{"id":26357,"date":"2025-08-12T14:41:08","date_gmt":"2025-08-12T14:41:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/26357\/"},"modified":"2025-08-12T14:41:08","modified_gmt":"2025-08-12T14:41:08","slug":"frutas-e-cafe-sao-os-produtos-que-mais-estao-a-fazer-subir-a-inflacao-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/26357\/","title":{"rendered":"Frutas e caf\u00e9 s\u00e3o os produtos que mais est\u00e3o a fazer subir a infla\u00e7\u00e3o | Pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>A subida da taxa de infla\u00e7\u00e3o que se tem vindo a registar em Portugal, em contraciclo com o resto da zona euro, foi, no passado m\u00eas de Julho, impulsionada pelo aumento dos pre\u00e7os de bens alimentares, com especial destaque para as frutas e o caf\u00e9, revelam os dados publicados nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do \u00cdndice de Pre\u00e7os do Consumidor publicado pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica veio confirmar aquilo que j\u00e1 tinha sido anunciado no final do m\u00eas, no momento da apresenta\u00e7\u00e3o da primeira estimativa dos dados da <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/31\/economia\/noticia\/inflacao-sobe-quarto-mes-seguido-fica-26-julho-2142428\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">infla\u00e7\u00e3o de Julho<\/a>: os pre\u00e7os at\u00e9 ca\u00edram 0,4% face ao m\u00eas anterior, mas quando comparados com igual per\u00edodo do ano anterior, a varia\u00e7\u00e3o registada foi de 2,6%, uma subida face aos 2,4% de Junho.<\/p>\n<p>Agora, com a divulga\u00e7\u00e3o dos dados definitivos da infla\u00e7\u00e3o pelo <a href=\"https:\/\/www.ine.pt\/xportal\/xmain?xpgid=ine_tema&amp;xpid=INE&amp;tema_cod=1314&amp;xlang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">INE<\/a>, o que se ficou a saber foi, com mais detalhe, qual a explica\u00e7\u00e3o desta acelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os em termos hom\u00f3logos, algo que acontece numa altura em que a infla\u00e7\u00e3o no total da zona euro se manteve est\u00e1vel nos 2%.<\/p>\n<p>O principal contributo para a subida dos pre\u00e7os, revela a autoridade estat\u00edstica, esteve nos bens alimentares. A classe produtos alimentares e bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas foi respons\u00e1vel por cerca de 0,9 pontos percentuais da varia\u00e7\u00e3o de 2,6% verificada nos pre\u00e7os em Portugal, o valor mais elevado, apenas acompanhado de perto pelos 0,7 pontos percentuais de contributo dados pela classe dos restaurantes e hot\u00e9is.<\/p>\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os \u00e9 particularmente not\u00f3ria quando se olha somente para os bens alimentares n\u00e3o transformados que desde Mar\u00e7o at\u00e9 Julho passaram de uma varia\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga (face ao mesmo m\u00eas do ano passado) de 2,8% para 6,2%. S\u00f3 em Julho, face a Junho, os pre\u00e7os nesta categoria subiram 1,8%.<\/p>\n<p>Olhando por tipos de bens alimentares, torna-se evidente que as subidas de pre\u00e7os s\u00e3o a regra, mas com alguns produtos a destacarem-se.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o nos frutos foi a que mais subiu. Face ao m\u00eas anterior, os pre\u00e7os aumentaram 6,8%, o que fez com que a infla\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga nestes produtos tivesse passado de 4,3% em Junho para 10% em Julho.<\/p>\n<p>Este indicador \u00e9 ainda mais preocupante no caf\u00e9, ch\u00e1 e cacau, tendo atingido os 12,7%. Neste caso, por\u00e9m, j\u00e1 se come\u00e7a a assistir a algum abrandamento depois de fortes subidas nos meses anteriores. Em Junho, a infla\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga nestes produtos j\u00e1 se encontrava nos 12%.<\/p>\n<p>Destaque igualmente para a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da carne e do peixe, que mant\u00e9m um ritmo de subida elevado que vai pesando nos bolsos dos portugueses, tendo subido 0,8% e 0,9%, respectivamente, face a Junho. A taxa de infla\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga na carne passou de 7,2% para 7,5% e no peixe de 5,1% para 6%.<\/p>\n<p>Entre os outros bens e servi\u00e7os, o outro grande contributo para o resultado menos favor\u00e1vel registado na infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o os restaurantes, sendo que neste caso, ao contr\u00e1rio do que acontece com os alimentos, o ritmo de subida de pre\u00e7os registado em Julho d\u00e1 sinais de algum abrandamento.<\/p>\n<p>Ainda assim, os pre\u00e7os nos restaurantes voltaram a subir entre Junho e Julho, a uma taxa de 0,5%, fazendo com que a infla\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga neste servi\u00e7o passasse de 6,1% em Junho para 6,3% em Julho.<\/p>\n<p>O regresso de uma tend\u00eancia de subida da infla\u00e7\u00e3o em Portugal verifica-se desde Mar\u00e7o e est\u00e1 a acontecer num per\u00edodo em que se assiste no total da zona euro a uma estabiliza\u00e7\u00e3o deste indicador em torno dos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/01\/economia\/noticia\/bce-quer-taxa-inflacao-zona-euro-estimada-2-junho-2138503\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">2% desejados pelo Banco Central Europeu<\/a>.<\/p>\n<p>A taxa de infla\u00e7\u00e3o harmonizada (a que \u00e9 calculada usando a mesma metodologia utilizada pelo Eurostat para calcular a infla\u00e7\u00e3o europeia) passou em Portugal de 2,1% para 2,5% entre Junho e Julho, quando no total da zona euro esse indicador se manteve fixo nos 2% nos dois meses.<\/p>\n<p>Em anteriores per\u00edodos de subida dos pre\u00e7os com o contributo decisivo dos alimentos foram tomadas medidas de mitiga\u00e7\u00e3o pelos governos, nomeadamente com a aplica\u00e7\u00e3o do IVA zero num cabaz de bens considerados essenciais e onde dominavam os produtos alimentares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A subida da taxa de infla\u00e7\u00e3o que se tem vindo a registar em Portugal, em contraciclo com o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26358,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[9107,88,476,89,90,3224,4860,1215,32,1503,33],"class_list":{"0":"post-26357","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-agro-alimentar","9":"tag-business","10":"tag-economia","11":"tag-economy","12":"tag-empresas","13":"tag-fruta","14":"tag-ine","15":"tag-inflacao","16":"tag-portugal","17":"tag-precos","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26357\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}