{"id":290792,"date":"2026-03-03T18:44:17","date_gmt":"2026-03-03T18:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290792\/"},"modified":"2026-03-03T18:44:17","modified_gmt":"2026-03-03T18:44:17","slug":"guerra-quando-o-petroleo-e-o-gas-sobem-e-outros-reagem-com-nuclear-portugal-tem-uma-arma-que-a-europa-inveja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290792\/","title":{"rendered":"Guerra: quando o petr\u00f3leo e o g\u00e1s sobem, e outros reagem com nuclear, Portugal tem uma arma que a Europa inveja"},"content":{"rendered":"<p>\t                ENSAIO || Todos sentiremos o impacto de mais uma guerra nos pre\u00e7os da energia. E o que far\u00e1 Washington com o seu quase-monop\u00f3lio de exporta\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural? Outros tentar\u00e3o responder com energia nuclear, mas em Portugal e Espanha, as tantas vezes criticadas energias renov\u00e1veis &#8211; solar, e\u00f3licas, barragens &#8211; oferecem-nos um amortecedor \u00fanico. E j\u00e1 agora, olhe para os seus pre\u00e7os na eletricidade: nas casas, pode fazer sentido ter provisoriamente um tarif\u00e1rio indexado ao valor hor\u00e1rio; e nas empresas, ter contratos directamente com produtores solares<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Quando o <a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2021\/03\/30\/business\/suez-container-ship-sizes-ever-given\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ever Given<\/a> bloqueou o Suez em 2021, o mundo aprendeu, \u00e0 for\u00e7a, como uma disrup\u00e7\u00e3o de dias pode inflacionar o frete global, e os pre\u00e7os, durante meses. Em 2024, os Houthis for\u00e7aram <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/videos\/ataques-dos-houthis-forcam-maiores-empresas-mundiais-de-transporte-maritimo-a-abandonar-o-mar-vermelho\/657e09a10cf25f99538ffc38\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">desvios de rotas<\/a> pelo Cabo da Boa Esperan\u00e7a, com frete a duplicar e acabando por alcan\u00e7ar aumentos de <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/conflito-no-mar-vermelho-encarece-frete-maritimo-em-121-veja-o-que-pode-ficar-mais-caro-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">mais de 300%<\/a>.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Hoje, 3 de mar\u00e7o de 2026, o Estreito de Ormuz est\u00e1 <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/irao\/guerra\/estreito-de-ormuz-esta-fechado-so-para-alguns-petroleiros-e-cargueiros-do-irao-continuam-a-circular-e-a-china-esfrega-as-maos\/20260303\/69a6d89cd34edcee7c616b0a\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">fechado<\/a>. Ap\u00f3s ataques conjuntos EUA-Israel ao Ir\u00e3o e retalia\u00e7\u00e3o iraniana de forma surpreendentemente dispersa (incluindo danos infligidos a pelo menos cinco petroleiros e amea\u00e7as do IRGC de &#8220;incendiar&#8221; qualquer navio que tente passar), o tr\u00e1fego parou quase por completo. Cerca de <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/estreito-de-ormuz\/golfo-de-oma\/o-que-e-o-estreito-de-ormuz-e-porque-e-tao-importante\/20260302\/69a5fb10d34e28842c8145fa\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">20% do petr\u00f3leo mundial<\/a> e volumes massivos de <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/videos\/gas-natural-e-a-maior-preocupacao-dos-economistas-baixas-reservas-europeias-fizeram-o-preco-aumentar-75\/69a6bae30cf27f6588a63319\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">g\u00e1s natural liquefeito<\/a> (GNL) est\u00e3o neste momento bloqueados sendo que o Catar anunciou mesmo a paragem de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s devido a ataques a refinarias. O <a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/market-data\/quotes\/futures\/UK\/BRENT%20CRUDE\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Brent<\/a> j\u00e1 sobe para 83 d\u00f3lares por barril, com previs\u00f5es de ultrapassar os 100 d\u00f3lares se a paralisia durar.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/60608d5a0cf26952d6bda509.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Mar\u00e7o de 2021: o Ever Given encalhado no Suez. Foto EPA\/SUEZ CANAL AUTHORITY <\/p>\n<p>O Estreito de Ormuz \u00e9 essencialmente utilizado para transporte de g\u00e1s e petr\u00f3leo dos imensos pa\u00edses produtores que circundam a zona. O impacto direto na cadeia de abastecimento de g\u00e1s ser\u00e1 inevitavelmente significativo, mas considerar que apenas os petroleiros ser\u00e3o afetados por uma guerra aberta que eclodiu por todo o M\u00e9dio Oriente \u00e9 estar a ser demasiado redutor. Esta dispers\u00e3o na zona de conflito ir\u00e1 impactar todos os produtos que transitem pela zona \u2014 e s\u00e3o muitos. EUA e Europa v\u00e3o ser impactados pelo aumento e escassez de alguns produtos e mat\u00e9rias-primas enquanto os ataques perdurarem e talvez at\u00e9 muito depois de os mesmos pararem. Numa economia globalizada, os bens t\u00eam de circular de forma r\u00e1pida, segura e eficaz. Caso contr\u00e1rio, tudo cai como um baralho de cartas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6851adb3d34ef72ee4474ce5.webp\" width=\"600\"\/><\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/aominuto\/652125bed34e65afa2f62245\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estado de guerra<\/a> gerado pelos m\u00faltiplos ataques do Ir\u00e3o, e o consequente impacto na seguran\u00e7a da zona, ir\u00e1 afetar muito mais do que o estreito de Ormuz \u2014 e o Ir\u00e3o est\u00e1 a tentar tirar partido disso mesmo. O Ir\u00e3o, na realidade, n\u00e3o precisa de fechar fisicamente o Estreito para o tornar intransit\u00e1vel. Basta a amea\u00e7a cred\u00edvel e ataques seletivos para globalizar o custo econ\u00f3mico de transporte e bens.<\/p>\n<p>Teer\u00e3o demonstrou repetidamente que domina a &#8220;arma da inseguran\u00e7a&#8221;. As bases americanas na regi\u00e3o &#8211; Bahrein, Catar, EAU &#8211; garantem proje\u00e7\u00e3o de poder dos EUA, mas convertem esses pa\u00edses em alvos potenciais e talvez preferenciais. Os EUA operam de forma descentralizada (&#8220;cloud warfare&#8221;), mas isso n\u00e3o os imuniza. Qualquer retalia\u00e7\u00e3o iraniana pode atingir ativos log\u00edsticos em solo aliado. Em bom rigor, atacar outros pa\u00edses \u00e9 mesmo a \u00fanica forma que o Ir\u00e3o tem de afectar os EUA.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 efetivamente muito complexa e, pela primeira vez, coloca imensos pa\u00edses em simult\u00e2neo na rota de guerra, e todos n\u00f3s iremos sentir os resultados da campanha. Podemos n\u00e3o defender o Ir\u00e3o, mas temos de entender que este seria o resultado previs\u00edvel. Os EUA e Israel sabiam disso mas ser\u00e1 que contavam com isto?<\/p>\n<p>Energia global <\/p>\n<p>O impacto na economia global vai muito al\u00e9m do petr\u00f3leo. O frete de superpetroleiros atingiu m\u00e1ximos hist\u00f3ricos, h\u00e1 seguros de guerra cancelados, navios encalhados. A Europa e os EUA podem n\u00e3o sentir escassez imediata de GNL, mat\u00e9rias-primas e mesmo componentes, mas o impacto n\u00e3o tardar\u00e1 muito. A economia globalizada cai como pe\u00e7as de domin\u00f3 quando a circula\u00e7\u00e3o segura falha &#8211; e a circula\u00e7\u00e3o da zona al\u00e9m de Ormuz j\u00e1 falhou.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Com a disrup\u00e7\u00e3o criada no M\u00e9dio Oriente, ser\u00e3o os europeus capazes de antecipar o que os Estados Unidos far\u00e3o com o poder de serem a \u00fanica real alternativa para o fornecimento de g\u00e1s e petr\u00f3leo, agora que a R\u00fassia est\u00e1 fora de jogo e os fornecedores do M\u00e9dio Oriente est\u00e3o lesionados? <\/strong>Bernardo Mota Veiga<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 certo que a guerra na Europa lhe trouxe resili\u00eancia na cadeia de abastecimento, mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que muita dessa resili\u00eancia adveio precisamente dos mesmos Estados Unidos que, em momentos chave, deram primazia a vontades unilaterais (tarifas, press\u00f5es na NATO, Gronel\u00e2ndia, Ucr\u00e2nia).<\/p>\n<p>A resili\u00eancia constru\u00edda em cima do pressuposto de um aliado incondicional acabou por assentar num aliado que neste momento \u00e9 imprevis\u00edvel. Com a disrup\u00e7\u00e3o criada no M\u00e9dio Oriente, ser\u00e3o os europeus capazes de antecipar o que os Estados Unidos far\u00e3o com o poder de serem a \u00fanica real alternativa para o fornecimento de g\u00e1s e petr\u00f3leo, agora que a R\u00fassia est\u00e1 fora de jogo e os fornecedores do M\u00e9dio Oriente est\u00e3o lesionados?<\/p>\n<p>Energia em Portugal <\/p>\n<p>A Europa construiu resili\u00eancia p\u00f3s-2022 com GNL americano, mas depende agora de um aliado que, em momentos chave surpreendeu. O que far\u00e1 Washington com o seu quase-monop\u00f3lio de exporta\u00e7\u00e3o de GNL? Em Portugal e Espanha, a singularidade ib\u00e9rica oferece um amortecedor \u00fanico aos impactos imediatos de mais uma guerra. O mercado MIBEL (OMIE) mostra hoje (dados de 3-4 mar\u00e7o 2026) pre\u00e7o m\u00e9dio ~56 \u20ac\/MWh, mas com m\u00ednimos diurnos de 5 \u20ac\/MWh (gra\u00e7as a solar abundante) e picos noturnos a 186,56 \u20ac\/MWh. O &#8220;daytime discount&#8221; criado pelas renov\u00e1veis mitiga o choque f\u00f3ssil: quanto mais consumo diurno (ind\u00fastria, carregamento de VE, bombas de calor), menor o impacto geopol\u00edtico.<\/p>\n<p>Vamos por partes.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os de energia s\u00e3o calculados com base no pre\u00e7o m\u00e9dio ao longo do dia porque, ao longo do dia, s\u00e3o diferentes as fontes que alimentam o sistema el\u00e9trico nacional. Atualmente, os pre\u00e7os diurnos s\u00e3o significativamente mais baixos do que os noturnos. Existem v\u00e1rias raz\u00f5es para isso: o perfil de consumo mas, sobretudo, a produ\u00e7\u00e3o de energia solar.<\/p>\n<p>Se durante o dia o mercado \u00e9 abastecido por energias renov\u00e1veis &#8211; muito solar e tamb\u00e9m vento, o aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e g\u00e1s ter\u00e1 um impacto muito reduzido neste per\u00edodo do ponto de vista de produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. O que isto quer dizer \u00e9 que, quando se diz que v\u00e3o aumentar os pre\u00e7os de energia, \u00e9 preciso dividir o dia em v\u00e1rios per\u00edodos para percebermos o real impacto. Durante a noite os pre\u00e7os ir\u00e3o efetivamente aumentar de forma significativa, mas durante o dia esse aumento ser\u00e1 baixo ou mesmo residual. Ou seja, quanto mais o consumo for empurrado para o per\u00edodo diurno, menos impacto ter\u00e3o as disrup\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas. O consumidor \u00e1gil pode tentar ajustar-se e proteger-se.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do consumo residencial &#8211; nas nossas casas &#8211; pode fazer sentido, provisoriamente, abra\u00e7armos um tarif\u00e1rio indexado ao valor hor\u00e1rio e tentarmos empurrar o nosso consumo para as horas de sol. Pagamos o valor que custa a energia durante o dia, que \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do valor praticado durante a noite. J\u00e1 do ponto de vista empresarial, pode fazer muito sentido fazer contratos de fornecimento directamente com produtores solares para garantir disponibilidade solar e assim estabilizar os pre\u00e7os de pelo menos uma parte significativa do consumo.<\/p>\n<p>Estimo que os pre\u00e7os do chamado baseload &#8211; a m\u00e9dia di\u00e1ria &#8211; v\u00e3o aumentar bastante enquanto a guerra perdurar e, mesmo depois de terminar, enquanto se mantiverem as habituais disrup\u00e7\u00f5es log\u00edsticas que podem levar meses a estabilizar. Mas este baseload \u00e9 o pre\u00e7o contabilizado nas 24 horas do dia, e olhar apenas para o baseload \u00e9 demasiado simplista. O que acho que vai acontecer \u00e9 que a diferen\u00e7a entre dia e noite \u2014 o gap \u2014 vai ser ainda maior do que o que verificamos hoje, pelo que h\u00e1 que olhar cada vez mais para os pre\u00e7os hora a hora e n\u00e3o para os pre\u00e7os m\u00e9dios. Pode ver <a href=\"https:\/\/www.omie.es\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">aqui<\/a> o pre\u00e7o durante o dia.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"373\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/69a70b03d34edcee7c616e30.webp\" width=\"539\"\/> <\/p>\n<p>   Imagem retirada do site do\u00a0OMIE, operador de mercado el\u00e9trico designado\u00a0\u00a0para a gest\u00e3o do mercado di\u00e1rio e intradi\u00e1rio de eletricidade na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, a meio da tarde de 3 de mar\u00e7o de 2026 <\/p>\n<p>Portugal tem, portanto, uma capacidade de resposta e de prote\u00e7\u00e3o que outros pa\u00edses europeus n\u00e3o t\u00eam. Outros tentar\u00e3o responder com energia nuclear, mas facto \u00e9 que em tempos de guerra o combust\u00edvel nuclear tende tamb\u00e9m a aumentar significativamente pela via do uso militar.<\/p>\n<p>Muito al\u00e9m do petr\u00f3leo <\/p>\n<p>Esta crise n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre petr\u00f3leo. \u00c9 sobre a globaliza\u00e7\u00e3o da guerra econ\u00f3mica via inseguran\u00e7a log\u00edstica impulsionada por guerras regionais. O Ir\u00e3o ou qualquer outro, com proxies e capacidade assim\u00e9trica, pode escalar custos sem disparar m\u00edsseis em massa. Esperemos que a diplomacia prevale\u00e7a antes de mais pontos de chacina porque, no final, para al\u00e9m de pol\u00edticos e mercados, h\u00e1 pessoas que s\u00f3 querem viver as suas vidas sem o peso constante de disfun\u00e7\u00f5es que ningu\u00e9m pediu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ENSAIO || Todos sentiremos o impacto de mais uma guerra nos pre\u00e7os da energia. 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