{"id":280004,"date":"2026-02-22T18:51:10","date_gmt":"2026-02-22T18:51:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/280004\/"},"modified":"2026-02-22T18:51:10","modified_gmt":"2026-02-22T18:51:10","slug":"india-adia-planos-para-visitar-washington-depois-de-tribunal-ter-anulado-tarifas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/280004\/","title":{"rendered":"\u00cdndia adia planos para visitar Washington depois de tribunal ter anulado tarifas"},"content":{"rendered":"<p>        Uma fonte do Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio indiano no domingo, refere a ag\u00eancia noticiosa Reuters, salientou que a decis\u00e3o de adiar a visita foi tomada \u201cap\u00f3s discuss\u00f5es\u201d entre as autoridades dos dois pa\u00edses, acrescentando que \u201cnenhuma nova data\u201d para a visita foi definida.    <\/p>\n<p>Indian Prime Minister Narendra Modi speaks as he attends a news conference during the German-Indian government consultations at the Chancellery in Berlin, Germany May 2, 2022. REUTERS\/Lisi Niesner\u2028<\/p>\n<p>A \u00cdndia adiou os seus planos de enviar uma delega\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos depois do Supremo Tribunal norte-americano ter anulado as tarifas norte-americanas, na sexta-feira, avan\u00e7ou uma fonte do Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio indiano no domingo, de acordo com a ag\u00eancia noticiosa <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/india\/india-delays-us-trade-talks-after-supreme-court-rejects-trump-tariffs-source-2026-02-22\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Reuters<\/a>.<\/p>\n<p>A mesma fonte salientou que a decis\u00e3o de adiar a visita foi tomada \u201cap\u00f3s discuss\u00f5es\u201d entre as autoridades dos dois pa\u00edses\u201d, acrescentando que \u201cnenhuma nova data\u201d para a visita foi definida.<\/p>\n<p>De acordo com a Reuters a delega\u00e7\u00e3o que era suposto partir no domingo para negocia\u00e7\u00f5es de modo a finalizar um acordo comercial provis\u00f3rio, depois de Estados Unidos e \u00cdndia terem acordado a redu\u00e7\u00e3o de tarifas para os 25% sobre algumas exporta\u00e7\u00f5es indianas ligadas \u00e0s compras de petr\u00f3leo russo feitas pela \u00cdndia. As tarifas norte-americanas sobre os produtos indianos deveriam ter sido reduzidos para os 18%, depois da \u00cdndia ter concordado em comprar produtos norte-americanos no valor de 500 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (424,1 mil milh\u00f5es de euros \u00e0 taxa de c\u00e2mbio atual) ao longo de cinco anos.<\/p>\n<p><strong>Supremo Tribunal anulou tarifas<\/strong><\/p>\n<p>Na sexta-feira o <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/supremo-tribunal-dos-eua-anula-tarifas-impostas-por-trump\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Supremo Tribunal norte-americano anulou as tarifas impostas pela administra\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos<\/a>, referindo que estas violavam a lei federal, com seis votos favor\u00e1veis (Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor,Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts) e tr\u00eas votos contra (Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas).<\/p>\n<p>Os ju\u00edzes\u00a0consideraram que o presidente excedeu a sua autoridade ao impor tarifas abrangentes atrav\u00e9s de uma lei reservada para situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia nacional, tendo real\u00e7ado que a Lei de Poderes Econ\u00f3micos de Emerg\u00eancia Internacional \u201cn\u00e3o autoriza o presidente a impor tarifas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO presidente afirma ter o poder extraordin\u00e1rio de impor unilateralmente tarifas de montante, dura\u00e7\u00e3o e \u00e2mbito ilimitados. \u00c0 luz da amplitude, do historial e do contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, deve identificar uma autoriza\u00e7\u00e3o clara do Congresso para a exercer\u201d, disse o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts.<\/p>\n<p>A lei para as situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, de 1977, invocada por Trump \u201cn\u00e3o cumpre\u201d os requisitos de aprova\u00e7\u00e3o do Congresso, pelo que o Supremo considera a decis\u00e3o nula.<\/p>\n<p><strong>Estados Unidos sobe tarifa global para 15%<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e1bado, depois da decis\u00e3o do Supremo Tribunal norte-americano, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/trump-anuncia-aumento-da-nova-tarifa-alfandegaria-global-de-10-para-15\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">tarifa global vai subir de 10% para 15%<\/a>, que \u00e9 o m\u00e1ximo permitido pela lei e que a medida tem \u201cefeitos imediatos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pa\u00edses asi\u00e1ticos reagem a anula\u00e7\u00e3o das tarifas<\/strong><\/p>\n<p>Diversos <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/paises-asiaticos-respondem-a-anulacao-das-tarifas-de-trump-e-a-nova-taxa-global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pa\u00edses e regi\u00f5es da \u00c1sia<\/a> reagiram hoje \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal dos EUA que anulou as tarifas impostas pelo Presidente, bem como \u00e0 nova taxa global de 10% que Donald Trump instituiu ap\u00f3s a decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>T\u00f3quio descarta que a invalida\u00e7\u00e3o das taxas afete os investimentos previamente acordados, segundo o jornal econ\u00f3mico Nikkei, enquanto Taiwan e Hong Kong preveem um efeito \u201climitado\u201d da nova tarifa global. A China ainda n\u00e3o se pronunciou.<\/p>\n<p>O Jap\u00e3o indicou que a decis\u00e3o do Supremo Tribunal n\u00e3o afetar\u00e1 os primeiros investimentos previstos no acordo comercial alcan\u00e7ado em julho entre T\u00f3quio e Washington, que inclui compromissos avaliados em cerca de 550 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de 466,5 mil milh\u00f5es de euros) e a redu\u00e7\u00e3o de 25% para 15% das tarifas sobre produtos japoneses, incluindo autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo jornal econ\u00f3mico Nikkei, citando uma fonte governamental, cuja identidade n\u00e3o foi revelada, adiantando que os primeiros projetos anunciados esta semana, avaliados em 36 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de 30,5 mil milh\u00f5es de euros), ser\u00e3o mantidos por serem \u201cnecess\u00e1rios para o crescimento e a seguran\u00e7a econ\u00f3mica do Jap\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A Coreia do Sul afirmou que o acordo comercial com Washington, que prev\u00ea compromissos como um investimento sul-coreano de 350 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de 300 mil milh\u00f5es de euros) e tarifas de 15% por parte de Washington, continua intacto.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias Yonhap, as autoridades sul-coreanas convocaram uma reuni\u00e3o de emerg\u00eancia para avaliar o impacto da invalida\u00e7\u00e3o das tarifas.<\/p>\n<p>Os governos de Taiwan e Hong Kong consideram que a tarifa global de 10% anunciada por Trump ter\u00e1 um \u201cimpacto limitado\u201d nas suas economias.<\/p>\n<p>A porta-voz do Executivo taiwan\u00eas, Michelle Lee, afirmou que Taip\u00e9, que este m\u00eas assinou um acordo comercial com Washington que reduz de 20% para 15% as tarifas para a ilha, acompanhar\u00e1 \u201cde perto\u201d a evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica tarif\u00e1ria dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Servi\u00e7os Financeiros e do Tesouro de Hong Kong, Christopher Hui, afirmou que a estrutura econ\u00f3mica do centro financeiro, fortemente centrada no setor de servi\u00e7os, reduz significativamente a sua exposi\u00e7\u00e3o direta \u00e0s tens\u00f5es comerciais internacionais.<\/p>\n<p>A Indon\u00e9sia, que na quinta-feira assinou um acordo comercial com os EUA, indicou que manter\u00e1 \u201cnovas conversa\u00e7\u00f5es\u201d com Washington diante das \u201cdin\u00e2micas que est\u00e3o a ocorrer\u201d.<\/p>\n<p>O porta-voz do Minist\u00e9rio dos Assuntos Econ\u00f3micos da principal economia do Sudeste Asi\u00e1tico, Haryo Limanseto, disse que a continuidade do pacto, que mant\u00e9m em 19% as tarifas de Washington para Jacarta, exceto para determinados produtos t\u00eaxteis e agr\u00edcolas isentos de impostos, entre eles o \u00f3leo de palma, \u201ccontinua a depender da decis\u00e3o de ambas as partes\u201d.<\/p>\n<p>O acordo tamb\u00e9m inclui compras de produtos norte-americanos no valor de 33 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares por parte da Indon\u00e9sia e coopera\u00e7\u00e3o em minerais cr\u00edticos e terras raras, num contexto marcado por esfor\u00e7os globais para reduzir a depend\u00eancia da China nesta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>A Mal\u00e1sia assegurou que \u201ccontinuar\u00e1 a diversificar as suas rela\u00e7\u00f5es comerciais e a refor\u00e7ar a coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica regional e multilateral\u201d, apesar da decis\u00e3o que invalida grande parte das tarifas de Trump.<\/p>\n<p><strong>Empresas norte-americanas exigem reembolso das tarifas<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/empresas-norte-americanas-exigem-reembolso-das-tarifas-apos-decisao-do-supremo-tribunal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">associa\u00e7\u00e3o norte-americana de pequenas empresas<\/a> \u201cWe Pay the Tariffs\u201d reagiu \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de invalidar grande parte das tarifas impostas pela administra\u00e7\u00e3o Trump, argumentando que o governo deve indemnizar as empresas prejudicadas.<\/p>\n<p>O diretor executivo da associa\u00e7\u00e3o, Dan Anthony, afirmou que \u201cuma vit\u00f3ria legal n\u00e3o significa nada sem um al\u00edvio real para as empresas que pagaram estas tarifas\u201d, citado pela EFE.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o \u201cWe Pay the Tariffs\u201d (\u201cN\u00f3s pagamos as tarifas\u201d), uma das mais fortes opositoras das pol\u00edticas tarif\u00e1rias do Presidente Donald Trump, exige indemniza\u00e7\u00f5es por perdas econ\u00f3micas, embora ainda n\u00e3o seja claro como ser\u00e3o calculados os danos.<\/p>\n<p>Por sua vez, o vice-presidente do Centro de Estudos de Pol\u00edtica Comercial do Cato Institute, Scott Lincicome, afirmou que a decis\u00e3o do Supremo Tribunal \u201c\u00e9 uma boa not\u00edcia para os importadores americanos\u201d e para a economia dos EUA.<\/p>\n<p>Lincicome considerou que \u201co governo federal deve reembolsar as dezenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em direitos alfandeg\u00e1rios\u201d impostos \u00e0s empresas pela lei econ\u00f3mica de emerg\u00eancia de 1977, que foi hoje derrubada pelo Supremo Tribunal, e que resguardava a imposi\u00e7\u00e3o de tarifas ao M\u00e9xico e \u00e0 China por alegada participa\u00e7\u00e3o no tr\u00e1fico de fentanil.<\/p>\n<p>\u201cO processo de reembolsos poderia ser simples, mas parece mais prov\u00e1vel que exija mais lit\u00edgios e procedimentos burocr\u00e1ticos\u201d, disse ainda.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Retalho (NRF) tamb\u00e9m emitiu um comunicado ap\u00f3s a decis\u00e3o do Supremo Tribunal, manifestando a sua satisfa\u00e7\u00e3o pela decis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cProporciona a t\u00e3o necess\u00e1ria seguran\u00e7a para as empresas e fabricantes norte-americanos\u201d, declarou David French, vice-presidente executivo de rela\u00e7\u00f5es governamentais da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acrescentou que o reembolso dos montantes pagos \u201cservir\u00e3o como um impulso econ\u00f3mico e permitir\u00e3o \u00e0s empresas reinvestir nas suas opera\u00e7\u00f5es, nos seus trabalhadores e nos seus clientes\u201d.<\/p>\n<p>Embora o c\u00e1lculo do valor dos potenciais reembolsos seja muito dif\u00edcil de fazer, a consultora Capital Economics estima que os pedidos das empresas possam chegar aos 120 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de 102,1 mil milh\u00f5es de euros), segundo o jornal The New York Times.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma fonte do Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio indiano no domingo, refere a ag\u00eancia noticiosa Reuters, salientou que a 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