{"id":262491,"date":"2026-02-09T01:17:07","date_gmt":"2026-02-09T01:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262491\/"},"modified":"2026-02-09T01:17:07","modified_gmt":"2026-02-09T01:17:07","slug":"carros-electricos-mais-baratos-que-a-combustao-em-5-anos-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262491\/","title":{"rendered":"Carros el\u00e9ctricos mais baratos que a combust\u00e3o em 5 anos \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Volvo foi um dos primeiros construtores a apostar numa viragem completa rumo aos ve\u00edculos el\u00e9ctricos, comprometendo-se a comercializar exclusivamente modelos a bateria\u00a0a partir de 2030, objectivo que se viu obrigada a reformular com a \u201cmarcha-atr\u00e1s\u201d que a Comiss\u00e3o Europeia realizou sob press\u00e3o da Alemanha, em defesa dos fabricantes locais. Apesar das mudan\u00e7as impostas, o construtor n\u00f3rdico continua apostado nos ve\u00edculos zero emiss\u00f5es e, \u00e0queles que os acusam de serem mais caros do que os modelos a gasolina, o fabricante sueco responde que isso vai mudar e muito em breve.<\/p>\n<p>O CEO da Volvo, Hakan Samuelsson,\u00a0avan\u00e7ou \u00e0 publica\u00e7\u00e3o The Drive que, <strong>dentro de cinco anos, os ve\u00edculos el\u00e9ctricos ser\u00e3o muito provavelmente mais baratos do que os modelos equivalentes animados por combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/strong> E, como que para dissipar d\u00favidas, Samuelsson afirmou mesmo que, <strong>neste momento, os Volvo el\u00e9ctricos j\u00e1 s\u00e3o uma fonte de lucro<\/strong> e que o construtor sueco do grupo chin\u00eas Geely seria menos lucrativo sem os modelos a bateria. Samuelsson\u00a0avan\u00e7ou ainda que n\u00e3o \u00e9 que os el\u00e9ctricos sejam j\u00e1 t\u00e3o lucrativos como que as modelos a combust\u00e3o, mas de facto j\u00e1 d\u00e3o lucro \u00e0 marca e tudo aponta para que se tornem cada vez mais rent\u00e1veis. Para isto a Volvo contar\u00e1 em parte com a redu\u00e7\u00e3o do custo das baterias \u2013 prev\u00ea-se a chegada para breve ao mercado de tecnologias que v\u00e3o tornar os acumuladores mais seguros e baratos -, bem como de formas mais r\u00e1pidas e acess\u00edveis de fabricar autom\u00f3veis, recorrendo por exemplo ao gigacasting, um tipo de prensas que a Tesla j\u00e1 utiliza.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"7HSFIMjqOu\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/04\/08\/volvo-troca-de-ceo-para-desacelerar-nos-electricos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Volvo troca de CEO para desacelerar nos el\u00e9ctricos<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O CEO da Volvo admitiu que, apesar dos grandes preju\u00edzos infligidos pela Polestar, tamb\u00e9m controlada pelo grupo Geely, o que influenciou negativamente os resultados da Volvo e levou a marca a vender \u00e0 Geely grande parte dos 62,7% que detinha do jovem construtor (reduzindo-os para somente 18%), o construtor sueco n\u00e3o se desviou do objectivo de se tornar uma marca exclusivamente el\u00e9ctrica. E a decis\u00e3o da Europa em atrasar a morte dos ve\u00edculos a combust\u00e3o <strong>apenas fez derrapar ligeiramente os planos de Samuelsson<\/strong>, que fez deslocar de 2030 para uns (poucos) anos mais tarde a meta, j\u00e1 anunciada, de produzir apenas carros a bateria.<\/p>\n<p>O gestor \u00e0 frente da Volvo congratula-se por <strong>conseguir comercializar todos os modelos el\u00e9ctricos que fabrica sem ter de recorrer a descontos exagerados que reduzem a margem de lucro<\/strong>, ao contr\u00e1rio do que acontece com outros concorrentes. De recordar que a Volvo oferece hoje, na Europa, uma gama composta por sete modelos el\u00e9ctricos e outros tantos com mec\u00e2nicas a combust\u00e3o, sendo que nenhum destes \u00faltimos \u00e9 t\u00e3o avan\u00e7ado ou figura entre as refer\u00eancias do mercado. De acordo com a Ag\u00eancia Internacional de Energia, sediada em Paris, <strong>os ve\u00edculos el\u00e9ctricos t\u00eam de momento um pre\u00e7o 45% a 50% superior quando comparados com modelos equivalentes a combust\u00e3o<\/strong>, admitindo contudo que isto varia consoante as ajudas estatais e incentivos.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que <strong>na China, por exemplo, a paridade entre ve\u00edculos a combust\u00e3o e el\u00e9ctricos j\u00e1 foi conseguida<\/strong> \u2014 pelo menos entre os modelos de menores dimens\u00f5es, com menos pot\u00eancia e menor capacidade de bateria \u2014, \u00e0 custa do poder local ter iniciado mais cedo a aposta nesta tecnologia, financiando todo o esfor\u00e7o de investimento inicial destinado a democratizar a tecnologia entre os construtores chineses e proporcionando-lhes, ainda, o acesso (com custos reduzidos) a baterias cada vez melhores e acess\u00edveis, entre outros trunfos.<\/p>\n<p>Muitos concorrentes da Volvo apostam relativamente pouco nos modelos exclusivamente el\u00e9ctricos e preferem colocar todas as fichas nos h\u00edbridos plug-in, uma vez que isto lhes permite recorrer \u00e0s velhas f\u00e1bricas e velhos chassis, para continuar a vender essencialmente os mesmos ve\u00edculos, com maiores margens de lucro. <strong>J\u00e1 a Volvo conseguiu propor um EX60 que rivaliza com o Model Y<\/strong>, o SUV el\u00e9ctrico mais vendido globalmente neste segmento, e dot\u00e1-lo com um <strong>pre\u00e7o competitivo e uma autonomia recorde de 810 km<\/strong> em WLTP. E o facto de a Volvo poder associar os seus trunfos tradicionais (luxo, qualidade de constru\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a) ao grande potencial da Geely na tecnologia el\u00e9ctrica, em mat\u00e9ria de plataformas, baterias e sistemas de gest\u00e3o, permite que os modelos el\u00e9ctricos do construtor sueco figurem entre os mais avan\u00e7ados do mercado, especialmente na rapidez de carregamento e, como referido, na dist\u00e2ncia que \u00e9 poss\u00edvel percorrer entre recargas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Volvo foi um dos primeiros construtores a apostar numa viragem completa rumo aos ve\u00edculos el\u00e9ctricos, comprometendo-se a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":262492,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[260,2702,88,89,90,551,42,32,33,14783],"class_list":["post-262491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-atualidade","tag-auto","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-marcas","tag-mercado","tag-portugal","tag-pt","tag-volvo"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116038037836725387","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262491\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/262492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}