{"id":27537,"date":"2025-08-13T12:47:11","date_gmt":"2025-08-13T12:47:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/27537\/"},"modified":"2025-08-13T12:47:11","modified_gmt":"2025-08-13T12:47:11","slug":"oruam-entre-arte-crime-e-algoritmo-no-pais-que-fabrica-e-condena-seus-proprios-monstros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/27537\/","title":{"rendered":"Oruam: Entre arte, crime e algoritmo no pa\u00eds que fabrica e condena seus pr\u00f3prios monstros"},"content":{"rendered":"<p>ou\u00e7a este conte\u00fado<\/p>\n<p>00:00 \/ 00:00<\/p>\n<p>1x<\/p>\n<p><strong>Por Rafael Dragaud*<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, poucos escaparam de cruzar, ainda que de relance, com seu nome, seu rosto ou sua voz \u2014 seja num clipe que apareceu por acaso, num post compartilhado, num boato maldoso ou numa not\u00edcia carregada de julgamento. Independentemente do seu interesse musical, idade ou da bolha social a que pertence, \u00e9 improv\u00e1vel que voc\u00ea n\u00e3o tenha sido, em algum momento, atravessado pela presen\u00e7a controversa desse jovem rapper carioca de nome peculiar: <a href=\"https:\/\/iclnoticias.com.br\/oruam-transferido-para-cela-coletiva-em-prisao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Oruam<\/a>.<\/p>\n<p>A escolha de transformar Mauro, seu nome de batismo, em um pal\u00edndromo parece muito mais que um simples jogo de letras: soa como um gesto inaugural, um an\u00fancio enf\u00e1tico de como ele pretende enfrentar a caminhada da sua vida: andando na contram\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 aqui ju\u00edzo de valor, apenas constata\u00e7\u00e3o \u2013 j\u00e1 que neutralidade \u00e9 o \u00faltimo sentimento que Oruam \u00e9 capaz de provocar.<\/p>\n<p>O nome de batismo, como se sabe, \u00e9 heran\u00e7a, decis\u00e3o dos pais, quase sempre carregada de expectativas, mem\u00f3rias ou vaidades que n\u00e3o escolhemos. No caso dele, veio de M\u00e1rcia Gama dos Santos Nepomuceno e Mauro Davi dos Santos, o Marcinho VP, apontado como um dos principais l\u00edderes da fac\u00e7\u00e3o Comando Vermelho. Crescer sob essa assinatura paterna j\u00e1 o colocava dentro de um roteiro pr\u00e9-escrito, com r\u00f3tulos e press\u00e1gios que o antecediam: morador de favela, herdeiro do crime, \u201cbandido por natureza\u201d.\u00a0 Ao inverter o pr\u00f3prio nome, Oruam parece ter feito um gesto de apropria\u00e7\u00e3o, de virar a m\u00e3o do destino e, ao mesmo tempo, de reafirmar o peso de sua origem.<\/p>\n<p>Hoje, esse jovem de 26 anos, n\u00e3o \u00e9 mais apenas um artista da m\u00fasica. Por ser um personagem que decidiu interpretar a si mesmo at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias, Mauro-Oruam encontra-se preso, desde o dia 22 de julho, numa cela coletiva no pres\u00eddio <a href=\"https:\/\/www.tjrj.jus.br\/web\/gmf\/unidades-prisionais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Bangu<\/a> 3, Rio de Janeiro: tornou-se protagonista de um true crime cont\u00ednuo, transmitido em tempo real pelas redes sociais. E foi a\u00ed que a hist\u00f3ria deixou de ser apenas dele para se tornar, tamb\u00e9m, nossa.<\/p>\n<p>Da confort\u00e1vel poltrona da opini\u00e3o f\u00e1cil, algu\u00e9m dir\u00e1 que ele poderia ter feito m\u00fasica consciente, ruptura p\u00fablica com o pai, supera\u00e7\u00e3o exemplar. Talvez at\u00e9 pudesse. Mas Oruam preferiu o plot twist. Postou v\u00eddeos desafiando a pol\u00edcia, transformou a pr\u00f3pria pris\u00e3o em cl\u00edmax de temporada e deu \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica exatamente o que ela ama odiar: uma narrativa onde arte, crime e identidade colidem sem pedir desculpas. \u00c9 como se a editoria cultural fosse invadida pelas p\u00e1ginas policias. Com Oruam, muitas fronteiras j\u00e1 n\u00e3o se sustentam: com ele, cultura e crime se retroalimentam num mundo cada vez mais moldado pela l\u00f3gica dos algoritmos: aten\u00e7\u00e3o sem contexto.<\/p>\n<p>Tenho 53 anos \u2014 e digo isso n\u00e3o como detalhe irrelevante, mas como marcador geracional. N\u00e3o gosto da m\u00fasica do Oruam \u2013 e n\u00e3o escondo. Mas esse \u00e9 justamente o ponto: a minha opini\u00e3o est\u00e9tica \u00e9 irrelevante, porque 11 milh\u00f5es de ouvintes mensais no Spotify est\u00e3o ouvindo, repostando e decorando suas letras. Mesmo sem apreciar, me obrigo a reconhecer quando algo escapa ao gosto e vira fen\u00f4meno. E \u00e9 a\u00ed que a coisa ganha relev\u00e2ncia e passa a merecer mais tempo de an\u00e1lise e menos opini\u00e3o ligeira.<\/p>\n<p>Oruam hackeou um sistema que j\u00e1 o marcava como criminoso antes mesmo que ele rimasse uma s\u00edlaba. Se a sociedade j\u00e1 o via assim, por que n\u00e3o lucrar com isso? Se o mercado exige autenticidade, por que n\u00e3o entregar a vers\u00e3o mais radical poss\u00edvel: aquela em que n\u00e3o se sabe mais o que \u00e9 performance e o que \u00e9 boletim de ocorr\u00eancia?<\/p>\n<p>Por mais inovador e pol\u00eamico que pare\u00e7a aos nossos olhos, nos Estados Unidos, essa l\u00f3gica criou um big business h\u00e1 d\u00e9cadas. Por l\u00e1, a vida bandida rende grana, \u00e1lbuns, status. Pra muitos rappers norte americanos, a cadeia funciona como selo de legitimidade. No Brasil, por muito tempo, artistas oriundos da mesma realidade e territ\u00f3rio que Oruam tiveram que performar a narrativa de supera\u00e7\u00e3o, negar o passado, marcar distin\u00e7\u00e3o e silenciar a origem. Oruam inaugurou uma outra via: a da autenticidade criminal como ativo. O estigma, aqui, n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo. \u00c9 combust\u00edvel. A pris\u00e3o, longe de ser um fim, \u00e9 o cl\u00edmax narrativo, data de lan\u00e7amento de disco novo.<\/p>\n<p>Enquanto isso, n\u00f3s \u2014 eu, voc\u00ea, todo mundo \u2014 oscilamos entre a indigna\u00e7\u00e3o moral e o consumo c\u00ednico. Reclamamos das letras violentas, mas o seguimos nas redes sociais e consumimos tudo que sai sobre ele. Gritamos \u201capologia!\u201d enquanto viralizamos a sua est\u00e9tica, protegidos pela atitude cr\u00edtica. Sonsos, queremos a emo\u00e7\u00e3o do perigo com a seguran\u00e7a da dist\u00e2ncia. Oruam entrega isso com precis\u00e3o cir\u00fargica: a marginalidade sem filtro, o crime como est\u00e9tica bruta, e o b\u00f4nus de podermos dizer que \u201cagora ele passou dos limites\u201d. Como se houvesse algum limite, de fato.<\/p>\n<p>Mais do que personagem de um drama pessoal, vejo Oruam como um investidor, de perfil agressivo, da ind\u00fastria da narcocultura \u2013 fen\u00f4meno global que transforma o universo do tr\u00e1fico de drogas em linguagem, produto e estilo. Que romantiza, estetiza e normaliza a viol\u00eancia, o poder territorial, o dinheiro f\u00e1cil, a ostenta\u00e7\u00e3o e a masculinidade armada. Embora enraizada em contextos espec\u00edficos de desigualdade, exclus\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma ind\u00fastria bastante ampla composta por m\u00fasica, cinema, moda, e muita rede social, sempre combinando sedu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica com narrativas de transgress\u00e3o, e criando uma mitologia em torno do \u201cbandido bem-sucedido\u201d, do \u201cchef\u00e3o invenc\u00edvel\u201d ou do \u201csobrevivente do gueto armado\u201d. Queremos exemplos?<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-63705\" class=\"wp-image-63705\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Loteria-do-RJ-notifica-Oruam-filho-de-lider-do-CV-0130657200202502091904-ScaleDownProportional.webp.webp\" alt=\"Oruam \u00e9 preso no Rio de Janeiro\" width=\"720\" height=\"480\"\/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-63705\" class=\"wp-caption-text\">Ao inverter o pr\u00f3prio nome, Oruam parece ter feito um gesto de apropria\u00e7\u00e3o, de virar a m\u00e3o do destino e, ao mesmo tempo, de reafirmar o peso de sua origem<\/p>\n<p>Na m\u00fasica, a narcocultura encontrou um dos seus ve\u00edculos mais eficazes. No M\u00e9xico, os narcocorridos tratam traficantes como her\u00f3is populares, em letras que misturam viol\u00eancia, honra e riqueza. Nos Estados Unidos, o gangsta rap, o trap e o drill consolidaram uma est\u00e9tica em que armas, dinheiro e poder territorial s\u00e3o s\u00edmbolos de prest\u00edgio, um imagin\u00e1rio replicado nas periferias de diversos pa\u00edses, incluindo o Brasil, onde o funk proibid\u00e3o sempre exp\u00f4s o traficante como l\u00edder carism\u00e1tico, defensor da comunidade e \u00edcone de consumo, mixando ostenta\u00e7\u00e3o, erotiza\u00e7\u00e3o e lealdade \u00e0 fac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cinema e as s\u00e9ries amplificaram esse fasc\u00ednio global.\u00a0Scarface\u00a0(1983) \u00e9 um mito pop, com sua est\u00e9tica exagerada e a figura do criminoso como s\u00edmbolo de ascens\u00e3o pela for\u00e7a.\u00a0Cidade de Deus, apesar da cr\u00edtica social, acabou canonizando o \u201cbandido fotog\u00eanico\u201d. E com\u00a0Narcos, a Netflix transformou Pablo Escobar em um personagem global: brutal e carism\u00e1tico, com a ambiguidade reservada aos grandes anti-her\u00f3is.<\/p>\n<p>Na moda, a narcocultura transbordou para o consumo cotidiano. O visual \u201cnarco-luxo\u201d \u2014 correntes grossas, marcas de grife, t\u00eanis caros e est\u00e9tica carcer\u00e1ria \u2014 se imp\u00f4s nas periferias urbanas e nas redes sociais. No M\u00e9xico, cintos texanos e camisas extravagantes vestem o estere\u00f3tipo do traficante rico. No Brasil e nos EUA, o trapwear funde ostenta\u00e7\u00e3o com c\u00f3digos do submundo, transformando o risco em estilo e o perigo em tend\u00eancia.<\/p>\n<p>A narcocultura mundial \u00e9 um espelho distorcido que revela tanto o colapso de expectativas sociais quanto a glamoriza\u00e7\u00e3o de alternativas violentas \u00e0 exclus\u00e3o econ\u00f4mica. Seu apelo global reside na tens\u00e3o entre marginalidade e desejo de pertencimento, poder e espet\u00e1culo, brutalidade e estilo. N\u00e3o \u00e9 um conceito fechado, e nem precisa ser. A narcocultura \u00e9 fluida como o pr\u00f3prio territ\u00f3rio em que nasce. A s\u00edntese \u00e9: transformar crime em linguagem \u2013 e, de prefer\u00eancia, em produto.<\/p>\n<p>Oruam n\u00e3o apenas viveu pr\u00f3ximo desse universo. Ele resolveu extrair dele sua mat\u00e9ria-prima simb\u00f3lica e econ\u00f4mica. Ao contr\u00e1rio da gera\u00e7\u00e3o anterior de funkeiros e rappers, que sempre fez quest\u00e3o de dizer:\u00a0\u201cn\u00e3o sou bandido, s\u00f3 cresci com eles\u201d, Oruam abandona o esfor\u00e7o de distin\u00e7\u00e3o.\u00a0Ele n\u00e3o apenas conviveu com o crime: nasceu dele \u2014 e transformou isso em capital art\u00edstico.<\/p>\n<p>Em algum lugar dentro de si, Oruam sabia que seria preso. Era esperado. Estava escrito. Quase necess\u00e1rio. Inevit\u00e1vel. Um rapper que exalta a narcocultura e nunca foi preso seria como um rockstar dos anos 70 que nunca cheirou nada. Quando ele se entrega, fecha-se o arco: o menino da favela, o filho do chefe, o sucesso digital, o confronto com o Estado. Tudo ali. S\u00f3 n\u00e3o sabemos se foi ele quem escreveu esse roteiro ou se apenas interpretou, com brilhantismo, o papel que lhe entregaram. Preso, milion\u00e1rio e reconhecido internacionalmente. A contradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 bug \u2014 \u00e9 feature. E talvez, sejamos honestos, a \u00fanica estrat\u00e9gia de acesso poss\u00edvel num pa\u00eds onde a meritocracia \u00e9 uma piada contada s\u00f3 pelos vencedores.<\/p>\n<p>Pra adensar o aspecto teatral da trama, agora surgem os projetos de \u201clei anti-Oruam\u201d. Querem censurar um tipo de arte que justamente cresce da tentativa de controle. Como se bastasse passar uma lei pra impedir que a realidade seja cantada \u2014 ou explorada, ou rentabilizada. Piada tipicamente brasileira.<\/p>\n<p>No fim, resta uma d\u00favida sincera: isso tudo \u00e9 arte? \u00c9 crime? \u00c9 teatro? \u00c9 estrat\u00e9gia? Ou s\u00f3 um sintoma cruel de um pa\u00eds que for\u00e7a seus filhos a escolherem entre o anonimato ou o esc\u00e2ndalo? Eu n\u00e3o tenho a resposta. Nem quero. N\u00e3o ouso. Prefiro estudar os desconfortos. Porque talvez seja esse inc\u00f4modo, esse n\u00f3 moral que ningu\u00e9m sabe como desatar, que faz de Oruam mais do que um artista: um espelho. Um espelho capaz de devolver n\u00e3o s\u00f3 a imagem dele, mas a distor\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>H\u00e1 no entanto um fato do passado (ou seria um flashback?), que explode o sentida da trama no presente e que me nego a ignorar: Marcinho VP foi preso em 1996, ou seja, n\u00e3o havendo nova condena\u00e7\u00e3o, dentro das normas legais vigentes no pa\u00eds, tem direito a sair da cadeia em 2026. Ano que vem. P\u00e1ra tudo! Esse \u00e9 um dado que levanta quest\u00f5es: ser\u00e1 s\u00f3 coincid\u00eancia de um roteiro que parece seguir direitinho uma progress\u00e3o dram\u00e1tica? Veremos mesmo o pai ganhar as ruas e trocar de lugar com o filho que pedia sua liberdade? \u00c0s vezes, eu olho esse timing todo e penso: o Brasil \u00e9 mesmo um pa\u00eds insanamente criativo. O enredo da realidade parece mais bem roteirizado que muito filme nacional Aqui at\u00e9 a casualidade tem plano de carreira.<\/p>\n<p>No fim, a pergunta que sobra n\u00e3o \u00e9 se isso tudo \u00e9 arte, crime ou apologia. \u00c9: por que essa hist\u00f3ria incomoda tanto? Porque, no fundo, mesmo sendo mal comportado, Oruam talvez n\u00e3o seja o vil\u00e3o, mas o espelho. Que mesmo sujo, rachado e inc\u00f4modo consegue revelar toda a moral da hist\u00f3ria:\u00a0a sociedade fabricou o monstro. Agora se assusta porque ele aprendeu a falar, cantar e monetizar.\u00a0 Como a gente gosta de dizer, num misto todo nosso de vaidade e vergonha, o Brasil n\u00e3o \u00e9 pra amadores. Ningu\u00e9m aqui \u00e9 ing\u00eanuo. Muito menos o sistema.<\/p>\n<p><strong>*Rafael Dragaud \u00e9 roteirista e atualmente dirige a turn\u00ea Tempo Rei, de Gilberto Gil. Trabalhou na TV Globo por mais de 30 anos como diretor-executivo do n\u00facleo de variedades da emissora, sendo respons\u00e1vel por programas como \u201cConversa com Bial\u201d, \u201cMais Voc\u00ea\u201d, \u201cEncontro\u201d, \u201c\u00c9 de Casa\u201d e \u201cAltas Horas\u201d.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ou\u00e7a este conte\u00fado 00:00 \/ 00:00 1x Por Rafael Dragaud* No Brasil, poucos escaparam de cruzar, ainda que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27538,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[141],"tags":[114,115,149,150,32,33],"class_list":{"0":"post-27537","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-musica","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-music","11":"tag-musica","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}