{"id":260499,"date":"2026-02-07T15:42:20","date_gmt":"2026-02-07T15:42:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/260499\/"},"modified":"2026-02-07T15:42:20","modified_gmt":"2026-02-07T15:42:20","slug":"cometa-que-passa-raspando-no-sol-pode-brilhar-como-poucos-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/260499\/","title":{"rendered":"Cometa que passa \u201craspando\u201d no Sol pode brilhar como poucos em 2026"},"content":{"rendered":"<p>Um cometa identificado h\u00e1 poucas semanas passou a chamar a aten\u00e7\u00e3o da comunidade astron\u00f4mica devido \u00e0 trajet\u00f3ria incomum e de alto risco. Batizado de C\/2026 A1 (MAPS), o objeto foi observado pela primeira vez em 13 de janeiro por astr\u00f4nomos amadores a partir do deserto do Atacama, no Chile, e segue agora em dire\u00e7\u00e3o ao interior do sistema solar. As informa\u00e7\u00f5es foram reunidas pelo site Aventuras na Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O interesse em torno do C\/2026 A1 est\u00e1 ligado \u00e0 sua rota extrema. As proje\u00e7\u00f5es indicam que ele deve atingir o peri\u00e9lio \u2014 o ponto mais pr\u00f3ximo do Sol \u2014 no in\u00edcio de abril, passando a cerca de 120 mil quil\u00f4metros da superf\u00edcie solar. Trata-se de uma dist\u00e2ncia considerada cr\u00edtica, capaz tanto de intensificar drasticamente o brilho do cometa quanto de provocar sua fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse tipo de corpo celeste pertence ao grupo conhecido como cometas rasantes do Sol, caracterizados por \u00f3rbitas muito alongadas e aproxima\u00e7\u00f5es perigosas da estrela. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a radia\u00e7\u00e3o intensa e as for\u00e7as gravitacionais costumam transformar o comportamento do objeto em algo imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tAproveite a alta da Bolsa!\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CIA-com-texto-900x300-1.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p>Caso o n\u00facleo do C\/2026 A1 resista ao estresse t\u00e9rmico e gravitacional, os especialistas avaliam que ele pode se tornar um dos cometas mais vis\u00edveis dos \u00faltimos anos. H\u00e1 a possibilidade de que o brilho seja suficiente para observa\u00e7\u00e3o a olho nu, inclusive em hor\u00e1rios pr\u00f3ximos ao nascer ou ao p\u00f4r do Sol, um fen\u00f4meno raro, mas j\u00e1 registrado em eventos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Astr\u00f4nomos lembram que integrantes da mesma fam\u00edlia j\u00e1 protagonizaram apari\u00e7\u00f5es marcantes. Um dos exemplos mais citados \u00e9 o cometa Ikeya-Seki, observado em 1965, que chegou a atingir brilho compar\u00e1vel ao da Lua cheia antes de se fragmentar ap\u00f3s a passagem pr\u00f3xima ao Sol.<\/p>\n<p>Por outro lado, o desfecho pode ser menos espetacular. Muitos cometas desse tipo se desintegram antes de alcan\u00e7ar o ponto m\u00e1ximo de visibilidade. Mesmo nesse cen\u00e1rio, a trajet\u00f3ria do C\/2026 A1 deve ser acompanhada por instrumentos espaciais, como o observat\u00f3rio solar SOHO, que monitora objetos pr\u00f3ximos ao Sol.<\/p>\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<p>Se sobreviver, o per\u00edodo mais favor\u00e1vel para observa\u00e7\u00e3o a partir da Terra deve ocorrer entre o in\u00edcio e a metade de abril. Nesse intervalo, a combina\u00e7\u00e3o entre brilho do n\u00facleo e desenvolvimento da nuvem de poeira e g\u00e1s que envolve o cometa, pode tornar o objeto percept\u00edvel no c\u00e9u, ainda que por um curto per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um cometa identificado h\u00e1 poucas semanas passou a chamar a aten\u00e7\u00e3o da comunidade astron\u00f4mica devido \u00e0 trajet\u00f3ria incomum&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":260500,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[10496,48265,109,107,108,10495,319,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-260499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-3i-atlas","tag-c-2026-a1","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cometa","tag-hard-news","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116030114537397915","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260499"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260499\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/260500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}