{"id":271138,"date":"2026-02-15T18:17:11","date_gmt":"2026-02-15T18:17:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/271138\/"},"modified":"2026-02-15T18:17:11","modified_gmt":"2026-02-15T18:17:11","slug":"queixo-humano-pode-ser-um-acidente-evolutivo-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/271138\/","title":{"rendered":"Queixo humano pode ser um &#8216;acidente&#8217; evolutivo, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Uma informa\u00e7\u00e3o curiosa \u00e9 que o queixo, essa pequena proje\u00e7\u00e3o \u00f3ssea no <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/diversos\/luan-santana-explica-decisao-de-nao-mostrar-o-rosto-da-filha.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">rosto<\/a>, \u00e9 uma das marcas mais exclusivas do ser humano. Nem chimpanz\u00e9s, nossos parentes vivos mais pr\u00f3ximos, nem mesmo esp\u00e9cies humanas extintas, como os neandertais, apresentavam essa caracter\u00edstica t\u00e3o evidente. Mas afinal, por que ele existe?<\/p>\n<p>\t <strong>O queixo \u00e9 um \u201cacidente\u201d da evolu\u00e7\u00e3o?<\/strong> <\/p>\n<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de <strong>Buffalo<\/strong>, nos <strong>Estados Unidos<\/strong>, e publicado na revista cient\u00edfica PLOS One em 29 de janeiro, sugere que o queixo pode n\u00e3o ter surgido por uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.\u00a0De acordo com os cientistas, ele seria um subproduto do processo evolutivo \u2013 algo que apareceu como consequ\u00eancia indireta de outras transforma\u00e7\u00f5es no <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/bem-estar\/equipe-medica-brasileira-se-torna-referencia-apos-conseguir-separar-gemeos-unidos-pelo-cranio.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cr\u00e2nio<\/a> humano, e n\u00e3o porque trouxe alguma vantagem clara para a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora <strong>Noreen von Cramon-Taubadel<\/strong>, o queixo \u201cevoluiu em grande parte por acidente e n\u00e3o por uma sele\u00e7\u00e3o direta, mas como um subproduto evolutivo resultante da sele\u00e7\u00e3o direta em outras partes do cr\u00e2nio\u201d. Ou seja: ele pode ser mais um efeito colateral do que uma adapta\u00e7\u00e3o planejada pela <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/inspiracao\/aos-44-anos-kate-middleton-reflete-sobre-seu-processo-de-cura-do-cancer-natureza-me-ajudou.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">natureza<\/a>.<\/p>\n<p> <strong>Um detalhe decorativo no rosto<\/strong> <\/p>\n<p>Em termos simples, os autores sugerem que o queixo funciona quase como um \u201cenfeite\u201d anat\u00f4mico. Ele n\u00e3o teria surgido para refor\u00e7ar a <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/bem-estar\/mindfulness-melhora-a-saude-de-mulheres-com-dor-cronica-na-mandibula.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mand\u00edbula<\/a>, facilitar a fala ou melhorar a mastiga\u00e7\u00e3o \u2013 hip\u00f3teses que j\u00e1 surgiram ao longo do tempo. \u201cS\u00f3 porque temos uma caracter\u00edstica \u00fanica, como o queixo, n\u00e3o significa que ela foi moldada pela sele\u00e7\u00e3o natural para aumentar a capacidade de sobreviv\u00eancia\u201d, observou von Cramon-Taubadel.<\/p>\n<p>\t <strong>Como os cientistas chegaram a essa conclus\u00e3o?<\/strong> <\/p>\n<p>Para investigar a origem do queixo, os pesquisadores analisaram dezenas de caracter\u00edsticas do cr\u00e2nio e da mand\u00edbula em diferentes grupos de homin\u00eddeos.\u00a0Eles testaram tr\u00eas hip\u00f3teses principais: se o queixo surgiu ao acaso, por deriva gen\u00e9tica; se ele foi moldado diretamente pela <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/gravidez\/ia-contribui-para-maior-precisao-da-reproducao-assistida-entenda.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sele\u00e7\u00e3o natural<\/a>; ou se apareceu como um \u201cproduto residual\u201d de outras adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A equipe decidiu n\u00e3o partir do pressuposto de que tudo no corpo humano tem uma fun\u00e7\u00e3o adaptativa. Em vez disso, testou a chamada hip\u00f3tese nula da neutralidade, comparando tra\u00e7os cranianos de humanos e outros <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/movimente-se\/caminhada-do-gorila-conheca-exercicio-fisico-que-virou-tendencia.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">primatas<\/a>.<\/p>\n<p>O resultado mostrou que algumas partes do cr\u00e2nio <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/no-prato\/o-que-e-umami-o-quinto-sabor-do-paladar-humano.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">humano<\/a> passaram, sim, por sele\u00e7\u00e3o direta. Mas o queixo, especificamente, se encaixava melhor na defini\u00e7\u00e3o de spandrel: ele teria se tornado evidente por causa de transforma\u00e7\u00f5es em outras regi\u00f5es da face.<\/p>\n<p> <strong>Mudan\u00e7as no rosto podem ter \u201ccriado\u201d o queixo<\/strong> <\/p>\n<p>O estudo aponta que grandes mudan\u00e7as evolutivas no cr\u00e2nio humano \u2013 como o aumento do c\u00e9rebro, a retra\u00e7\u00e3o do rosto inferior e a redu\u00e7\u00e3o da mand\u00edbula ao longo do tempo \u2013 podem ter deixado o queixo mais vis\u00edvel. Com dentes menores e uma face menos robusta, a estrutura <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/saude\/saude-dos-ossos-a-relacao-entre-dieta-exercicio-e-longevidade-ossea.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00f3ssea<\/a> frontal acabou ganhando destaque, mesmo sem ter sido \u201cselecionada\u201d por uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>A principal mensagem da pesquisa \u00e9 provocadora: nem toda caracter\u00edstica do corpo humano surgiu porque foi \u00fatil. Algumas aparecem como consequ\u00eancia inevit\u00e1vel de outras mudan\u00e7as evolutivas maiores. No caso do queixo, ele pode ser apenas uma marca do nosso processo de transforma\u00e7\u00e3o como esp\u00e9cie. Otra\u00e7o que virou s\u00edmbolo do <a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/diversos\/mandibula-de-18-milhao-de-anos-pode-ser-a-evidencia-mais-antiga-da-humanidade-ate-agora.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Homo sapiens<\/a>, mesmo sem uma raz\u00e3o pr\u00e1tica clara. No fim, talvez o queixo seja apenas isso: um detalhe curioso, um \u201cacidente\u201d evolutivo\u2026 e uma assinatura discreta da nossa humanidade.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> \u201c<a href=\"https:\/\/www.bonsfluidos.com.br\/movimente-se\/seres-humanos-nao-foram-feitos-para-correr-diz-professor-de-harvard.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Humanos n\u00e3o foram feitos para correr, diz professor de Harvard\u201d<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma informa\u00e7\u00e3o curiosa \u00e9 que o queixo, essa pequena proje\u00e7\u00e3o \u00f3ssea no rosto, \u00e9 uma das marcas mais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":271139,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,3570,3471,5407,10547,220,15508,32,33,45778,105,103,104,49849,106,110],"class_list":["post-271138","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-corpo","tag-curiosidades","tag-evolucao","tag-homo-sapiens","tag-humanos","tag-ossos","tag-portugal","tag-pt","tag-queixo","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-ser-humano","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116076022559174834","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=271138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/271138\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=271138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=271138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=271138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}