{"id":270183,"date":"2026-02-15T00:14:08","date_gmt":"2026-02-15T00:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/270183\/"},"modified":"2026-02-15T00:14:08","modified_gmt":"2026-02-15T00:14:08","slug":"mais-de-20-dos-emigrantes-portugueses-em-espanha-tem-curso-superior-emigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/270183\/","title":{"rendered":"Mais de 20% dos emigrantes portugueses em Espanha t\u00eam curso superior | Emigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O perfil educativo dos emigrantes portugueses em Espanha alterou-se radicalmente no espa\u00e7o de 20 anos: se em 2001 os portugueses emigrados neste pa\u00eds com diploma universit\u00e1rio eram apenas 5,3% do total, em 2021 os emigrantes com ensino superior tinham aumentado para 20,1% do total, segundo a an\u00e1lise feita por In\u00eas Vidigal, do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os emigrantes com apenas o ensino b\u00e1sico tamb\u00e9m aumentaram em propor\u00e7\u00e3o: eram 54,9% do total em 2001 e subiram para 62,6%, vinte anos depois. J\u00e1 os detentores do secund\u00e1rio, que no in\u00edcio do per\u00edodo temporal analisado eram 39,8% do total, sofreram uma \u201cquebra acentuada\u201d para os 17,3%.<\/p>\n<p>E o que se pode concluir a partir desta an\u00e1lise \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de escolaridade dos portugueses que atravessaram a fronteira para trabalhar ou estudar e viver? \u201cPor um lado, observa-se a persist\u00eancia \u2013 e eventual refor\u00e7o \u2013 de uma componente de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/emigracao-1185\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">emigra\u00e7\u00e3o<\/a> com baixos n\u00edveis de escolaridade, associada a fluxos ligados a sectores intensivos de trabalho pouco qualificado e a movimentos de mobilidade de proximidade e circularidade no espa\u00e7o ib\u00e9rico\u201d, come\u00e7a por notar a investigadora do Iscte-Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa e do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Estudos de Sociologia do CIES.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u201co crescimento sustentado do peso relativo do ensino superior aponta para uma intensifica\u00e7\u00e3o de perfis migrat\u00f3rios mais qualificados, potencialmente associados \u00e0 integra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, \u00e0 mobilidade profissional especializada e \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o de traject\u00f3rias acad\u00e9micas\u201d, acrescenta no documento intitulado N\u00edvel de Escolaridade dos emigrantes portugueses e Espanha, 2001-2021.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>\u00c9 certo que o facto de emigrarem para Espanha mais diplomados \u201cn\u00e3o pode deixar de levar em linha de conta a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de escolaridade da popula\u00e7\u00e3o residente em <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/01\/sociedade\/noticia\/emigracao-portugal-desceu-5-lista-paises-maior-proporcao-emigrantes-2141322\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Portugal<\/a>\u201d ao longo das d\u00e9cadas analisadas e que foram marcadas pela expans\u00e3o do ensino superior.<\/p>\n<p>Espanha, segundo destino de elei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Espanha \u00e9 desde h\u00e1 muitos anos um dos principais destinos da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa, acolhendo actualmente cerca de 5% dos portugueses emigrados. Este fluxo atingiu um m\u00e1ximo em 2007, ano em que 27 mil portugueses se mudaram para o pa\u00eds ao lado. \u201cAp\u00f3s um per\u00edodo de retrac\u00e7\u00e3o associado \u00e0 crise econ\u00f3mica e financeira, a emigra\u00e7\u00e3o para Espanha conheceu novo dinamismo a partir de 2021\u201d, enquadra ainda In\u00eas Vidigal, para acrescentar que Espanha se destacou em 2022 \u201ccomo o principal destino da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>Numa compara\u00e7\u00e3o com outro dos destinos cl\u00e1ssicos dos emigrantes portugueses \u2014 o Luxemburgo, onde \u201cquase nove em cada dez\u201d emigrantes possu\u00edam apenas o ensino b\u00e1sico em 2001, mas onde o peso dos diplomados tem vindo a aumentar de forma linear \u2014, o caso espanhol revela \u201cum percurso mais irregular\u201d, nomeadamente porque, em compara\u00e7\u00e3o com os emigrantes de outras nacionalidades, \u201ca comunidade portuguesa distingue-se por apresentar simultaneamente uma das mais elevadas propor\u00e7\u00f5es de residentes com escolaridade b\u00e1sica e uma presen\u00e7a n\u00e3o negligenci\u00e1vel de indiv\u00edduos com ensino superior, revelando um padr\u00e3o de polariza\u00e7\u00e3o educativa\u201d, conclui o estudo.<\/p>\n<p>\u201cNo caso portugu\u00eas, a combina\u00e7\u00e3o entre uma forte presen\u00e7a de emigrantes pouco qualificados e um contingente crescente de indiv\u00edduos altamente qualificados refor\u00e7a a ideia de uma emigra\u00e7\u00e3o internamente heterog\u00e9nea, marcada pela sobreposi\u00e7\u00e3o de l\u00f3gicas migrat\u00f3rias distintas\u201d, acrescenta a investigadora, depois de lembrar que a propor\u00e7\u00e3o de emigrantes portugueses residentes em Espanha com ensino superior \u201c\u00e9 inferior ao observado em v\u00e1rias comunidades com perfis educativos mais qualificados, designadamente as oriundas da Venezuela, Fran\u00e7a e Argentina, bem como \u00e0 popula\u00e7\u00e3o residente nascida em Espanha\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com as estimativas mais recentes do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o, cerca de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/18\/sociedade\/noticia\/emigracao-portuguesa-tera-estabilizado-65-mil-saidas-2024-previsoes-descida-solucao-apostarmos-imigracao-sugere-observatorio-2158393\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">65 mil portugueses<\/a> ter\u00e3o emigrado em 2024. Neste ano, pa\u00edses como a Su\u00ed\u00e7a e a Fran\u00e7a continuaram a fixar uma emigra\u00e7\u00e3o de mais baixas qualifica\u00e7\u00f5es, enquanto a Su\u00e9cia congrega sobretudo portugueses com o ensino superior: 63,6% dos portugueses emigrados naquele pa\u00eds tinham o diploma do superior, segundo os dados mais recentes. Em 2024, a Espanha perfilou-se como segundo destino de elei\u00e7\u00e3o dos emigrantes portugueses (11.332 sa\u00eddas, apenas ligeiramente acima das observadas no ano anterior), logo a seguir \u00e0 Su\u00ed\u00e7a (12.388).<\/p>\n<p>Em 2023, e ainda segundo o mais recente relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o, viviam em Espanha 95.171 portugueses. Destes, quase 46% eram mulheres e 19% tinham 19 ou mais anos de idade. Em termos relativos, os portugueses continuam a representar uma minoria entre os estrangeiros residentes em Espanha, correspondendo a 1,2% da popula\u00e7\u00e3o nascida no estrangeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O perfil educativo dos emigrantes portugueses em Espanha alterou-se radicalmente no espa\u00e7o de 20 anos: se em 2001&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":270184,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,5777,1764,640,445,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,7895,32,23,24,58,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-270183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-demografia","tag-emigracao","tag-espanha","tag-europa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-populacao","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-sociedade","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116071764156806009","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}