{"id":292922,"date":"2026-03-05T14:54:15","date_gmt":"2026-03-05T14:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/292922\/"},"modified":"2026-03-05T14:54:15","modified_gmt":"2026-03-05T14:54:15","slug":"homens-da-geracao-z-tem-visoes-mais-conservadoras-que-homens-dos-anos-60-igualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/292922\/","title":{"rendered":"Homens da gera\u00e7\u00e3o Z t\u00eam vis\u00f5es mais conservadoras que homens dos anos 60 | Igualdade de g\u00e9nero"},"content":{"rendered":"<p>Os homens da gera\u00e7\u00e3o Z \u2013 nascidos aproximadamente entre 1997 e 2012 \u2013 t\u00eam mais probabilidade de ter vis\u00f5es conservadoras e tradicionais do que homens mais velhos, mostra um inqu\u00e9rito global feito a 23 mil pessoas, divulgado esta quinta-feira. Um exemplo: 31% dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z defendem que uma mulher deve obedecer sempre ao marido e 33% consideram que o marido deve ter a palavra final em decis\u00f5es importantes.<\/p>\n<p>Estes resultados revelam que \u201cos jovens de hoje s\u00e3o mais propensos do que as gera\u00e7\u00f5es mais velhas a ter vis\u00f5es tradicionais sobre os pap\u00e9is de g\u00e9nero\u201d, l\u00ea-se no comunicado do estudo, feito com dados de 23 mil pessoas em 29 pa\u00edses, incluindo Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e \u00cdndia (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/12\/10\/sociedade\/noticia\/perto-igualdade-genero-abaixo-media-2114806\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Portugal<\/a> n\u00e3o faz parte da amostra). Al\u00e9m do contraste com as gera\u00e7\u00f5es mais velhas, h\u00e1 tamb\u00e9m um contraste com o que as mulheres da mesma gera\u00e7\u00e3o pensam.<\/p>\n<p>Enquanto quase um ter\u00e7o dos homens mais novos considera que a mulher se deve subjugar ao marido, 18% das mulheres da gera\u00e7\u00e3o Z tamb\u00e9m concordam com essa afirma\u00e7\u00e3o, enquanto apenas 6% das mulheres da gera\u00e7\u00e3o baby boomer defende tal ideia.<\/p>\n<p>A sondagem internacional foi feita por especialistas do King\u2019s College London, pelo Instituto Global para a Lideran\u00e7a das Mulheres (GIWL, na sigla em ingl\u00eas) e pela empresa de estudos de mercado Ipsos para ser divulgada a prop\u00f3sito do dia da Mulher, a 8 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cA <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/03\/17\/p3\/noticia\/direitos-mulheres-ameacam-homens-maioria-millennials-genz-acha-sim-2042710\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sondagem deste ano<\/a> mostra que estamos a assistir a uma redefini\u00e7\u00e3o de como os homens e mulheres assumem os pap\u00e9is de g\u00e9nero na sociedade actual\u201d, refere Kelly Beaver, directora-executiva da Ipsos no Reino Unido e na Irlanda, citada em comunicado. E nota que isto pode trazer consigo \u201cuma dualidade interessante\u201d: quase um quarto dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z (24%) concordam com a ideia de que uma mulher n\u00e3o deve parecer independente ou aut\u00f3noma, mas 41% deles tamb\u00e9m acham que uma mulher com uma carreira de sucesso \u00e9 mais atraente para o olhar masculino.<\/p>\n<p>Apenas 12% dos homens baby boomers concordaram com a afirma\u00e7\u00e3o de que uma mulher n\u00e3o deve parecer independente; entre as mulheres, a percentagem que concorda com esta informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 inferior: 15% na gera\u00e7\u00e3o Z e 9% nas baby boomers.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a tamb\u00e9m era notada no que diz respeito a comportamentos sexuais, com 21% dos homens da Gen Z a dizerem que uma \u201cmulher a s\u00e9rio\u201d n\u00e3o deve iniciar rela\u00e7\u00f5es sexuais, quando apenas 7% dos homens e mulheres baby boomers concordaram com essa afirma\u00e7\u00e3o. Nas mulheres da gera\u00e7\u00e3o Z, a percentagem que concordava era de 12%.<\/p>\n<p>Os homens desta gera\u00e7\u00e3o mais nova tamb\u00e9m tinham vis\u00f5es mais conservadoras em rela\u00e7\u00e3o a si pr\u00f3prios: 43% dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z acreditam que os homens jovens devem ser fisicamente fortes, mesmo que n\u00e3o o sejam de forma natural.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>\u00c9 profundamente preocupante ver que as normas tradicionais de g\u00e9nero ainda persistem nos dias de hoje<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nHeejung Chung                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>Os millenials e gera\u00e7\u00e3o Z tamb\u00e9m tinham mais propens\u00e3o para acreditar que um homem que fique em casa a tomar conta dos filhos \u00e9 visto como menos masculino ou que um homem ficar em casa a tomar conta dos filhos poder\u00e1 resultar em problemas no casamento (ainda que a maior parte dos inquiridos continue a discordar destas afirma\u00e7\u00f5es). Estas percentagens eram mais elevadas (tanto nestas respostas como nas das mulheres deverem obedecer aos maridos) em pa\u00edses como a \u00cdndia, Mal\u00e1sia, Tail\u00e2ndia, Turquia, Indon\u00e9sia, Peru ou Brasil e menos elevadas em pa\u00edses como a Su\u00e9cia, Pa\u00edses Baixos, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Canad\u00e1, Fran\u00e7a e Espanha.<\/p>\n<p>\u00c9s feminista?<\/p>\n<p>Apesar destes resultados, a percentagem de pessoas que se define como feministas \u2013 quem defende a igualdade de direitos entre homens e mulheres \u2013 tamb\u00e9m tem aumentado, e as gera\u00e7\u00f5es mais novas definem-se mais como feministas do que as mais antigas. No inqu\u00e9rito, 54% das mulheres e 36% dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z afirmaram ser feministas.<\/p>\n<p>No geral, a maior parte dos inquiridos diz ter uma vis\u00e3o pessoal de que as tarefas (como cuidar dos filhos, da casa e ganhar dinheiro) devem ser divididas de forma igual. Ainda assim, reconhecem que, nos seus pa\u00edses, os trabalhos dom\u00e9sticos est\u00e3o mais associados \u00e0s mulheres e o rendimento mais associado aos homens. Tr\u00eas em cada cinco inquiridos acreditam que o mundo estaria melhor se houvesse mais mulheres em cargos de topo nas empresas e nos governos.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 profundamente preocupante ver que as normas tradicionais de g\u00e9nero ainda persistem nos dias de hoje e \u00e9 ainda mais preocupante que muitos jovens pare\u00e7am estar a ser pressionados pelas expectativas sociais que, na verdade, n\u00e3o reflectem aquilo em que a maioria de n\u00f3s acredita\u201d, comenta a professora Heejung Chung, do GIWL, tamb\u00e9m citada em comunicado.<\/p>\n<p>A investigadora refere que h\u00e1 uma \u201cdiferen\u00e7a not\u00f3ria\u201d entre as vis\u00f5es pessoais \u2013 que s\u00e3o mais progressistas \u2013 e aquilo que pensam ser o que a sociedade exige. Esta diferen\u00e7a \u00e9 mais vincada nos homens da gera\u00e7\u00e3o Z, diz, \u201cque n\u00e3o s\u00f3 parecem sentir uma press\u00e3o intensa para se conformarem a ideais masculinos r\u00edgidos, mas, em alguns casos, tamb\u00e9m parecem esperar que as mulheres recuem para comportamentos mais tradicionais.\u201d<\/p>\n<p>Com esta sondagem, a investigadora espera poder mostrar que s\u00e3o muitas as pessoas de todas as gera\u00e7\u00f5es que querem mais igualdade. \u201cEssas mudan\u00e7as nos pap\u00e9is de g\u00e9nero n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o mais adequadas \u00e0s complexas exig\u00eancias da vida moderna, como tamb\u00e9m est\u00e3o associadas a uma maior felicidade, rela\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis e maior bem-estar para homens, mulheres e fam\u00edlias.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os homens da gera\u00e7\u00e3o Z \u2013 nascidos aproximadamente entre 1997 e 2012 \u2013 t\u00eam mais probabilidade de ter&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":292923,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,3834,16479,14,21572,3176,25,26,21,22,62,12,13,19,20,534,542,23,24,1338,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-292922","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-feminismo","tag-geracao-z","tag-headlines","tag-igualdade-de-genero","tag-jovens","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-p3","tag-para-redes","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-questoes-sociais","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=292922"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292922\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/292923"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=292922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=292922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=292922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}