{"id":295039,"date":"2026-03-07T10:33:14","date_gmt":"2026-03-07T10:33:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/295039\/"},"modified":"2026-03-07T10:33:14","modified_gmt":"2026-03-07T10:33:14","slug":"7-respostas-para-quem-tem-ferias-no-medio-oriente-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/295039\/","title":{"rendered":"7 respostas para quem tem f\u00e9rias no M\u00e9dio Oriente \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Quando na manh\u00e3 de s\u00e1bado Donald Trump anunciou o ataque coordenado dos EUA e Israel ao Ir\u00e3o, muitos turistas em f\u00e9rias (<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/04\/agencias-de-viagens-estimam-entre-500-e-mil-pessoas-com-dificuldades-em-regressar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">estima-se que poder\u00e3o ter sido mais de mil<\/a>) n\u00e3o viram de imediato as not\u00edcias. Mas aos poucos os portugueses espalhados por destinos habitualmente tur\u00edsticos, como o Dubai ou as Maldivas, foram sentindo as consequ\u00eancias. Com espa\u00e7os a\u00e9reos fechados e voos cancelados, ficaram retidos em hot\u00e9is, aeroportos de escala e at\u00e9 num cruzeiro. Nos primeiros tr\u00eas dias ap\u00f3s o in\u00edcio da ofensiva, mais de 500 portugueses no M\u00e9dio Oriente entraram em contacto com o Governo, revelou o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros \u00e0 r\u00e1dio Observador. \u201cEm termos de pessoas que nos contactaram pelas redes e dos n\u00fameros pr\u00f3prios, o que estamos a fazer \u00e9, em parceria com Estados amigos, a preparar eventuais opera\u00e7\u00f5es de repatriamento que sejam necess\u00e1rias\u201d, afirmou Paulo Rangel na passada ter\u00e7a-feira. Esta sexta-feira o primeiro voo militar com repatriados chegou a Lisboa, com 39 passageiros, parte de <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/05\/portugal-repatria-186-pessoas-do-medio-oriente-que-chegam-a-portugal-na-madrugada-desta-sexta-feira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">uma opera\u00e7\u00e3o anunciada no dia anterior pelos minist\u00e9rios dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Defesa para o repatriamento de 186 pessoas<\/a>, quase todos portugueses.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o deixou em alerta tamb\u00e9m pessoas que t\u00eam viagens marcadas para os pr\u00f3ximos dias ou semanas, especialmente para destinos no M\u00e9dio Oriente ou que fa\u00e7am escala em pa\u00edses da regi\u00e3o. Contactadas pelo Observador, ag\u00eancias de turismo dizem estar a tratar de cada situa\u00e7\u00e3o individualmente, assegurando rotas alternativas que garantam a seguran\u00e7a dos passageiros, mas s\u00e3o muitos os que preferem adiar ou cancelar as f\u00e9rias \u2014 ou at\u00e9 optem por viajar para outras zonas que representem menor risco. <strong>Prepar\u00e1mos sete perguntas e respostas para ajudar os seus planos.<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>espa\u00e7o a\u00e9reo iraniano fechou imediatamente<\/strong> depois dos ataques dos EUA e Israel, pelo que neste momento n\u00e3o h\u00e1 nenhum voo comercial a entrar, sair ou sobrevoar o pa\u00eds. Al\u00e9m do Ir\u00e3o, o <strong>Qatar tamb\u00e9m tem o espa\u00e7o a\u00e9reo encerrado<\/strong> desde s\u00e1bado, com o aeroporto de Doha fechado no momento. Uma atualiza\u00e7\u00e3o sobre o status \u00e9 esperada na manh\u00e3 de s\u00e1bado, dia 7. Tamb\u00e9m o <strong>Kuwait e o Bahrein fecharam os espa\u00e7os a\u00e9reos<\/strong> depois do ataque de s\u00e1bado, e juntam-se a pa\u00edses como a <strong>S\u00edria, o Iraque e o I\u00e9men<\/strong>, que j\u00e1 n\u00e3o costumam estar nas rotas comerciais por serem zonas de conflito. <strong>Israel tamb\u00e9m tem o espa\u00e7o a\u00e9reo fechado<\/strong> e o principal aeroporto, Ben Gurion, em Telavive, n\u00e3o est\u00e1 a operar.<\/p>\n<p>A retalia\u00e7\u00e3o iraniana atingiu tanto <strong>o aeroporto internacional do Dubai como o de Abu Dhabi<\/strong> \u2014 os dois chegaram a estar fechados, mas <strong>aos poucos recuperam a sua capacidade de opera\u00e7\u00e3o<\/strong>. Entretanto, ainda s\u00e3o os dois aeroportos que mais <strong>registam cancelamentos e atrasos de voos<\/strong> de acordo com os sites de monitoriza\u00e7\u00e3o de aeroportos pelo mundo \u2014 menos da metade dos voos programados est\u00e3o a operar com normalidade a partir destes dois aeroportos. Os <strong>espa\u00e7os a\u00e9reos da Ar\u00e1bia Saudita e dos Emirados \u00c1rabes Unidos permanecem abertos<\/strong>, mas com um grau elevado de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses vizinhos que n\u00e3o t\u00eam o espa\u00e7o a\u00e9reo fechado mas <strong>t\u00eam sido desviados pelas rotas comerciais s\u00e3o a Jord\u00e2nia e o L\u00edbano<\/strong>, que fazem fronteira com Israel. J\u00e1 o <strong>Egito tem o espa\u00e7o a\u00e9reo aberto<\/strong> e tem sido uma das rotas mais usadas pelos voos comerciais que se desviam da \u00e1rea de conflito no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos constrangimentos com o encerramento de espa\u00e7os a\u00e9reos, h\u00e1 empresas de avia\u00e7\u00e3o a cancelar voos \u2014 de acordo com os dados disponibilizados ao Observador pela consultora Cirium, desde o in\u00edcio da guerra mais de 54% dos voos com origem ou destino no M\u00e9dio Oriente foram cancelados, um n\u00famero superior a 19 mil. A <strong>Etihad e a Emirates chegaram a suspender voos<\/strong> de e para o aeroporto do Dubai no in\u00edcio da semana, enquanto a <strong>Qatar Airways <a href=\"https:\/\/x.com\/qatarairways\/status\/2029800745634255090?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Etweet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">diz que vai fornecer uma atualiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> sobre o estado dos voos no s\u00e1bado, dia 7, consoante \u00e0 reabertura do espa\u00e7o a\u00e9reo do pa\u00eds. Esta semana tamb\u00e9m a <strong>KLM \u2013 Air France anunciou que cancelaria todos os voos de e para o M\u00e9dio Oriente \u2014 incluindo cidades como<\/strong>\u00a0Telavive, Beirute, Dubai, Damman e\u00a0Riade, enquanto a <strong>Lufhtansa e a British Airways<\/strong> suspenderam os servi\u00e7os tamb\u00e9m para Am\u00e3, capital da Jord\u00e2nia.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o geral no site do Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros \u00e9 que <strong>\u201cs\u00e3o desaconselhadas as viagens ao M\u00e9dio Oriente\u201d<\/strong>. \u201cRecomenda-se que os cidad\u00e3os portugueses na regi\u00e3o redobrem os cuidados, que se mantenham em casa ou num local abrigado, evitando dentro do poss\u00edvel desloca\u00e7\u00f5es ao exterior. Mais se recomenda que acompanhem de perto as not\u00edcias locais e internacionais e seguir as instru\u00e7\u00f5es das autoridades locais. Caso se encontrem em tr\u00e2nsito, aconselha-se contacto com a respetiva companhia a\u00e9rea para mais informa\u00e7\u00f5es.\u201d A orienta\u00e7\u00e3o <strong>inclui destinos tur\u00edsticos populares como a Jord\u00e2nia e os Emirados \u00c1rabes Unidos, contudo o Egito continua apenas com as recomenda\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a anteriores<\/strong> ao conflito no Ir\u00e3o, em que s\u00e3o desaconselhadas quaisquer desloca\u00e7\u00f5es para o Norte da Pen\u00ednsula do Sinai.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos da Am\u00e9rica recomendaram que os norte-americanos deixem a regi\u00e3o atrav\u00e9s de voos comerciais, listando 14 pa\u00edses com \u201calto risco para a seguran\u00e7a\u201d: <strong>Ir\u00e3o, Iraque, Israel, Kuwait, Jord\u00e2nia, L\u00edbano, Om\u00e3, Qatar, Ar\u00e1bia Saudita, S\u00edria, Emirados \u00c1rabes Unidos, I\u00e9men, Bahrein e Egito<\/strong>. Contudo, para pa\u00edses como a Jord\u00e2nia, os Emirados \u00c1rabes Unidos, a Ar\u00e1bia Saudita e o Egito, os minist\u00e9rios dos Neg\u00f3cios Estrangeiros de outros pa\u00edses como o Canad\u00e1, a Austr\u00e1lia ou o Reino Unido, orientam apenas que os cidad\u00e3os <strong>reconsiderem ou evitem viagens n\u00e3o essenciais.<\/strong><\/p>\n<p>No caso de cidad\u00e3os que tenham ficado retido em pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente, o MNE recomenda \u201cque os <strong>cidad\u00e3os sigam as instru\u00e7\u00f5es das autoridades locais<\/strong>. Se for aconselhado a refugiar-se, permane\u00e7a dentro de casa ou procure o edif\u00edcio seguro mais pr\u00f3ximo ou um abrigo designado.\u201d A Autoridade Nacional da Avia\u00e7\u00e3o Civil orienta cada passageiro a aguardar atualiza\u00e7\u00f5es das companhias a\u00e9reas acerca de atrasos ou cancelamentos e a <strong>confirmar o estado do voo antes de se dirigir ao aeroporto<\/strong>. Entretanto,<a href=\"https:\/\/portaldiplomatico.mne.gov.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> o Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros tem partilhado informa\u00e7\u00f5es<\/a> sobre voos comerciais a partir dos aeroportos dos Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.deco.proteste.pt\/familia-consumo\/ferias-lazer\/noticias\/viagens-medio-oriente-voo-ferias-canceladas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">De acordo com a DECO PROteste<\/a>, em caso de cancelamento de voos de ou para aeroportos dentro da Uni\u00e3o Europeia, <strong>os passageiros podem escolher entre o reembolso do valor pago ou o reencaminhamento para o destino final<\/strong>, seja na primeira oportunidade dispon\u00edvel ou numa data posterior da sua conveni\u00eancia. Os viajantes tamb\u00e9m t\u00eam <strong>direito a assist\u00eancia, incluindo refei\u00e7\u00f5es, bebidas, comunica\u00e7\u00f5es, alojamento e transporte local<\/strong>. Entretanto, n\u00e3o se aplica a compensa\u00e7\u00e3o financeira at\u00e9 600 euros, por se tratar de circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias. Para solicitar reembolsos \u00e9 importante <strong>guardar todos os comprovativos de despesas adicionais<\/strong> provocadas pelo cancelamento do voo.<\/p>\n<p>Pedro Quintela, diretor geral de vendas da Ag\u00eancia Abreu, em respostas por email ao Observador, informou que <strong>a operadora tem clientes no M\u00e9dio Oriente<\/strong> e noutros destinos cujos voos de regresso previam escala no Dubai, Abu Dhabi ou Doha, por exemplo. \u201cDesde o primeiro momento que estamos em contacto com todos, acompanhando cada situa\u00e7\u00e3o de forma pr\u00f3xima e permanente, em articula\u00e7\u00e3o com as companhias a\u00e9reas, para <strong>encontrar as melhores alternativas poss\u00edveis<\/strong> e assegurar o seu regresso com a maior normalidade\u201d, explica, destacando que \u201csempre que se verificam cancelamentos, <strong>os reembolsos est\u00e3o a ser processados de acordo com as pol\u00edticas das companhias a\u00e9reas<\/strong> e dos restantes fornecedores de servi\u00e7os, bem como com a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>Os pa\u00edses onde se registam a maioria dos constrangimentos tem solicitado a compreens\u00e3o da ind\u00fastria hoteleira, assumindo os custos adicionais associados.\u00a0O Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi, por exemplo, emitiu um comunicado no s\u00e1bado direcionado aos operadores de hot\u00e9is da regi\u00e3o a <strong>pedir que estendam o per\u00edodo de perman\u00eancia dos h\u00f3spedes retidos devido aos cancelamentos de voos, confirmando que vai pagar pelo custo das noites adicionais<\/strong>. \u201cDiante das atuais circunst\u00e2ncias, e pelo facto de alguns h\u00f3spedes j\u00e1 terem atingido a data de check-out mas estarem impossibilitados de viajar devido a raz\u00f5es que fogem do seu controlo, pedimos gentilmente que estendam o per\u00edodo de perman\u00eancia at\u00e9 que possam partir\u201d, diz a carta. O Departamento de Economia e Turismo do Dubai tomou uma medida parecida, ao contactar os hot\u00e9is e pedir \u201capoio aos h\u00f3spedes afetados ao facilitar a extens\u00e3o das estadias sob as condi\u00e7\u00f5es previamente contratadas\u201d. J\u00e1 o <strong>Turismo do Qatar<\/strong> emitiu uma circular no dia 2 de mar\u00e7o a pedir o mesmo aos hot\u00e9is, informando que vai \u201ccobrir os custos adicionais\u201d.<\/p>\n<p>As viagens n\u00e3o est\u00e3o proibidas, mas o risco \u00e9 grande de ter algum constrangimento ou correr algum risco, especialmente se as f\u00e9rias forem em <strong>algum dos pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente<\/strong> e estiverem agendadas para as pr\u00f3ximas semanas. <strong>A melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 alterar, adiar ou cancelar as f\u00e9rias<\/strong>. E \u00e9 o que a maioria dos viajantes tem feito nestes \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Miguel Quintas, presidente da ANAV <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/04\/agencias-de-viagens-estimam-entre-500-e-mil-pessoas-com-dificuldades-em-regressar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">destacou em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa<\/a> que \u201cas ag\u00eancias est\u00e3o a registar um aumento relevante de pedidos nas \u00faltimas 48 horas, sobretudo adiamentos e remarca\u00e7\u00f5es (mais do que cancelamentos efetivos)\u201d. Segundo o presidente da ANAV, \u201ca causa principal \u00e9 a incerteza operacional\u201d, com aeroportos e rotas condicionados, assim como \u201caltera\u00e7\u00f5es de percurso e risco de liga\u00e7\u00f5es perdidas\u201d. Ainda de acordo com Miguel Quintas, \u201cos destinos mais afetados s\u00e3o os do corredor de risco e, sobretudo, os hubs\u00a0que multiplicam itiner\u00e1rios: <strong>Dubai, Doha, Abu Dhabi, e tamb\u00e9m Telavive, Beirute e Riade<\/strong> (estes via escalas)\u201d.<\/p>\n<p>No caso da Ag\u00eancia Abreu, Pedro Quintela explica que a operadora tem recebido d\u00favidas de clientes relacionadas com poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es de voos e liga\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o natural face ao contexto. Neste momento, a nossa prioridade est\u00e1 centrada em acompanhar de perto todas as situa\u00e7\u00f5es que possam ser impactadas e apoiar os clientes de forma individualizada\u201d, explica o diretor geral de vendas da ag\u00eancia. \u201cRelativamente \u00e0s partidas previstas para os pr\u00f3ximos dias que envolvem pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente, <strong>estamos a analisar cada situa\u00e7\u00e3o de forma individual<\/strong>, em fun\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es oficiais e da evolu\u00e7\u00e3o operacional dos voos e espa\u00e7os a\u00e9reos\u201d, explica, destacando que a ag\u00eancia tem oferecido \u201c<strong>alternativas de parte a\u00e9rea<\/strong> de modo a garantir aos clientes a manuten\u00e7\u00e3o das suas viagens, e imputando os custos \u00e0s seguradoras\u201d. \u201cEstamos a acompanhar as reservas que incluam escalas no M\u00e9dio Oriente e, sempre que necess\u00e1rio, a <strong>encaminhar os clientes para rotas alternativas<\/strong>. Existem v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de voo e estamos a assegurar solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis caso a caso, seja pelos principais hubs europeus ou outras op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Rui Pinto Lopes, CEO da Pinto Lopes Viagens, ag\u00eancia especializada em roteiros de grupo, o conflito tem gerado alguma preocupa\u00e7\u00e3o no setor. \u201cPara al\u00e9m dos destinos diretamente afetados, temos registado<strong> maior sensibilidade em rela\u00e7\u00e3o a pa\u00edses da mesma regi\u00e3o ou proximidades geogr\u00e1ficas<\/strong>\u201c, diz o CEO, em comunicado, destacando que \u201cneste momento, n\u00e3o temos clientes em destinos considerados de risco que necessitem de repatriamento.\u201d<\/p>\n<p>A ag\u00eancia, que anuncia no site uma viagem para Om\u00e3 programada para abril, grupos para os Emirados \u00c1rabes Unidos para maio, junho e outubro, e um percurso pelo Iraque para outubro, diz que \u201cencontra-se a avaliar continuamente a evolu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, em estreita articula\u00e7\u00e3o com parceiros locais, companhias a\u00e9reas e entidades oficiais\u201d, afirmando que \u201c<strong>sempre que considerarmos que n\u00e3o est\u00e3o reunidas as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para garantir uma viagem segura, seremos os primeiros a tomar a decis\u00e3o de cancelar ou adiar essas opera\u00e7\u00f5es<\/strong>.\u201d Contudo, \u201cnas viagens em que n\u00e3o exista impacto direto identificado \u2013 seja ao n\u00edvel do destino, seja ao n\u00edvel das liga\u00e7\u00f5es a\u00e9reas \u2013 <strong>estamos a manter a programa\u00e7\u00e3o prevista<\/strong>\u201c, afirma Rui Pinto Lopes.<\/p>\n<p>Se a op\u00e7\u00e3o for por cancelar ou adiar a viagem, a ANAC alerta que, no caso dos bilhetes a\u00e9reos, \u201c<strong>um eventual reembolso est\u00e1 sujeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da tarifa adquirida<\/strong>\u201c. O mesmo se aplica para reservas de hot\u00e9is e outros servi\u00e7os tur\u00edsticos, que ter\u00e3o de ser analisados caso a caso.<\/p>\n<p>Pedro Quintela, da Ag\u00eancia Abreu, destaca que \u201cem situa\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o, <strong>podem tamb\u00e9m aplicar-se as coberturas dos seguros de viagem<\/strong> \u2014 que, no caso da Ag\u00eancia Abreu, incluem prote\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada \u2014 e os pr\u00f3prios fornecedores, como companhias a\u00e9reas ou hot\u00e9is, tendem a disponibilizar alternativas ou flexibilizar condi\u00e7\u00f5es, incluindo cancelamentos sem custos, dependendo de cada caso.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da ANAV, sim. \u201cSe a instabilidade se prolongar no tempo<strong> \u00e9 muito prov\u00e1vel que os pre\u00e7os aumentem para os destinos fora da zona de conflito<\/strong>\u201c, devido \u00e0 avia\u00e7\u00e3o, com os custos dos desvios de rotas e devido ao pacote tur\u00edstico, por causa da \u201cnecessidade de se realizarem novas contrata\u00e7\u00f5es de alojamento\u201d. Com a procura crescente para novos destinos, \u201cos custos operacionais de contrata\u00e7\u00e3o e seguros podem tamb\u00e9m levar ao aumento dos respetivos pre\u00e7os\u201d. E de facto, redefinir rotas implica, em muitos casos, <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/estradas-aereas-do-medio-oriente-fechadas-obrigam-a-redefinicao-de-rotas-mais-caras-e-mais-longas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">aumento de custos: mais combust\u00edveis a bordo (ou paragem para reabastecimento), mais tempo de opera\u00e7\u00e3o o que, por sua vez, tamb\u00e9m pode implicar tripula\u00e7\u00e3o adicional.<\/a><\/p>\n<p>Miguel Quintas reconhece tamb\u00e9m que se \u201cdesconhece a dimens\u00e3o e o tempo que durar\u00e1 o conflito\u201d, alertando que se \u201cos eventos se prolongarem no tempo, \u00e9 poss\u00edvel que surjam destinos de substitui\u00e7\u00e3o\u201d, apontando para a probabilidade de troca por voos de longa dist\u00e2ncia para destinos \u201cneutros em seguran\u00e7a\u201d. No caso de viagens de luxo, as alternativas poder\u00e3o ser <strong>Cara\u00edbas, Sudeste Asi\u00e1tico ou Oceano \u00cdndico<\/strong>; enquanto outros viajantes podem escolher <strong>Turquia, Gr\u00e9cia e eventualmente Chipre e parte do Egito<\/strong>.<\/p>\n<p>Rui Pinto Lopes, CEO da Pinto Lopes Viagens, tamb\u00e9m aponta para um <strong>aumento na procura futura por outros destinos<\/strong>. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que alguns viajantes optem por destinos percecionados como mais seguros, como por exemplo na <strong>Europa, na Am\u00e9rica do Sul ou em \u00c1frica<\/strong>. Ainda assim, acreditamos que o fator determinante continuar\u00e1 a ser a informa\u00e7\u00e3o rigorosa e a capacidade dos operadores em acompanhar e gerir estas situa\u00e7\u00f5es com responsabilidade.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o diretor de vendas da Ag\u00eancia Abreu, \u201ca principal recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 <strong>acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o e, sempre que poss\u00edvel, aguardar antes de tomar decis\u00f5es<\/strong>. Esta abordagem permite muitas vezes evitar ou minimizar eventuais custos associados a altera\u00e7\u00f5es ou cancelamentos, quer da componente a\u00e9rea, quer dos servi\u00e7os terrestres.\u201d<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros recomenda aos viajantes que se ausentem de Portugal<strong> <a href=\"https:\/\/portaldascomunidades.mne.gov.pt\/pt\/vai-viajar\/aplicacao-movel-registo-viajante\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">o registo das suas viagens atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o \u201cRegisto Viajante\u201d<\/a><\/strong>, que facilita a a\u00e7\u00e3o das autoridades portuguesas perante a ocorr\u00eancia de eventuais situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia com cidad\u00e3os nacionais no estrangeiro. \u00c9 tamb\u00e9m importante <strong>levar os documentos de identifica\u00e7\u00e3o e viagem, como passaporte e cart\u00e3o do cidad\u00e3o<\/strong>, al\u00e9m de ter c\u00f3pias dos documentos digitais. O site do Governo recomenda a <strong>verifica\u00e7\u00e3o de necessidade de visto para o pa\u00eds de destino<\/strong>, e confirmar se os <strong>cart\u00f5es multibanco ou de cr\u00e9dito s\u00e3o v\u00e1lidos<\/strong> no pa\u00eds para onde vai viajar. Contudo, <strong>ter algum dinheiro na moeda dos pa\u00edses<\/strong> que vai visitar ou fazer escala tamb\u00e9m \u00e9 essencial para o caso de, por algum motivo, os cart\u00f5es n\u00e3o funcionarem. Tamb\u00e9m \u00e9 importante ter consigo o carregador de telem\u00f3vel com um <strong>adaptador de tomadas internacional<\/strong> e uma <strong>powerbank carregada<\/strong>.<\/p>\n<p>Na mala de cabine, \u00e9 importante que leve alguns itens que podem ser necess\u00e1rios no caso de ficar retido num aeroporto de escala, sofrer atrasos ou ter a bagagem extraviada ou perdida. Pelo menos <strong>uma muda de roupa<\/strong>, <strong>produtos de higiene, material para primeiros socorros e medicamentos<\/strong> para situa\u00e7\u00f5es imprevistas e controlo de doen\u00e7as ou condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. O site do <a href=\"https:\/\/www.sns24.gov.pt\/pt\/tema\/prevencao-e-cuidados-de-saude\/kit-do-viajante\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Sistema Nacional de Sa\u00fade traz uma lista do que deve estar no \u201ckit do viajante\u201d<\/a>, como, por exemplo, medicamento para dores ou febre, <strong>como o paracetamol, ou para alergias, como anti-histam\u00ednicos.<\/strong> \u00c9 essencial ter aten\u00e7\u00e3o a medicamentos que demandam prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. O SNS recomenda que leve \u201cem <strong>quantidade necess\u00e1ria para uma vez e meia o tempo da estadia<\/strong>, para poder fazer face a alguma emerg\u00eancia. Para al\u00e9m disso, \u00e9 aconselh\u00e1vel que se fa\u00e7a acompanhar <strong>c\u00f3pias das receitas prescritas<\/strong>, nas quais devem constar os princ\u00edpios ativos dos medicamentos\u201d. Tamb\u00e9m pode ser boa ideia incluir <strong>algum tipo de snack em formato viagem<\/strong>, desde que seja um alimento s\u00f3lido, n\u00e3o perec\u00edvel e preferencialmente embalado, como bolachas, barras energ\u00e9ticas ou frutos secos.<\/p>\n<p>J\u00e1 para evitar gastos excessivos se sofrer cancelamentos ou adiamentos repentinos, pode<strong> incluir a op\u00e7\u00e3o de cancelamento gratuito ou parcial ao comprar uma passagem<\/strong>, que pode ter um custo associado, ou tamb\u00e9m<strong>\u00a0contratar um seguro de viagem<\/strong> que salvaguarde algumas situa\u00e7\u00f5es inesperadas, como voos cancelados ou bagagem extraviada. \u201cSitua\u00e7\u00f5es como esta refor\u00e7am tamb\u00e9m a <strong>import\u00e2ncia de reservar atrav\u00e9s de uma ag\u00eancia de viagens<\/strong>, que assegura acompanhamento permanente e apoio na gest\u00e3o de eventuais imprevistos, garantindo maior tranquilidade e seguran\u00e7a aos clientes ao longo de todo o processo de viagem\u201d, recomenda Pedro Quintela, afirmando considerar que \u201co setor do Turismo est\u00e1 altamente preparado para lidar com contextos de instabilidade e para reagir com rapidez sempre que necess\u00e1rio. A nossa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que os viajantes planeiem as suas f\u00e9rias com normalidade, privilegiando sempre a marca\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de ag\u00eancias ou operadores reconhecidos, que asseguram acompanhamento permanente antes, durante e ap\u00f3s a viagem.\u201d<\/p>\n<p><strong>[<\/strong><b>Depois de anos em fuga, o guru \u00e9 finalmente detido. Mas o movimento de yoga e as escolas em todo o mundo continuam a funcionar.<\/b><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-5-no-quarto-do-guru\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Ou\u00e7a o \u00faltimo epis\u00f3dio<\/a>\u00a0de \u201cOs segredos da seita do yoga\u201d, o novo Podcast Plus do Observador. Uma s\u00e9rie em seis epis\u00f3dios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode\u00a0ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-6-a-maquina-nao-para\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui, no site do Observador<\/a>, e tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasts.apple.com\/pt\/podcast\/epis%C3%B3dio-6-a-m%C3%A1quina-n%C3%A3o-p%C3%A1ra\/id1870299321?i=1000752725840\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Apple Podcasts<\/a>, no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/6DPe4d9Dlb3ucZbyvZg0UQ?si=b02ca52f323d42ee\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Spotify<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/watch?v=p6piaUsonM8&amp;si=7H1H6dGdTNLYSDgB\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Youtube Music<\/a>. E pode ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-1-e-proibido-fazer-sexo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">aqui<\/a>\u00a0o primeiro epis\u00f3dio,\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-2-ha-raparigas-a-desaparecer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">aqui<\/a>\u00a0o segundo,\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-3-como-criar-uma-seita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">aqui<\/a>\u00a0o terceiro e\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-4-a-noite-secreta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">aqui\u00a0<\/a>o quarto e\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-5-no-quarto-do-guru\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui\u00a0<\/a>o quinto epis\u00f3dio]<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-segredos-da-seita-do-yoga\/episodio-6-a-maquina-nao-para\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><\/p>\n<p>        <img src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/thumbnail-a-seita-do-yoga.jpg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"gmail-CToWUd alignnone\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" width=\"770\" height=\"433\"\/>    <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando na manh\u00e3 de s\u00e1bado Donald Trump anunciou o ataque coordenado dos EUA e Israel ao Ir\u00e3o, muitos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":295040,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,1814,15,16,53092,14,25,26,186,21,22,310,62,12,13,19,20,23,24,58,17,18,29,30,31,1080,63,64,65],"class_list":["post-295039","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-escapadinhas","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-fu00e9rias","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-lifestyle","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mu00e9dio-oriente","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-sociedade","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-viagens","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116187444386081737","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=295039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295039\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/295040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=295039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=295039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=295039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}