{"id":283130,"date":"2026-02-25T09:54:17","date_gmt":"2026-02-25T09:54:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/283130\/"},"modified":"2026-02-25T09:54:17","modified_gmt":"2026-02-25T09:54:17","slug":"estudo-indica-que-cavalos-assobiam-ao-mesmo-tempo-que-cantam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/283130\/","title":{"rendered":"Estudo indica que cavalos assobiam ao mesmo tempo que &#8220;cantam&#8221;"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">Estas duas frequ\u00eancias s\u00e3o importantes para os cavalos, pois transmitem mensagens diferentes sobre as suas emo\u00e7\u00f5es, existindo agora provas convincentes de que s\u00e3o produzidas por mecanismos distintos, de acordo com a investigadora Elodie Briefer, da Universidade de Copenhaga.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread2\">Embora os cavalos domesticados convivam com os humanos h\u00e1 mais de quatro mil anos, a comunica\u00e7\u00e3o vocal destes equ\u00eddeos ainda \u00e9 pouco compreendida, e uma equipa decidiu investigar mais a fundo.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista &#8220;Current Biology&#8221; e citada na segunda-feira pela ag\u00eancia EFE, descobriu que o relincho representa um fen\u00f3meno vocal invulgar conhecido como bifona\u00e7\u00e3o, no qual uma vocaliza\u00e7\u00e3o tem dois componentes de frequ\u00eancia independentes: um grave e um agudo.<\/p>\n<p>Os mam\u00edferos maiores produzem geralmente sons mais graves, pois o tamanho da laringe costuma aumentar proporcionalmente ao tamanho do corpo. No entanto, existem exce\u00e7\u00f5es, e o relincho do cavalo \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">O estudo centrou-se na mec\u00e2nica do relincho do cavalo, uma vez que os equ\u00eddeos, como os burros e as zebras, parecem n\u00e3o possuir a componente aguda, sugerindo que<strong> os cavalos t\u00eam adapta\u00e7\u00f5es vocais \u00fanicas<\/strong>.<\/p>\n<p>A componente de baixa frequ\u00eancia \u00e9 produzida pela vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais, tal como quando um ser humano canta ou um gato mia, mas a origem da componente de alta frequ\u00eancia era um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para tentar identific\u00e1-la, os investigadores compilaram dados atrav\u00e9s de um estudo da anatomia vocal dos animais, dados cl\u00ednicos e an\u00e1lise ac\u00fastica, combinando abordagens da medicina veterin\u00e1ria e da f\u00edsica ac\u00fastica.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Esta componente de alta frequ\u00eancia \u00e9 gerada por um som de assobio lar\u00edngeo, semelhante em princ\u00edpio ao dos humanos, exceto que o fluxo de ar que cria o som tem origem na laringe do animal.<\/p>\n<p>Alguns pequenos roedores, como os ratos, produzem sibilos lar\u00edngeos, mas os cavalos s\u00e3o a primeira esp\u00e9cie de mam\u00edferos de grande porte descoberta com esta capacidade e os \u00fanicos animais conhecidos por o fazerem simultaneamente com a vibra\u00e7\u00e3o das cordas vocais.<\/p>\n<p>As novas descobertas ajudam a explicar como s\u00e3o produzidos os dois tons sobrepostos, ou bifona\u00e7\u00e3o, indica a equipa, e sugerem que esta caracter\u00edstica provavelmente evoluiu para transmitir m\u00faltiplas mensagens independentes ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Compreender como e por que raz\u00e3o a bifona\u00e7\u00e3o evoluiu \u00e9 um passo importante para elucidar as origens da surpreendente diversidade do comportamento vocal dos mam\u00edferos&#8221;, apontou David Reby, da Universidade de Lyon\/Saint-\u00c9tienne (Fran\u00e7a), um dos autores do artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estas duas frequ\u00eancias s\u00e3o importantes para os cavalos, pois transmitem mensagens diferentes sobre as suas emo\u00e7\u00f5es, existindo agora&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":283131,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1353,34505,109,107,108,1173,619,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-283130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-animais","tag-cavalos","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-investigacao","tag-nacional","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116130667898939219","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/283130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=283130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/283130\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/283131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=283130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=283130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=283130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}