{"id":290827,"date":"2026-03-03T19:12:12","date_gmt":"2026-03-03T19:12:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290827\/"},"modified":"2026-03-03T19:12:12","modified_gmt":"2026-03-03T19:12:12","slug":"o-que-colocou-a-base-das-lajes-no-centro-das-atencoes-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/290827\/","title":{"rendered":"O que colocou a Base das Lajes no centro das aten\u00e7\u00f5es? \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Base das Lajes, nos A\u00e7ores, est\u00e1 no centro das aten\u00e7\u00f5es devido ao ataque conjunto dos EUA e Israel ao Ir\u00e3o. A intensifica\u00e7\u00e3o do movimento na base chamou a aten\u00e7\u00e3o e multiplicaram-se as d\u00favidas sobre se o Governo portugu\u00eas teria ou n\u00e3o dado autoriza\u00e7\u00e3o aos EUA para usarem o local como base para avi\u00f5es destinados ao ataque. Paulo Rangel, ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, faz uma distin\u00e7\u00e3o sobre os dias antes e depois do ataque e assegura que \u201cn\u00e3o houve nenhum envolvimento a partir da Base das Lajes no espoletar deste conflito\u201d. Os partidos de esquerda querem ouvir justifica\u00e7\u00f5es e o PS chamou Rangel ao Parlamento.<\/p>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/02\/28\/trump-ameacou-e-cumpriu-comecou-a-guerra-com-o-irao-e-ja-morreram-mais-de-50-pessoas-retaliacao-teve-como-alvo-varios-paises\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">EUA e Israel, numa opera\u00e7\u00e3o conjunta<\/a>, nas primeiras horas de s\u00e1bado, lan\u00e7aram um ataque ao Ir\u00e3o que Donald Trump descreveu como uma \u201copera\u00e7\u00e3o em massa e cont\u00ednua para impedir que uma ditadura muito perversa e radical ameace a Am\u00e9rica\u201d.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o resultou na morte do ayatollah Ali Khamenei, L\u00edder Supremo do Ir\u00e3o. Nos dias seguintes, <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/02\/base-das-lajes-regista-movimento-intenso-de-avioes-norte-americanos-desde-ataque-ao-irao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o movimento na Base das Lajes, nos A\u00e7ores, <strong>intensificou-se<\/strong><\/a>, com a passagem de ca\u00e7as F-16 e cargueiros militares. E, no domingo, dia seguinte ao ataque, treze avi\u00f5es reabastecedores descolaram da base.<\/p>\n<p>As d\u00favidas sobre o enquadramento das recentes movimenta\u00e7\u00f5es de for\u00e7as norte-americanas nas Lajes multiplicaram-se, ao serem levantadas quest\u00f5es sobre se houve ou n\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o do Governo para que os avi\u00f5es dos EUA (que teriam como destino o Ir\u00e3o) passassem e reabastecessem nos A\u00e7ores e, mais do que isso, se essas aeronaves passaram antes ou depois de uma resposta do Ir\u00e3o \u00e0 ofensiva.<\/p>\n<p>O <strong>acordo de coopera\u00e7\u00e3o e defesa<\/strong> entre Portugal e os EUA sobre a Base das Lajes foi assinado pela primeira vez em 1951 e foi revisto e atualizado em 1995, sendo essa a <a href=\"https:\/\/dcjri.ministeriopublico.pt\/\/sites\/default\/files\/documentos\/instrumentos\/rar38-1995.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vers\u00e3o<\/a> que est\u00e1 em vigor. Para o assunto em causa h\u00e1 dois pontos fundamentais a ter em conta, quando \u00e9 preciso apenas um aviso e quando h\u00e1 a necessidade de uma autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entendimento ficou expl\u00edcito que os EUA precisam de informar Portugal quando est\u00e1 em causa a \u201ccondu\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es militares resultantes da aplica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte\u201d (leia-se a\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da NATO) ou de decis\u00f5es tomadas no quadro da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte, sendo que nesses casos <strong>n\u00e3o est\u00e1 prevista<\/strong> \u201cobje\u00e7\u00e3o de Portugal\u201d.<\/p>\n<p>Nestes termos est\u00e3o tamb\u00e9m inclu\u00eddas \u201copera\u00e7\u00f5es militares de outras organiza\u00e7\u00f5es internacionais de que <strong>ambas as partes<\/strong> sejam membros\u201d e desde que tais decis\u00f5es tenham sido apoiadas por Portugal.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 um artigo onde ficou expl\u00edcito que \u00e9 precisa <strong>autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via<\/strong> \u2014 e que deve ser o caso desta situa\u00e7\u00e3o. \u201cQualquer utiliza\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica das instala\u00e7\u00f5es referidas (\u2026) que n\u00e3o decorra ou integre as situa\u00e7\u00f5es previstas nos n\u00fameros anteriores do presente artigo dever\u00e1 ser objeto de <strong>autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, no caso do ataque ao Ir\u00e3o <strong>n\u00e3o se trata<\/strong> de uma opera\u00e7\u00e3o da NATO ou sequer com autoriza\u00e7\u00e3o da NATO, pelo que o entendimento \u00e9 que os EUA teriam de pedir autoriza\u00e7\u00e3o e Portugal autorizar.<\/p>\n<p>O ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Paulo Rangel, tem assegurado, em v\u00e1rias entrevistas nos \u00faltimos dias, que Portugal concedeu uma \u201c<strong>autoriza\u00e7\u00e3o condicional<\/strong>\u201d para a utiliza\u00e7\u00e3o da Base das Lajes por parte dos EUA e que \u201cn\u00e3o houve nenhum meio que, a partir dos A\u00e7ores, fosse utilizado em qualquer <strong>ataque<\/strong> at\u00e9 ent\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Essa autoriza\u00e7\u00e3o, tem justificado Paulo Rangel, foi dada apenas depois de os norte-americanos terem informado que tinham realizado uma <strong>interven\u00e7\u00e3o militar<\/strong> no M\u00e9dio Oriente e depois da resposta do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>O governante real\u00e7ou que a autoriza\u00e7\u00e3o \u201cfoi dada no <strong>s\u00e1bado<\/strong>\u201d e \u00e9 assente em \u201c<strong>tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es<\/strong> fundamentais\u201d: que seja uma \u201cresposta e, portanto, uma retalia\u00e7\u00e3o, [numa] l\u00f3gica defensiva\u201d; que obede\u00e7a ao princ\u00edpio da necessidade e da proporcionalidade; e que apenas vise <strong>alvos de natureza militar<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cIsto s\u00f3 tinha de ser feito quando f\u00f4ssemos notificados de que haveria uma opera\u00e7\u00e3o, uma interven\u00e7\u00e3o militar\u201d, entende Rangel, que havia explicado que at\u00e9 sexta-feira todas as autoriza\u00e7\u00f5es dadas foram ao \u201cabrigo do regime geral\u201d. H\u00e1 mais de 50 pa\u00edses que t\u00eam uma autoriza\u00e7\u00e3o anual permanente, que \u00e9 o caso dos EUA \u2014 aquilo a que Paulo Rangel chamou de \u201c<strong>autoriza\u00e7\u00f5es t\u00e1citas<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Nesses casos espec\u00edficos, h\u00e1 \u201c24 horas para analisar o pedido, que diz para onde [a aeronave] vai, de onde vem, se transporta ou n\u00e3o material militar\u201d. Quando est\u00e1 em causa o \u00faltimo exemplo, com a presen\u00e7a de material \u201cperigoso\u201d, pode haver um \u201cprazo um bocadinho maior\u201d para responder.<\/p>\n<p>\u201cComo n\u00e3o havia nenhum pedido relativo a qualquer<strong> interven\u00e7\u00e3o militar<\/strong>, foi ao abrigo dessas autoriza\u00e7\u00f5es t\u00e1citas [que se deram as aterragens]. N\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado com o acordo, foi fora dele que isso foi feito\u201d, argumentou Paulo Rangel, frisando que \u00e9 assim que \u201ctodos os governos portugueses\u201d t\u00eam feito.<\/p>\n<p>A partir de s\u00e1bado <strong>a situa\u00e7\u00e3o<\/strong> muda porque h\u00e1 uma opera\u00e7\u00e3o militar em curso. Portugal recebe uma \u201ccomunica\u00e7\u00e3o dos EUA a dizer que tinha feito uma interven\u00e7\u00e3o militar\u201d e, segundo Rangel, entra-se no \u201cregime integral do acordo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortugal n\u00e3o esteve, nem estar\u00e1, <strong>envolvido<\/strong>\u201d, assegura o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, sublinhando que \u201cn\u00e3o houve nenhum envolvimento a partir da Base das Lajes no espoletar deste conflito\u201d.<\/p>\n<p>Numa entrevista ao Expresso tinha dito o mesmo de outra forma: \u201cN\u00e3o houve nenhum meio que, a partir dos A\u00e7ores, fosse utilizado em qualquer ataque at\u00e9 ent\u00e3o\u201d. O momento aqui \u00e9 chave da interpreta\u00e7\u00e3o do Governo: o ataque s\u00f3 aconteceu no s\u00e1bado e, como tal, quando se deu a autoriza\u00e7\u00e3o do Executivo portugu\u00eas estava em curso uma opera\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Uf4Eg2c3TE\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/explicador\/rangel-preferiamos-que-as-negociacoes-tivessem-continuado\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Paulo Rangel: Ataque ao Ir\u00e3o? \u201cPrefer\u00edamos que as negocia\u00e7\u00f5es tivessem continuado\u201d<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos dias tem havido d\u00favidas sobre se Portugal cumpriu o acordo, com diferentes vis\u00f5es sobre a interpreta\u00e7\u00e3o do mesmo, principalmente antes dos recentes esclarecimentos de Paulo Rangel. Ao Observador, Miguel Monjardino, especialista em pol\u00edtica internacional, explica que era relevante saber o que foi comunicado pelos EUA e a resposta que Portugal deu.<\/p>\n<p>\u201cO ministro [dos Neg\u00f3cios Estrangeiros] parece-me fazer uma <strong>interpreta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong> do que est\u00e1 a acontecer e faz uma determinada interpreta\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 o interesse nacional neste momento. Aponta para a necessidade de Portugal manter o relacionamento com os Estados Unidos numa \u00e9poca de grande mudan\u00e7a hist\u00f3rica\u201d, explica.<\/p>\n<p>Em termo de compara\u00e7\u00e3o, recorda que em 1973, a prop\u00f3sito da Guerra do Yom Kippur, \u201ctodos os pa\u00edses europeus fecharam o acesso \u00e0s suas bases, n\u00e3o deixaram os norte-americanos passar nas suas bases em tr\u00e2nsito para o M\u00e9dio Oriente e restou Portugal\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Governo portugu\u00eas tentou negociar com os EUA a passagem em troca determinadas coisas para a guerra colonial, e a resposta da administra\u00e7\u00e3o norte-americana foi que o pedido s\u00f3 podia ser concedido pelo Congresso e que era mesmo preciso passar no pa\u00eds. O resultado foi que tivemos a tenta\u00e7\u00e3o de dizer que n\u00e3o, lev\u00e1mos com um ultimato em cima e os avi\u00f5es passaram.\u201d<\/p>\n<p>Bruno Cardoso Reis, em declara\u00e7\u00f5es ao Observador, no programa Explicador, tamb\u00e9m v\u00ea na decis\u00e3o uma necessidade de Portugal mostrar que \u201c\u00e9 um dos <strong>aliados de confian\u00e7a<\/strong> dos Estados Unidos\u201d \u2014 sublinhando essa como a interpreta\u00e7\u00e3o \u201cmais generosa e mais estrat\u00e9gica\u201d. Mas tamb\u00e9m considera que pode haver uma \u201cesp\u00e9cie de <strong>in\u00e9rcia ou de receio<\/strong> de dizer que n\u00e3o aos EUA\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortugal pode dizer que n\u00e3o e, se calhar, se os aliados europeus come\u00e7arem a dizer mais que n\u00e3o aos Estados Unidos, os Estados Unidos percebem que afinal precisam de aliados e que as bases que t\u00eam na Europa n\u00e3o s\u00e3o um favor aos europeus; s\u00e3o uma grande mais-valia estrat\u00e9gica para os Estados Unidos\u201d, real\u00e7a o especialista.<\/p>\n<p>O ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros assegura que sim. <a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/explicador\/rangel-preferiamos-que-as-negociacoes-tivessem-continuado\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Explicou, no Observador, que na sexta-feira, quando chegou o pedido dos EUA<\/a> \u2014 \u201csem nenhuma indica\u00e7\u00e3o de quando \u00e9 que haveria ou n\u00e3o haveria nenhuma interven\u00e7\u00e3o militar, mas que, caso houvesse, haveria um pedido de autoriza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A seguir, o Governo fez \u201cuma consulta ao Presidente da Rep\u00fablica, tamb\u00e9m [foi] informar devidamente e p\u00f4r a par de todas as quest\u00f5es o Presidente da Rep\u00fablica eleito e os l\u00edderes dos principais partidos da oposi\u00e7\u00e3o, sobre aquela que era a posi\u00e7\u00e3o que pensava tomar\u201d.<\/p>\n<p>O PS tem mostrado algumas reservas em rela\u00e7\u00e3o a esta decis\u00e3o, tendo j\u00e1 pedido para Rangel ser ouvido no Parlamento \u2014 de tal forma que o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros acusou o PS de \u201c<strong>partidarizar<\/strong>\u201d uma quest\u00e3o \u201cextremamente sens\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Os socialistas j\u00e1 entregaram uma iniciativa \u00e0 Comiss\u00e3o de Neg\u00f3cios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas para esclarecer o enquadramento das recentes movimenta\u00e7\u00f5es de for\u00e7as norte-americanas na Base das Lajes.<\/p>\n<p>No requerimento, os deputados do PS consideram que o aumento das movimenta\u00e7\u00f5es na base militar, que tem sido observado nas \u00faltimas semanas, se \u201creveste de grande sensibilidade, subsistindo <strong>d\u00favidas<\/strong> quanto \u00e0 finalidade \u00faltima das opera\u00e7\u00f5es em causa e o respetivo enquadramento jur\u00eddico internacional\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o PS considera que o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros \u201cn\u00e3o tem sido suficientemente <strong>claro<\/strong>\u201d quanto ao \u201cenquadramento das referidas movimenta\u00e7\u00f5es\u201d, pelo que o partido o pretende ouvir no Parlamento.<\/p>\n<p>O Livre anunciou, logo no s\u00e1bado, que vai questionar o Governo sobre a utiliza\u00e7\u00e3o das Lajes pelos EUA. \u201cAquilo que nos preocupa \u00e9 o que pode ter sido o papel do Estado portugu\u00eas, o papel do Governo portugu\u00eas, por <strong>a\u00e7\u00e3o e por omiss\u00e3o<\/strong>, na contribui\u00e7\u00e3o para este ataque, desde logo, evidentemente, na utiliza\u00e7\u00e3o da Base das Lajes por parte das For\u00e7as Armadas dos Estados Unidos\u201d, afirmou o deputado do Jorge Pinto.<\/p>\n<p>Paulo Raimundo, secret\u00e1rio-geral do PCP, rejeitou qualquer \u201ccumplicidade do Estado portugu\u00eas em ataques a outros pa\u00edses soberanos\u201d. E o Bloco de Esquerda condenou a utiliza\u00e7\u00e3o da base a\u00e7oriana para opera\u00e7\u00f5es que considera \u201cilegais\u201d e criticou a posi\u00e7\u00e3o do Governo. Tamb\u00e9m o Bloco de Esquerda, pela voz de Jos\u00e9 Manuel Pureza, j\u00e1 criticou a gest\u00e3o do Governo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer, ficou fora dos ataques \u2014 o que levou a cr\u00edticas de Donald Trump \u2014, mas <strong>autorizou o uso das bases militares<\/strong> por parte dos EUA, \u00e0 semelhan\u00e7a do que aconteceu com Portugal.<\/p>\n<p>\u201cO Reino Unido n\u00e3o se envolveu nos ataques iniciais dos EUA e de Israel ao Ir\u00e3o. Essa decis\u00e3o foi deliberada. Acreditamos que o melhor caminho a seguir para a regi\u00e3o e para o mundo \u00e9 um <strong>acordo negociado<\/strong> no qual o Ir\u00e3o concorde em desistir de quaisquer aspira\u00e7\u00f5es de desenvolver uma arma nuclear e cesse as suas atividades desestabilizadoras em toda a regi\u00e3o\u201d, explicou no Parlamento brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Decis\u00e3o diferente tomou <strong>Espanha<\/strong>, com o ministro espanhol dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Jos\u00e9 Manuel Albares, a anunciar que <strong>recusou<\/strong> que os Estados Unidos utilizem as bases militares de Rota (C\u00e1dis) e Mor\u00f3n de la Frontera (Sevilha) para a opera\u00e7\u00e3o militar no Ir\u00e3o. \u201cN\u00e3o vamos emprestar as nossas bases para nada que n\u00e3o esteja no Tratado ou que n\u00e3o se enquadre na Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d, real\u00e7ou o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros.<\/p>\n<p>Bruno Cardoso Reis acredita que na base da decis\u00e3o estar\u00e1 o facto de o pa\u00eds ter um \u201cGoverno de esquerda e at\u00e9 com uma coliga\u00e7\u00e3o muito \u00e0 esquerda, que n\u00e3o tem tido problemas, pelo contr\u00e1rio, em ter posi\u00e7\u00f5es muito de choque direto com Trump\u201d\u00a0 e o facto de a Espanha investir \u201cmuito nas rela\u00e7\u00f5es com o mundo \u00e1rabe\u201d. \u201cMais do que Portugal\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Base das Lajes, nos A\u00e7ores, est\u00e1 no centro das aten\u00e7\u00f5es devido ao ataque conjunto dos EUA e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":290828,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[624,1817,23923,27,28,623,15,16,301,14,11208,25,26,21,22,310,62,12,13,19,20,57,302,32,23,24,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-290827","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-amu00e9rica","9":"tag-au00e7ores","10":"tag-base-das-lajes","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-estados-unidos-da-amu00e9rica","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-governo","17":"tag-headlines","18":"tag-iru00e3o","19":"tag-latest-news","20":"tag-latestnews","21":"tag-main-news","22":"tag-mainnews","23":"tag-mu00e9dio-oriente","24":"tag-mundo","25":"tag-news","26":"tag-noticias","27":"tag-noticias-principais","28":"tag-noticiasprincipais","29":"tag-pau00eds","30":"tag-polu00edtica","31":"tag-portugal","32":"tag-principais-noticias","33":"tag-principaisnoticias","34":"tag-pt","35":"tag-sociedade","36":"tag-top-stories","37":"tag-topstories","38":"tag-ultimas","39":"tag-ultimas-noticias","40":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=290827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290827\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/290828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=290827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=290827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=290827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}