{"id":2954,"date":"2025-07-26T20:27:10","date_gmt":"2025-07-26T20:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2954\/"},"modified":"2025-07-26T20:27:10","modified_gmt":"2025-07-26T20:27:10","slug":"lavam-a-roupa-veem-netflix-e-admitem-publicamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2954\/","title":{"rendered":"lavam a roupa, v\u00eaem Netflix (e admitem publicamente)"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/photos\/man-laptop-work-digital-nomad-4749237\/\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Peggy und Marco Lachmann-Anke \/ Pixabay<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-488994\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/0f83a49920a6dc2a596c1db052f91186-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m fazem compras. Funcion\u00e1rios revelam as coisas pessoais que fazem durante o hor\u00e1rio de trabalho. N\u00e3o s\u00e3o apenas os mais novos.<\/strong><\/p>\n<p>Aproveitam o <strong>hor\u00e1rio de trabalho<\/strong> para fazer (muitas) <strong>tarefas pessoais,<\/strong> que nada t\u00eam a ver com o trabalho \u2013 e j\u00e1 nem escondem que o fazem.<\/p>\n<p>A denominada<strong> fraude de tempo<\/strong> est\u00e1 a ser <strong>anunciada publicamente<\/strong> por jovens trabalhadores, integrados na denominada Gera\u00e7\u00e3o Z; ou seja, nascidos entre 1997 e 2012.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia surge \u2013 de novo \u2013 no TikTok: est\u00e3o a surgir v\u00eddeos onde os jovens trabalhadores contam que<strong> durante o hor\u00e1rio de trabalho v\u00eaem Netflix, lavam a roupa, fazem compras, bebem cocktails com \u00e1lcool, ou at\u00e9 s\u00f3 trabalham um dia por semana<\/strong> na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00eddeos com este tipo de conte\u00fados que j\u00e1 foram visualizados at\u00e9 400.000 vezes.<\/p>\n<p>A fraude do tempo \u00e9 associada aos mais jovens (at\u00e9 porque os pr\u00f3prios admitem publicamente), mas tamb\u00e9m h\u00e1 trabalhadores <strong>mais velhos<\/strong> a fazer o mesmo, revela um estudo do Consumerfieldwork citado no jornal <a href=\"https:\/\/www.handelsblatt.com\/karriere\/arbeitszeitbetrug-oft-petzen-kollegen\/100141010.html\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Handelsblatt<\/a>.<\/p>\n<p>A especialista em assuntos laborais, Sascha Stowasser, avisa que esta rotina n\u00e3o \u00e9 uma brincadeira: \u201cTem <strong>enormes consequ\u00eancias econ\u00f3micas.<\/strong> O absentismo \u00e9 muito custoso para as empresas\u201d.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancias<\/p>\n<p>Michael Fuhlrott, especialista em direito trabalhista, avisa que h\u00e1 consequ\u00eancias para esses funcion\u00e1rios: \u201cQualquer pessoa que intencionalmente finge estar a trabalhar enquanto, na verdade, faz outra coisa est\u00e1 a cometer uma <strong>fraude\u201d.<\/strong> O factor-chave \u00e9 a viola\u00e7\u00e3o do dever: \u201cE isso existe mesmo quando h\u00e1 apenas um intervalo curto n\u00e3o declarado.\u201d<\/p>\n<p>\u201cSe algu\u00e9m trabalhar apenas 20 horas por semana em vez das 40 acordadas, isso \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o do dever\u201d, acrescenta Michael Fuhlrott.<\/p>\n<p>Essa viola\u00e7\u00e3o do dever, quem engana o patr\u00e3o intencionalmente, \u00e9 <strong>demitido<\/strong> <strong>imediatamente, na pior das hip\u00f3teses.<\/strong><\/p>\n<p>E j\u00e1 houve um <strong>exemplo<\/strong> real: na Alemanha, uma empresa de transportes despediu um fiscal que passava o hor\u00e1rio de trabalho com a namorada, nos caf\u00e9s ou no cabeleireiro. O caso foi a tribunal, a empresa venceu. E o fiscal, al\u00e9m de ser despedido, ainda teve de pagar mais 21 mil euros pelo trabalho de um investigador particular neste processo.<\/p>\n<p>\u00c9 uma consequ\u00eancia extrema porque, no geral, \u00e9 preciso olhar para a<strong> intensidade da fraude e para o tempo de servi\u00e7o do trabalhador.<\/strong><\/p>\n<p>Esta quest\u00e3o agravou-se com o teletrabalho mas esta fraude de tempo j\u00e1<strong> existe h\u00e1 d\u00e9cadas<\/strong>. Noutros tempos, por exemplo, passavam horas a falar ao telefone \u2013 com chamadas pessoais.<\/p>\n<p>Falta lideran\u00e7a<\/p>\n<p>Mas, seja no passado ou no presente, a maioria dos funcion\u00e1rios <strong>n\u00e3o o faz por vingan\u00e7a ou por ressentimento<\/strong>: se por um lado \u00e9 falta de no\u00e7\u00e3o por parte do trabalhador, tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o de objectivos mal definidos e de <strong>falta de lideran\u00e7a<\/strong> por parte do patr\u00e3o (sobretudo quando a fraude do tempo se prolonga).<\/p>\n<p>E como \u00e9 que o patr\u00e3o se apercebe? H\u00e1 algum<strong> colega de trabalho que faz queixa<\/strong>, responde o especialista jur\u00eddico Fuhlrott.<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 a pergunta: com a tecnologia, com a Intelig\u00eancia Artificial, um trabalhador s\u00f3 precisa de 30 horas e n\u00e3o de 40 horas para cumprir as suas tarefas \u2013<strong> deve continuar a trabalhar?<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs contratos de trabalho s\u00e3o geralmente contratos de servi\u00e7o. A maioria dos trabalhadores \u00e9 paga \u00e0 hora, e n\u00e3o com base no sucesso ou na produtividade\u201d, lembra Michael Fuhlrott.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outra perspectiva: um sistema laboral que foca no tempo em vez de resultados est\u00e1 ultrapassado. \u201cSe algu\u00e9m conclui suas tarefas com efici\u00eancia, por que n\u00e3o poderia sair uma hora mais cedo?\u201d, questiona outro especialista em quest\u00f5es laborais, Stowasser.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1753561629_82_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1753561629_441_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1753561630_988_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Peggy und Marco Lachmann-Anke \/ Pixabay Tamb\u00e9m fazem compras. 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