{"id":275625,"date":"2026-02-19T06:06:17","date_gmt":"2026-02-19T06:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/275625\/"},"modified":"2026-02-19T06:06:17","modified_gmt":"2026-02-19T06:06:17","slug":"iva-a-6-na-construcao-responsabilidade-em-cumprir-as-regras-passa-para-quem-compra-a-casa-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/275625\/","title":{"rendered":"IVA a 6% na constru\u00e7\u00e3o: responsabilidade em cumprir as regras passa para quem compra a casa &#8211; Habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Os deputados da Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento e Finan\u00e7as aprovaram esta quarta-feira, na especialidade, as medidas fiscais do Governo para a habita\u00e7\u00e3o que incluem redu\u00e7\u00f5es no IRS e no IRC para os rendimentos prediais e a aplica\u00e7\u00e3o de IVA a 6% para a constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis destinados a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente, desde que a renda e o pre\u00e7o de venda n\u00e3o excedam os valores moderados definidos na mesma proposta &#8211; 2.300 euros no caso do arrendamento e\u00a0660.982 euros, no caso da venda. Face \u00e0 proposta inicial foram introduzidas algumas mudan\u00e7as no que se refere ao IVA, mas no geral nada mudou. Nem mesmo o per\u00edodo de aplica\u00e7\u00e3o, que tem mantido em suspenso os promotores imobili\u00e1rios.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        No caso do IVA, o PSD e o CDS apresentaram uma proposta de altera\u00e7\u00e3o no sentido de<b> passar a responsabilizar os adquirentes dos im\u00f3veis no caso de estes, posteriormente, n\u00e3o serem efetivamente afetos a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente, assim permanecendo durante pelo menos um ano.<\/b> Nesses casos, quem comprou ser\u00e1 penalizado com um agravamento em 10 pontos percentuais no IMT que suportou.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        De acordo com a proposta de altera\u00e7\u00f5es agora aprovada, a taxa reduzida de IVA deixa de se aplicar \u201ccaso o im\u00f3vel n\u00e3o seja afeto a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente ou, sendo-o, o adquirente n\u00e3o permane\u00e7a no im\u00f3vel durante um per\u00edodo m\u00ednimo de 12 meses\u201d. Esta regra apenas n\u00e3o se aplicar\u00e1 se \u201ca inobserv\u00e2ncia deste per\u00edodo se tenha devido a circunst\u00e2ncias excecionais\u201d j\u00e1 previstas no c\u00f3digo do IRS para a isen\u00e7\u00e3o de mais valias na venda da casa de fam\u00edlia e para a qual\u00a0 tamb\u00e9m se exige que o contribuinte tenha habitado pelo menos um ano na casa. Entre as circunst\u00e2ncias excecionais contam-se, nomeadamente, \u201cas altera\u00e7\u00f5es da composi\u00e7\u00e3o do respetivo agregado familiar por motivo de casamento ou uni\u00e3o de facto, dissolu\u00e7\u00e3o do casamento ou uni\u00e3o de facto, ou aumento do n\u00famero de dependentes\u201d.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p>\n    <strong data-empty=\"false\">[A taxa reduzida de IVA deixa de se aplicar] caso o im\u00f3vel n\u00e3o seja afeto a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente ou, sendo-o, o adquirente n\u00e3o permane\u00e7a no im\u00f3vel durante um per\u00edodo m\u00ednimo de 12 meses.<\/strong><\/p>\n<p>    Proposta de altera\u00e7\u00e3o do PSD e CDS\n<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        <b>Tamb\u00e9m no caso da autoconstru\u00e7\u00e3o<\/b>, em que os contribuintes t\u00eam direito a pedir a restitui\u00e7\u00e3o parcial do IVA &#8211; ou seja, a diferen\u00e7a entre a taxa normal, de 23% e a taxa reduzida, de 6% &#8211; <b>fica definido que durante um ano a casa ter\u00e1 de ser afeta a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanent<\/b>e, admitindo-se, igualmente, as mesmas situa\u00e7\u00f5es excecionais.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A quest\u00e3o a que se procura dar resposta com esta nova regra <a href=\"https:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/economia\/impostos\/iva\/detalhe\/contabilistas-dizem-que-iva-a-6-na-construcao-arrisca-ser-impraticavel\" target=\"_self\" rel=\"tag nofollow noopener\">foi levantada pela Ordem dos Contabilistas Certificados<\/a>, que avisava para o facto de os promotores, uma vez alienados os im\u00f3veis, j\u00e1 n\u00e3o terem qualquer forma de assegurar que os mesmos se mantinham efetivamente afetos a habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente.&#13;\n    <\/p>\n<p>2.300Moderado<\/p>\n<p>O Governo definiu os 2.300 euros como o valor m\u00e1ximo considerado para a renda moderada.\u00a0<\/p>\n<p>Abrangidas apenas as iniciativas entradas ap\u00f3s 25 de setembro de 2025<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        As propostas de altera\u00e7\u00e3o agora aprovadas mant\u00eam o universo de aplica\u00e7\u00e3o das medidas em mat\u00e9ria de IVA j\u00e1 inicialmente previsto, ou seja, para \u201copera\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas cuja iniciativa procedimental se inicie no per\u00edodo compreendido entre 25 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2029\u201d.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Contudo, <b>clarifica-se o que deve ser considerado \u201ciniciativa procedimental<\/b>\u201d, afastando poss\u00edveis d\u00favidas de aplica\u00e7\u00e3o no futuro. Assim, nos casos de obras sujeitas a licenciamento, a iniciativa procedimental coincide com a apresenta\u00e7\u00e3o do pedido de licenciamento; tratando-se de obras sujeitas a comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, ser\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Finalmente, estando em causa obras isentas de controlo pr\u00e9vio, ser\u00e1 tida em conta a data de apresenta\u00e7\u00e3o do parecer pr\u00e9vio da c\u00e2mara municipal, quando a este haja lugar ou, nos restantes casos, a apresenta\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre o in\u00edcio dos trabalhos.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        <b>Esta clarifica\u00e7\u00e3o tinha sido tamb\u00e9m proposta pela Ordem dos Contabilistas Certificados<\/b> e pode prevenir futuros conflitos com a Autoridade Tribut\u00e1ria e Aduaneira, como aconteceu, nomeadamente, com a aplica\u00e7\u00e3o do pacote Mais Habita\u00e7\u00e3o, cujo regime transit\u00f3rio j\u00e1 deu origem a dezenas de informa\u00e7\u00f5es vinculativas emitidas pelo Fisco.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Ao contr\u00e1rio do que pretendiam os promotores n\u00e3o h\u00e1 nenhum alargamento na aplica\u00e7\u00e3o da medida, o que significa que quem come\u00e7ou pouco antes de 25 de setembro do ano passado j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 beneficiar do IVA a 6%. Por outro lado, a taxa reduzida vai aplicar-se \u00e0s faturas cujo IVA &#8220;seja exig\u00edvel at\u00e9 31 de dezembro de 2032, o que significa que para projetos que se arrastem no tempo, as \u00faltimas faturas podem ter de ser j\u00e1 novamente \u00e0 taxa normal, de 23%.&#13;\n    <\/p>\n<p>Engenheiros tamb\u00e9m inclu\u00eddos, mas s\u00f3 no investimento para arrendamento<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Ainda em mat\u00e9ria de IVA, n\u00e3o foram aceites as propostas dos arquitetos no sentido de a taxa reduzida de IVA passar a aplicar-se tamb\u00e9m aos seus servi\u00e7os. Mant\u00e9m-se a regra segundo a qual haver\u00e1 uma \u201crestitui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% do montante equivalente ao IVA suportado\u201d em servi\u00e7os de arquitetura, projetos e estudos relacionados com a constru\u00e7\u00e3o ou reabilita\u00e7\u00e3o no caso dos chamados contratos de investimento para arrendamento e <b>alarga-se esta possibilidade tamb\u00e9m aos servi\u00e7os de engenharia.<\/b>\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Por outro lado, tamb\u00e9m <b>os contribuintes tributados em IRS, na categoria B, com contabilidade organizada poder\u00e3o beneficiar da redu\u00e7\u00e3o de impostos para os rendimentos prediais<\/b> &#8211; na vers\u00e3o inicial da proposta do Governo prev\u00ea-se que as empresas que apliquem valores moderados apenas pagam IRC sobre 50% e essa regra estende-se agora \u00e0 categoria B, que, com contabilidade organizada, aplica as mesmas regras do IRC na determina\u00e7\u00e3o do imposto.  &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        As novas medidas fiscais para a habita\u00e7\u00e3o passaram essencialmente com a viabiliza\u00e7\u00e3o do Chega, como tinha acontecido j\u00e1 na primeira aprecia\u00e7\u00e3o da proposta do Governo na generalidade. O PS votou contra e Marina Gon\u00e7alves, deputada socialista, sublinhou, durante a discuss\u00e3o na especialidade, que as novas regras, nomeadamente no que toca aos &#8220;valores moderados&#8221; agora definidos, v\u00e3o contribuir para &#8220;aumentar ainda mais os custos da habita\u00e7\u00e3o&#8221;.\u00a0&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        (Not\u00edcia atualizada com mais informa\u00e7\u00e3o)&#13;\n    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Os deputados da Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento e Finan\u00e7as aprovaram esta quarta-feira, na especialidade, as medidas fiscais do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":275626,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,42900,15,16,456,14,2455,25,26,21,22,12,13,19,20,18750,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-275625","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-cds-partido-popular","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-habitacao","14":"tag-headlines","15":"tag-imoveis","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-partido-social-democrata","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116095797386805467","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=275625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275625\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/275626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=275625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=275625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=275625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}