{"id":28087,"date":"2025-08-13T20:32:07","date_gmt":"2025-08-13T20:32:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/28087\/"},"modified":"2025-08-13T20:32:07","modified_gmt":"2025-08-13T20:32:07","slug":"alain-corbin-o-silencio-esta-esquecido-mas-e-nele-que-nos-conhecemos-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/28087\/","title":{"rendered":"Alain Corbin: \u201cO sil\u00eancio est\u00e1 esquecido\u201d, mas \u00e9 nele que nos conhecemos | Livros"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO sil\u00eancio est\u00e1 esquecido.\u201d As palavras em franc\u00eas chegam rarefeitas da casa do historiador Alain Corbin, com quem falamos por telefone a prop\u00f3sito do seu livro Hist\u00f3ria do Sil\u00eancio, agora publicado em Portugal. Reparemos nele ou n\u00e3o, conseguimos pensar em circunst\u00e2ncias em que o sil\u00eancio ainda ganha lugar: no quarto, \u00e0 noite, na natureza, em momentos de amor, medita\u00e7\u00e3o, de ensino ou f\u00e9, de doen\u00e7a ou morte. \u201cO sil\u00eancio \u00e9 a aus\u00eancia de ru\u00eddo, sim, mas \u00e9 muito mais do que isso. \u00c9 uma forma de o indiv\u00edduo se ouvir, de se reencontrar.\u201d<\/p>\n<p>Se o sil\u00eancio \u00e9 uma aus\u00eancia (ainda que repleta de significado), percebe-se que seja dif\u00edcil estudar um vazio. Como se escuta o sil\u00eancio? E mais: como se escuta o sil\u00eancio findo h\u00e1 s\u00e9culos? Neste livro, a resposta \u00e9 um retalho de cita\u00e7\u00f5es, reflex\u00f5es, peda\u00e7os de arte, poesia e literatura que nos falam sobre o sil\u00eancio \u2013 uma tentativa de evocar o sil\u00eancio passado, as suas texturas e a sua riqueza. O historiador assim quis fazer para que o leitor possa \u201cmergulhar\u201d nestas considera\u00e7\u00f5es e para que, \u201clendo-as, cada um ponha \u00e0 prova a sua pr\u00f3pria sensibilidade\u201d. \u201cA Hist\u00f3ria pretendeu demasiadas vezes explicar\u201d, escreve no livro.<\/p>\n<p>Alain Corbin j\u00e1 escreveu sobre os ventos, o som dos sinos das igrejas, a erva fresca, a sombra, o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/09\/06\/culturaipsilon\/entrevista\/alain-corbin-seculo-repouso-chegou-fim-2061992\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">descanso<\/a>; tamb\u00e9m estudou a paisagem, o desejo, a ignor\u00e2ncia. \u00c9 um historiador das representa\u00e7\u00f5es e das sensibilidades. Os seus livros \u201cdescentram o nosso olhar sobre o passado\u201d, l\u00ea-se na nota biogr\u00e1fica do autor.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Alain Corbin: um intelectual dedicado \u00e0 \u201chist\u00f3ria das sensibilidades\u201d&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>O sil\u00eancio \u00e9 a aus\u00eancia de ru\u00eddo, sim, mas \u00e9 muito mais do que isso. \u00c9 uma forma de o indiv\u00edduo se ouvir, de se reencontrar<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nAlain Corbin                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>O sil\u00eancio \u00e9 algo que existe, algo que se faz, algo em que se est\u00e1. \u201cA l\u00edngua da alma \u00e9 o sil\u00eancio\u201d, escreve Alain Corbin. O sil\u00eancio tem v\u00e1rias origens \u2013 e n\u00e3o pressup\u00f5e um vazio sepulcral. \u201cO deserto, o mar, a floresta eram os grandes templos do sil\u00eancio na literatura\u201d, diz-nos na entrevista. Em algumas culturas, o sil\u00eancio era composto pelos pequenos sons da natureza. \u201cO sil\u00eancio da noite, o som de um grilo, o som de uma r\u00e3.\u201d<\/p>\n<p>No prel\u00fadio desta viagem pelo mundo silencioso, Alain Corbin escreve que, \u201cno passado, os ocidentais desfrutavam a profundidade e o sabor do sil\u00eancio\u201d. Era sinal de recolhimento, de ora\u00e7\u00e3o, de admira\u00e7\u00e3o, de descanso, de medita\u00e7\u00e3o, devaneio ou cria\u00e7\u00e3o \u2013 era o \u201clugar \u00edntimo do qual a palavra emerge\u201d. \u201cActualmente, \u00e9 dif\u00edcil ficar em sil\u00eancio, o que nos impede de ouvir a palavra interior que acalma e alivia.\u201d<\/p>\n<p>Depois, o historiador franc\u00eas parte numa digress\u00e3o pelos mundos em que cabe o sil\u00eancio \u2013 e onde \u00e9 presen\u00e7a essencial. \u201cA arte, o amor, a natureza, a religi\u00e3o&#8230; tudo isto \u00e9 entrela\u00e7ado de sil\u00eancio\u201d, diz na conversa telef\u00f3nica com o \u00cdpsilon. \u201cA profundidade do amor \u00e9 olharmo-nos em sil\u00eancio.\u201d<\/p>\n<p>Pinturas e cinema mudo<\/p>\n<p>Alain Corbin acredita que \u00e9 \u00fatil olhar para a literatura e para a arte para ouvir o sil\u00eancio que j\u00e1 c\u00e1 n\u00e3o est\u00e1. Henry David Thoreau afirmava que \u201cs\u00f3 o sil\u00eancio \u00e9 digno de ser ouvido\u201d. Max Picard dizia que as coisas da natureza s\u00e3o como \u201creservat\u00f3rios cheios de sil\u00eancio\u201d. Nicolas Klotz garante que fazer sil\u00eancio \u201cn\u00e3o \u00e9 de modo algum a mesma coisa que calar-se\u201d.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                            &#13;<\/p>\n<p>Autor: Alain Corbin<br \/>&#13;<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de\u00a0Antonio\u00a0Sabler<br \/>&#13;<br \/>\nEditora: Quetzal Editores<br \/>&#13;<br \/>\n16,60\u20ac, 152 p\u00e1gs.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.fnac.pt\/Historia-do-Silencio-Alain-Corbin\/a13046462?origin=disp_publico_livros\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Comprar\u00a0na Fnac<\/a><\/p>\n<p>            &#13;<\/p>\n<p>O dramaturgo belga Maurice Maeterlinck acreditava que h\u00e1 indiv\u00edduos \u201cque n\u00e3o t\u00eam sil\u00eancio, e que matam o sil\u00eancio \u00e0 sua volta; e esses s\u00e3o os \u00fanicos seres que passam realmente despercebidos\u201d, j\u00e1 que \u201cn\u00f3s n\u00e3o podemos ter uma ideia exacta daquele que nunca se calou. Dir-se-ia que a sua alma n\u00e3o teve rosto\u201d. A palavra, por vezes, sufoca e suspende o pensamento, \u201cque s\u00f3 funciona no sil\u00eancio\u201d, escreve Corbin.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio \u00e9 sinal de respeito. Na corte de Biz\u00e2ncio, refere o livro, havia at\u00e9 o cargo de \u201csilenci\u00e1rio\u201d, uma pessoa respons\u00e1vel por zelar pelo sil\u00eancio e pela ordem. Na mitologia grega, Harp\u00f3crates \u00e9 o deus do sil\u00eancio e do segredo, representado com um dedo sobre a boca, um gesto que imp\u00f5e o sil\u00eancio. A imposi\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio diz respeito a lugares privilegiados: as igrejas, as escolas, universidades e liceus, o ex\u00e9rcito, o teatro e o cinema. Na igreja, o sil\u00eancio \u00e9 sinal de \u201cautodom\u00ednio, de capacidade de dominar os \u00edmpetos\u201d, escreve Corbin. \u201cA celebra\u00e7\u00e3o do culto \u00e9 ela mesma uma escola de sil\u00eancio.\u201d<\/p>\n<p>As refer\u00eancias tamb\u00e9m se estendem \u00e0 pintura e ao cinema. Damos alguns exemplos: olhando para o quadro A Ilha dos Mortos, de Arnold B\u00f6cklin (1878), Alain Corbin diz que \u201co sil\u00eancio \u00e9 sufocante, a pr\u00f3pria barca que conduz \u00e0 ilha \u00e9 sua prisioneira. O quadro pretende ser tanto um s\u00edmbolo do sil\u00eancio como da irrevog\u00e1vel morte\u201d. E no cinema mudo o sil\u00eancio \u201c\u00e9 uma mat\u00e9ria, um dado sens\u00edvel\u201d. Como os filmes mudos eram acompanhados por m\u00fasica e legendas, h\u00e1 quem defenda que os verdadeiros sil\u00eancios se ouvem nos filmes sonoros.<\/p>\n<p>Alain Corbin acredita que a nossa rela\u00e7\u00e3o com a arte mudou. \u201cO historiador Marc Fumaroli mostrou que, no s\u00e9culo XVII, quando \u00edamos ver pinturas, ficava-se em sil\u00eancio; hoje, se formos a uma exposi\u00e7\u00e3o, v\u00ea-se uma fila enorme e vamos ficar incomodados pelo barulho de todos os outros espectadores\u201d, diz por telefone. O sil\u00eancio tamb\u00e9m se vai adaptando ao longo do tempo e dos contextos. \u201cNa minha altura falava-se nos avi\u00f5es e nos comboios; hoje n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Foram v\u00e1rias as raz\u00f5es que levaram o historiador a debru\u00e7ar-se sobre o sil\u00eancio, e uma delas foi o impacto que sentiu na sua inf\u00e2ncia. \u201cEm crian\u00e7a, vivi os sil\u00eancios\u201d, conta. Vivia perto das igrejas, locais de f\u00e9, e o sil\u00eancio era uma regra. Nas escolas e na faculdade tamb\u00e9m. Quando tinha 14 anos, visitou a abadia de La Trappe de Soligny e sentiu um \u201csil\u00eancio hist\u00f3rico\u201d \u2014 e a obra do escritor Fran\u00e7ois-Ren\u00e9 de Chateaubriand passada nesse mesmo mosteiro, Vie de Ranc\u00e9, foi a porta de entrada para estudar o sil\u00eancio. Depois, come\u00e7ou a interessar-se pelas campanhas que existiram em tempos para regular e abolir o som dos sinos e o barulho dos c\u00e3es.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A Ilha dos Mortos&#13;<br \/>\nArnold B\u00f6cklin                    &#13;<\/p>\n<p>A obra Hist\u00f3ria do Sil\u00eancio foi lan\u00e7ada em 2016 em Fran\u00e7a, mas chega agora \u00e0s livrarias portuguesas, numa edi\u00e7\u00e3o da Quetzal com tradu\u00e7\u00e3o de Antonio Sabler. Na capa, invocando o sil\u00eancio e o repouso (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/09\/06\/culturaipsilon\/entrevista\/alain-corbin-seculo-repouso-chegou-fim-2061992\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">outro dos temas desenvolvidos pelo historiador<\/a>) est\u00e1 A Siesta de Van Gogh. Alain Corbin conta-nos que escreveu o livro \u00e0 m\u00e3o, e o manuscrito foi posteriormente digitado para computador por Sylvie le Dantec. Quando lhe perguntamos sobre a forma como o sil\u00eancio pode ter sido aniquilado pela correria dos dias e pelos tent\u00e1culos perniciosos das redes sociais, o historiador responde: \u201cN\u00e3o sei. Sou completamente desconectado, n\u00e3o estou metido no presente. Nem tenho computador.\u201d<\/p>\n<p>O autor franc\u00eas admite que o sil\u00eancio pode ter o poder de nos deixar inquietos (n\u00e3o mais que o barulho, ressalva), mas diz que \u00e9 historiador e n\u00e3o quer falar do presente. Ainda assim, reconhece que \u201co sil\u00eancio hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 muito praticado\u201d, mesmo as crian\u00e7as e os mais jovens \u201cn\u00e3o gostam do sil\u00eancio\u201d.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>E refere tamb\u00e9m que n\u00e3o ser\u00e1 tanto o alarido no espa\u00e7o urbano que nos impede de apreciar o sil\u00eancio no presente. \u201cO ru\u00eddo da cidade, que se tornou outro, n\u00e3o \u00e9 sem d\u00favida mais ensurdecedor que no s\u00e9culo XIX\u201d, afirma. \u201cO essencial da inova\u00e7\u00e3o reside na hipermediatiza\u00e7\u00e3o, na permanente conex\u00e3o e, por conseguinte, no incessante fluxo de palavras que se imp\u00f5e ao indiv\u00edduo e que o levam a recear o sil\u00eancio.\u201d<\/p>\n<p>O sil\u00eancio da reflex\u00e3o vem de dentro, mas o espa\u00e7o em nosso redor ajuda a dar-lhe forma. No livro, o historiador debru\u00e7a-se sobre o papel da casa e do quarto solit\u00e1rio, \u00e0 noite, como forma essencial de apreciar o sil\u00eancio \u2013 o primeiro cap\u00edtulo \u00e9 sobre estes lugares. Em Hist\u00f3ria do Sil\u00eancio, tamb\u00e9m encontramos o sil\u00eancio no deserto, na montanha, na ora\u00e7\u00e3o, na pintura, no amor, no \u00f3dio e na agonia. De resto, os sil\u00eancios podem ter muitos outros significados: podem ser t\u00e1cticos, de in\u00e9rcia, d\u00favida, ironia, reten\u00e7\u00e3o ou delicadeza.<\/p>\n<p>Numa outra dimens\u00e3o, Alain Corbin diz, na entrevista, que tamb\u00e9m \u201co animal \u00e9 sil\u00eancio\u201d \u2013 e talvez seja por isso que tanta gente goste dos seus animais de estima\u00e7\u00e3o. \u201cO gato em particular sabe habitar o sil\u00eancio que parece simbolizar\u201d, escreve no livro. Ao \u00cdpsilon, o historiador (que nasceu na Normandia em 1936) recorda um epis\u00f3dio de quando tinha 23 anos, na sua terra natal: \u201cUm dia, apoiei-me numa barreira enquanto esperava pelo autocarro e uma vaca chegou-se perto de mim e fic\u00e1mos a olhar um para o outro durante um quarto de hora\u201d, conta. \u201cE garanto-lhe que o sil\u00eancio da vaca, os olhos dela&#8230; deixaram-me bastante comovido.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, parece-lhe que estamos perante \u201co fim do sil\u00eancio\u201d \u2013 mas vai encontrando vislumbres de quem ainda o tenta viver. Como podemos resgatar o sil\u00eancio das sombras? Primeiro, h\u00e1 que dar por ele. Reconhecer a sua exist\u00eancia. Depois, h\u00e1 que evitar distrac\u00e7\u00f5es. Reaprender a estar em sil\u00eancio \u00e9 essencial para o ser humano. Alain Corbin resume: \u201cSe nos queremos encontrar a n\u00f3s pr\u00f3prios e aprender a ser n\u00f3s mesmos, o melhor \u00e9 ir para o quarto e ficar em sil\u00eancio.\u201d<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Le Silence, de Joseph Ducreux&#13;<br \/>\n                    &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO sil\u00eancio est\u00e1 esquecido.\u201d As palavras em franc\u00eas chegam rarefeitas da casa do historiador Alain Corbin, com quem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28088,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,315,1413,114,115,7968,736,1757,9500,294,5583,864,170,1009,32,33,3531],"class_list":{"0":"post-28087","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-cultura","10":"tag-cultura-ipsilon","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-entrevistas-e-questionarios","14":"tag-historia","15":"tag-ipsilon","16":"tag-ipsilon-papel","17":"tag-lazer","18":"tag-leituras","19":"tag-literatura","20":"tag-livros","21":"tag-natureza","22":"tag-portugal","23":"tag-pt","24":"tag-ruido"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28087"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28087\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}