{"id":262937,"date":"2026-02-09T13:06:20","date_gmt":"2026-02-09T13:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262937\/"},"modified":"2026-02-09T13:06:20","modified_gmt":"2026-02-09T13:06:20","slug":"palcos-da-semana-as-vezes-o-amor-danca-com-diamanda-ate-o-fim-p2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/262937\/","title":{"rendered":"Palcos da semana: \u00c0s Vezes o Amor dan\u00e7a com Diamanda at\u00e9 \u201cO Fim\u201d | P2"},"content":{"rendered":"<p>Diamanda Gal\u00e1s, uma for\u00e7a sem etiquetas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desengane-se quem pensa que a peculiaridade art\u00edstica de Diamanda Gal\u00e1s se fica pela voz, descrita como \u201csingular e inconfund\u00edvel, capaz de transitar entre o grito e a ora\u00e7\u00e3o, entre o exorcismo e a reden\u00e7\u00e3o\u201d, dita a nota de imprensa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As suas actua\u00e7\u00f5es t\u00eam tanto de bizarro e hipn\u00f3tico quanto de ritual onde som e sil\u00eancio se juntam para dar lugar a uma experi\u00eancia de catarse, de express\u00e3o visceral, sobre temas que s\u00e3o tudo menos leves \u2013 como o genoc\u00eddio, a doen\u00e7a, o isolamento ou a condi\u00e7\u00e3o humana. Mais: consegue o feito de, depois de quatro d\u00e9cadas de uma carreira ao servi\u00e7o da vanguarda, continuar a desbravar caminhos e desafiar fronteiras, mantendo por perto \u201cuma linguagem que une a espiritualidade e a confronta\u00e7\u00e3o, a beleza e o abismo\u201d. Ousadia e intensidade s\u00e3o, portanto, notas dadas como certas no alinhamento dos concertos que a cantora, compositora e pianista norte-americana com origem grega se prepara para dar em Portugal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 o in\u00edcio da digress\u00e3o internacional que, a par de todos os cr\u00e9ditos e adjectivos, mostra dois trabalhos \u201cprofundamente simb\u00f3licos\u201d de Gal\u00e1s: You Must Be Certain of the Devil, lan\u00e7ado em 1988 e recentemente remasterizado e reeditado, e De-formation: Second Piano Variations, gravado ao vivo e \u00e0 luz das velas, na Primavera de 2025.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>\u00c0s Vezes o Amor anda pelo pa\u00eds<\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o: com o S\u00e3o Valentim vem um festival de concertos que espalha a cartilha do romantismo pelo pa\u00eds. \u00c0s Vezes o Amor acontece, nesta 12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, em 15 cidades (Lisboa, Porto, Amarante, Aveiro, Gondomar, Lagoa, Leiria, Penafiel, Torres Novas e Vila do Conde s\u00e3o algumas das coordenadas no mapa), devidamente embrulhado em 16 concertos intimistas e diverso em linguagens e formatos. Tal como \u00e9 o amor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No lote de anfitri\u00f5es est\u00e3o As Can\u00e7\u00f5es de Amor de S\u00e9rgio Godinho \u2013 Biografias do Amor, GNR, Delfins, Aurea, Buba Espinho, Carolina Deslandes, Carolina de Deus, Fernando Daniel, Jo\u00e3o Pedro Pais, Jos\u00e9 Pinhal Post-Mortem Experience, Lu\u00eds Trigacheiro, Marisa Liz, Rui Massena e Ricardo Ribeiro &amp; Sociedade Filarm\u00f3nica Ouriense.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>A poesia do fim e do que vem depois<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Come\u00e7amos pelo fim. Num pal\u00e1cio decadente, um \u201ccasar\u00e3o h\u00famido\u201d de \u201ccores mortas\u201d onde o jardim est\u00e1 entregue \u00e0s ervas, habita uma rainha doente e solit\u00e1ria, rodeada por \u201cuma pequena corte de nobres\u201d e por criados vestidos com \u201croupa fora de moda\u201d. O retrato de um pa\u00eds parado no tempo foi tra\u00e7ado por Ant\u00f3nio Patr\u00edcio em 1909, pouco antes da queda da monarquia portuguesa e da implanta\u00e7\u00e3o da Primeira Rep\u00fablica, a 5 de Outubro de 1910.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Descrito como \u201cuma alegoria sobre o decl\u00ednio inexor\u00e1vel de uma era e o in\u00edcio ainda incerto de outra\u201d, com validade que se estende aos dias de hoje, O Fim \u00e9 levado \u00e0 cena pelo Ensemble \u2013 Sociedade de Actores, segundo a encena\u00e7\u00e3o de Carlos Pimenta. Em\u00edlia Silvestre, Jorge Pinto, Marta Bernardes, Pedro Mendon\u00e7a, Ant\u00f3nio Dur\u00e3es e M\u00e1rio Moutinho comp\u00f5em o elenco, que conta ainda com Daniela Baganha, Daniela Soares, Jorge Martins e Lara Lima (alunos de Artes Dram\u00e1ticas da Universidade Lus\u00f3fona do Porto) e a narra\u00e7\u00e3o de Rui de Noronha Os\u00f3rio.<\/p>\n<p>Grandes Mestres em pontas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sleight of Hand (2007), da dupla de core\u00f3grafos Sol Le\u00f3n &amp; Paul Lightfoot, junta o universo das figuras dos jogos de cartas \u00e0 m\u00fasica \u201chipn\u00f3tica\u201d de Philip Glass para mostrar a \u201cinquietante e vertiginosa procura humana pela compreens\u00e3o do destino e as suas possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, anota a folha de sala. Symphony of C (1947), de George Balanchine, bailado em quatro andamentos que se baseia na Sinfonia em D\u00f3 Maior de Georges Bizet e remata com um \u201cgrandioso e vibrante final\u201d. Apresentadas pela primeira vez em Portugal, juntam-se a Four Reasons (2008), coreografia de Edward Clug com banda sonora de Milko Lazar, que p\u00f5e dois m\u00fasicos e oito bailarinos a \u201cmoldar o espa\u00e7o e o ambiente\u201d, desafiando-se em diferentes dimens\u00f5es, numa revisita\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a que a Companhia Nacional de Bailado dan\u00e7ou h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e3o estes os tr\u00eas eixos que comp\u00f5em o programa Grandes Mestres, levado \u00e0 cena pela companhia neste arranque de temporada. De \u00e9pocas e est\u00e9ticas distintas, aliam \u201cexig\u00eancia t\u00e9cnica e profundidade art\u00edstica\u201d e v\u00eam musicadas pela Orquestra de C\u00e2mara Portuguesa, dirigida por Pedro Carneiro. Ateli\u00eas de dan\u00e7a para crian\u00e7as e fam\u00edlias e conversas pr\u00e9 e p\u00f3s-espect\u00e1culo completam o card\u00e1pio.<\/p>\n<p>Vibra\u00e7\u00e3o Rara<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Catarina Miranda e o grupo Inst\u00e1vel estreiam aqui uma pe\u00e7a que se move entre a vig\u00edlia e a vertigem de cinco performers. N\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos elementos em palco: a servir de motor a este \u201cespa\u00e7o de dilata\u00e7\u00e3o, exalta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do corpo\u201d est\u00e1 a vibra\u00e7\u00e3o sonora e a viv\u00eancia colectiva que dela brota. Rara prop\u00f5e-se a criar \u201cpaisagens ressonantes a partir da manipula\u00e7\u00e3o de objectos sonoros e esculturas de luz, concebidos a partir de instrumentos de sopro\u201d, assim descreve a sinopse, e a fazer eco de tradi\u00e7\u00f5es culturais onde a intensidade da experi\u00eancia est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 sua vibra\u00e7\u00e3o sonora. Exemplos? \u201cO Entrudo da Galiza e do Norte de Portugal, as festividades Rara e Vodu do Haiti e o Carnaval pernambucano\u201d, elenca a equipa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Diamanda Gal\u00e1s, uma for\u00e7a sem etiquetas Desengane-se quem pensa que a peculiaridade art\u00edstica de Diamanda Gal\u00e1s se fica&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":262938,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[1632,211,210,1413,3144,36052,114,115,150,8219,32,33,291,2387],"class_list":["post-262937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-agenda","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-cultura-ipsilon","tag-danca","tag-dia-dos-namorados","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-musica","tag-p2","tag-portugal","tag-pt","tag-relaxar","tag-teatro"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116040825734846570","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262937\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/262938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}