{"id":265848,"date":"2026-02-11T16:42:07","date_gmt":"2026-02-11T16:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/265848\/"},"modified":"2026-02-11T16:42:07","modified_gmt":"2026-02-11T16:42:07","slug":"segundo-estudos-recentes-o-nucleo-da-terra-pode-ser-a-maior-reserva-de-hidrogenio-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/265848\/","title":{"rendered":"Segundo estudos recentes, o n\u00facleo da Terra pode ser a maior reserva de hidrog\u00eanio do planeta"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-026-68821-6\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nature Communications<\/a> nesta ter\u00e7a-feira, 10, conduzido pela equipe do professor assistente da Escola de Ci\u00eancias da Terra e do Espa\u00e7o da Universidade de Pequim, <strong>Dongyang Huang<\/strong>, sugere que o nucleo da Terra pode abrigar uma quantidade de hidrog\u00eanio que equivale a at\u00e9 45 vezes a contida nos oceanos.<\/p>\n<p>Modelos tradicionais prop\u00f5em que o hidrog\u00eanio foi trazido posteriormente por impactos de cometas e outros corpos gelados, mas o estudo chines aponta que a presen\u00e7a maci\u00e7a de hidrog\u00eanio no n\u00facleo indica que o elemento foi incorporado durante a forma\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n<p>Em entrevista ao site LiveScience, <strong>Huang<\/strong> afirma que o hidrog\u00eanio na <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/tags\/terra\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Terra<\/a>, incluindo o do n\u00facleo, ter sido entregue durante a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria \u00e9 uma hip\u00f3tese bem estabelecida.<\/p>\n<p>O n\u00facleo da Terra \u00e9 composto majoritariamente por ferro, mas sua densidade \u00e9 levemente inferior \u00e0 que seria esperada se fosse formado exclusivamente pelo metal, indicando a presen\u00e7a de elementos mais leves dissolvidos na estrutura cristalina do ferro, segundo o site Galileu.<\/p>\n<p>Determinar a quantidade e a propor\u00e7\u00e3o desses elementos seria fundamental para compreender os processos que moldaram o planeta Terra em seus prim\u00f3rdios. A maior dificuldade \u00e9 que o n\u00facleo est\u00e1 a milhares de quil\u00f4metros de profundidade, tornando invi\u00e1vel qualquer tipo de medi\u00e7\u00e3o direta. Por esse motivo, \u00e9 necess\u00e1rio que pesquisadores realizem simula\u00e7\u00f5es computacionais e experimentos laboratoriais que estimem as press\u00f5es e temperaturas extremas do n\u00facleo.<\/p>\n<p>Calcular a quantidade de hidrog\u00eanio \u00e9 um desafio, visto que, se trata do menor e mais leve elemento do Universo, altamente difuso, dificultando sua detec\u00e7\u00e3o em ambiente de alta press\u00e3o e alta temperatura como o centro da Terra.<\/p>\n<p> <strong>Simula\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do planeta<\/strong> <\/p>\n<p>Juntamente de sua equipe, <strong>Huang<\/strong> utilizou uma t\u00e9cnica alternativa chamada tomografia por sonda at\u00f4mica, capaz de mapear em tr\u00eas dimens\u00f5es, em escala nanom\u00e9trica, a composi\u00e7\u00e3o de todos os elementos de uma amostra.<\/p>\n<p>Pequenas amostras de ferro met\u00e1lico foram revestidas com vidro silicato hidratado, an\u00e1logo ao oceano de magma que recobria a Terra primitiva. Essas amostras foram colocadas em uma c\u00e9lula de bigorna de diamante, um dispositivo onde dois cristais de diamante comprimem a amostra at\u00e9 press\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>As amostras foram reduzidas a agulhas com pontas de cerca de 20 nan\u00f4metros foram analisadas \u00e1tomo por \u00e1tomo. Os resultados revelaram que hidrog\u00eanio, oxig\u00eanio e sil\u00edcio se dissolvem simultaneamente na estrutura cristalina do ferro sob condi\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>Com a entrada de quantidades equivalentes de hidrog\u00eanio e sil\u00edcio do \u201cmagma\u201d para o \u201cn\u00facleo\u201d, os cientistas estimaram que o hidrog\u00eanio representa cerca de 0,07% e 0,36%a massa do n\u00facleo, correspondendo ao equivalente de nove a 45 oceanos de hidrog\u00eanio, repercutiu a Galileu.<\/p>\n<p>Se a maior parte do hidrog\u00eanio tivesse sido fornecido por cometas ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o do n\u00facleo, o elemento estaria principalmente nas camadas mais superficiais do planeta, mas a revista <a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/earths-core-may-contain-45-oceans-worth-of-hydrogen\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Scientific American<\/a> destaca que isso aponta que o elemento foi incorporado antes de sua completa diferencia\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Huang<\/strong>, o processo de cristaliza\u00e7\u00e3o do n\u00facleo teria promovido convec\u00e7\u00e3o em seu interior. Esse movimento poderia ter fornecido a for\u00e7a motriz para um geod\u00ednamo primitivo, mecanismo respons\u00e1vel pela gera\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico terrestre.<\/p>\n<ul>\n<li>Sob supervis\u00e3o de Giovanna Gomes<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo publicado na revista Nature Communications nesta ter\u00e7a-feira, 10, conduzido pela equipe do professor assistente da Escola&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":265849,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,1347,1133,41718,32,33,105,103,104,106,110,1151],"class_list":["post-265848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-estudo","tag-noticia","tag-nucleo","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-terra"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116052999774811656","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=265848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/265848\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/265849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=265848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=265848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=265848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}