{"id":270001,"date":"2026-02-14T21:38:27","date_gmt":"2026-02-14T21:38:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/270001\/"},"modified":"2026-02-14T21:38:27","modified_gmt":"2026-02-14T21:38:27","slug":"principais-tendencias-do-setor-imobiliario-o-mercado-ja-nao-pode-adiar-a-mudanca-c-studio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/270001\/","title":{"rendered":"Principais tend\u00eancias do setor imobili\u00e1rio: o mercado j\u00e1 n\u00e3o pode adiar a mudan\u00e7a &#8211; C Studio"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                <img decoding=\"async\" class=\"icon_img\" src=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/i\/icon_ouvir.svg\" alt=\"Ouvir Not\u00edcia\"\/>&#13;<br \/>\n                Ouvir&#13;<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            <img decoding=\"async\" class=\"icon_img\" src=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/i\/icon_partilhar.svg\" alt=\"Partilhar Not\u00edcia\"\/>&#13;<br \/>\n            Partilhar&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Todos os dias, no contacto com fam\u00edlias, investidores e profissionais do setor, vemos o mesmo cen\u00e1rio, pre\u00e7os elevados, pouca oferta, processos lentos e decis\u00f5es de vida constantemente adiadas. Comprar casa tornou-se um exerc\u00edcio de resist\u00eancia, sobretudo para quem trabalha\u00a0e\u00a0vive em Portugal e n\u00e3o est\u00e1 a especular. Para quem apenas quer habita\u00e7\u00e3o.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Os n\u00fameros confirmam aquilo que a rua j\u00e1 sabe. Desde 2015 os pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o sobem de forma quase ininterrupta e Portugal foi um dos pa\u00edses europeus com maior valoriza\u00e7\u00e3o real na \u00faltima d\u00e9cada. O mercado de arrendamento seguiu o mesmo caminho, pressionando ainda mais os rendimentos\u00a0familiares. O resultado est\u00e1 \u00e0 vista:\u00a0dificuldade de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, jovens a adiar autonomia, fam\u00edlias a sair dos centros urbanos e desigualdades cada vez mais evidentes.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Mas \u00e9 importante dizer isto com clareza, conforme partilha Carlos Santos, CEO da ZOME: &#8220;o problema n\u00e3o est\u00e1 na procura nem no investimento estrangeiro, como tantas vezes se tenta simplificar. A procura \u00e9 maioritariamente nacional, estrutural e leg\u00edtima. O problema est\u00e1 na incapacidade do mercado, e do pa\u00eds, em criar oferta ajustada, no s\u00edtio certo, ao ritmo certo&#8221;.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                    <a href=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-02\/img_1500x1000uu2026-02-10-18-56-36-2266145.jpg\" class=\"photoswipe_children\" module_name=\"imagem_1\" data-pswp-width=\"1500\" data-pswp-height=\"1000\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p>                            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                <img decoding=\"async\" class=\"b-lazy img_fluid\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_932x621uu2026-02-10-18-56-36-2266145.jpg\" src-t=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_932x621uu2026-02-10-18-56-36-2266145.jpg\" src-m=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-02\/img_531x354uu2026-02-10-18-56-36-2266145.jpg\" alt=\"Crise imobili\u00e1ria em Portugal: falta l\u00f3gica e urge resolver o problema real\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                        Carlos Santos, CEO da ZOME&#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                    <\/a>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\nUm mercado ativo, mas desequilibrado&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O mercado imobili\u00e1rio continua ativo. H\u00e1 transa\u00e7\u00f5es, h\u00e1 interesse e h\u00e1 capital. O que n\u00e3o h\u00e1 \u00e9 equil\u00edbrio. Os pre\u00e7os m\u00e9dios j\u00e1 ultrapassam os 2.100 euros por metro quadrado, mas esta m\u00e9dia esconde realidades completamente distintas. Lisboa, Porto e Algarve concentram a press\u00e3o, enquanto grande parte do territ\u00f3rio continua subaproveitado.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Isto n\u00e3o aconteceu por acaso. Durante anos construiu-se onde era mais f\u00e1cil e n\u00e3o onde era mais necess\u00e1rio. Apostou-se em periferias mal servidas, em tipologias desajustadas \u00e0 realidade atual e deixou-se bloquear a constru\u00e7\u00e3o nos grandes centros urbanos com processos de licenciamento lentos, imprevis\u00edveis e excessivamente burocr\u00e1ticos. O resultado \u00e9 um mercado aparentemente din\u00e2mico, mas estruturalmente mal planeado.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\nReabilitar e descentralizar n\u00e3o \u00e9 moda, \u00e9 necessidade&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        De acordo com Carlos Santos: &#8220;a reabilita\u00e7\u00e3o urbana deixou de ser apenas uma quest\u00e3o est\u00e9tica ou ambiental. Hoje \u00e9 uma ferramenta estrat\u00e9gica. Reabilitar \u00e9 aumentar oferta onde ela faz falta. \u00c9\u00a0devolver vida aos centros urbanos.\u00a0\u00c9\u00a0aproveitar o que j\u00e1 existe em vez de continuar a empurrar\u00a0a popula\u00e7\u00e3o\u00a0para fora das cidades&#8221;.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Ao mesmo tempo, come\u00e7a a ganhar for\u00e7a um movimento que pode mudar o equil\u00edbrio do mercado:\u00a0a descentraliza\u00e7\u00e3o do investimento. Cada vez mais investidores procuram estabilidade, rendimento sustent\u00e1vel e qualidade de vida, em vez de valoriza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Cidades interm\u00e9dias e regi\u00f5es fora dos grandes centros oferecem hoje melhores equil\u00edbrios entre pre\u00e7o, retorno e\u00a0bem-estar. Se for bem acompanhado, este movimento pode ser decisivo para um mercado mais saud\u00e1vel e mais justo.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\nPol\u00edtica p\u00fablica: boa inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O Or\u00e7amento do Estado para 2026 traz sinais positivos.\u00a0Incentivos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os acess\u00edveis, benef\u00edcios fiscais para o arrendamento e medidas dirigidas aos jovens\u00a0s\u00e3o bons exemplos. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 clara:\u00a0aumentar a oferta.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Mas quem est\u00e1 no terreno sabe que isto n\u00e3o\u00a0chega. Nenhum incentivo fiscal compensa um licenciamento lento, fragmentado e imprevis\u00edvel. Enquanto\u00a0a aprova\u00e7\u00e3o de\u00a0um projeto demorar anos, enquanto cada munic\u00edpio aplicar regras diferentes e enquanto n\u00e3o houver uma vis\u00e3o integrada do territ\u00f3rio, o impacto das pol\u00edticas p\u00fablicas ser\u00e1 sempre limitado. O problema da habita\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resolve s\u00f3 com an\u00fancios, resolve-se com execu\u00e7\u00e3o.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\nTecnologia e sustentabilidade: quem n\u00e3o se adaptar vai ficar para tr\u00e1s&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A tecnologia e a efici\u00eancia energ\u00e9tica j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o tend\u00eancias futuras, s\u00e3o crit\u00e9rios de decis\u00e3o no presente. Sustentabilidade, conforto e efici\u00eancia deixaram de ser valor acrescentado e passaram a ser determinantes na compra, no investimento e no acesso a financiamento.\u00a0Esta realidade \u00e9 irrevers\u00edvel e os ativos que n\u00e3o\u00a0a\u00a0acompanharem v\u00e3o perder valor. Simples.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O setor est\u00e1 a profissionalizar-se e isso \u00e9 positivo. Mais dados, mais tecnologia\u00a0e\u00a0mais exig\u00eancia\u00a0garantem\u00a0menos improviso\u00a0nas opera\u00e7\u00f5es. Quem continuar a operar como h\u00e1 vinte anos vai sentir dificuldades crescentes num mercado cada vez mais informado e seletivo.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\nUm momento decisivo&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Portugal n\u00e3o enfrenta uma crise de procura nem uma crise de capital. Enfrenta uma crise de planeamento, de execu\u00e7\u00e3o e de vis\u00e3o.\u00a0O capital existe,\u00a0a procura \u00e9 real: h\u00e1 pessoas que querem comprar, h\u00e1 investidores que querem investir,\u00a0mas o sistema continua a falhar na resposta.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;O imobili\u00e1rio est\u00e1 num ponto de viragem. Ou continuamos a empurrar o problema para a frente, ou assumimos que \u00e9 preciso planear melhor, licenciar mais depressa, construir com crit\u00e9rio e distribuir a oferta de forma inteligente. O setor pode e deve ter um papel ativo na constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds mais equilibrado, mais acess\u00edvel e mais sustent\u00e1vel. Mas para isso \u00e9 preciso lideran\u00e7a, clareza e coragem para mudar&#8221;, conclui Carlos Santos.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                    &#13;<\/p>\n<p>Este conte\u00fado foi produzido pela ZOME.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; &#13; Ouvir&#13; &#13; &#13; Partilhar&#13; &#13; &#13; &#13; &#13; &#13; Todos os dias, no contacto com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":270002,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[2569,88,35722,2019,47670,48850,8202,89,90,797,462,32,33],"class_list":{"0":"post-270001","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-algarve","9":"tag-business","10":"tag-carlos-santos","11":"tag-casa","12":"tag-casa-do-impacto","13":"tag-casa-mais-saudavel","14":"tag-casa-nova","15":"tag-economy","16":"tag-empresas","17":"tag-lisboa","18":"tag-porto","19":"tag-portugal","20":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116071150800357999","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270001\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}