a regular o turismo, incluindo a taxa de entrada em Veneza para excursionistas durante os hor\u00e1rios de pico e novas restri\u00e7\u00f5es em locais famosos nas redes sociais, como <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2025\/12\/13\/travel\/travel-news-juliet-balcony-overtourism\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">a varanda de Julieta em Verona <\/a>e a <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2026\/01\/31\/travel\/santa-maddalena-italian-village-restricts-access-instagram-famous-church\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">igreja de Santa Maddalena, no sop\u00e9 das Dolomitas, no norte da It\u00e1lia<\/a>.<\/p>\n<p>As moedas recolhidas da fonte, cerca de 1,5 milh\u00f5es de euros por ano, continuar\u00e3o a ser doadas \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de caridade cat\u00f3lica Caritas, que financia programas para os mais pobres.<\/p>\n<p>Os bilhetes podem ser comprados online ou atrav\u00e9s de c\u00f3digos QR exibidos no local. Crian\u00e7as menores de cinco anos, pessoas com defici\u00eancia e residentes em Roma est\u00e3o isentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bilhetes s\u00e3o obrigat\u00f3rios, mas ainda h\u00e1 um espacinho de tempo para quem n\u00e3o quiser pagar Reza a lenda&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":260485,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,40742,301,830,14,233,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,2864,17,18,48264,1456,29,30,31,1080,63,64,65],"class_list":{"0":"post-260484","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-fontana-di-trevi","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-headlines","27":"tag-italia","28":"tag-justica","29":"tag-latest-news","30":"tag-latestnews","31":"tag-live","32":"tag-main-news","33":"tag-mainnews","34":"tag-mais-vistas","35":"tag-marcelo","36":"tag-mundo","37":"tag-negocios","38":"tag-news","39":"tag-noticias","40":"tag-noticias-principais","41":"tag-noticiasprincipais","42":"tag-opiniao","43":"tag-pais","44":"tag-politica","45":"tag-portugal","46":"tag-principais-noticias","47":"tag-principaisnoticias","48":"tag-roma","49":"tag-top-stories","50":"tag-topstories","51":"tag-trevi","52":"tag-turismo","53":"tag-ultimas","54":"tag-ultimas-noticias","55":"tag-ultimasnoticias","56":"tag-viagens","57":"tag-world","58":"tag-world-news","59":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260484","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260484"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260484\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/260485"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260484"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260484"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260484"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}