{"id":262660,"date":"2026-02-09T04:24:34","date_gmt":"2026-02-09T04:24:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262660\/"},"modified":"2026-02-09T04:24:34","modified_gmt":"2026-02-09T04:24:34","slug":"mitos-e-verdades-sobre-a-epilepsia-esclareca-duvidas-reconheca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262660\/","title":{"rendered":"Mitos e verdades sobre a epilepsia: esclare\u00e7a d\u00favidas, reconhe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Historicamente cercada por preconceitos e estigmas, a epilepsia ainda \u00e9 alvo de desinforma\u00e7\u00e3o, o que contribui para o isolamento social e o sofrimento psicol\u00f3gico de milh\u00f5es de pessoas. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a doen\u00e7a atinge mais de 50 milh\u00f5es de pessoas no mundo e cerca de 3 milh\u00f5es de brasileiros. A conscientiza\u00e7\u00e3o e o acesso a informa\u00e7\u00f5es corretas s\u00e3o fundamentais para desmitificar a enfermidade, ampliar o diagn\u00f3stico precoce e garantir tratamento adequado.<\/p>\n<p>A epilepsia \u00e9 uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica caracterizada por descargas el\u00e9tricas anormais e excessivas no c\u00e9rebro, que ocorrem de forma recorrente e geram as chamadas crises epil\u00e9pticas. Essas crises podem se manifestar de diversas maneiras, incluindo altera\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia, eventos motores, sensitivos ou sensoriais, auton\u00f4micos, como suor excessivo e queda de press\u00e3o, e at\u00e9 ps\u00edquicos, sendo percebidos tanto pelo pr\u00f3prio paciente quanto por pessoas ao redor.<\/p>\n<p>Veja verdades e mitos, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE):<\/p>\n<p>Mitos<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>A epilepsia \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Durante uma crise convulsiva, deve-se segurar os bra\u00e7os e a l\u00edngua da pessoa<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Toda convuls\u00e3o \u00e9 epilepsia<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Epilepsia \u00e9 uma doen\u00e7a mental<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Os pacientes com epilepsia n\u00e3o podem dirigir<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Durante uma crise devemos impedir que o paciente engula sua pr\u00f3pria l\u00edngua<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Convuls\u00e3o e ataque epil\u00e9ptico s\u00e3o sin\u00f4nimos<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Epilepsia tem tratamento, mas n\u00e3o tem cura<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>A saliva durante uma convuls\u00e3o pode transmitir a doen\u00e7a<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Devemos dar dose extra do rem\u00e9dio ao paciente quando ocorre uma crise<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Pacientes com epilepsia t\u00eam dificuldades mentais<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Verdades<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>\u00c9 poss\u00edvel manter a consci\u00eancia durante uma crise de epilepsia<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>O estresse \u00e9 um fator desencadeador de crises de epilepsia<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Existem medicamentos capazes de controlar totalmente a incid\u00eancia das crises<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>A epilepsia pode acometer todas as idades<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>O paciente com epilepsia pode ter uma vida normal<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>As crises podem ser bem controladas com medicamentos<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Dia Internacional da Epilepsia<\/p>\n<p>O Dia Internacional da Epilepsia \u00e9 celebrado na segunda segunda-feira de fevereiro e, neste ano, ser\u00e1 lembrado no dia 9. A data tem como objetivo ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o, combater o preconceito e promover o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de qualidade. De acordo com a OMS, cerca de 2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira convive com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Conforme o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a epilepsia \u00e9 definida como uma altera\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e revers\u00edvel do funcionamento do c\u00e9rebro, que n\u00e3o \u00e9 causada por febre, drogas ou dist\u00farbios metab\u00f3licos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do c\u00e9rebro emite sinais incorretos, que podem permanecer localizados ou se espalhar. Quando ficam restritos, a crise \u00e9 chamada de parcial; quando envolvem os dois hemisf\u00e9rios cerebrais, generalizada. Por isso, crises menos evidentes n\u00e3o indicam, necessariamente, menor gravidade.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, na maioria dos casos, o diagn\u00f3stico da epilepsia \u00e9 cl\u00ednico, realizado a partir de um exame f\u00edsico detalhado, com \u00eanfase nas avalia\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gica e psiqui\u00e1trica, al\u00e9m de um hist\u00f3rico minucioso do paciente. O relato de testemunhas oculares pode ser fundamental para descrever a crise com precis\u00e3o. Tamb\u00e9m s\u00e3o avaliados a presen\u00e7a de aura, fatores precipitantes, idade de in\u00edcio, frequ\u00eancia e intervalos entre as crises, muitas vezes com o aux\u00edlio de um di\u00e1rio.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o inclui ainda hist\u00f3rico de eventos pr\u00e9 e perinatais, crises no per\u00edodo neonatal, crises febris, epis\u00f3dios n\u00e3o provocados e casos de epilepsia na fam\u00edlia. Traumas cranianos, infec\u00e7\u00f5es e intoxica\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias tamb\u00e9m devem ser considerados. Al\u00e9m disso, \u00e9 essencial realizar o diagn\u00f3stico diferencial com outras condi\u00e7\u00f5es que causam altera\u00e7\u00f5es s\u00fabitas da consci\u00eancia, como s\u00edncopes, crises psicog\u00eanicas n\u00e3o epil\u00e9pticas, isquemia cerebral aguda e enxaqueca.<\/p>\n<p>Tratamento<\/p>\n<p>No Brasil, o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para pacientes com epilepsia, desde o diagn\u00f3stico at\u00e9 o acompanhamento cont\u00ednuo, incluindo o fornecimento de medicamentos. O atendimento tem in\u00edcio, preferencialmente, na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, por meio das Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade espalhadas pelo pa\u00eds. Caso necess\u00e1rio, o paciente \u00e9 encaminhado para servi\u00e7os especializados de m\u00e9dia e alta complexidade.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 baseado, principalmente, no uso de medicamentos que controlam as descargas el\u00e9tricas cerebrais anormais. Em situa\u00e7\u00f5es de crises frequentes e incontrol\u00e1veis, pode ser indicada a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. Atualmente, existem 29 estabelecimentos habilitados em alta complexidade em Neurologia e Neurocirurgia no Brasil, com servi\u00e7os voltados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e cirurgia de epilepsia, oferecendo desde consultas e exames at\u00e9 tratamento cl\u00ednico, cir\u00fargico, acompanhamento e suporte em UTI.<\/p>\n<p>Como agir durante uma crise<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, saber como proceder ao presenciar uma crise epil\u00e9ptica \u00e9 fundamental para garantir a seguran\u00e7a da pessoa e evitar complica\u00e7\u00f5es. As principais orienta\u00e7\u00f5es incluem manter a calma, evitar que a pessoa caia bruscamente, coloc\u00e1-la deitada em local seguro, proteger a cabe\u00e7a, afastar objetos que possam causar ferimentos e mant\u00ea-la com a cabe\u00e7a voltada para o lado, prevenindo sufocamento com saliva.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante n\u00e3o segurar os movimentos, n\u00e3o introduzir objetos na boca, n\u00e3o oferecer l\u00edquidos, n\u00e3o jogar \u00e1gua e n\u00e3o tentar acordar a pessoa \u00e0 for\u00e7a. Deve-se permanecer ao lado at\u00e9 que ela recupere a consci\u00eancia. Caso a crise dure mais de cinco minutos sem sinais de melhora, \u00e9 indicado acionar atendimento m\u00e9dico de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o correta \u00e9 uma das principais ferramentas para reduzir o estigma, promover inclus\u00e3o e garantir mais qualidade de vida \u00e0s pessoas que convivem com a epilepsia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Historicamente cercada por preconceitos e estigmas, a epilepsia ainda \u00e9 alvo de desinforma\u00e7\u00e3o, o que contribui para o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":262661,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2625,116,32,33,117,1030],"class_list":{"0":"post-262660","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-epilepsia","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude","13":"tag-saude-mental"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116038773148412779","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262660\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/262661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}