{"id":283709,"date":"2026-02-25T17:52:11","date_gmt":"2026-02-25T17:52:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/283709\/"},"modified":"2026-02-25T17:52:11","modified_gmt":"2026-02-25T17:52:11","slug":"brisa-nao-vai-pedir-compensacao-ao-estado-por-derrocada-na-a1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/283709\/","title":{"rendered":"Brisa n\u00e3o vai pedir compensa\u00e7\u00e3o ao Estado por derrocada na A1"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;N\u00e3o iremos tomar a iniciativa de pedir compensa\u00e7\u00e3o ao Estado pela derrocada na A1. N\u00e3o queremos, nesta hora de calamidade e atendendo \u00e0 materialidade, penalizar os contribuintes portugueses&#8221;, disse Ant\u00f3nio Pires de Lima, presidente da Comiss\u00e3o Executiva do Grupo Brisa.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread2\">Ouvido esta manh\u00e3 na Comiss\u00e3o de Infraestruturas, Mobilidade e Habita\u00e7\u00e3o, depois de ter sido convocado de urg\u00eancia para esclarecimentos sobre o que se passou no quil\u00f3metro 191 da A1, desde as 17.36 horas do dia 11 de fevereiro, Pires de Lima referiu que desde logo foram tomadas as medidas para o &#8220;encerramento preventivo&#8221; naquele sublan\u00e7o.<\/p>\n<p>De acordo com Pires de Lima, a Brisa foi contactada, na altura, pela Autoridade Nacional de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil para proceder ao corte da A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte, em ambos os sentidos, tendo em conta que o dique do Mondego tinha sofrido uma rutura no &#8220;exato ponto&#8221; da infraestrutura.<\/p>\n<p>&#8220;De imediato, espolet\u00e1mos todas a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para promover o encerramento preventivo da A1, neste sublan\u00e7o, em articula\u00e7\u00e3o com a GNR, executado prontamente, da forma mais segura poss\u00edvel. \u00c0s 18:36, o tr\u00e1fego estava totalmente limpo no sublan\u00e7o Coimbra Norte-Coimbra Sul&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Segundo o respons\u00e1vel, na segunda-feira, doze dias depois do evento, foi poss\u00edvel &#8220;repor em seguran\u00e7a a circula\u00e7\u00e3o condicionada do tr\u00e1fego no sentido Sul-Norte&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje cumprem-se duas semanas do infeliz evento. Senhores deputados, estou em condi\u00e7\u00f5es de confirmar aquilo que s\u00f3 a Brisa pode assegurar: daremos a obra como finalizada amanh\u00e3, quinta-feira, dia 26 de fevereiro. Pediremos ent\u00e3o, ao IMT, que inicie o processo de verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de total seguran\u00e7a para a reabertura, nos dias seguintes, da total circula\u00e7\u00e3o na A1, sublan\u00e7o Coimbra Sul-Coimbra Norte&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Lembrando ainda que a Brisa &#8220;n\u00e3o gere diques, ou canais de rega, nem projetos de aproveitamento hidr\u00e1ulico&#8221; e que, embora &#8220;n\u00e3o se possa pronunciar sobre a ado\u00e7\u00e3o de medidas em infraestruturas que s\u00e3o externas \u00e0 sua concess\u00e3o, n\u00e3o pode tamb\u00e9m assumir responsabilidades que n\u00e3o s\u00e3o suas&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">As perdas para a Brisa com esta situa\u00e7\u00e3o &#8220;s\u00e3o superiores a 3 milh\u00f5es de euros&#8221;, referiu e, sendo certo que &#8220;a culpa n\u00e3o \u00e9&#8221; da empresa, o respons\u00e1vel adiantou: &#8220;n\u00e3o iremos tomar a iniciativa de pedir compensa\u00e7\u00e3o ao Estado pela derrocada na A1. N\u00e3o queremos, nesta hora de calamidade e atendendo \u00e0 materialidade, penalizar os contribuintes portugueses.<\/p>\n<p>&#8220;A Brisa tem como prop\u00f3sito transformar a qualidade de vida das comunidades que servimos, ligando as pessoas atrav\u00e9s de uma mobilidade simples, segura e sustent\u00e1vel. Este fim de semana h\u00e1 essa possibilidade e \u00e9 esse o nosso desejo, esse prop\u00f3sito volta a ser pleno na regi\u00e3o de Coimbra, com o restabelecimento da liga\u00e7\u00e3o entre o sul e o norte&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Pires de Lima explicou na sua interven\u00e7\u00e3o que, pelas 21:30 de 11 de fevereiro, e como resultado do ataque das \u00e1guas ao muro do aterro cont\u00edguo ao viaduto, a laje de transi\u00e7\u00e3o cedeu, levando ao abatimento da plataforma no sentido Norte-Sul, ao km 191.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">De acordo o respons\u00e1vel, a Brisa &#8220;n\u00e3o gere diques nem os mant\u00e9m e n\u00e3o detinha qualquer informa\u00e7\u00e3o que pudesse antecipar a sua rotura no exato ponto do nosso viaduto&#8221;, mas prontamente assumiu o compromisso de repor as condi\u00e7\u00f5es de operacionalidade no sublan\u00e7o.<\/p>\n<p>O prazo inicial estimado para a recupera\u00e7\u00e3o total das vias e da circula\u00e7\u00e3o era de cinco a seis semanas, explicou ainda o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pires de Lima referiu tamb\u00e9m que, 15 dias depois do abatimento da plataforma, &#8220;por fatores absolutamente externos \u00e0 Brisa&#8221;, abriu uma cratera de 20 metros de largura, 15 de comprimento e de oito metros de profundidade, mas a Brisa e os seus parceiros &#8220;reergueram a liga\u00e7\u00e3o entre Lisboa e Porto&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Pires de Lima sublinhou ainda na sua interven\u00e7\u00e3o que a Brisa gere infraestruturas rodovi\u00e1rias e gere o viaduto C, do Mondego, lembrando que, entre 2023 e 2024, foi alvo de obras de requalifica\u00e7\u00e3o e que &#8220;n\u00e3o sofreu qualquer dano estrutural&#8221; aquando da intemp\u00e9rie.<\/p>\n<p>Segundo o respons\u00e1vel, todos os dias estiveram no local &#8220;mais de 70 trabalhadores e t\u00e9cnicos&#8221;, al\u00e9m de mais de 50 meios &#8211; entre equipamento t\u00e9cnico e transporte -, e 35 cami\u00f5es percorreram mais de 80 mil quil\u00f3metros para transporte das rochas que compuseram o enrocamento.<\/p>\n<p>Em poucos dias, mais de 9 mil toneladas de material p\u00e9treo foram depositadas para impedir a eros\u00e3o do aterro e proteger a \u00e1rea afetada, precisou ainda o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto \u00e0 A1, levou \u00e0 eros\u00e3o do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quil\u00f3metro 191.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o iremos tomar a iniciativa de pedir compensa\u00e7\u00e3o ao Estado pela derrocada na A1. 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