{"id":2651,"date":"2025-07-26T15:53:11","date_gmt":"2025-07-26T15:53:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2651\/"},"modified":"2025-07-26T15:53:11","modified_gmt":"2025-07-26T15:53:11","slug":"nova-lei-da-nacionalidade-aplaudida-por-comunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2651\/","title":{"rendered":"Nova Lei da Nacionalidade Aplaudida por Comunidades"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c\u00c9 mais um passaporte e mais uma op\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ligada \u00e0 origem das suas fam\u00edlias\u201d, afirmou Fernando Campos, recordando que a Venezuela foi, para muitos, \u201cum destino final\u201d de quem emigrava nos anos 1970 e 1980.<\/p>\n<p><strong>\u201cNa Venezuela, j\u00e1 temos uma gera\u00e7\u00e3o muito envelhecida que, quando emigrou, desligou-se muito de Portugal e agora h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de dar a nacionalidade aos netos e bisnetos\u201d<\/strong>, porque os filhos nunca pediram os documentos.<\/p>\n<p>\u201cHouve um salto geracional e h\u00e1 muitos cidad\u00e3os que n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 cidadania portuguesa\u201d, mas, quando \u201chouve a atual mudan\u00e7a pol\u00edtica e social na Venezuela\u201d, numa refer\u00eancia ao regime \u2018chavista\u2019, \u201cas pessoas voltaram a sentir necessidade de emigrar\u201d.<\/p>\n<p><strong>E por isso, o acesso mais f\u00e1cil ao passaporte portugu\u00eas \u201c\u00e9 uma boa not\u00edcia<\/strong>\u201d, disse Fernando Campos, que preferiria que os pedidos de nacionalidade tivessem outras motiva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cGostava que as pessoas procurassem a nacionalidade n\u00e3o por necessidade [de emigrar], mas por identidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Depois de ter nascido em Mo\u00e7ambique e regressado \u00e0 metr\u00f3pole no p\u00f3s 25 de Abril, Vasco Abreu emigrou h\u00e1 40 anos para a \u00c1frica do Sul e tem filhas e netas nascidas naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u201cA nova lei \u00e9 bem vinda. Eu n\u00e3o tenho problemas na minha fam\u00edlia, porque sempre tratamos dos pap\u00e9is, mas h\u00e1 muitos que n\u00e3o o fizeram\u201d<\/strong>, explicou \u00e0 Lusa.<\/p>\n<p>\u201cAs minhas filhas e as minhas netas foram educadas na \u00c1frica do Sul, querem c\u00e1 ficar, mas <strong>em casa sempre demos a possibilidade de falarem em portugu\u00eas\u201d, uma \u201cl\u00edngua que \u00e9 uma mais-valia\u201d na regi\u00e3o, devido \u00e0 proximidade com Mo\u00e7ambique e Angola.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 estou reformado e tenho a fam\u00edlia mais chegada na \u00c1frica do Sul\u201d, pelo que \u201cn\u00e3o ponho um regresso [a Portugal] como uma possibilidade num futuro mais pr\u00f3ximo\u201d, reconheceu.<\/p>\n<p>Sobre a altera\u00e7\u00e3o \u00e0 lei de estrangeiros, que exige aos requerentes de autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia para trabalhar um visto de trabalho passado nos consulados portugueses nos seus pa\u00edses de origem, Vasco Abreu admitiu compreender a decis\u00e3o do Governo.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu fui para a \u00c1frica do Sul tamb\u00e9m foi um processo longo, j\u00e1 tinha uma oferta de trabalho, tive de apresentar os registos criminais de todos os pa\u00edses onde tinha vivido e tive de esperar\u201d, recordou.<\/p>\n<p><strong>\u201cAcho que faz sentido apertar um bocadinho a malha\u201d porque tamb\u00e9m \u201c\u00e9 desumano ir para Portugal e depois n\u00e3o haver condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou para ter uma casa\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>E os \u201cimigrantes ilegais s\u00e3o explorados porque n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para os receber\u201d, salientou o dirigente da comunidade portuguesa na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Fernando Campos concorda com a vis\u00e3o do seu hom\u00f3logo: \u201cquando emigrei para a Venezuela, havia exig\u00eancias e sele\u00e7\u00e3o dos emigrantes\u201d.<\/p>\n<p><strong>A imigra\u00e7\u00e3o \u201cdeve ser controlada conforme as necessidades do pa\u00eds\u201d, mas, apesar de concordar com uma pol\u00edtica mais restritiva<\/strong>, Fernando Campos alerta para outros riscos.<\/p>\n<p>\u201cQuando as coisas s\u00e3o muito controladas, abre-se a porta a muita corrup\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cuma sele\u00e7\u00e3o criteriosa\u201d pode ser ultrapassada por \u201credes ou esquemas ilegais de contrata\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cPrecisamos de m\u00e3o-de-obra\u201d em Portugal e muitos dos trabalhos menos qualificados s\u00e3o feitos por estrangeiros.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s tamb\u00e9m fomos para pa\u00edses fazer coisas que os locais n\u00e3o queriam fazer\u201d, recordou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201c\u00c9 mais um passaporte e mais uma op\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ligada \u00e0 origem das suas fam\u00edlias\u201d, afirmou 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