{"id":288546,"date":"2026-03-01T20:21:16","date_gmt":"2026-03-01T20:21:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/288546\/"},"modified":"2026-03-01T20:21:16","modified_gmt":"2026-03-01T20:21:16","slug":"edificios-em-curitiba-revelam-a-evolucao-da-arquitetura-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/288546\/","title":{"rendered":"Edif\u00edcios em Curitiba revelam a evolu\u00e7\u00e3o da arquitetura urbana"},"content":{"rendered":"<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A <strong>Catedral Bas\u00edlica de Curitiba<\/strong>, de 1893, ergue suas torres neog\u00f3ticas nas proximidades do <strong>Edif\u00edcio Garcez<\/strong>, arranha-c\u00e9u modernista de 1927. O <strong>Pal\u00e1cio Avenida<\/strong>, art d\u00e9co de 1929, localizado no cal\u00e7ad\u00e3o da Rua XV de Novembro, dialoga com o <strong>Teatro Gua\u00edra<\/strong>, em estilo brutalista dos anos 1970. Em uma dist\u00e2ncia de menos de um quil\u00f4metro, s\u00e9culos de arquitetura convivem no centro da capital paranaense.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os edif\u00edcios hist\u00f3ricos de Curitiba s\u00e3o um museu a c\u00e9u aberto que contam uma narrativa arquitet\u00f4nica escrita em tijolo, pedra e concreto. \u00cdcones urbanos atravessaram gera\u00e7\u00f5es e se tornaram refer\u00eancias visuais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/H7ozD2alPDA1a3twUX7jw7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Receba as principais not\u00edcias do Paran\u00e1 pelo WhatsApp<\/a><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Voc\u00ea pode ver a passagem do tempo pelos edif\u00edcios. A riqueza dos grandes centros urbanos est\u00e1 justamente nisso, <strong>a arquitetura d\u00e1 o per\u00edodo de cada fase da hist\u00f3ria da cidade<\/strong>&#8220;, explica o historiador e diretor de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, Marcelo Sutil.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1940 marca virada na paisagem urbana da capital<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A verticaliza\u00e7\u00e3o da capital do Paran\u00e1 teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1940 e grandes edifica\u00e7\u00f5es permanecem contando como era a vida e a vis\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es de outras \u00e9pocas. O arquiteto e urbanista F\u00e1bio Domingos Batista diz que as <strong>edifica\u00e7\u00f5es revelam a identidade da sociedade que as produziu<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Em Curitiba, a d\u00e9cada de 1940 marcou uma virada decisiva na forma\u00e7\u00e3o da paisagem urbana. A cidade iniciou um processo de moderniza\u00e7\u00e3o. A arquitetura passou a incorporar refer\u00eancias europeias. Foi uma fase mais cosmopolita. As edifica\u00e7\u00f5es dialogavam diretamente com correntes arquitet\u00f4nicas internacionais&#8221;, afirma Batista.<\/p>\n<p><img alt=\"Conhecido como \u201cbalan\u00e7a, mas n\u00e3o cai\u201d, o Edif\u00edcio Brasilino Moura ganhou o apelido pela inclina\u00e7\u00e3o das janelas e virou refer\u00eancia visual no centro de Curitiba.\" loading=\"lazy\" width=\"638\" height=\"359\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" style=\"color:transparent\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/andre-nacli-2022-2022-03-31-161857-1648754337.jpg.webp.webp\"\/>Conhecido como \u201cbalan\u00e7a, mas n\u00e3o cai\u201d, o Edif\u00edcio Brasilino Moura ganhou o apelido pela inclina\u00e7\u00e3o das janelas. (Foto: Andr\u00e9 Nacli\/Casa de Arquitetura de Curitiba)Edif\u00edcios em Curitiba revelam diferentes fases da modernidade urbana da capital<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O historiador Marcelo Sutil explica que entre os pr\u00e9dios com constru\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1940, os edif\u00edcios <strong>Brasilino Moura<\/strong> e <strong>Santa Rosa <\/strong>representam esse momento de transi\u00e7\u00e3o. Eles combinam a verticaliza\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da \u00e9poca com elementos mais simples e ainda com os da art d\u00e9co, o estilo internacional que teve auge nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930 e que foi s\u00edmbolo de luxo e modernidade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No Brasil, o estilo teve grande influ\u00eancia nos anos 1940, uma \u00e9poca que a capital paranaense buscava se alinhar aos grandes centros urbanos do mundo. &#8220;S\u00e3o edif\u00edcios referenciais para a paisagem de Curitiba das d\u00e9cadas de 1940 e 1950. \u00c9 o per\u00edodo em que <strong>a cidade buscava uma arquitetura mais limpa, mais despida de adere\u00e7os<\/strong>. \u00c9 a chegada de um pren\u00fancio do modernismo&#8221;, aponta Sutil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As duas edifica\u00e7\u00f5es escondem em suas fachadas camadas distintas da hist\u00f3ria urbana, revelando como Curitiba mudou, cresceu e reinterpretou, ao longo do tempo, sua rela\u00e7\u00e3o com modernidade, fun\u00e7\u00e3o e forma arquitet\u00f4nica.<\/p>\n<p>Pela inclina\u00e7\u00e3o das janelas, edif\u00edcio ficou conhecido como \u201cbalan\u00e7a, mas n\u00e3o cai\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Edif\u00edcio Brasilino Moura integra o processo inicial de verticaliza\u00e7\u00e3o de Curitiba. Constru\u00eddo no mesmo per\u00edodo que a Biblioteca P\u00fablica do Paran\u00e1, o pr\u00e9dio se tornou um marco residencial e visual da regi\u00e3o central. Obra da Construtora Gutierrez, Paula &amp; Munhoz, foi inaugurado em 1944, na esquina das ruas C\u00e2ndido Lopes e \u00c9bano Pereira.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para o arquiteto F\u00e1bio Domingos Batista, o Brasilino Moura simboliza inova\u00e7\u00e3o e modernidade na arquitetura de Curitiba. &#8220;A prefer\u00eancia dos construtores na \u00e9poca eram <strong>terrenos de esquina<\/strong>, pela facilidade de organiza\u00e7\u00e3o espacial da planta, por isso a fachada em duas ruas. O edif\u00edcio foi um dos primeiros a utilizar esquadrias de ferro, o vitral, s\u00edmbolo de modernidade do per\u00edodo&#8221;, explica o arquiteto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O historiador Marcelo Sutil evidencia que o edif\u00edcio chama aten\u00e7\u00e3o pela solu\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica adotada nas fachadas. \u201cEra uma <strong>\u00e9poca em que a arquitetura ainda podia brincar com a inclina\u00e7\u00e3o das janelas<\/strong>. Isso deu origem at\u00e9 ao apelido popular de &#8216;balan\u00e7a, mas n\u00e3o cai&#8217;\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Sutil destaca que, mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas, o Brasilino Moura segue como refer\u00eancia urbana. \u201c\u00c9 um grande edif\u00edcio residencial e, ainda hoje, um marco na paisagem. Quando se fala do Brasilino Moura, todo mundo sabe onde \u00e9. Ele funciona como ponto de refer\u00eancia daquele centro mais antigo da cidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para o historiador, o pr\u00e9dio tamb\u00e9m estabelece um di\u00e1logo arquitet\u00f4nico relevante com seu entorno. \u201cEle faz um <strong>contraponto muito interessante com a arquitetura da Biblioteca P\u00fablica<\/strong>, ali na esquina\u201d, observa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesse contexto, o Brasilino Moura assume valor patrimonial. \u201c\u00c9 um edif\u00edcio importante para preserva\u00e7\u00e3o dentro do contexto da Curitiba moderna dos anos 1950\u201d.<\/p>\n<p>Edif\u00edcio em Curitiba exibe o ic\u00f4nico &#8220;term\u00f4metro&#8221; de janelas<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Idealizado pelo engenheiro civil Rivad\u00e1via Fonseca de Macedo, o Edif\u00edcio Santa Rosa chamou aten\u00e7\u00e3o em sua inaugura\u00e7\u00e3o porque oferecia sistema de encanamento com \u00e1gua aquecida, banheiras em lou\u00e7a, espa\u00e7o para telefone e elevador. Conforto que colocou o pr\u00e9dio entre os endere\u00e7os mais cobi\u00e7ados do centro de Curitiba, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1940.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Localizado na regi\u00e3o da Pra\u00e7a Tiradentes, o Santa Rosa adota linhas mais retas e solu\u00e7\u00f5es formais t\u00edpicas do per\u00edodo. &#8220;Diferentemente de outros pr\u00e9dios da pra\u00e7a no per\u00edodo, quando se preferia constru\u00e7\u00f5es em esquinas, ele se posiciona no meio da quadra, refor\u00e7ando essa leitura urbana&#8221;, explica Sutil.<\/p>\n<p><img alt=\"O \u201cterm\u00f4metro\u201d de janelas do Edif\u00edcio Santa Rosa virou s\u00edmbolo da verticaliza\u00e7\u00e3o do centro de Curitiba.\" loading=\"lazy\" width=\"638\" height=\"359\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" style=\"color:transparent\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/edificio-santa-rosa-prac3a7a-tiradentes-8-d53a2890.jpg.webp.webp\"\/>O \u201cterm\u00f4metro\u201d de janelas do Edif\u00edcio Santa Rosa virou s\u00edmbolo da verticaliza\u00e7\u00e3o do centro de Curitiba. (Foto: Fernando Zequin\u00e3o\/Arquivo Gazeta do Povo)<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um dos elementos mais emblem\u00e1ticos do edif\u00edcio \u00e9 o conjunto de janelas que se tornou s\u00edmbolo do pr\u00e9dio. \u201c\u00c9 um marco na paisagem. \u00c0s vezes passa despercebido, mas \u00e9 muito importante. Aquele famoso &#8216;term\u00f4metro&#8217; de janelas \u00e9 bem caracter\u00edstico e ajuda a identificar o edif\u00edcio\u201d, aponta.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A lembran\u00e7a de term\u00f4metro se d\u00e1 pelo formato cil\u00edndrico das janelas e o acender e apagar das luzes, que d\u00e1 a impress\u00e3o de aumento ou queda de temperatura.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O arquiteto F\u00e1bio Batista ressalta que o Santa Rosa uniu inova\u00e7\u00e3o construtiva e refinamento est\u00e9tico no centro de Curitiba. &#8220;Seu revestimento \u00e9 em p\u00f3 de pedra, comum a esse estilo arquitet\u00f4nico na cidade naquela \u00e9poca, mas tamb\u00e9m um s\u00edmbolo de modernismo&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com oito pavimentos, o Santa Rosa era um dos pr\u00e9dios mais altos da capital paranaense quando foi inaugurado, em dezembro de 1940. &#8220;De acordo com relatos de sua fam\u00edlia, o engenheiro teria criado a janela tubular de vidro inspirado em um term\u00f4metro de merc\u00fario&#8221;, conta ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Catedral Bas\u00edlica de Curitiba, de 1893, ergue suas torres neog\u00f3ticas nas proximidades do Edif\u00edcio Garcez, arranha-c\u00e9u modernista&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":288547,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,3439,204,114,115,736,4127,32,33],"class_list":{"0":"post-288546","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-curitiba","15":"tag-design","16":"tag-entertainment","17":"tag-entretenimento","18":"tag-historia","19":"tag-parana","20":"tag-portugal","21":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116155782590550698","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=288546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288546\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/288547"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=288546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=288546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=288546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}