{"id":285774,"date":"2026-02-27T11:34:13","date_gmt":"2026-02-27T11:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/285774\/"},"modified":"2026-02-27T11:34:13","modified_gmt":"2026-02-27T11:34:13","slug":"projecao-indica-alta-nos-casos-de-ela-neurologista-explica-gravidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/285774\/","title":{"rendered":"Proje\u00e7\u00e3o indica alta nos casos de ELA; neurologista explica gravidade"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas diagnosticadas com Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica (ELA) deve aumentar de forma expressiva nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Pesquisa amplamente citada, publicada na revista cient\u00edfica Nature Communications, aponta que os casos no mundo passar\u00e3o para 376.674 em 2040, o que representa crescimento de aproximadamente 69% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de 2015.<\/p>\n<p>A principal explica\u00e7\u00e3o para esse avan\u00e7o est\u00e1 no envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a doen\u00e7a \u00e9 mais prevalente entre pessoas com idade entre 55 e 75 anos.<\/p>\n<p>De acordo com a docente de Neurologia da Unifipa, Laura Alonso Matheus Montouro, \u00e9 fundamental ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a, especialmente diante do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e da possibilidade de novos tratamentos futuros.<\/p>\n<p>\u201cAs causas exatas ainda n\u00e3o s\u00e3o completamente conhecidas e apenas cerca de 10% dos casos t\u00eam origem gen\u00e9tica comprovada, embora o risco seja maior quando h\u00e1 hist\u00f3rico familiar. Em 2023, o \u00f3rg\u00e3o americano de sa\u00fade FDA aprovou a primeira terapia g\u00eanica para uma forma de ELA gen\u00e9tica associada ao gene SOD1 (20% de ELA gen\u00e9tica) chamado Tofersen. Sabe-se que quanto antes for iniciado esse tratamento melhor s\u00e3o os resultados. H\u00e1 uma express\u00e3o disseminada entre os neurologistas: Tempo \u00e9 neur\u00f4nio. Da\u00ed a import\u00e2ncia de conseguir um diagn\u00f3stico precoce\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ainda segundo a neurologista, os sintomas da Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica costumam aparecer de forma gradual e podem variar de pessoa para pessoa. \u201cOs primeiros sinais geralmente s\u00e3o fraqueza muscular, dificuldade para segurar objetos, trope\u00e7os frequentes ou altera\u00e7\u00e3o na fala. Tamb\u00e9m podem surgir problemas para engolir alimentos e at\u00e9 falta de ar, \u00e0 medida que a doen\u00e7a avan\u00e7a. Com o tempo, esses sintomas se intensificam porque a ELA compromete os neur\u00f4nios respons\u00e1veis pelos movimentos &#8211; chamados de neur\u00f4nio motor. Apesar das limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas progressivas, o racioc\u00ednio e os sentidos, na maioria dos casos, permanecem preservados.\u201d<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico, ela frisa que ainda se trata de um desafio, pois fraqueza muscular faz parte uma lista de doen\u00e7as. \u201cPrecisa de minuciosa avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica pelo m\u00e9dico e de certos exames complementares fundamentais: resson\u00e2ncias magn\u00e9ticas e a eletroneuromiografia. No Brasil, em m\u00e9dia, leva 13 meses para fechar o diagn\u00f3stico desta condi\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para a forma espor\u00e1dica da doen\u00e7a h\u00e1 dispon\u00edvel no SUS o Riluzol, comprimido di\u00e1rio para tentar retardar as complica\u00e7\u00f5es finais (ventila\u00e7\u00e3o invasiva e gastrostomia). A expectativa de vida dos pacientes ainda \u00e9 considerada limitada. Em m\u00e9dia, o \u00f3bito ocorre entre tr\u00eas e cinco anos depois da confirma\u00e7\u00e3o, embora cerca de 25% dos pacientes sobrevivam por mais de cinco anos.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O n\u00famero de pessoas diagnosticadas com Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica (ELA) deve aumentar de forma expressiva nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":285775,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[5628,5626,5627,1300,116,2513,13,5629,5625,32,33,117],"class_list":{"0":"post-285774","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-blog","9":"tag-catanduva","10":"tag-catanduva-e-regiao","11":"tag-cidade","12":"tag-health","13":"tag-jornal","14":"tag-noticias","15":"tag-novidades","16":"tag-o-regional","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116142385860816008","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=285774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285774\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/285775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=285774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=285774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=285774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}