{"id":295187,"date":"2026-03-07T13:09:27","date_gmt":"2026-03-07T13:09:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/295187\/"},"modified":"2026-03-07T13:09:27","modified_gmt":"2026-03-07T13:09:27","slug":"ja-nao-e-daqui-a-dois-anos-esta-a-acontecer-agora-a-ia-vai-mesmo-destruir-varios-empregos-e-o-que-estamos-a-ver-e-a-fronteira-do-que-pode-ser-o-nosso-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/295187\/","title":{"rendered":"J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 daqui a dois anos, est\u00e1 a acontecer agora&#8221;: a IA vai mesmo &#8220;destruir&#8221; v\u00e1rios empregos e &#8220;o que estamos a ver \u00e9 a fronteira do que pode ser o nosso futuro"},"content":{"rendered":"<p>\t                O despedimento em massa na Block desvenda uma realidade obscura do mercado de trabalho: a Intelig\u00eancia Artificial est\u00e1 a &#8220;destruir&#8221; empregos e &#8220;n\u00e3o s\u00e3o trabalhos quaisquer&#8221; &#8211; programadores e consultores est\u00e3o entre as profiss\u00f5es mais vulner\u00e1veis \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o pela tecnologia. Quase um ter\u00e7o dos empregos em Portugal est\u00e3o em &#8220;colapso&#8221; &#8211; mas o potencial de inova\u00e7\u00e3o \u00e9 de tal forma que \u00e9 prov\u00e1vel que surjam &#8220;profiss\u00f5es com quem n\u00f3s nem sonhamos&#8221;<\/p>\n<p>A Intelig\u00eancia Artificial (IA) vai mesmo \u201cdestruir\u201d v\u00e1rios empregos, mas tamb\u00e9m vai complementar outros e at\u00e9 vai ser capaz de criar novas profiss\u00f5es. \u00c9 esta a perspetiva de especialistas em economia e IA, que afirmam que esta mudan\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 a acontecer, mas pode ser ainda mais disruptiva nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2025\/10\/28\/business\/amazon-layoffs\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">despedimentos coletivos em massa<\/a> anunciados pelas grandes tecnol\u00f3gicas nos \u00faltimos meses j\u00e1 faziam prever este cen\u00e1rio, mas o grande alerta surgiu h\u00e1 uma semana, quando o CEO da Block, Jack Dorsey, anunciou publicamente, nas redes sociais, que iria <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2025\/10\/28\/business\/amazon-layoffs\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">despedir quase metade dos trabalhadores da empresa<\/a> por causa da IA.<\/p>\n<p>Bernardo Forbes Costa, professor da Nova School of Business and Economics e especialista em ci\u00eancia de dados e Intelig\u00eancia Artificial, admite que leu a not\u00edcia \u201ccom choque\u201d. \u201cParece que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 daqui a dois anos, tr\u00eas anos, est\u00e1 a acontecer agora\u201d, diz, referindo-se \u00e0 amea\u00e7a da disrup\u00e7\u00e3o da IA no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>No an\u00fancio, publicado na sua conta particular na rede social X (antigo Twitter, co-fundado pelo pr\u00f3prio Jack Dorsey), o CEO da Block &#8211; empresa por detr\u00e1s da Square, Cash App, Afterpay, TIDAL, entre outras &#8211;\u00a0 assumia que, <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2026\/02\/26\/technology\/block-square-job-cuts-ai.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u201cdentro do pr\u00f3ximo ano, a maioria das empresas chegar\u00e1 \u00e0 mesma conclus\u00e3o<\/a> e far\u00e1 mudan\u00e7as estruturais semelhantes\u201d.<\/p>\n<p>Esta at\u00e9 pode j\u00e1 ser a realidade das gigantes tecnol\u00f3gicas norte-americanas, mas a tend\u00eancia ainda vai demorar a chegar c\u00e1, admitem os especialistas ouvidos pela CNN Portugal, que contextualizam estes despedimentos em massa com a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o da IA generativa e o reajuste do mercado de trabalho na \u00e1rea p\u00f3s-covid.<\/p>\n<p>\u201cEstamos a falar de uma empresa naturalmente do meio da tecnologia\u201d, observa Bernardo Forbes Costa, concretizando que \u201ch\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o forte entre o n\u00edvel de ado\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de uma empresa e o impacto da tecnologia, em particular da IA\u201d, na sua for\u00e7a laboral. Nesta equa\u00e7\u00e3o, os mais prejudicados s\u00e3o aqueles que ocupam empregos de n\u00edvel de entrada &#8211; uma ideia que desenvolvemos mais \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Estas empresas tecnol\u00f3gicas \u201cexpandiram muito a sua for\u00e7a de trabalho na altura da covid\u201d, quando houve uma \u201cacelera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio online\u201d, complementa Hugo Castro Silva, professor no Instituto Superior T\u00e9cnico (IST) e especialista em economia do trabalho e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. \u201cEu acredito que agora muitos destes despedimentos que n\u00f3s vemos s\u00e3o um reajuste disso.&#8221;<\/p>\n<p>Embora acredite que esta \u00e9 \u201cuma realidade muito distante\u201d no mercado de trabalho portugu\u00eas, Bernardo Forbes Costa admite que \u201co que estamos a ver \u00e9 a fronteira do que pode ser o nosso futuro, vamos supor, da realidade portuguesa ou da realidade europeia, da empresa tradicional, se calhar daqui a cinco anos, talvez, num horizonte de m\u00e9dio e longo prazo\u201d.<\/p>\n<p>Quase um ter\u00e7o do emprego em Portugal \u00e9 composto por &#8220;profiss\u00f5es em colapso&#8221; <\/p>\n<p>A velocidade a que a tecnologia est\u00e1 a evoluir, sobretudo a IA generativa, torna quase imposs\u00edvel fazer uma previs\u00e3o do tempo que vai demorar at\u00e9 come\u00e7armos a sentir, em Portugal, os seus impactos no mercado de trabalho, \u00e0 escala das grandes tecnol\u00f3gicas. Desde logo porque, como explica Bernardo Forbes Costa, h\u00e1 \u201cum conjunto de constrangimentos econ\u00f3micos e estruturais do tecido empresarial portugu\u00eas\u201d que o tornam mais resistente a esta tecnologia.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso ter infraestrutura, \u00e9 preciso ter talento, \u00e9 preciso ter dinheiro, \u00e9 preciso tempo para fazer esse investimento\u201d, observa Bernardo Forbes Costa. \u201cA perce\u00e7\u00e3o que eu tenho do tecido empresarial portugu\u00eas \u00e9 que realmente a ado\u00e7\u00e3o de tecnologia n\u00e3o \u00e9 muito forte, especialmente nas Pequenas e M\u00e9dias Empresas [PMEs, que comp\u00f5em a grande fatia do tecido], simplesmente porque \u00e9 um mercado pequeno, porque os recursos muitas vezes tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o os maiores ou melhores.\u201d<\/p>\n<p>Essa \u00e9, em parte, a conclus\u00e3o de um <a href=\"https:\/\/ffms.pt\/pt-pt\/estudos\/policy-papers\/automacao-e-inteligencia-artificial-no-mercado-de-trabalho-portugues-desafios-e-oportunidades\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo da Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos<\/a> (FFMS) sobre a automa\u00e7\u00e3o e a IA no mercado de trabalho portugu\u00eas. Os autores do estudo, publicado em abril de 2025, referem que \u201ca maior fatia do emprego em Portugal (35,7%) \u00e9 composta por profiss\u00f5es que n\u00e3o poder\u00e3o ser substitu\u00eddas pela automa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ir\u00e3o beneficiar da digitaliza\u00e7\u00e3o\u201d. Os autores designam-nas como as profiss\u00f5es do \u201cterreno dos humanos\u201d, que n\u00e3o correm risco de substitui\u00e7\u00e3o pela IA. S\u00e3o empregos caracterizados, em grande medida, pelo trabalho bra\u00e7al &#8211; \u201ctrabalhadores de limpeza em casas particulares, escrit\u00f3rios e hot\u00e9is; t\u00e9cnicos de atividade f\u00edsica e agricultores qualificados\u201d, exemplificam.<\/p>\n<p>H\u00e1, todavia, um lado mais negro nesta equa\u00e7\u00e3o. De acordo com o mesmo estudo, 28,9% do mercado de trabalho portugu\u00eas \u00e9 composto pelo que os autores designam como \u201cprofiss\u00f5es em colapso\u201d, cujos empregos est\u00e3o \u201cseriamente amea\u00e7ados pela automa\u00e7\u00e3o e pela IA, correndo risco de extin\u00e7\u00e3o&#8221;. Aqui incluem-se, por exemplo, vendedores de call centers, empregados de balc\u00e3o, operadores de caixa, entre outros. S\u00e3o, geralmente, empregos ocupados por pessoas com mais baixos n\u00edveis de escolaridade e de qualifica\u00e7\u00f5es e que apresentam os rendimentos m\u00e9dios mais baixos.<\/p>\n<p>Mas o caso da Block desvenda uma realidade ainda mais obscura &#8211; a IA generativa, em particular os Large Language Models (LLM, ou Grande Modelo de Linguagem, como ChatGPT, Gemini, Claude, entre outros) \u201cest\u00e3o a destruir alguns trabalhos\u201d. &#8220;E n\u00e3o s\u00e3o trabalhos quaisquer\u201d, observa Hugo Castro Silva. S\u00e3o \u201csobretudo empregos nos n\u00edveis de entrada\u201d, mais qualificados, como os programadores &#8211; que, presume o investigador, comp\u00f5em grande parte da for\u00e7a de trabalho de tecnol\u00f3gicas como a Block.<\/p>\n<p>\u201cEstes modelos conseguem substituir em grande medida os programadores, sobretudo os que est\u00e3o em in\u00edcio de carreira\u201d, afirma o investigador do IST. \u201cObviamente n\u00e3o os eliminam todos, mas a ideia \u00e9 que s\u00e3o precisos menos programadores em in\u00edcio da carreira para fazer o mesmo trabalho.\u201d<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1772888967_247_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    &#8220;Tudo o que envolva produ\u00e7\u00e3o de texto de forma rotineira \u00e9 poss\u00edvel que esteja amea\u00e7ado&#8221; pela IA, admite Hugo Castro Silva, co-autor do estudo sobre\u00a0automa\u00e7\u00e3o e IA no mercado de trabalho portugu\u00eas,\u00a0da Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos (FFMS) <\/p>\n<p>Ora, isto demonstra que estes modelos de IA generativa n\u00e3o est\u00e3o a fazer \u201cdesaparecer o meio da pir\u00e2mide\u201d, mas sim \u201ca base da pir\u00e2mide\u201d, observa Hugo Castro Silva. O CEO da Anthropic (uma das maiores empresas de IA do mundo), Dario Amodei, tem vindo a alertar que <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2026\/02\/12\/opinion\/artificial-intelligence-anthropic-amodei.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">a IA vai eliminar cerca de metade de todos os empregos de n\u00edvel de entrada<\/a> nos escrit\u00f3rios dentro de poucos anos.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m j\u00e1 h\u00e1 evid\u00eancias da \u201cdestrui\u00e7\u00e3o de emprego no meio da pir\u00e2mide\u201d, acrescenta Hugo Castro Silva, apontando a consultoria como exemplo, onde h\u00e1 estudos que revelam que o uso de LLM aumenta a produtividade dos consultores menos experientes. Ou seja, a IA \u201cconsegue aproximar os pouco experientes dos mais experientes\u201d. O resultado? As empresas come\u00e7am a optar por \u201cdispensar os mais qualificados, que s\u00e3o mais caros\u201d, refere o investigador.<\/p>\n<p>Estes exemplos mostram que os impactos da IA no mercado de trabalho n\u00e3o s\u00e3o lineares &#8211; enquanto na consultoria se verifica \u201co desaparecimento ou desvaloriza\u00e7\u00e3o\u201d dos trabalhadores mais qualificados e com experi\u00eancia, no caso dos programadores assistimos \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do \u201ctrabalho menos experiente\u201d.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 talvez uma das particularidades que, no entender dos especialistas ouvidos pela CNN Portugal, mais distingue a IA de outras revolu\u00e7\u00f5es para a economia, como a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial ou at\u00e9 mesmo o surgimento da Internet. &#8220;A IA \u00e9 diferente (&#8230;). Historicamente, os trabalhos que eram afetados eram os menos nobres e o que vemos agora \u00e9 que h\u00e1 alguns trabalhos mais qualificados que est\u00e3o a ser afetados&#8221;, observa Hugo Castro Silva.<\/p>\n<p>Em contrapartida, h\u00e1 profiss\u00f5es que v\u00e3o ficar a ganhar com a introdu\u00e7\u00e3o da IA, ao mesmo tempo que \u201cest\u00e3o salvaguardadas dos efeitos destrutivos da automa\u00e7\u00e3o\u201d, referem os autores do estudo da FFMS. S\u00e3o as chamadas \u201cprofiss\u00f5es em ascens\u00e3o\u201d, que correspondem a 22,5% do mercado de trabalho em Portugal e que incluem os trabalhadores \u201ccom mais altas qualifica\u00e7\u00f5es\u201d, como \u201ccientistas, m\u00e9dicos e gestores de topo\u201d, exemplifica Hugo Castro Silva. Estes empregos beneficiam da introdu\u00e7\u00e3o da IA, complementando o trabalho humano.\u00a0<\/p>\n<p>Numa perspetiva mais otimista, Hugo Castro Silva destaca a possibilidade de &#8220;cria\u00e7\u00e3o de profiss\u00f5es com que n\u00f3s nem sonhamos&#8221; \u00e0 medida que a IA vai evoluindo. Afinal, a IA \u00e9 considerada uma &#8220;general purpose technology&#8221;, observa o investigador, o que significa que \u00e9 &#8220;uma tecnologia que tem aplica\u00e7\u00e3o em imensos setores&#8221; e, por isso, \u00e9 capaz de remodelar toda a economia.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o coisas que revolucionam a forma de fazer ci\u00eancia e de fazer inova\u00e7\u00e3o. Significa que podemos passar a inovar ainda mais. E o crescimento [econ\u00f3mico] vem muito da inova\u00e7\u00e3o &#8211; novos produtos, novas profiss\u00f5es, etc.&#8221;, sublinha Hugo Castro Silva, que aponta como exemplo o lan\u00e7amento da Apple Store em 2008, um ano depois do lan\u00e7amento do iPhone. &#8220;Isto foi h\u00e1 20 anos. Entretanto, pensemos como a nossa economia mudou com o aparecimento das aplica\u00e7\u00f5es&#8221;, reflete.<\/p>\n<p>Requalifica\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>\u00c9 por tudo isto que Hugo Castro Silva admite olhar\u00a0com alguma relut\u00e2ncia para estes an\u00fancios de despedimentos em massa atribu\u00eddos \u00e0 IA.\u00a0\u201cEu n\u00e3o consigo acreditar que isto seja tudo s\u00f3 por causa da Intelig\u00eancia Artificial\u201d, assume o investigador, apontando que j\u00e1 h\u00e1 quem use o termo \u201cAI-washing\u201d para descrever estes an\u00fancios. \u201cNo fundo, est\u00e3o a dizer que \u00e9 tudo culpa da IA, que \u00e9 uma coisa inevit\u00e1vel, e isto quase que desresponsabiliza os CEOs destas decis\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Para os especialistas ouvidos pela CNN Portugal, as empresas t\u00eam um papel a desempenhar na adapta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores a estas mudan\u00e7as. Bernardo Forbes Costa defende a aposta na &#8220;requalifica\u00e7\u00e3o preventiva&#8221; dos trabalhadores, ou seja, &#8220;ainda antes da perda de emprego&#8221;, sobretudo para aqueles que ocupam as chamadas &#8220;profiss\u00f5es em colapso&#8221;. &#8220;A empresa que vai adotar tecnologia pode come\u00e7ar a treinar muitos dos seus trabalhadores para usarem as tecnologias que vai adotar e, assim, colhe melhor os efeitos dessa mudan\u00e7a&#8221;, sugere o professor da Nova School of Business and Economics.<\/p>\n<p>Estes programas de requalifica\u00e7\u00e3o devem &#8220;facilitar a transi\u00e7\u00e3o para profiss\u00f5es mais resilientes, menos expostas aos riscos da automa\u00e7\u00e3o e que ofere\u00e7am melhores perspetivas de sustentabilidade no longo prazo&#8221;, vincam os investigadores.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os autores consideram &#8220;urgente&#8221; rever os curr\u00edculos escolares e acad\u00e9micos, adaptando-os \u00e0s mudan\u00e7as impulsionadas pela IA, nomeadamente promovendo a literacia digital, o dom\u00ednio de ferramentas de IA e compet\u00eancias relacionadas com an\u00e1lise e comunica\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, a palavra-chave para n\u00e3o ficarmos para tr\u00e1s. Na perspetiva de Bernardo Forbes Costa, devemos tirar partido do que ainda nos distingue das m\u00e1quinas. &#8220;O que nos torna humanos \u00e9 a curiosidade e a capacidade de aprender&#8221;, sublinha, acrescentando que os trabalhadores que v\u00e3o continuir a ser imprescind\u00edveis ser\u00e3o aqueles que t\u00eam &#8220;mais capacidade de aprender r\u00e1pido, de se reinventarem e de continuarem abertos e dispon\u00edveis a aprender.&#8221;<\/p>\n<p>Esta adapta\u00e7\u00e3o exige, contudo, uma maior abertura da sociedade para aceitar estas mudan\u00e7as. Os especialistas ouvidos pela CNN Portugal concordam que a sociedade portuguesa, em particular, \u00e9 mais conservadora e mais c\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o a estes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, o que traz consequ\u00eancias. &#8220;Claro que j\u00e1 h\u00e1 complementaridade [entre trabalhadores e IA], mas ainda estamos numa fase muito incipiente das capacidades&#8221;, considera Hugo Castro Silva.<\/p>\n<p>Enquanto, por um lado, h\u00e1 empresas que &#8220;ativamente bloqueiam o uso destas ferramentas&#8221; nos locais de trabalho, por outro, &#8220;muitos trabalhadores t\u00eam vergonha de dizer que usam&#8221; estas ferramentas, com receio de serem penalizados. &#8220;Quando ultrapassarmos este tipo de preconceitos, a hist\u00f3ria vai mudar &#8211; e vai mudar bastante&#8221;, profetiza o professor do IST.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O despedimento em massa na Block desvenda uma realidade obscura do mercado de trabalho: a Intelig\u00eancia Artificial est\u00e1&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":295188,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[609,836,611,51837,27,88,607,608,333,832,604,135,610,476,89,90,301,830,414,933,51838,603,570,831,833,11196,62,834,13,835,602,52,32,33,29],"class_list":["post-295187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-block","tag-breaking-news","tag-business","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-governo","tag-guerra","tag-ia","tag-inteligencia-artificial","tag-jack-dorsey","tag-justica","tag-live","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mercado-de-trabalho","tag-mundo","tag-negocios","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=295187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/295188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=295187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=295187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=295187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}