{"id":274858,"date":"2026-02-18T16:13:20","date_gmt":"2026-02-18T16:13:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/274858\/"},"modified":"2026-02-18T16:13:20","modified_gmt":"2026-02-18T16:13:20","slug":"mau-tempo-em-marrocos-afunda-producao-da-autoeuropa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/274858\/","title":{"rendered":"Mau tempo em Marrocos afunda produ\u00e7\u00e3o da Autoeuropa"},"content":{"rendered":"<p>        Fecho de porto marroquino devido \u00e0s tempestades teve consequ\u00eancias negativas na produ\u00e7\u00e3o da Autoeuropa em janeiro.    <\/p>\n<p>Foram dias de mau tempo no canal. N\u00e3o entre Faial e S\u00e3o Jorge, como no romance de Vitorino Nem\u00e9sio, mas no estreito de Gibraltar, o canal que separa a Europa de \u00c1frica, ou Espanha e Marrocos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Portugal, as tempestades no in\u00edcio de 2026 afetaram tamb\u00e9m outros pa\u00edses na regi\u00e3o, incluindo Espanha e Marrocos.<\/p>\n<p>As diversas tempestades provocaram o encerramento do porto de Tanger, em Marrocos, durante dois dias, por onde fornecedores de componentes marroquinos escoam a sua produ\u00e7\u00e3o para a Europa, incluindo Portugal e a Autoeuropa.<\/p>\n<p>Estes componentes chegam \u00e0 f\u00e1brica portuguesa da Volkwagen de cami\u00e3o. Saem da f\u00e1brica em Marrocos, entram no ferry no porto de Tanger, atravessam o estreito de Gibraltar e saem no porto espanhol de Algeciras. Fazem depois por estrada mais de 600km at\u00e9 Palmela.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia do mau tempo, a Autoeuropa registou uma quebra de 13% na produ\u00e7\u00e3o em janeiro face a per\u00edodo hom\u00f3logo para um total de mais de 13,3 mil unidades.<\/p>\n<p>Os componentes vindos de Marrocos s\u00e3o para equipar os bancos do Volkswagen T-Roc. Sem estes, \u00e9 imposs\u00edvel concluir o fabrico dos modelos.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e3o a chegar agora\u201d os componentes, disse fonte oficial da Autoeuropa ao JE. A f\u00e1brica vai agora acelerar para \u201cfazer a recupera\u00e7\u00e3o\u201d da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Palmela, j\u00e1 s\u00f3 se fabrica a nova vers\u00e3o do T-Roc, tendo a produ\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o anterior j\u00e1 ficado para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel total em Portugal caiu 8% em janeiro face a per\u00edodo hom\u00f3logo para um total de 21.746 unidades.<\/p>\n<p>Por segmentos, a produ\u00e7\u00e3o de ligeiros de passageiros recuou 11% para 15.650 mil unidades, segundo os dados da Associa\u00e7\u00e3o Autom\u00f3vel de Portugal (ACAP) divulgados na segunda-feira.<\/p>\n<p>J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos pesados afundou 52% para 190 unidades, com a produ\u00e7\u00e3o de ligeiros de mercadorias a subir 5% para mais de 5.900 unidades.<\/p>\n<p>A Europa continua a ser o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es nacionais: 88% da produ\u00e7\u00e3o total. Mas 96% da produ\u00e7\u00e3o total destina-se ao exterior, \u201co que contribui de forma positiva para o saldo da balan\u00e7a comercial portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>Destaque para a Alemanha (20%), Fran\u00e7a (17%), It\u00e1lia (16%) e Espanha (10%) a liderar o ranking.<\/p>\n<p>J\u00e1 o mercado americano fica na segunda posi\u00e7\u00e3o (com o Chile a registar uma quota total de 5%), com \u00c1frica na terceira posi\u00e7\u00e3o por regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A segunda maior f\u00e1brica nacional, a Stellantis Mangualde, registou um crescimento de 2,5% em janeiro para quase 7.500 unidades.<\/p>\n<p>A Toyota Caetano registou uma queda de 1,2% para 257 unidades, com a Mitsubishi Fuso Truck Europe no Tramagal a recuar 7% para 670 unidades.<\/p>\n<p><strong>Stellantis Mangualde com recorde, Autoeuropa e Portugal com segundo melhor ano<\/strong><\/p>\n<p>Olhando para o ano passado, <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/stellantis-mangualde-atinge-recorde-autoeuropa-e-portugal-com-segundo-melhor-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">a Autoeuropa atingiu o seu segundo melhor ano de sempre em 2025. A produ\u00e7\u00e3o subiu 2% no ano passado face a per\u00edodo hom\u00f3logo para um total de 240.400 unidades produzidas.<\/a><\/p>\n<p>Esta marca supera a atingida em 2024 (236.100 unidades) permitindo a entrada direta na segunda posi\u00e7\u00e3o do p\u00f3dio. Mas fica longe da melhor marca de sempre, atingida no ano de 2019, quando foram produzidas 254.600 unidades em Palmela.<\/p>\n<p>Mais a norte, a Stellantis Mangualde atingiu mesmo o seu melhor ano de sempre, com 91.662 unidades produzidas, mais 7% face a 2024, ano do anterior m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>A f\u00e1brica do distrito de Viseu arrancou em 2024 com a produ\u00e7\u00e3o de viaturas 100% el\u00e9tricas, tendo obrigado a uma moderniza\u00e7\u00e3o da unidade industrial, incluindo uma nova linha de montagem para produzir as vers\u00f5es de passageiros e comerciais ligeiros: Citro\u00ebn \u00eb-Berlingo e \u00eb-Berlingo Van, Fiat e-Dobl\u00f2, Opel Combo Electric e Peugeot E-Partner e E-Rifter.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as duas maiores f\u00e1bricas autom\u00f3vel em Portugal: a Volkswagen pesa mais de 70% na produ\u00e7\u00e3o total, com a Stellantis a pesar 27%, segundo os dados da Associa\u00e7\u00e3o Autom\u00f3vel de Portugal (ACAP).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel em Portugal subiu 3% em 2025 para 341.361 unidades, sendo o segundo melhor ano de sempre do pa\u00eds, batendo o anterior m\u00e1ximo: 332.546 unidades em 2024. Acima, s\u00f3 mesmo o ano de 2019, quando foram produzidos 345.688 unidades.<\/p>\n<p>Da sua produ\u00e7\u00e3o total, a Autoeuropa enviou 89% das suas unidades para exporta\u00e7\u00e3o, com a Alemanha a ser o seu maior mercado: mais de 61 mil unidades (26% do total), seguida de It\u00e1lia com 11% (mais de 26 mil unidades) e Fran\u00e7a e Espanha a pesarem 7% cada um. A UE pesou 70% nas exporta\u00e7\u00f5es da f\u00e1brica da Volkswagen e o total da Europa a pesar 92%.<\/p>\n<p>Pela Stellantis Mangualde, Fran\u00e7a \u00e9 o seu mnaior mercado de exporta\u00e7\u00e3o com 21%, seguindo-se Espanha com 17% e It\u00e1lia com 14%. O mercado da UE pesa 67%, com o total da Europa a valer 84%.<\/p>\n<p>Por segmentos, a produ\u00e7\u00e3o de ligeiros de passageiros subiu mais de 3% para 269.469 viaturas, com a produ\u00e7\u00e3o de ligeiros de mercadorias a valorizar 0,2% para 68.809 unidades e com o fabrica de ve\u00edculos pesados a ganhar mais de 5% para 3.084 autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>A ACAP destaca que a produ\u00e7\u00e3o representa 129% do n\u00famero de viaturas vendidas no pa\u00eds, isto \u00e9, produzem-se mais ve\u00edculos em Portugal do que se vende.<\/p>\n<p>Da produ\u00e7\u00e3o total, 98% destinou-se \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, \u201co que contribui de forma positiva para o saldo da balan\u00e7a comercial portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>A Europa continua a ser o principal mercado l\u00edder nas exporta\u00e7\u00f5es, pesando 88%: Alemanha (19%), It\u00e1lia (12%), Turquia (11%), Fran\u00e7a (11%) e Espanha (10%) a liderarem.<\/p>\n<p>Depois da Europa, segue-se \u00c1frica (4%), com Marrocos a liderar (2%), e as Am\u00e9ricas (3%).<\/p>\n<p>Apesar dos bons resultados anuais, o m\u00eas de dezembro registou uma quebra de 17% na produ\u00e7\u00e3o total para 21.079 unidades, sendo de destacar a quebra nos ligeiros de passageiros (-19%) e nos ligeiros de mercadorias (-8%), com os ve\u00edculos pesados a subir 23%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fecho de porto marroquino devido \u00e0s tempestades teve consequ\u00eancias negativas na produ\u00e7\u00e3o da Autoeuropa em janeiro. 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