{"id":275323,"date":"2026-02-19T00:39:10","date_gmt":"2026-02-19T00:39:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/275323\/"},"modified":"2026-02-19T00:39:10","modified_gmt":"2026-02-19T00:39:10","slug":"portugal-com-maior-risco-de-transmissao-do-virus-chikungunya-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/275323\/","title":{"rendered":"Portugal com maior risco de transmiss\u00e3o do v\u00edrus Chikungunya \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Grande parte da Europa apresenta um risco alargado de transmiss\u00e3o do v\u00edrus Chikungunya e Portugal est\u00e1 integrado na \u00e1rea onde essa possibilidade \u00e9 mais elevada, alertou um estudo do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido.<\/p>\n<p>O v\u00edrus Chikungunya, respons\u00e1vel por uma doen\u00e7a tropical debilitante causada pela picada de mosquitos infetados, representa uma \u201camea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade na Europa maior do que se pensava anteriormente, pois pode ser transmitido quando as temperaturas do ar est\u00e3o t\u00e3o baixas quanto 13 graus Celsius\u201d, concluiu a investiga\u00e7\u00e3o publicada esta quarta-feira na revista cient\u00edfica The Royal Society.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o novo estudo revelou que o v\u00edrus pode transmitir-se com temperaturas de apenas 13 a 14 graus Celsius, ao contr\u00e1rio de pesquisas anteriores que indicavam um m\u00ednimo de 16 a 18 graus, revelou o instituto de investiga\u00e7\u00e3o independente com cerca de 600 investigadores de v\u00e1rias \u00e1reas.<\/p>\n<p>Isso significa que existe o risco de surtos locais de Chikungunya em mais \u00e1reas e por per\u00edodos mais longos do que se pensava anteriormente, alertaram os investigadores, que criaram um mapa para a Europa com tr\u00eas n\u00edveis de risco \u2013\u00a0elevado, moderado e baixo.<\/p>\n<p><strong>Portugal est\u00e1 enquadrado na \u00e1rea de maior risco, em conjunto com pa\u00edses como a Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Malta e Espanha<\/strong>, com o estudo a prever que a transmiss\u00e3o posso ocorrer durante cerca de seis meses por ano.<\/p>\n<p>O gradiente de risco \u00e9 maior nas regi\u00f5es do sul da Europa, diminuindo \u00e0 medida que se avan\u00e7a para norte e noroeste, concluiu ainda o estudo, avisando que aproximadamente 50% da \u00e1rea geogr\u00e1fica da Europa \u00e9 agora prop\u00edcia \u00e0 transmiss\u00e3o durante julho e agosto.<\/p>\n<p>Em 2025, registaram-se n\u00fameros recordes de surtos locais de Chikungunya na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia e o mosquito tigre (Aedes albopictus) tamb\u00e9m tem sido respons\u00e1vel pelo aumento de casos de dengue nesses pa\u00edses nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Os investigadores alertaram que, <strong>\u00e0 medida que a Europa est\u00e1 rapidamente a aquecer, devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o mosquito-tigre est\u00e1 gradualmente a se expandir para o norte do continente.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO limite de temperatura mais baixo que identificamos resultar\u00e1 em mais \u00e1reas \u2013\u00a0e mais meses do ano \u2013\u00a0potencialmente adequadas para a transmiss\u00e3o\u201d do v\u00edrus, salientou Sandeep Tegar, especialista do centro de investiga\u00e7\u00e3o do Reino Unido que liderou o estudo, ao real\u00e7ar que o clima mais quente tamb\u00e9m aumenta a taxa de replica\u00e7\u00e3o de v\u00edrus no corpo de um inseto, aumentando assim o risco de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O primeiro surto conhecido de Chikungunya foi reportado na Tanz\u00e2nia em 1952, mas o <strong>v\u00edrus afeta atualmente a sa\u00fade p\u00fablica em mais de 110 pa\u00edses na \u00c1sia, \u00c1frica, Europa e Am\u00e9ricas.<\/strong><\/p>\n<p>Identificar os locais espec\u00edficos e os meses de poss\u00edvel transmiss\u00e3o permitir\u00e1 que as autoridades locais decidam quando e onde agir para reduzir o risco ou a escala de surtos, real\u00e7ou ainda Sandeep Tegar.<\/p>\n<p>Em novembro de 2025, o presidente do Instituto Nacional de Sa\u00fade Ricardo Jorge (INSA), institui\u00e7\u00e3o que passou a coordenar oficialmente a Rede de Vigil\u00e2ncia de Vetores, salientou que<strong> Portugal est\u00e1 preparado para responder a eventuais emerg\u00eancias causadas por doen\u00e7as transmitidas por mosquitos e carra\u00e7as.<\/strong><\/p>\n<p>Fernando Almeida adiantou \u00e0 Lusa que a Revive \u2013\u00a0Rede de Vigil\u00e2ncia de Vetores tem cerca de 350 colaboradores em todo o pa\u00eds, assegurando a dete\u00e7\u00e3o precoce de vetores transmissores de doen\u00e7as como o Zika, Dengue e Chikungunya, numa altura em que o mosquito Aedes albopictus j\u00e1 se encontra disseminado em quase todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de 2024 da Revive indicou que a esp\u00e9cie de mosquito em causa foi detetada, a partir de 2017, no Norte, no Algarve, no Alentejo e em Lisboa e, em 2024 pela primeira vez, no Centro, o que aponta para uma \u201csitua\u00e7\u00e3o de estabelecimento e dispers\u00e3o geogr\u00e1fica\u201d por v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Grande parte da Europa apresenta um risco alargado de transmiss\u00e3o do v\u00edrus Chikungunya e Portugal est\u00e1 integrado na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":275324,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[442,6727,14199,116,32,33,2946,117],"class_list":{"0":"post-275323","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciu00eancia","9":"tag-doenu00e7as","10":"tag-estudo-cientu00edfico","11":"tag-health","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-sau00fade","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116094511594085636","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=275323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275323\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/275324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=275323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=275323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=275323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}