{"id":290808,"date":"2026-03-03T18:57:10","date_gmt":"2026-03-03T18:57:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290808\/"},"modified":"2026-03-03T18:57:10","modified_gmt":"2026-03-03T18:57:10","slug":"exportacao-de-drones-para-a-ucrania-ja-vale-mais-do-que-todas-as-vendas-para-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290808\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00e3o de drones para a Ucr\u00e2nia j\u00e1 vale mais do que todas as vendas para a R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p>        Poucos pa\u00edses galgaram o ranking das exporta\u00e7\u00f5es nacionais desde o pr\u00e9-pandemia como a Ucr\u00e2nia, que passou da 75.\u00aa posi\u00e7\u00e3o em 2019 para a 36.\u00aa em 2025 e os drones deram um forte contributo. Este artigo integra a rubrica Vis\u00e3o Perif\u00e9rica.    <\/p>\n<p>Quatro anos de guerra. E sem perspectiva de que termine t\u00e3o cedo. A Ucr\u00e2nia resiste como pode, com esfor\u00e7o pr\u00f3prio, ajuda internacional, mas tamb\u00e9m comprando material militar ou de duplo uso a outros pa\u00edses. \u00c9 o caso de Portugal, que tem intensificado a venda de drones para aquele pa\u00eds a cada ano desde o in\u00edcio da guerra. N\u00e3o ficar\u00e1 por aqui, considerando que os dois pa\u00edses t\u00eam rela\u00e7\u00f5es cada vez mais estreitas, tendo assinado em dezembro um acordo para produzir em conjunto drones subaqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A venda destes equipamentos para a Ucr\u00e2nia come\u00e7ou com quatro milh\u00f5es de euros logo em 2022, passou para 23 milh\u00f5es em 2023 e deu um novo salto para 33 milh\u00f5es em 2024, com a Tekever a assumir-se como o maior exportador para aquele pa\u00eds. Em 2025, por\u00e9m, as vendas destes aparelhos dispararam, alcan\u00e7ando os 87,3 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o r\u00e1pida que a venda de drones para a Ucr\u00e2nia, sozinha, j\u00e1 rende mais a Portugal do que todas as vendas para a R\u00fassia, que tem perdido import\u00e2ncia de forma cont\u00ednua: caiu um total de 16 posi\u00e7\u00f5es no ranking das exporta\u00e7\u00f5es de bens portuguesas desde 2019, de 34.\u00ba para 50.\u00ba. Entre os 100 destinos mais importantes, apenas Cuba (20 posi\u00e7\u00f5es) e S\u00edria (19 posi\u00e7\u00f5es) tiveram quedas maiores.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixa de ser digno de nota, ainda assim, que \u2014 mesmo com todas as proibi\u00e7\u00f5es europeias em v\u00e1rios bens \u2014 a R\u00fassia se mantenha no top 50 das exporta\u00e7\u00f5es nacionais, com 83,1 milh\u00f5es de euros. A queda de 18% no ano passado fez com que este destino descesse apenas quatro lugares no ranking dos maiores clientes de Portugal. A 50.\u00aa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma que ocupara em 2022 e 2023.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Ucr\u00e2nia, considerando o total de compras feitas a empresas portuguesas, deu um salto adicional de 110%, com a ajuda dos drones. Antes da guerra, as exporta\u00e7\u00f5es para a Ucr\u00e2nia neste s\u00e9culo eram, por regra, de cinco a 10 vezes inferiores \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es para a R\u00fassia. Em 2023 e 2024, por\u00e9m, j\u00e1 representavam cerca de 90% e em 2025 houve mesmo uma ultrapassagem, valendo agora mais do dobro.<\/p>\n<p>Poucos pa\u00edses galgaram o ranking das exporta\u00e7\u00f5es nacionais desde o pr\u00e9-pandemia como a Ucr\u00e2nia, que passou da 75.\u00aa posi\u00e7\u00e3o em 2019 para a 36.\u00aa, uma escalada de 39 posi\u00e7\u00f5es em apenas sete anos. Entre os pa\u00edses que hoje est\u00e3o no top 100, melhor s\u00f3 as 52 posi\u00e7\u00f5es do Uzbequist\u00e3o \u2014 mas com uma escala bem diferente, tendo em conta que Portugal exportou 13,5 milh\u00f5es em 2025 (contra os 191,3 milh\u00f5es para a Ucr\u00e2nia).<\/p>\n<p>Entre o top 100 das exporta\u00e7\u00f5es nacionais, a Ucr\u00e2nia \u00e9 um dos poucos destinos que, em simult\u00e2neo, cresceu a dois ou tr\u00eas d\u00edgitos (neste caso, 110% num ano), subiu v\u00e1rios lugares no ranking dos clientes de Portugal e atingiu o valor m\u00e1ximo nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 agora, a respeitar todos estes crit\u00e9rios, destaque ainda para a Isl\u00e2ndia, o \u00fanico pa\u00eds do mundo que subiu todos os anos no ranking das exporta\u00e7\u00f5es portuguesas desde 2019, no pr\u00e9-pandemia. No ano passado foram 22 degraus para o 86.\u00ba lugar, embora isso signifique um acr\u00e9scimo de apenas 17,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Fortes quedas nas importa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, nas importa\u00e7\u00f5es, houve uma queda abrupta na rela\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia face a 2021 (redu\u00e7\u00e3o de 85%). Todos os anos desce mais um pouco desde que come\u00e7ou a guerra, e no ano passado reduziu em 22%. Sobram praticamente o g\u00e1s e o bacalhau.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, por seu lado, o n\u00edvel de importa\u00e7\u00f5es em 2024 era at\u00e9 ligeiramente superior ao de 2021 (depois de ter atingido o melhor registo em 2023). E, nesses dois anos, pela primeira vez em mais de duas d\u00e9cadas, as importa\u00e7\u00f5es da Ucr\u00e2nia superaram as da R\u00fassia. No entanto, em 2025, as empresas portuguesas reduziram as compras e a queda foi violenta, de 63%, para 112 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Poucos pa\u00edses galgaram o ranking das exporta\u00e7\u00f5es nacionais desde o pr\u00e9-pandemia como a Ucr\u00e2nia, que passou da 75.\u00aa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":290809,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,2888,837,8376,15,16,14,8282,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,839,7623,17,18,840,29,30,31,25174,63,64,65],"class_list":["post-290808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-comercio-internacional","tag-drones","tag-exportacoes","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-islandia","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-russia","tag-tekever","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-uzbequistao","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=290808"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290808\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/290809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=290808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=290808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=290808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}