{"id":277184,"date":"2026-02-20T11:54:22","date_gmt":"2026-02-20T11:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/277184\/"},"modified":"2026-02-20T11:54:22","modified_gmt":"2026-02-20T11:54:22","slug":"reino-unido-nao-autoriza-utilizacao-das-suas-bases-aereas-para-trump-atacar-o-irao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/277184\/","title":{"rendered":"Reino Unido n\u00e3o autoriza utiliza\u00e7\u00e3o das suas bases a\u00e9reas para Trump atacar o Ir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\t                Nem a base de Diego Garcia (no \u00cdndico) nem a de Fairford (Inglaterra), a principal base avan\u00e7ada de opera\u00e7\u00f5es para bombardeiros estrat\u00e9gicos dos EUA na Europa, foram utilizadas no ataque pontual com bombardeiros B-2 aos locais nucleares iranianos em junho passado. Os bombardeiros furtivos realizaram ent\u00e3o uma viagem de ida e volta de cerca de 37 horas a partir da sua base no Missouri<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">O primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer, bloqueou um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para permitir que for\u00e7as norte-americanas utilizassem bases a\u00e9reas no Reino Unido durante qualquer ataque preventivo ao Ir\u00e3o, afirmando que tal poderia violar o direito internacional, segundo m\u00faltiplas not\u00edcias na imprensa brit\u00e2nica que citam fontes governamentais.<\/p>\n<p>De acordo com o The Times de Londres, que noticiou primeiro a diverg\u00eancia sobre o acesso \u00e0s bases, Starmer recusou a utiliza\u00e7\u00e3o da RAF Fairford, em Inglaterra, e de Diego Garcia &#8211; territ\u00f3rio ultramarino brit\u00e2nico no Oceano \u00cdndico &#8211; para qualquer ataque ao Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>As duas bases t\u00eam servido h\u00e1 muito como importantes pontos de apoio militar dos EUA no estrangeiro para opera\u00e7\u00f5es longe do seu territ\u00f3rio, sendo Diego Garcia um aer\u00f3dromo fundamental para a frota de bombardeiros pesados norte-americanos.<\/p>\n<p>O The Times refere que o Reino Unido est\u00e1 preocupado com o facto de permitir aos EUA a utiliza\u00e7\u00e3o das bases \u201cconstituir uma viola\u00e7\u00e3o do direito internacional, que n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre um Estado que executa o ataque e aqueles que o apoiam se estes tiverem \u2018conhecimento das circunst\u00e2ncias do ato internacionalmente il\u00edcito\u2019\u201d.<\/p>\n<p>O The Times citou fontes do governo brit\u00e2nico. A BBC, o The Guardian e o The Telegraph publicaram posteriormente as suas pr\u00f3prias not\u00edcias sobre o bloqueio do acesso \u00e0s bases pelo Reino Unido, citando igualmente fontes.<\/p>\n<p>Os pedidos norte-americanos para utilizar bases brit\u00e2nicas para fins operacionais t\u00eam sido historicamente avaliados caso a caso, com crit\u00e9rios espec\u00edficos mantidos confidenciais por raz\u00f5es de seguran\u00e7a ao abrigo de acordos de longa data.<\/p>\n<p>\u201cTodas as decis\u00f5es sobre a aprova\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de bases militares no Reino Unido por na\u00e7\u00f5es estrangeiras para fins operacionais t\u00eam em considera\u00e7\u00e3o o fundamento jur\u00eddico e a justifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de qualquer atividade proposta\u201d, escreveu o ministro dos Veteranos, Al Carns, em resposta a perguntas do deputado brit\u00e2nico independente Jeremy Corbyn, segundo um relat\u00f3rio de janeiro do UK Defence Journal.<\/p>\n<p>Starmer e Trump mantiveram uma conversa telef\u00f3nica na noite de ter\u00e7a-feira, com os comunicados a indicarem que ambos discutiram a paz no M\u00e9dio Oriente e na Europa.<\/p>\n<p>No dia seguinte, Trump recorreu \u00e0 sua plataforma Truth Social para retirar o apoio a um acordo que previa a transfer\u00eancia da soberania sobre as Ilhas Chagos, o arquip\u00e9lago no Oceano \u00cdndico que alberga a instala\u00e7\u00e3o conjunta de apoio naval EUA-Reino Unido em Diego Garcia, para as Maur\u00edcias, em troca de um arrendamento de 99 anos da base militar.<\/p>\n<p>A CNN contactou a Casa Branca para obter coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Reino Unido separou as Ilhas Chagos das Maur\u00edcias antes de essa col\u00f3nia alcan\u00e7ar a independ\u00eancia, algo que tem sido fonte de fric\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica e de v\u00e1rias batalhas legais com os habitantes locais que foram expulsos. Em 2019, o Tribunal Internacional de Justi\u00e7a decidiu que o Reino Unido deveria devolver as ilhas \u201co mais rapidamente poss\u00edvel\u201d, para que pudessem ser descolonizadas.<\/p>\n<p>Um acordo para a sua devolu\u00e7\u00e3o tem vindo a ser analisado pelos canais governamentais brit\u00e2nicos desde ent\u00e3o, com Londres a argumentar que um compromisso de arrendamento evitaria novas e dispendiosas batalhas judiciais, provavelmente infrut\u00edferas, mantendo ao mesmo tempo o acesso militar no Oceano \u00cdndico.<\/p>\n<p>Depois de inicialmente se opor ao acordo Reino Unido-Maur\u00edcias, Trump afirmou no in\u00edcio de fevereiro que era o \u201cmelhor\u201d que o pa\u00eds poderia obter nas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Mas, \u00e0 medida que os EUA refor\u00e7aram as suas for\u00e7as na regi\u00e3o para um poss\u00edvel ataque ao Ir\u00e3o, Trump inverteu a posi\u00e7\u00e3o, afirmando numa publica\u00e7\u00e3o no Truth Social que Starmer est\u00e1 \u201ca cometer um grande erro\u201d ao concordar com o acordo de arrendamento com as Maur\u00edcias.<\/p>\n<p>\u201cO Primeiro-Ministro Starmer est\u00e1 a perder o controlo desta importante Ilha por causa de reivindica\u00e7\u00f5es de entidades nunca antes conhecidas. Na nossa opini\u00e3o, s\u00e3o de natureza fict\u00edcia\u201d, dizia a publica\u00e7\u00e3o de Trump.<\/p>\n<p>Contudo, apenas um dia antes, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado afirmando, em parte, que Washington \u201capoia a decis\u00e3o do Reino Unido de avan\u00e7ar com o seu acordo com as Maur\u00edcias.\u201d<\/p>\n<p>Questionada sobre a discrep\u00e2ncia entre a publica\u00e7\u00e3o no Truth Social e a declara\u00e7\u00e3o do Departamento de Estado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a publica\u00e7\u00e3o do presidente deve ser entendida como a \u201cpol\u00edtica\u201d da administra\u00e7\u00e3o Trump.<\/p>\n<p>Na sua publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, Trump fez refer\u00eancia direta \u00e0s duas bases a\u00e9reas brit\u00e2nicas, citadas pela imprensa do Reino Unido, como importantes num eventual ataque ao Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPode ser necess\u00e1rio que os Estados Unidos utilizem Diego Garcia e o aer\u00f3dromo localizado em Fairford para erradicar um potencial ataque de um Regime altamente inst\u00e1vel e perigoso\u201d, escreveu Trump.<\/p>\n<p>Nem Diego Garcia nem Fairford, a principal base avan\u00e7ada de opera\u00e7\u00f5es para bombardeiros estrat\u00e9gicos dos EUA na Europa, foram utilizadas no ataque pontual com bombardeiros B-2 aos locais nucleares iranianos em junho passado. Nesse caso, os bombardeiros furtivos realizaram uma viagem de ida e volta de cerca de 37 horas a partir da sua base no Missouri.<\/p>\n<p>Contudo, analistas antecipam que qualquer novo ataque dos EUA ao Ir\u00e3o poder\u00e1 ser uma campanha muito mais prolongada, possivelmente de v\u00e1rias semanas ou mais.<\/p>\n<p>Numa campanha desse tipo, ter os B-2, bem como os bombardeiros B-1 e B-52, a operar a partir de bases situadas a milhares de quil\u00f3metros mais perto do Ir\u00e3o permitiria rota\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas para rearmamento e reabastecimento para novos ataques.<\/p>\n<p>Embora os EUA possam ter acesso a outras bases em pa\u00edses aliados mais pr\u00f3ximos do Ir\u00e3o, utiliz\u00e1-las poderia colocar a sua valiosa frota de bombardeiros pesados ao alcance de eventuais ataques retaliat\u00f3rios com m\u00edsseis iranianos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nem a base de Diego Garcia (no \u00cdndico) nem a de Fairford (Inglaterra), a principal base avan\u00e7ada de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":277185,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,3391,50617,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,413,15,16,301,830,14,5453,603,8269,25,26,570,5567,21,22,831,833,432,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,713,17,18,2183,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-277184","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-ataques","12":"tag-bases-aereas","13":"tag-breaking-news","14":"tag-breakingnews","15":"tag-cnn","16":"tag-cnn-portugal","17":"tag-comentadores","18":"tag-costa","19":"tag-crime","20":"tag-desporto","21":"tag-direto","22":"tag-economia","23":"tag-eua","24":"tag-featured-news","25":"tag-featurednews","26":"tag-governo","27":"tag-guerra","28":"tag-headlines","29":"tag-irao","30":"tag-justica","31":"tag-keir-starmer","32":"tag-latest-news","33":"tag-latestnews","34":"tag-live","35":"tag-londres","36":"tag-main-news","37":"tag-mainnews","38":"tag-mais-vistas","39":"tag-marcelo","40":"tag-medio-oriente","41":"tag-mundo","42":"tag-negocios","43":"tag-news","44":"tag-noticias","45":"tag-noticias-principais","46":"tag-noticiasprincipais","47":"tag-opiniao","48":"tag-pais","49":"tag-politica","50":"tag-portugal","51":"tag-principais-noticias","52":"tag-principaisnoticias","53":"tag-reino-unido","54":"tag-top-stories","55":"tag-topstories","56":"tag-trump","57":"tag-ultimas","58":"tag-ultimas-noticias","59":"tag-ultimasnoticias","60":"tag-world","61":"tag-world-news","62":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277184\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}