{"id":287229,"date":"2026-02-28T15:54:16","date_gmt":"2026-02-28T15:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/287229\/"},"modified":"2026-02-28T15:54:16","modified_gmt":"2026-02-28T15:54:16","slug":"patti-smith-reve-dor-e-arte-em-seu-livro-mais-confessional-27-02-2026-ilustrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/287229\/","title":{"rendered":"Patti Smith rev\u00ea dor e arte em seu livro mais confessional &#8211; 27\/02\/2026 &#8211; Ilustrada"},"content":{"rendered":"<p>No come\u00e7o de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/04\/patti-smith-vai-publicar-seu-livro-de-memorias-mais-amplo-no-ano-que-vem.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">seu novo livro, &#8220;P\u00e3o dos Anjos&#8221;<\/a>, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/patti-smith\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Patti Smith <\/a>descreve a primeira sensa\u00e7\u00e3o de que tem mem\u00f3ria \u2014a do movimento. &#8220;Meu bra\u00e7o balan\u00e7ando para a frente e para tr\u00e1s, um pequeno esfor\u00e7o que resulta na queda do Pernalonga da minha cadeirinha alta&#8221;, narra. Ela, crian\u00e7a, observa o bicho de pel\u00facia \u00e0 sua frente. &#8220;Grande como a vida&#8221;, escreve, ele cai e desaparece &#8220;feito um navio viking despencando da borda do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 deste momento pueril que a escritora e figura fundamental da hist\u00f3ria da m\u00fasica parte para contar de forma mais ou menos cronol\u00f3gica quase 80 anos de uma vida extraordin\u00e1ria. Escrito ao longo de uma d\u00e9cada, o livro ser\u00e1 lan\u00e7ado no Brasil em mar\u00e7o pela <a href=\"https:\/\/estudio.folha.uol.com.br\/companhia-das-letras\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Companhia das Letras<\/a>.<\/p>\n<p>O trecho tamb\u00e9m d\u00e1 pistas para entender a obra de Smith, regida por um olhar afiado para o mundo ao redor e pela imagina\u00e7\u00e3o que aprendeu a manipular j\u00e1 nos primeiros anos de vida. &#8220;Minha fam\u00edlia passou por muitos problemas financeiros e doen\u00e7as, \u00e0s vezes n\u00e3o tinha comida o suficiente, mas nunca faltou amor e magia&#8221;, ela diz, em entrevista \u00e0 <b>Folha. <\/b>&#8220;Ent\u00e3o eu consigo rastrear tudo de volta \u00e0 minha inf\u00e2ncia: o amor pelos livros, o desejo de escrever e a transforma\u00e7\u00e3o do ordin\u00e1rio em beleza.&#8221;<\/p>\n<p>Essa beleza \u00e9 narrada em detalhes. Seguimos Patti pelos conjuntos habitacionais e quartos de pens\u00e3o da Filad\u00e9lfia e de Nova Jersey onde morou com seus pais, um oper\u00e1rio e uma gar\u00e7onete, e os tr\u00eas irm\u00e3os, todos mais novos. Conhecemos as imagens que a rodeavam \u2014um pomar de pessegueiros, um sof\u00e1 verde, os panos \u00famidos que estancavam suas febres constantes.<\/p>\n<p>Quando a realidade \u00e9 penosa ou insuficiente, ela cria aventuras no mar a bordo de um barco com os irm\u00e3os ou a uma conversa telep\u00e1tica com uma tartaruga na beira de um lago. Com o tempo, aprendeu a canalizar para a escrita esses devaneios quase meditativos. &#8220;Isso \u00e9 algo que eu consigo fazer. Me sentar em sil\u00eancio, ir para outro lugar e n\u00e3o voltar de m\u00e3os vazias&#8221;, escreve. Hoje, a artista diz ter de se esfor\u00e7ar para manter o m\u00e9todo num mundo que a perturba.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma habilidade que tenho a vida inteira, nunca vou abrir m\u00e3o dela&#8221;, conta. &#8220;Mas exige muito mais concentra\u00e7\u00e3o do que antes. E acho que isso acontece porque o mundo est\u00e1 avassalador, especialmente como americana. S\u00e3o tantas mudan\u00e7as terr\u00edveis no nosso pa\u00eds. \u00c9 dif\u00edcil deixar essas coisas de lado quando estou trabalhando&#8221;.<\/p>\n<p>Fincada na realidade ou no devaneio, a riqueza narrativa de &#8220;P\u00e3o dos Anjos&#8221; se estende a tudo, mas \u00e9 especialmente marcante nas suas descobertas est\u00e9ticas. Ela escreve sobre o choque de encontrar pilhas da revista &#8220;Vogue&#8221; no lixo, de entrar num sal\u00e3o de museu recheado de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/04\/veja-principais-obras-de-pablo-picasso-pintor-cubista-morto-ha-50-anos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">obras de Picasso<\/a>, de conhecer a poesia de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2017\/03\/1869558-patti-smith-compra-reconstrucao-de-casa-onde-rimbaud-viveu-no-seculo-19.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Arthur Rimbaud <\/a>e de ouvir a voz rouca de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2022\/05\/bob-dylan-ganha-museu-em-sua-homenagem-e-esnoba-abertura-com-patti-smith.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bob Dylan <\/a>pela primeira vez com o mesmo encantamento.<\/p>\n<p>Smith aplica em sua escrita a descoberta que fez ao ler &#8220;O Gigante Ego\u00edsta&#8221;, de Oscar Wilde, de que tudo \u00e9 um poema em potencial, do olhar de sua cachorra ao arranhar da caneta. &#8220;Minha regra sempre foi: se eu n\u00e3o consigo ver aquele momento como um filme na minha cabe\u00e7a, eu n\u00e3o vou escrever sobre ele&#8221;, diz. &#8220;Eu quero ser capaz de transmitir a sensa\u00e7\u00e3o de movimento, de que aquelas pessoas viveram e aquele tempo existiu&#8221;.<\/p>\n<p>Esse seu princ\u00edpio nasceu quando Smith mergulhou nas mem\u00f3rias da rela\u00e7\u00e3o com o fot\u00f3grafo <a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1725049739108431-veja-obras-de-robert-mapplethorpe-e-andy-warhol-que-retratam-o-nu-masculino\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Robert Mapplethorpe<\/a> para contar a hist\u00f3ria dos dois em<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/848949-leia-trecho-do-livro-so-garotos-de-patti-smith.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> &#8220;S\u00f3 Garotos&#8221;, de 2010, que se tornou o maior sucesso liter\u00e1rio da autora<\/a>. Smith j\u00e1 disse em entrevistas que queria escrever um livro de que Mapplethorpe, que n\u00e3o tinha o h\u00e1bito de ler, fosse gostar se estivesse vivo.<\/p>\n<p>A obra, assim como outras mem\u00f3rias que lan\u00e7ou, como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2016\/04\/1765048-patti-smith-faz-inventario-de-leituras-e-perdas-em-novo-livro.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Linha M&#8221;, de 2015,<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2019\/11\/em-livros-patti-smith-esmiuca-a-dor-sem-ceder-a-caminhos-faceis.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#8220;O Ano do Macaco&#8221;, de 2019,<\/a> faz recortes temporais que se encaixam no quebra-cabe\u00e7a que forma &#8220;P\u00e3o dos Anjos&#8221;. Est\u00e3o ali, por exemplo, uma <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nova-york\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nova York<\/a> que n\u00e3o existe mais e o ver\u00e3o do amor vivido ao lado de Mapplethorpe, quando moraram no Hotel Chelsea e circularam nos mesmos ambientes que gente como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/12\/como-janis-joplin-se-tornou-a-mulher-mais-importante-na-historia-do-rock.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Janis Joplin,<\/a> <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/04\/como-e-a-maior-exposicao-de-andy-warhol-ja-realizada-fora-dos-estados-unidos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Andy Warhol<\/a> e Jimi Hendrix.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 a primeira vez que Smith se dedica a sua vida inteira. Boa parte do livro trata de assuntos nunca ou raramente comentados pela artista, como a descoberta de que o pai n\u00e3o era seu pai biol\u00f3gico e o reencontro com uma crian\u00e7a que ela entregou para ado\u00e7\u00e3o quando jovem. Um de seus trunfos enquanto escritora \u00e9 justamente este contrassenso: para algu\u00e9m que escreve tanto e t\u00e3o detalhadamente sobre as pr\u00f3prias mem\u00f3rias, ela \u00e9 extremamente discreta na intimidade.<\/p>\n<p>O que antes eram vislumbres tamb\u00e9m ganha mais espa\u00e7o neste lan\u00e7amento \u2014e aqui os f\u00e3s da cantora ficar\u00e3o felizes. Ela conta sobre o momento de descoberta do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u65182.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">CBGB<\/a>, um pequeno clube em East Village que foi o primeiro palco de bandas lend\u00e1rias do punk. E trata tamb\u00e9m do per\u00edodo de cria\u00e7\u00e3o de seu \u00e1lbum de estreia, &#8220;Horses&#8221;, lan\u00e7ado em 1975 e considerado <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2016\/04\/1765047-show-de-patti-smith-em-1975-registra-entrada-na-cena-pre-punk.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">seminal na hist\u00f3ria do g\u00eanero<\/a>. Naquela p\u00e1ginas, vemos a transforma\u00e7\u00e3o de uma jovem poeta em uma l\u00edder.<\/p>\n<p>&#8220;A gente vivia numa atmosfera de discrimina\u00e7\u00e3o racial e sexual, de jovens \u00e0 deriva e rejeitados pela fam\u00edlia por serem gays, poetas ou algo diferente do que os pais esperavam que eles fossem. Eu s\u00f3 queria fazer um disco que falasse com eles, que lhes desse algum conforto&#8221;, explica <a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/serafina\/2014\/10\/1522986-analise-madrinha-do-punk-nao-se-encaixa-em-esteriotipos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Smith<\/a>. &#8220;Nunca pensei que, 50 anos depois, ainda seria algo relevante. Fico feliz que tenha sido&#8221;.<\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos tamb\u00e9m revelam muito do compromisso da cantora com a arte que conduziu e alterou sua carreira. Smith narra momentos em que n\u00e3o quis fazer playback num programa de TV e se recusou a alterar a letra de &#8220;Dancing Barefoot&#8221; para que ela tocasse nas r\u00e1dios.<\/p>\n<p>&#8220;Era mais importante para mim a manter intacta a integridade do trabalho do que ganhar muito dinheiro&#8221;, afirma. &#8220;Hoje uma estrela pop tamb\u00e9m pode ser brilhante, provocativa e revolucion\u00e1ria, como a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/11\/como-e-o-novo-disco-de-rosalia-que-diz-ser-deus-faz-louvor-e-vai-do-pop-a-opera.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Rosal\u00eda<\/a>. Eu nunca consegui ser muito boa nas duas coisas&#8221;.<\/p>\n<p>Depois de &#8220;Horses&#8221;, Smith escolhe o mais punk dos caminhos. Em 1979, sentindo-se deslocada no palco e certa de que j\u00e1 tinha cumprido a sua miss\u00e3o, faz um show para 80 mil pessoas na It\u00e1lia e desaparece dos holofotes por 16 anos para viver com o marido, o guitarrista Fred \u2018Sonic\u2019 Smith.<\/p>\n<p>Na parte mais vulner\u00e1vel do livro, a cantora abre a despretensiosa e at\u00e9 ent\u00e3o secreta vida que tiveram em Michigan, numa casa de pedra ao lado de um canal. A artista escreve sobre a compra de um barco que nunca navegou, os nascimentos dos filhos e um postal com a foto de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2023\/11\/ler-camus-e-desafiar-o-vazio-da-condicao-humana.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Albert Camus<\/a> que ficou tanto tempo na parede que uma das crian\u00e7as achou que fosse seu tio. &#8220;Nossa vida era obscura, talvez nada interessante para alguns, mas para n\u00f3s era uma vida completa&#8221;, escreve.<\/p>\n<p>Foi uma d\u00e9cada cr\u00edtica para Smith, que passou a se ver como escritora depois de anos como poeta e roqueira. Tamb\u00e9m foi quando come\u00e7ou a lidar com um amontoado de lutos \u2014Mapplethorpe e dezenas de amigos que se foram por complica\u00e7\u00f5es da Aids, e o irm\u00e3o e marido que morreram com um m\u00eas de diferen\u00e7a. No livro, a artista escreve longamente sobre esses processos.<\/p>\n<p>&#8220;Ao contr\u00e1rio da morte de Robert [Mapplethope], em que entrei em um estado quase febril de cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegui produzir nada depois da morte de Fred. Eu me sentia quase anestesiada. Parei de escrever, n\u00e3o me interessava em tocar. S\u00f3 cuidava das crian\u00e7as&#8221;, conta Smith. &#8220;Passei quase 30 anos sem escrever sobre ele, mas finalmente encontrei a voz, a motiva\u00e7\u00e3o e o espa\u00e7o emocional para isso.&#8221;<\/p>\n<p>O livro se expande em um testemunho das vidas de quem ela perdeu, e acompanha o momento em que Smith \u00e9 convocada a voltar \u00e0 ativa pelos amigos do movimento beat <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/mundo\/ft060418.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Allen Ginsberg <\/a>e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1994\/2\/05\/ilustrada\/1.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">William S. Burroughs<\/a>, que a ajudam a se reerguer. Em 1995 ela retorna aos palcos abrindo shows de um de seus primeiros \u00eddolos, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/bob-dylan\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bob Dylan <\/a>\u2014uma sequ\u00eancia de gestos de bondade que fazem parte do que ela chama de &#8220;p\u00e3o dos anjos&#8221;.<\/p>\n<p>Na parte final, Smith conclui que &#8220;um grande artista tamb\u00e9m \u00e9 um alquimista, movido pelo impulso de transfigurar a beleza e a brutalidade da exist\u00eancia&#8221;. Ent\u00e3o o que mais poderia temer algu\u00e9m como ela, que levou uma vida dedicada a essa transforma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muito tempo eu diria que meu medo \u00e9 o colapso da imagina\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o penso mais nisso. O que eu temo de verdade \u00e9 a gan\u00e2ncia e a falta de compaix\u00e3o dos nossos governos atuais. Me preocupo com o nosso meio ambiente e com a forma como estamos acabando com nossos recursos h\u00eddricos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Por outro lado, a artista diz se empolgar todos os dias por estar viva. &#8220;E com um novo livro, uma m\u00fasica nova ou todas as que eu j\u00e1 amo, como as de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2017\/06\/1895466-saxofonista-john-coltrane-e-homenageado-na-colecao-folha.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">John Coltrane <\/a>e Jimi Hendrix&#8221;, afirma. &#8220;Sabe quando voc\u00ea sai e de repente pensa \u2018nossa, tudo est\u00e1 lindo porque essa luz est\u00e1 perfeita\u2019? S\u00e3o tantas coisas \u2014como quando consigo escrever exatamente o que queria, um simples par\u00e1grafo. Outro dia uma amiga bordou muito mal minhas iniciais em dois len\u00e7os e isso me deixou t\u00e3o feliz&#8221;, ela lembra, rindo. &#8220;Ah, eu tamb\u00e9m gosto de rolinhos de canela e de caf\u00e9. Acho que \u00e9 muito f\u00e1cil me deixar feliz.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No come\u00e7o de seu novo livro, &#8220;P\u00e3o dos Anjos&#8221;, Patti Smith descreve a primeira sensa\u00e7\u00e3o de que tem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":287230,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[52062,52063,211,210,315,114,115,235,236,37647,864,150,1821,52061,32,33,10099,1645],"class_list":["post-287229","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-andy-warhol","tag-beatnik","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-cultura","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-estados-unidos","tag-folha","tag-jimi-hendrix","tag-literatura","tag-musica","tag-nova-york","tag-patti-smith","tag-portugal","tag-pt","tag-punk","tag-rock"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116149070367154120","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287229\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/287230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}