{"id":280486,"date":"2026-02-23T05:09:08","date_gmt":"2026-02-23T05:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/280486\/"},"modified":"2026-02-23T05:09:08","modified_gmt":"2026-02-23T05:09:08","slug":"para-competir-com-os-chineses-a-stellantis-aposta-no-motor-a-diesel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/280486\/","title":{"rendered":"Para competir com os chineses, a Stellantis aposta no&#8230; motor a diesel!"},"content":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 este o fim do sonho de um mercado autom\u00f3vel sem os \u201cfumarentos\u201d? A depend\u00eancia europeia das baterias, ainda largamente dominadas pela China, est\u00e1 a expor os limites da eletrifica\u00e7\u00e3o total at\u00e9 2035. Perante este cen\u00e1rio, a Stellantis parece ter encontrado uma resposta: voltar a apostar no motor diesel.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/stellantis_diesel00.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/stellantis_diesel00-720x405.webp.webp\" alt=\"Imagem de uma marca Stellantis com motor a diesel\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter wp-image-1104927 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Quem ousou assinar o fim dos motores a diesel? A Stellantis<\/p>\n<p>As marcas, da Alemanha \u00e0 Fran\u00e7a, passando por outros pa\u00edses diretamente afetados na sua ind\u00fastria autom\u00f3vel, j\u00e1 deixaram claro que a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/motores\/ceo-da-renault-critica-metas-da-ue-eletrificacao-total-em-2035-nao-e-possivel\/\" rel=\"nofollow noopener\">eletrifica\u00e7\u00e3o total em 2035 levanta s\u00e9rias d\u00favidas quanto \u00e0 sua viabilidade<\/a>.<\/p>\n<p>Entre essa incerteza e a realidade do mercado at\u00e9 l\u00e1, h\u00e1 quem entenda que <strong>n\u00e3o basta apostar apenas nos h\u00edbridos a gasolina<\/strong>. A Stellantis, que tinha assumido uma estrat\u00e9gia totalmente assente no 100% el\u00e9trico at\u00e9 2030 na Europa, acaba agora por protagonizar uma reviravolta de 180 graus.<\/p>\n<p>\u00c9 aquilo a que se chama rever as ambi\u00e7\u00f5es em baixa<\/p>\n<p>O grupo internacional, que ambicionava comercializar apenas ve\u00edculos el\u00e9tricos dentro de cinco anos no mercado europeu, acaba de anunciar uma mudan\u00e7a de rumo, no m\u00ednimo inesperada.<\/p>\n<p>Para combater a crescente for\u00e7a dos construtores chineses, a Stellantis aposta agora num regresso formal do diesel.<\/p>\n<p>De acordo com <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.reuters.com\/business\/autos-transportation\/stellantis-resurrects-diesel-cars-across-europe-amid-ev-retreat-2026-02-13\/\" rel=\"nofollow noopener\">as informa\u00e7\u00f5es<\/a>, o diesel regressa prioritariamente \u00e0s vers\u00f5es familiares dos ve\u00edculos comerciais ligeiros. Os <strong>Citro\u00ebn Berlingo e Peugeot Rifter est\u00e3o abrangidos, tal como os Citro\u00ebn SpaceTourer e Peugeot Traveller<\/strong>, sem esquecer as suas variantes nas restantes marcas do grupo.<\/p>\n<p>Recorde-se que alguns modelos tinham sido retirados da oferta diesel para cumprir os objetivos de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO\u2082. Em Fran\u00e7a, a fatura continua particularmente pesada: mais de 1.900 euros de penaliza\u00e7\u00e3o para um Berlingo e at\u00e9 cerca de 50.000 euros para um SpaceTourer (48.901 euros, para sermos exatos).<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/stellantis_diesel01.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/stellantis_diesel01-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1104929\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O diesel como argumento concorrencial face aos chineses<\/p>\n<p>A crescente presen\u00e7a dos construtores chineses na Europa constitui o principal argumento do grupo para justificar este regresso ao diesel. As suas <strong>quotas de mercado aproximam-se j\u00e1 dos 10% no Velho Continente<\/strong>, e a sua ofensiva concentra-se nos segmentos el\u00e9trico e h\u00edbrido.<\/p>\n<p>Como as marcas chinesas n\u00e3o apresentam qualquer oferta diesel, a Stellantis v\u00ea aqui uma oportunidade que poder\u00e1 conferir-lhe, segundo considera, uma vantagem concorrencial.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, a <strong>quota do diesel nas vendas autom\u00f3veis europeias caiu a pique<\/strong>, passando de 50% para menos de 10% ao longo de uma d\u00e9cada. Atualmente, \u00e9 inferior \u00e0 quota de mercado acumulada dos construtores chineses na Europa.<\/p>\n<p>Agora, apenas o futuro dir\u00e1 se a escolha da Stellantis em relan\u00e7ar o diesel se revelar\u00e1 pertinente ou se esta estrat\u00e9gia ir\u00e1 esbarrar na r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o do mercado europeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ser\u00e1 este o fim do sonho de um mercado autom\u00f3vel sem os \u201cfumarentos\u201d? 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