{"id":279525,"date":"2026-02-22T09:31:08","date_gmt":"2026-02-22T09:31:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/279525\/"},"modified":"2026-02-22T09:31:08","modified_gmt":"2026-02-22T09:31:08","slug":"como-as-parasitoses-gastrointestinais-comprometem-caes-e-gatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/279525\/","title":{"rendered":"como as parasitoses gastrointestinais comprometem c\u00e3es e gatos"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Entre os meses mais quentes do ano, algumas <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2025\/11\/7290891-natal-para-todos-festividade-com-animais-exige-cuidado-e-atencao.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">parasitoses gastrointestinais<\/a> tendem a aparecer com mais frequ\u00eancia em c\u00e3es e gatos, j\u00e1 que ovos e cistos resistem por mais tempo no ambiente \u00famido, como no solo, em gramados e em caixas de areia. Sintomas como diarreia, presen\u00e7a de sangue nas fezes, v\u00f4mito e apatia s\u00e3o comuns quando os animais s\u00e3o infectados. Veterin\u00e1rios asseguram que diversos cuidados podem ser adotados para evitar complica\u00e7\u00f5es mais graves e a contamina\u00e7\u00e3o entre pets e humanos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Nos consult\u00f3rios veterin\u00e1rios, as parasitoses gastrointestinais mais frequentes incluem a Toxocara, conhecida como lombriga, a Ancylostoma caninum, popularmente chamada de verme-gancho, a Giardia lamblia, e a Dipylidium caninum, uma t\u00eania transmitida por pulgas. Segundo o veterin\u00e1rio Luiz Alberto Gomes, mesmo com a ampla dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e tratamentos entre tutores, esses parasitas continuam recorrentes, principalmente pela falta de cuidados b\u00e1sicos, como a vermifuga\u00e7\u00e3o adequada e o recolhimento das fezes durante os passeios.<\/p>\n<p class=\"texto\">   <strong>       <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">           Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular       <\/a>   <\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Luiz Alberto refor\u00e7a que, mesmo com o fato de o animal viver exclusivamente dentro de casa, n\u00e3o significa que ele esteja protegido. &#8220;Muitos tutores acreditam que pets que n\u00e3o saem n\u00e3o correm risco, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00f3s, pais de pet, podemos trazer ovos e cistos nos sapatos e nas sand\u00e1lias. Esses parasitas s\u00e3o muito resistentes no ambiente&#8221;, explica. Ele acrescenta que os cistos da Giardia lamblia, por exemplo, tamb\u00e9m podem estar presentes na \u00e1gua contaminada.<\/p>\n<p class=\"texto\">O m\u00e9dico veterin\u00e1rio alerta que os sinais cl\u00ednicos variam, mas alguns sintomas s\u00e3o considerados cl\u00e1ssicos. &#8220;V\u00f4mito, diarreia, queda excessiva de pelo com aspecto opaco e at\u00e9 coceira na regi\u00e3o anal s\u00e3o ind\u00edcios importantes&#8221;, afirma. Ele acrescenta que perda de peso, distens\u00e3o abdominal, especialmente em filhotes, presen\u00e7a de muco ou vermes nas fezes, anemia e apatia tamb\u00e9m podem indicar infec\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria. Segundo ele, o ideal \u00e9 que o animal passe por avalia\u00e7\u00e3o veterin\u00e1ria pelo menos a cada tr\u00eas meses para medidas profil\u00e1ticas e preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"texto\">Entre as principais formas de preven\u00e7\u00e3o, Luiz Alberto destaca a <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2025\/10\/7274659-conheca-os-beneficios-de-praticar-o-bale-na-vida-adulta.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">vermifuga\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica<\/a> conforme orienta\u00e7\u00e3o profissional, o controle rigoroso de pulgas, a higieniza\u00e7\u00e3o frequente de caixas de areia e o recolhimento imediato das fezes, especialmente no caso dos felinos. Ele tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia dos exames coproparasitol\u00f3gicos de rotina, sempre que o m\u00e9dico veterin\u00e1rio considerar necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Transmiss\u00e3o aos humanos<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Thiago Borba, as parasitoses gastrointestinais permanecem frequentes na rotina cl\u00ednica, sobretudo em \u00e1reas urbanas. Ele explica que a conviv\u00eancia cada vez mais pr\u00f3xima entre animais em condom\u00ednios, pra\u00e7as e espa\u00e7os compartilhados favorece a circula\u00e7\u00e3o desses agentes no ambiente. &#8220;Em locais com grande fluxo de c\u00e3es, o solo pode se tornar um reservat\u00f3rio de ovos e larvas, aumentando o risco de exposi\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Borba tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para o risco de transmiss\u00e3o aos humanos. &#8220;Praticamente todos os parasitas de c\u00e3es e gatos podem parasitar humanos&#8221;, afirma. A contamina\u00e7\u00e3o ocorre, principalmente, por via fecal-oral, seja pelo contato com solo e superf\u00edcies contaminadas por fezes, seja pela ingest\u00e3o de \u00e1gua ou alimentos contaminados por cistos da Giardia lamblia, seja ainda pelo manuseio inadequado das fezes dos animais.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em ambientes externos, ovos de parasitas como, a Toxocara e a Ancylostoma caninum, podem permanecer no solo por longos per\u00edodos. J\u00e1 no caso da Dipylidium caninum, a transmiss\u00e3o pode ocorrer pela ingest\u00e3o acidental de pulgas infectadas. Crian\u00e7as, idosos e pessoas com imunidade comprometida tendem a ser os grupos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico, Borba explica que o <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2025\/11\/7281290-terapia-com-animais-ganha-espaco-em-hospitais-escolas-e-projetos-sociais.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">exame de fezes costuma ser suficiente<\/a> na maioria dos casos. No entanto, em situa\u00e7\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es persistentes ou sintomas recorrentes, pode ser necess\u00e1rio recorrer a exames complementares, como testes imunol\u00f3gicos para detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos, an\u00e1lise seriada de fezes ou at\u00e9 exames de sangue para avaliar poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es associadas.<\/p>\n<p class=\"texto\">J\u00e1 a vermifuga\u00e7\u00e3o preventiva segue como uma das principais estrat\u00e9gias de controle, mas exige aten\u00e7\u00e3o. &#8220;Dependendo do ambiente, os intervalos podem ser mais curtos. E o uso cont\u00ednuo do mesmo princ\u00edpio ativo pode favorecer resist\u00eancia parasit\u00e1ria. Uma boa pr\u00e1tica \u00e9 sempre alternar o princ\u00edpio ativo da medica\u00e7\u00e3o&#8221;, orienta.<\/p>\n<p>Fique de olho nos parasitas<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Toxocara (lombriga de c\u00e3es e gatos)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sintomas \u2014 Diarreia, v\u00f4mito, abd\u00f4men inchado (aspecto de \u201cbarriga estufada\u201d), perda de peso, pelo opaco e, em filhotes, atraso no crescimento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diagn\u00f3stico \u2014 Exame coproparasitol\u00f3gico (fezes).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tratamento \u2014 Verm\u00edfugos espec\u00edficos prescritos pelo veterin\u00e1rio. A melhora cl\u00ednica costuma aparecer em poucos dias ap\u00f3s o in\u00edcio da medica\u00e7\u00e3o, mas o protocolo deve ser seguido at\u00e9 o fim para evitar reinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Ancylostoma caninum (verme-gancho)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sintomas \u2014 Diarreia com fezes escuras ou com sangue, anemia, fraqueza, mucosas p\u00e1lidas e perda de peso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diagn\u00f3stico \u2014 Exame de fezes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tratamento \u2014 Vermifuga\u00e7\u00e3o adequada e, em casos mais graves, suporte para anemia. A resposta costuma ser r\u00e1pida, com melhora em cerca de tr\u00eas a sete dias, dependendo da gravidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Giardia lamblia<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sintomas \u2014 Diarreia com fezes pastosas ou aquosas e com odor forte, presen\u00e7a de muco, perda de peso e desidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diagn\u00f3stico \u2014 Exame de fezes seriado (podem ser necess\u00e1rias amostras em dias diferentes).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tratamento \u2014 Medicamentos espec\u00edficos e refor\u00e7o na higiene ambiental. A melhora, geralmente, ocorre entre cinco e sete dias, mas reca\u00eddas podem acontecer se o ambiente n\u00e3o for higienizado adequadamente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Dipylidium caninum (t\u00eania transmitida por pulgas)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sintomas \u2014 Coceira na regi\u00e3o anal, presen\u00e7a de \u201cgr\u00e3os de arroz\u201d nas fezes ou pr\u00f3ximos ao \u00e2nus, desconforto abdominal leve.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diagn\u00f3stico \u2014 Identifica\u00e7\u00e3o de segmentos do parasita nas fezes ou exame coproparasitol\u00f3gico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tratamento \u2014 Verm\u00edfugo espec\u00edfico associado ao controle rigoroso de pulgas. A melhora costuma ser observada em poucos dias ap\u00f3s o tratamento correto.<\/p>\n<p>Como se proteger<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com orienta\u00e7\u00f5es do American Veterinary Medical Association (AVMA), medidas simples ajudam a reduzir o risco de contamina\u00e7\u00e3o entre animais e humanos. Confira:\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Oriente as crian\u00e7as a n\u00e3o levarem terra ou objetos sujos \u00e0 boca e evite que brinquem em locais possivelmente contaminados por fezes de animais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Mantenha caixas de areia sempre cobertas quando n\u00e3o estiverem em uso, reduzindo o risco de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Higienize as m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o ap\u00f3s contato com terra, areia ou animais de estima\u00e7\u00e3o\u00a0 e incentive as crian\u00e7as a fazerem o mesmo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Utilize cal\u00e7ados ao caminhar em ruas, pra\u00e7as ou jardins, prevenindo o contato direto da pele com poss\u00edveis larvas no solo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Lave cuidadosamente verduras, legumes e frutas consumidos crus.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u2022 Recolha imediatamente as fezes dos animais em quintais, jardins e \u00e1reas p\u00fablicas, descartando-as de forma adequada.<\/p>\n<p class=\"texto\">*Estagi\u00e1ria sob a supervis\u00e3o de Sibele Negromonte<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Perigo+microsc%C3%B3pico%3A+como+as+parasitoses+gastrointestinais+comprometem+c%C3%A3es+e+gatos%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2026\/02\/7357323-perigo-microscopico-como-as-parasitoses-gastrointestinais-comprometem-caes-e-gatos.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2026%2F02%2F7357323-perigo-microscopico-como-as-parasitoses-gastrointestinais-comprometem-caes-e-gatos.html&amp;text=Perigo+microsc%C3%B3pico%3A+como+as+parasitoses+gastrointestinais+comprometem+c%C3%A3es+e+gatos\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2026%2F02%2F7357323-perigo-microscopico-como-as-parasitoses-gastrointestinais-comprometem-caes-e-gatos.html&amp;text=Perigo+microsc%C3%B3pico%3A+como+as+parasitoses+gastrointestinais+comprometem+c%C3%A3es+e+gatos\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1771257826_575_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre os meses mais quentes do ano, algumas parasitoses gastrointestinais tendem a aparecer com mais frequ\u00eancia em c\u00e3es&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":279526,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[61,11948,116,32,33,117,22679],"class_list":["post-279525","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-caes","tag-gatos","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-vermes"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116113590382950042","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/279525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=279525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/279525\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/279526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=279525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=279525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=279525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}