{"id":287795,"date":"2026-03-01T02:06:24","date_gmt":"2026-03-01T02:06:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/287795\/"},"modified":"2026-03-01T02:06:24","modified_gmt":"2026-03-01T02:06:24","slug":"exames-em-dia-revide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/287795\/","title":{"rendered":"Exames em dia &#8211; Revide"},"content":{"rendered":"<p>                      <img decoding=\"async\" class=\"article-thumb-image u-fullWidth u-vcenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/d7cc62b60ec6cda0ab2dda7dec4c2a21.jpg\" alt=\"Exames em dia\"\/><\/p>\n<p>                  O corpo muda e nem sempre avisa, por isso, os exames de rotina na faixa 60+ s\u00e3o t\u00e3o importantes<\/p>\n<p>                    <img decoding=\"async\" class=\"icon\" src=\"https:\/\/static.revide.com.br\/assets\/dist\/svg\/icon-user.svg\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p>                      <a href=\"https:\/\/www.revide.com.br\/noticias\/autor\/redacao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>                      Reda\u00e7\u00e3o  <\/p>\n<p>                      <\/a><\/p>\n<p>                    <img decoding=\"async\" class=\"icon\" src=\"https:\/\/static.revide.com.br\/assets\/dist\/svg\/icon-clock.svg\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p>                          28 Fev 2026 15:40  <\/p>\n<p>Para integrar o novo perfil de pessoas com mais de 60 anos de idade que seguem ativas \u2013 seja trabalhando, viajando, cuidando de netos ou iniciando projetos novos \u2013 n\u00e3o basta querer. \u00c9 preciso manter aten\u00e7\u00e3o redobrada \u00e0 sa\u00fade, j\u00e1 que, biologicamente, o corpo fica mais vulner\u00e1vel a doen\u00e7as que evoluem de forma discreta, especialmente as cardiovasculares, metab\u00f3licas, \u00f3sseas e oncol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Paulo Fernandes Formighieri, m\u00e9dico na Divis\u00e3o de Geriatria do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto da Universidade de S\u00e3o Paulo (HCRP-USP) e na Geriavida, diz que os cuidados com a sa\u00fade s\u00e3o fundamentais em todas as faixas de idade, mas que repercute de maneira especialmente relevante a partir dos 60 anos. \u201cAs avalia\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas neste segmento populacional precisam ser mais frequentes (no m\u00ednimo anuais) e mais abrangentes\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>O principal instrumento nessa fase, segundo o especialista, \u00e9 a Avalia\u00e7\u00e3o Geri\u00e1trica Ampla (AGA), uma an\u00e1lise cl\u00ednica detalhada, com question\u00e1rios espec\u00edficos que objetivam reconhecer as condi\u00e7\u00f5es gerais de sa\u00fade e antecedentes relevantes, identificar h\u00e1bitos de vida delet\u00e9rios, estimular h\u00e1bitos saud\u00e1veis para a longevidade e, finalmente, indicar exames de rastreio adequados.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u201cO envelhecimento biol\u00f3gico \u00e9 heterog\u00eaneo e individual\u201d, ressalta Paulo. Cada pessoa envelhece de forma \u00fanica, mas, de modo geral, alguns pontos merecem aten\u00e7\u00e3o sempre: a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de desempenho habitual em alguma fun\u00e7\u00e3o que interfira nas rotinas de vida (mem\u00f3ria, racioc\u00ednio, funcionamento intestinal ou urin\u00e1rio, incontin\u00eancia urin\u00e1ria e equil\u00edbrio); a condi\u00e7\u00e3o de toler\u00e2ncia f\u00edsica \u00e0s demandas do dia-a-dia (redu\u00e7\u00e3o da velocidade da marcha, perda de for\u00e7a nas m\u00e3os e nas pernas, fadiga ou sintomas card\u00edacos ou respirat\u00f3rios no esfor\u00e7o, medo ou instabilidade para realiza\u00e7\u00e3o das tarefas); mudan\u00e7as sensoriais (altera\u00e7\u00f5es na audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o, paladar);\u00a0 mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o (dificuldades para mastigar ou engolir, restri\u00e7\u00e3o de tipos ou consist\u00eancias de alimentos e altera\u00e7\u00e3o de peso); estado frequente de humor deprimido ou ansioso, sentimentos de ang\u00fastia e solid\u00e3o; preju\u00edzo no sono (sono n\u00e3o reparador e sonol\u00eancia diurna) e dores persistentes ou mudan\u00e7as corporais (tumora\u00e7\u00f5es, \u00e1reas de incha\u00e7o, inflama\u00e7\u00e3o, deformidades e tremores).<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Entre os h\u00e1bitos delet\u00e9rios est\u00e3o isolamento social, sedentarismo, tabagismo, consumo abusivo de \u00e1lcool ou drogas il\u00edcitas, abuso de telas e jogos, uso indiscriminado de medicamentos sem supervis\u00e3o adequada (sedativos, estimulantes, horm\u00f4nios, f\u00f3rmulas, vitaminas) e seguimento de orienta\u00e7\u00f5es de sa\u00fade de fontes pouco confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>O engenheiro Guilherme Jos\u00e9 Binelli, de 85 anos, encara exames com naturalidade. \u201cS\u00e3o desagrad\u00e1veis, mas necess\u00e1rios\u201d, afirma. Para ele, preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exagero, mas longevidade consciente. Durante toda sua vida adulta ele sempre fez check-up anual, com direito a exames de sangue, controle de glicemia, hemoglobina, colesterol e ultrassonografias. Em 2023, um exame de rotina detectou uma insufici\u00eancia hematol\u00f3gica. O diagn\u00f3stico mudou sua rotina. Foi preciso fazer transfus\u00f5es frequentes, ter um acompanhamento rigoroso e ajustar medicamentos. Hoje, gra\u00e7as ao tratamento, ele j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 quase dois anos sem precisar de transfus\u00e3o. \u201cSe eu n\u00e3o tivesse tomado as provid\u00eancias necess\u00e1rias, no tempo certo, provavelmente n\u00e3o estaria mais aqui\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n<strong>Parcim\u00f4nia<\/strong>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Por outro lado, Paulo Formighieri diz que \u00e9 preciso ter equil\u00edbrio com a solicita\u00e7\u00e3o indiscriminada de exames, al\u00e9m de evitar riscos inadequados, ansiedade desnecess\u00e1ria e custos elevados. Movimentos internacionais refor\u00e7am essa racionalidade e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia apoia. \u201cN\u00e3o se deve indicar rastreio, tratamento ou interven\u00e7\u00e3o invasiva sem considerar estado funcional, expectativa de vida e decis\u00e3o compartilhada com o paciente\u201d, explica. Tamb\u00e9m n\u00e3o se recomenda rastreio para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, mama ou colorretal para pessoas com expectativa de vida inferior a dez anos, tampouco a prescri\u00e7\u00e3o de polivitam\u00ednicos, reposi\u00e7\u00e3o vitam\u00ednica ou hormonal em idosos assintom\u00e1ticos.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAs recomenda\u00e7\u00f5es de exames s\u00e3o diferentes de acordo com faixas et\u00e1rias, sexo (por exemplo, Papanicolao e HPV s\u00e3o relacionados \u00e0 condi\u00e7\u00e3o feminina; PSA Total e toque prost\u00e1tico \u00e0 masculina), riscos pessoais, condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, hist\u00f3rico familiar. H\u00e1 poucas situa\u00e7\u00f5es que valem para todos, porque na maioria das indica\u00e7\u00f5es h\u00e1 necessidade de observar particularidades.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n<strong>O cora\u00e7\u00e3o ap\u00f3s os 60<\/strong>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>As doen\u00e7as cardiovasculares est\u00e3o entre as principais causas de interna\u00e7\u00e3o e mortalidade na faixa 60+, muitas vezes evoluindo de forma silenciosa. \u201cN\u00e3o podemos esperar os sintomas aparecerem. A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal aliada da longevidade\u201d, destaca a cardiologista Patr\u00edcia Maria Varotti Martin.<br \/>&#13;<br \/>\nEntre os cuidados indispens\u00e1veis nesta \u00e1rea est\u00e3o a aferi\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da press\u00e3o arterial (previne AVC e infarto) e exames laboratoriais como glicemia, hemoglobina glicada e colesterol, que ajudam a monitorar riscos metab\u00f3licos diretamente ligados \u00e0 sa\u00fade cardiovascular. A avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal e hep\u00e1tica tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia, especialmente para quem faz uso cont\u00ednuo de medicamentos.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>No campo espec\u00edfico do cora\u00e7\u00e3o, o eletrocardiograma e a avalia\u00e7\u00e3o cardiol\u00f3gica s\u00e3o exames estrat\u00e9gicos, sobretudo para quem pratica atividade f\u00edsica ou tem hist\u00f3rico familiar de doen\u00e7as card\u00edacas. \u201cMais do que procurar doen\u00e7as, esses exames nos permitem agir antes que elas se instalem ou avancem\u201d, refor\u00e7a a especialista.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Pelo menos 150 minutos semanais de exerc\u00edcio f\u00edsico, sempre respeitando limites individuais e com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, podem melhorar o condicionamento cardiovascular, controlar o peso, fortalecer m\u00fasculos e ossos e reduzir o risco de quedas, al\u00e9m de impactar o humor e a cogni\u00e7\u00e3o \u2013 dois pilares do envelhecimento saud\u00e1vel. O ideal \u00e9 combinar exerc\u00edcios aer\u00f3bicos, como caminhada, bicicleta ou nata\u00e7\u00e3o, com treino de for\u00e7a e atividades que trabalhem alongamento e equil\u00edbrio (como pilates ou yoga). \u201cAos 60 anos ou mais, o foco deve ser viver com autonomia, energia e bem-estar. Cuidar da sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 apenas acrescentar anos \u00e0 vida; \u00e9 acrescentar vida aos anos\u201d, ressalta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p><strong>Mais do que comer bem<\/strong>&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os 60 anos, a nutri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m assume papel decisivo na manuten\u00e7\u00e3o da autonomia, da for\u00e7a e da vitalidade. E n\u00e3o basta focar apenas na qualidade da dieta, explica a nutricionista Milene Ferronato. \u201c\u00c9 preciso avaliar se o organismo consegue digerir, absorver e metabolizar adequadamente os nutrientes\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Sintomas como estufamento, gases, azia, constipa\u00e7\u00e3o ou diarreia merecem investiga\u00e7\u00e3o, assim como cansa\u00e7o e fadiga frequentes, que podem sinalizar car\u00eancias ou altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>A rotina alimentar (qualidade, quantidade, frequ\u00eancia e diversidade) precisa ser analisada com cuidado. Neste caso, os exames laboratoriais complementam a avalia\u00e7\u00e3o nutricional, identificando defici\u00eancias e auxiliando na conduta terap\u00eautica. A suplementa\u00e7\u00e3o pode ajudar a prevenir quadros como a sarcopenia (perda de massa e for\u00e7a muscular), mas deve ser iniciada apenas ap\u00f3s exames bioqu\u00edmicos e com acompanhamento profissional.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>\u201cDepois dos 60, nutrir-se bem n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 escolher bons alimentos, mas garantir que o corpo esteja apto a utiliz\u00e1-los. A parceria entre m\u00e9dico e nutricionista \u00e9 fundamental para um acompanhamento seguro e individualizado\u201d, conclui a nutricionista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O corpo muda e nem sempre avisa, por isso, os exames de rotina na faixa 60+ s\u00e3o t\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":287796,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[22148,52121,10534,6134,116,3385,3044,11873,13,32,33,3551,3549,1292,3550,117],"class_list":["post-287795","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-22148","tag-ancienne","tag-anos","tag-exames","tag-health","tag-idosos","tag-medica","tag-medico","tag-noticias","tag-portugal","tag-pt","tag-regiao","tag-revide","tag-revista","tag-ribeirao-preto","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116151476782868760","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/287796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}