{"id":29155,"date":"2025-08-14T15:08:13","date_gmt":"2025-08-14T15:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29155\/"},"modified":"2025-08-14T15:08:13","modified_gmt":"2025-08-14T15:08:13","slug":"estudo-liga-uso-de-paracetamol-na-gestacao-a-maior-risco-de-autismo-e-tdah-na-crianca-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29155\/","title":{"rendered":"Estudo liga uso de paracetamol na gesta\u00e7\u00e3o a maior risco de autismo e TDAH na crian\u00e7a; entenda"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O uso do analg\u00e9sico paracetamol por mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligado a um maior risco de transtornos de neurodesenvolvimento nos filhos, como autismo e transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com hiperatividade (TDAH). \u00c9 o que conclu\u00edram pesquisadores americanos do Hospital Mount Sinai, da Universidade da Calif\u00f3rnia, da Universidade de Massachusetts Lowell e da Universidade de Harvard. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A associa\u00e7\u00e3o entre o medicamento e desfechos do tipo tem sido alvo de pesquisas h\u00e1 anos, por\u00e9m os estudos encontraram resultados variados. Por isso, no novo artigo, publicado na revista cient\u00edfica BMC Environmental Health, os cientistas decidiram analisar 46 trabalhos sobre o tema, que englobaram dados de mais de 100 mil participantes em diferentes pa\u00edses. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Ao todo, a maioria dos estudos analisados, 27, encontraram uma rela\u00e7\u00e3o positiva de maior risco entre o uso do rem\u00e9dio e o aumento do risco. Al\u00e9m disso, os autores observaram que as pesquisas de maior qualidade tiveram \u201cmais probabilidade de evidenciar a liga\u00e7\u00e3o entre a exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal ao paracetamol e o aumento dos riscos de autismo e TDAH\u201d, diz Diddier Prada, professor de Medicina Ambiental e Ci\u00eancias do Clima na Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai, em nota. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Uma delas, publicada em fevereiro deste ano no peri\u00f3dico Nature Mental Health, acompanhou biomarcadores de paracetamol no sangue de 307 gestantes. Os filhos delas foram acompanhados por 8 a 10 anos ap\u00f3s o nascimento. Ao fim, o risco de desenvolver TDAH na inf\u00e2ncia foi 3,15 vezes maior entre aqueles cujas m\u00e3es utilizaram o medicamento na gravidez. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Outro trabalho, de 2019, publicado na JAMA Psychiatry por pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos EUA, analisou amostras de sangue do cord\u00e3o umbilical de 996 rec\u00e9m-nascidos e concluiu que aqueles com maior exposi\u00e7\u00e3o paracetamol tamb\u00e9m tinham cerca de 3,62 vezes mais chances de serem diagnosticados com autismo na inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Os estudos n\u00e3o avaliam como isso acontece, por\u00e9m, no novo artigo, os cientistas citam poss\u00edveis mecanismos biol\u00f3gicos que podem ajudar a esclarecer a maneira pela qual o rem\u00e9dio eleva o risco. Segundo os pesquisadores, o paracetamol atravessa a barreira placent\u00e1ria e pode desencadear estresse oxidativo, alterar horm\u00f4nios e causar mudan\u00e7as epigen\u00e9ticas (a express\u00e3o dos genes) que interferem no desenvolvimento cerebral fetal. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Prada explica que, \u201cconsiderando o uso generalizado deste medicamento, mesmo um pequeno aumento no risco pode ter grandes implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade p\u00fablica\u201d. Por isso, da revis\u00e3o os autores defendem &#8220;medidas adequadas e imediatas para aconselhar mulheres gr\u00e1vidas a limitar o consumo de paracetamol a fim de proteger o neurodesenvolvimento de seus filhos\u201d. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Eles pedem que diretrizes cl\u00ednicas sejam atualizadas para incluir os riscos e benef\u00edcios do rem\u00e9dio e que mais pesquisas sejam conduzidas para confirmar os achados e identificar alternativas mais seguras para tratar a dor e a febre entre mulheres gr\u00e1vidas. Enquanto isso, o uso deve ser feito de forma cautelosa e sob supervis\u00e3o m\u00e9dica. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u201cAs mulheres gr\u00e1vidas n\u00e3o devem interromper o uso de medicamentos sem consultar seus m\u00e9dicos. Dor ou febre n\u00e3o tratadas tamb\u00e9m podem prejudicar o beb\u00ea. Nosso estudo destaca a import\u00e2ncia de discutir a abordagem mais segura com os profissionais de sa\u00fade e considerar op\u00e7\u00f5es n\u00e3o medicamentosas sempre que poss\u00edvel\u201d, diz Prada. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O uso do analg\u00e9sico paracetamol por mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligado a um maior risco de transtornos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29156,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[319,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-29155","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-hard-news","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}