{"id":277808,"date":"2026-02-20T22:52:18","date_gmt":"2026-02-20T22:52:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/277808\/"},"modified":"2026-02-20T22:52:18","modified_gmt":"2026-02-20T22:52:18","slug":"governo-nao-interfere-se-a-cgd-reforcar-na-fidelidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/277808\/","title":{"rendered":"Governo n\u00e3o interfere se a CGD refor\u00e7ar na Fidelidade"},"content":{"rendered":"<p>        O banco do Estado est\u00e1 sentado em cima de um excesso de capital e procura solu\u00e7\u00f5es para o investir. \u00c9 nessa l\u00f3gica que se insere o potencial refor\u00e7o no capital da Fidelidade.    <\/p>\n<p>O Governo n\u00e3o teve nem ter\u00e1 interven\u00e7\u00e3o no projeto da Caixa Geral de Dep\u00f3sitos (CGD) de investir num refor\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o acionista na seguradora Fidelidade. Foi assim que fonte conhecedora do processo comentou o poss\u00edvel refor\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o do banco do Estado no capital da seguradora Fidelidade.<\/p>\n<p>Isto vai ao encontro do que tem sido a pol\u00edtica do atual ministro das Finan\u00e7as, Joaquim Miranda Sarmento. \u201cN\u00e3o nos imiscu\u00edmos na gest\u00e3o da Caixa\u201d, disse o ministro quando se discutiu o potencial investimento da CGD no Novobanco. Uma frase que encaixa na contexto do investimento que o banco se mostrou dispon\u00edvel para fazer na Fidelidade.<br \/>O Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as n\u00e3o comentou.<\/p>\n<p>A not\u00edcia de que a Caixa quer refor\u00e7ar a participa\u00e7\u00e3o acionista da Fidelidade, que atualmente \u00e9 de 15%, para at\u00e9 30%, foi inicialmente avan\u00e7ada pelo jornal \u201cEco\u201d.<\/p>\n<p>O Jornal Econ\u00f3mico confirmou que a CGD mostrou disponibilidade para investir na Fidelidade que se prepara para ir para bolsa em 2027. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es entre a CGD e a Fosun para um investimento robusto no capital da seguradora, que teria de ser obrigatoriamente feito por venda direta.<\/p>\n<p>Segundo as nossas fontes, o eventual refor\u00e7o da CGD na Fidelidade pode ocorrer antes da Oferta P\u00fablica Inicial (IPO), podendo avan\u00e7ar ainda este ano. O que, a confirmar-se, implicar\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es com o maior acionista da Fidelidade, a Fosun, que tem 85%. Essas negocia\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o come\u00e7aram, sabe o Jornal Econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>O que houve at\u00e9 agora foi a manifesta\u00e7\u00e3o de uma disponibilidade da CGD para investir na Fidelidade porque \u00e9 um bom ativo para alocar o atual excesso de capital do banco e porque fortalece a rela\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de seguros que j\u00e1 existe.<\/p>\n<p>A CGD, que se prepara para apresentar resultados anuais no pr\u00f3ximo dia 26 de fevereiro, disse na apresenta\u00e7\u00e3o de contas do terceiro trimestre que vai distribuir pelo menos mil milh\u00f5es de euros de dividendos em 2026 relativos aos lucros de 2025. Mas que, mesmo com essa mega distribui\u00e7\u00e3o dos mil milh\u00f5es \u201cficar\u00e3o com r\u00e1cios acima de 20% quer no CET1 quer no capital total\u201d. Valores considerados muito confort\u00e1veis face \u00e0s exig\u00eancias regulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A CGD precisa de aplicar o excesso de capital e o investimento na Fidelidade \u00e9 considerado um \u00f3timo ativo destino para esse investimento. Os contactos para essa opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 informalmente foram iniciados entre os respons\u00e1veis de ambas as institui\u00e7\u00f5es financeiras, segundo as nossas fontes.<\/p>\n<p>A CGD registou lucros nos primeiros nove meses de 2025 de 1.400 milh\u00f5es de euros (dos quais 1.294 milh\u00f5es provenientes da atividade em Portugal). Os lucros anuais da CGD dever\u00e3o ascender a 1,9 mil milh\u00f5es de euros, apurou o Jornal Econ\u00f3mico.<br \/>Desde o processo de recapitaliza\u00e7\u00e3o em 2017, a CGD j\u00e1 gerou organicamente cerca de 6.850 milh\u00f5es de euros em capital, o que representa 1,7 vezes o valor total recebido na altura do acionista Estado.<\/p>\n<p><strong>IPO para a Fidelidade crescer<\/strong><br \/>Quanto \u00e0 entrada em bolsa, a Fidelidade est\u00e1 a trabalhar internamente para avaliar a situa\u00e7\u00e3o do mercado. Depois decidir\u00e3o qual a melhor altura para avan\u00e7ar. Mas ainda n\u00e3o h\u00e1 nenhum assessor financeiro a trabalhar no IPO.<\/p>\n<p>Segundo fontes conhecedoras do processo, a decis\u00e3o de venda de uma participa\u00e7\u00e3o em bolsa n\u00e3o traduz um desejo de desinvestimento da Fosun, mas sim uma estrat\u00e9gia da gest\u00e3o da Fidelidade de crescer no futuro. Pois para crescer precisa de estar cotada.<\/p>\n<p>J\u00e1 quanto \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de 20% da Fosun no BCP, que est\u00e1 catalogada como participa\u00e7\u00e3o financeira, ou seja, n\u00e3o core, \u00e9 atualmente uma fonte de receita importante por causa dos dividendos, pelo que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o grupo chin\u00eas prescinda disso. No entanto a valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do BCP p\u00f5e pelo menos o tema da venda na agenda da Fosun.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O banco do Estado est\u00e1 sentado em cima de um excesso de capital e procura solu\u00e7\u00f5es para o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":277809,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,20406,8656,89,90,6882,32,33],"class_list":["post-277808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-caixa-geral-de-depositos","tag-cgd","tag-economy","tag-empresas","tag-fidelidade","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116105415652726131","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277808"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277808\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}