{"id":278635,"date":"2026-02-21T15:14:04","date_gmt":"2026-02-21T15:14:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/278635\/"},"modified":"2026-02-21T15:14:04","modified_gmt":"2026-02-21T15:14:04","slug":"nao-adesao-a-tratamento-pode-virar-risco-cardiaco-21-02-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/278635\/","title":{"rendered":"N\u00e3o ades\u00e3o a tratamento pode virar risco card\u00edaco &#8211; 21\/02\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 40 entidades m\u00e9dicas e especialistas vinculados a institui\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sa\u00fade<\/a> da Am\u00e9rica Latina, incluindo o Brasil, defendem que a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/03\/nao-adesao-a-tratamentos-aumenta-internacoes-evitaveis-e-sobrecarrega-orcamentos-diz-federacao.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">n\u00e3o ades\u00e3o ao tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/a> como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/diabetes\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">diabetes<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/hipertensao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">hipertens\u00e3o<\/a> seja reconhecida como fator de risco modific\u00e1vel para eventos cardiovasculares, como infarto e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/05\/avc-principal-causa-de-morte-cardiaca-no-brasil-tem-deficiencia-em-prevencao-e-em-atendimento-rapido-no-sus.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">AVC (acidente vascular cerebral) <\/a>\u2014que integram as <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2026\/02\/como-depressao-e-ansiedade-aumentam-o-risco-de-doencas-cardiovasculares.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">doen\u00e7as cardiovasculares<\/a>, apontada como principal causa de morte no mundo.<\/p>\n<p>A proposta consta no documento &#8220;Recomendaciones de Expertos Latinoamericanos en Adherencia e Inercia Terap\u00e9utica Cardiovascular, y su Impacto en Salud P\u00fablica&#8221;, que re\u00fane o consenso de 43 especialistas da regi\u00e3o e se apoia em 275 refer\u00eancias cient\u00edficas, entre estudos de coorte, ensaios cl\u00ednicos, revis\u00f5es sistem\u00e1ticas e metan\u00e1lises.<\/p>\n<p>O documento aborda principalmente condi\u00e7\u00f5es cardiovasculares e metab\u00f3licas de alta preval\u00eancia, como hipertens\u00e3o arterial, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2026\/01\/diabetes-cresce-135-no-brasil-mostra-inquerito-nacional.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">diabetes tipo 2<\/a>, dislipidemia (colesterol elevado), doen\u00e7a arterial coronariana, insufici\u00eancia card\u00edaca e doen\u00e7a renal cr\u00f4nica \u2014diagn\u00f3sticos que exigem tratamento cont\u00ednuo e controle rigoroso de fatores de risco.<\/p>\n<p>Segundo os autores, a falta de ades\u00e3o ao tratamento das doen\u00e7as reduz a efic\u00e1cia das interven\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e permite que a condi\u00e7\u00e3o siga seu curso natural at\u00e9 complica\u00e7\u00f5es potencialmente evit\u00e1veis. Por ser uma conduta que pode ser modificada, assim como o sedentarismo, a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/obesidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">obesidade<\/a> e o tabagismo, especialistas defendem que seja tratada como fator de risco modific\u00e1vel.<\/p>\n<p>Publicado em setembro do ano passado pela Sociedade Colombiana de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, com apoio da Sociedade Interamericana de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Hipertens\u00e3o, o livro t\u00e9cnico busca oferecer ferramentas a profissionais, especialmente da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, para qualificar o cuidado e enfrentar o impacto da baixa ades\u00e3o na sa\u00fade p\u00fablica latino-americana.<\/p>\n<p>O documento estima que o descumprimento de tratam entos para <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/doencas-cronicas\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">doen\u00e7as cr\u00f4nicas <\/a>gere custos adicionais superiores a US$ 2 bilh\u00f5es por ano na Am\u00e9rica Latina, em raz\u00e3o de hospitaliza\u00e7\u00f5es, atendimentos de emerg\u00eancia e complica\u00e7\u00f5es evit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da baixa ades\u00e3o por parte do paciente, os especialistas destacam a chamada in\u00e9rcia cl\u00ednica -quando o tratamento n\u00e3o \u00e9 ajustado mesmo diante de metas n\u00e3o atingidas. Eduardo Barbosa, colaborador brasileiro da publica\u00e7\u00e3o e chefe do Departamento de Hipertens\u00e3o e Din\u00e2mica Vascular da Santa Casa de Porto Alegre, afirma que a baixa ades\u00e3o e in\u00e9rcia terap\u00eautica est\u00e3o entre os principais entraves no controle das doen\u00e7as cr\u00f4nicas associadas ao risco cardiovascular.<\/p>\n<p>A n\u00e3o ades\u00e3o ao tratamento da hipertens\u00e3o aparece como exemplo mais frequente para eventos cardiovasculares, isso devido a sua alta preval\u00eancia no mundo e por exigir acompanhamento cont\u00ednuo e ajustes terap\u00eauticos regulares.<\/p>\n<p>Barbosa explica que a ades\u00e3o diz respeito ao quanto o paciente segue as orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e mant\u00e9m o tratamento ao longo do tempo. J\u00e1 a in\u00e9rcia ocorre quando, mesmo sem atingir as metas cl\u00ednicas estabelecidas, o tratamento n\u00e3o \u00e9 ajustado.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes o paciente est\u00e1 muito pr\u00f3ximo da meta, e o m\u00e9dico opta por refor\u00e7ar orienta\u00e7\u00e3o de dieta e exerc\u00edcio, mas n\u00e3o ajusta a medica\u00e7\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para Barbosa, reconhecer formalmente a m\u00e1 ades\u00e3o e a in\u00e9rcia terap\u00eautica como fatores de risco pode levar o tema \u00e0s pr\u00f3ximas diretrizes de entidades como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertens\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre as principais raz\u00f5es para o abandono do tratamento est\u00e3o desconhecimento sobre a pr\u00f3pria doen\u00e7a, desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00e9dico, uso de m\u00faltiplos comprimidos ao dia e esquemas complexos. Quanto maior o n\u00famero de medicamentos e tomadas di\u00e1rias, pior tende a ser a ades\u00e3o.<\/p>\n<p>O livro elenca estrat\u00e9gias para enfrentar o problema, como simplificar o tratamento com combina\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos em dose \u00fanica di\u00e1ria, estabelecer metas claras com o paciente, evitar jarg\u00f5es t\u00e9cnicos e fortalecer a comunica\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica. O envolvimento da fam\u00edlia e o uso de ferramentas digitais tamb\u00e9m s\u00e3o apontados como aliados.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais o paciente entende a doen\u00e7a e confia no m\u00e9dico, maior a ades\u00e3o. E melhorar a ades\u00e3o \u00e9 fundamental para reduzir infartos, AVCs, custos e perda de qualidade de vida&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O cardiologista Eduardo Lima, do Hospital Nove de Julho e l\u00edder da cardiologia da Rede Am\u00e9ricas, diz que o objetivo do documento \u00e9 &#8220;trazer luz sobre um problema muito antigo&#8221; e delimitar responsabilidades na rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e paciente.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o ades\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 responsabilidade do paciente, tamb\u00e9m \u00e9 responsabilidade do m\u00e9dico&#8221;, afirma. Ele ressalta que cabe ao profissional explicar a gravidade da doen\u00e7a, as consequ\u00eancias da interrup\u00e7\u00e3o do tratamento e os poss\u00edveis efeitos colaterais.<\/p>\n<p>Lima relata que alguns pacientes com hipertens\u00e3o, por exemplo, suspendem o rem\u00e9dio em dias mais quentes ou ao registrar valores momentaneamente mais baixos de press\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ele precisa entender que aquela medica\u00e7\u00e3o que ele usa de manh\u00e3, na verdade, vai agir durante 24 horas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>No ano passado, a <a href=\"https:\/\/world-heart-federation.org\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Federa\u00e7\u00e3o Mundial do Cora\u00e7\u00e3o (WHF)<\/a> lan\u00e7ou um movimento global para chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre a n\u00e3o ades\u00e3o a tratamentos e a mudan\u00e7as de estilo de vida. O alerta mostrou que o problema atinge mais da metade dos pacientes de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e tem piorado os resultados de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, reportagem da <strong>Folha <\/strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/03\/nao-adesao-a-tratamentos-aumenta-internacoes-evitaveis-e-sobrecarrega-orcamentos-diz-federacao.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">mostrou que a n\u00e3o ades\u00e3o a tratamentos de doen\u00e7as cr\u00f4nicas gira em torno de 50% no Brasil<\/a>, \u00edndice semelhante ao observado globalmente. Na Europa, a baixa ades\u00e3o est\u00e1 associada a 200 mil mortes anuais e poderia gerar economia de mais de 330 milh\u00f5es de euros em dez anos caso chegasse a 70%. Nos Estados Unidos, a n\u00e3o ades\u00e3o eleva os custos anuais por paciente para at\u00e9 US$ 52 mil, devido ao aumento de hospitaliza\u00e7\u00f5es e atendimentos de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mais de 40 entidades m\u00e9dicas e especialistas vinculados a institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da Am\u00e9rica Latina, incluindo o Brasil,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":278636,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[14887,1024,1493,1618,1027,11151,236,1023,116,3158,5676,1022,32,33,117,896],"class_list":{"0":"post-278635","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ataque-cardiaco","9":"tag-atividade-fisica","10":"tag-avc","11":"tag-coracao","12":"tag-diabetes","13":"tag-doencas-cronicas","14":"tag-folha","15":"tag-gordura","16":"tag-health","17":"tag-hipertensao","18":"tag-infarto","19":"tag-obesidade","20":"tag-portugal","21":"tag-pt","22":"tag-saude","23":"tag-saude-publica"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116109276886052833","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=278635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278635\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/278636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=278635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=278635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=278635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}