{"id":291518,"date":"2026-03-04T11:50:15","date_gmt":"2026-03-04T11:50:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/291518\/"},"modified":"2026-03-04T11:50:15","modified_gmt":"2026-03-04T11:50:15","slug":"este-e-um-problema-social-grave-ha-mais-gente-a-pedir-ajuda-para-pagar-a-renda-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/291518\/","title":{"rendered":"\u201cEste \u00e9 um problema social grave\u201d: h\u00e1 mais gente a pedir ajuda para pagar a renda | Pobreza"},"content":{"rendered":"<p>O direito a uma habita\u00e7\u00e3o condigna tem vindo a degradar-se nos \u00faltimos anos para um segmento cada vez maior da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. \u00c9 \u201cum problema social grave, que est\u00e1 a deteriorar-se rapidamente\u201d, constata a C\u00e1ritas Portuguesa, no seu relat\u00f3rio Pobreza e Exclus\u00e3o Social em Portugal, que \u00e9 apresentado nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, t\u00eam sido in\u00fameros os pedidos de ajuda para pagamento de rendas\u201d, l\u00ea-se no documento, onde a C\u00e1ritas diz vislumbrar \u201cum sinal claro de dificuldades de muitas fam\u00edlias em assegurar um direito b\u00e1sico a uma habita\u00e7\u00e3o condigna\u201d, para al\u00e9m da coexist\u00eancia de outras situa\u00e7\u00f5es \u201cainda mais extremas, em que a informalidade e a aus\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de dignidade s\u00e3o o \u00fanico abrigo poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m daquilo que qualifica como o \u201caumento dram\u00e1tico do n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/18\/sociedade\/noticia\/14400-pessoas-situacao-semabrigo-portugal-desemprego-precariedade-laboral-sao-principais-causas-2158580\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sem abrigo<\/a>\u201d (de seis mil, em 2018, para 14,5 mil no ano passado), a C\u00e1ritas recorda que, entre o in\u00edcio de 2020 e o terceiro trimestre de 2025, o pre\u00e7o mediano por metro quadrado da habita\u00e7\u00e3o aumentou 74,3%, numa subida muito superior \u00e0 do rendimento dispon\u00edvel nominal das fam\u00edlias: cerca de 45% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das raz\u00f5es que sustentam a perman\u00eancia de muitos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/01\/p3\/noticia\/apoios-jovens-nao-conseguem-morar-sozinhos-dificil-sonho-casa-2165389\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">jovens<\/a> em casa dos pais em Portugal, em compara\u00e7\u00e3o com os restantes pa\u00edses europeus\u201d, observa ainda a C\u00e1ritas, para apontar os 6,9% dos portugueses que viviam em sobrecarga das despesas em habita\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, em que as despesas com a renda ou empr\u00e9stimos ao banco absorvem mais de 40% do or\u00e7amento familiar. \u201cEste valor \u00e9 superior ao observado antes da pandemia (5,7%)\u201d, acrescenta aquela organiza\u00e7\u00e3o, para fazer notar que, entre os mais pobres, o problema chega a 24,1% dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O problema da sobrelota\u00e7\u00e3o habitacional tamb\u00e9m tem vindo a agravar-se, sobretudo deste a pandemia, afectando 11,2% dos portugueses, sendo que nestas contas n\u00e3o entram os \u201cmuitos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/imigracao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">imigrantes<\/a>, que se encontram subestimados nas estat\u00edsticas oficiais\u201d e que \u201ct\u00eam dificuldades extremas de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras realidades que surgem real\u00e7adas neste zoom que a C\u00e1ritas faz aos indicadores oficiais da <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/pobreza\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pobreza<\/a>. Desde logo, h\u00e1 uma melhoria global dos indicadores que sugere \u201calgum progresso na luta contra a pobreza nos \u00faltimos anos\u201d: a popula\u00e7\u00e3o em risco de pobreza desceu dos 16,2% em 2019 para os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/11\/sociedade\/noticia\/risco-pobreza-diminui-atinge-154-populacao-familias-criancas-estao-pior-2157736\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">15,4% em 2024<\/a> e, por outro lado, o n\u00famero de pessoas em risco de pobreza e exclus\u00e3o social, que era de 2,7 milh\u00f5es em 2015, tinha baixado para dois milh\u00f5es em 2025.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es extremas de exclus\u00e3o, que s\u00e3o &#8220;estruturais e elevadas&#8221;. No ano passado, mais de um milh\u00e3o de pessoas viviam em priva\u00e7\u00e3o material e social, das quais cerca de 460 mil em priva\u00e7\u00e3o severa. \u201cMuitas destas situa\u00e7\u00f5es atingem o \u00e2mago dos direitos fundamentais de cada pessoa, impedindo a sua inser\u00e7\u00e3o plena na sociedade\u201d, real\u00e7a a C\u00e1ritas.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u201ccerca de 200 mil pessoas continuavam sem ter no ano passado \u201ccapacidade econ\u00f3mica para ter uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada e cerca de 600 mil n\u00e3o tinham capacidade para comprar roupa nova&#8221;, enquanto 1,6 milh\u00f5es n\u00e3o tinham como manter a casa aquecida.<\/p>\n<p>No caso dos que se dizem incapazes de gastarem uma pequena quantia consigo, houve mesmo um agravamento, sendo que, mesmo quando n\u00e3o se verificam retrocessos nos indicadores, conclui a C\u00e1ritas, \u201ca evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 demasiado lenta\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O direito a uma habita\u00e7\u00e3o condigna tem vindo a degradar-se nos \u00faltimos anos para um segmento cada vez&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":291519,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,10657,838,12077,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,542,8337,7895,32,23,24,33,1338,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-291518","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-caritas","11":"tag-criancas","12":"tag-familias","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-para-redes","25":"tag-pobreza","26":"tag-populacao","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-questoes-sociais","32":"tag-sociedade","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116170760313549004","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291518","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291518"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291518\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/291519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=291518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=291518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}